• Aucun résultat trouvé

b The atmosphere

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 23-27)

Chapter I The atmosphere of the early Earth and the origin of the organic matter

I.2 The origin of the organic matter on the early Earth

I.2.2. b The atmosphere

A partir dos estudos desenvolvidos pelo professor David Cooperrider, aplicações de metodologias baseadas no "foco positivo" começaram a ser considerados como uma alternativa viável para substituir o foco tradicionalmente aplicado à localização de problemas. Inicialmente Cooperrider chamavam esta linha de pesquisa de Investigação Positiva (Positive Inquiry).

A investigação positiva atraiu muitos pesquisadores, empresas e organizações, que encontravam nesta metodologia soluções a partir de seus sucessos anteriores. Este caminho possibilitava reduzir o estresse causado pelas grandes mudanças nas estratégias corporativas. Os defensores da Investigação Apreciativa argumentam que se continuamos procurando problemas, continuaremos encontrando problemas.

O modelo criado pelo professor Cooperider busca nas potencialidades locais a solução para o desenvolvimento e formulação de estratégias. Este modelo, que utiliza o foco positivo, tem demonstrado excelentes resultados em aplicações de desenvolvimento estratégico urbano.

modelos decisórios, o modelo de Investigação Apreciativa (Appreciative Inquiry) trabalha os fatores positivos de um organismo ou organização. A teoria de Cooperider segue uma linha de abordagem de gestão relativamente nova. A filosofia que sustenta a AI está relacionada ao poder de auto-superação das pessoas, tema já abordado na mitologia grega antiga.

A mitologia grega relata a estória de um rei de Chipre, chamado Pigmaleão. Segundo a mitologia este rei era um hábil escultor e se apaixonou pela escultura que havia realizado, uma estátua de marfim que esculpira para representar a mulher ideal. Tal era a perfeição da estátua, que Pigmaleão chegou a tratá-la como se fosse real, chamando-a Galatéia. Diz a mitologia que a deusa Afrodite, comovida com os desejos do desesperado escultor, transforma a estátua em uma mulher de carne e osso.

O mito de Pigmaleão inspira atualmente trabalhos em áreas como a psicologia, educação, gestão empresarial e desenvolvimento de sistemas, e está relacionado ao que se chama "efeito Pigmaleão". A teoria relacionada ao efeito Pigmaleão diz que a busca de objetivos positivos pode guiar e induzir as pessoas à auto-superação.

Arante (2002) comenta sobre o efeito Pigmaleão dizendo:

Assim como no caso de outros mitos, Pigmaleão traduz um elemento fascinante do comportamento humano: a capacidade de determinar seus próprios rumos, concretizando planos e previsões particulares ou coletivas. No ambiente de negócios, a definição dos rumos de uma organização, através da elaboração da sua missão e da visão, pode contribuir significativamente para um posicionamento de vanguarda, bem como para geração de valor competitivo.

... embora demande esforço, o efeito pigmaleão nas organizações é possível. Mas isso não será resultado de ação milagrosa de deuses. Os gestores devem procurar potencializar o poder criativo, a inovação, o engajamento e a ação contínua de seus profissionais traduzida em negócios. Querer fugir disso é criar um grande mito, porém sem nenhum significado.

Segundo Sullivan (2004), os estudos sobre "efeito placebo" (na área médica), sobre o "efeito Pigmaleão" (principalmente na área de educação) e sobre a "teoria do desempenho" (na área desportiva) sustentam o modelo de Investigação Apreciativa de Cooperrider. O modelo de Investigação Apreciativa pode ser definido como de abordagem "construcionista", voltado a estimular o desenvolvimento organizacional, e baseado na

fortaleza, positivismo e potencialidades do indivíduo e do ambiente local. O termo "Investigação Apreciativa" está associado ao fato da metodologia buscar conhecer os indivíduos e a organização, e a partir do que elas já possuem de bom desenvolver planos e estratégias de melhoria.

A metodologia de Investigação Apreciativa questiona a grande ênfase dada, por muitas metodologias, ao foco de resolução de problemas. Elosbrasil (2005) argumenta que muitas organizações se consideram "um problema a ser resolvido" e por isso fazem reuniões para elaborar uma lista dos problemas, procurar as causas e a partir daí começar a buscar soluções. Com o foco apreciativo a organização deixa se ser percebida como um problema a ser solucionado e passa a ser vista como a própria solução. Rodrigo Lourdes, fundador e presidente do Conselho de Administração da empresa Nutrimental, diz que "os erros mostram apenas como as coisas não devem ser feitas, mas não apontam como elas devem ser feitas" (apud FDC, 2002, p.42).

A abordagem apreciativa, por não focar os problemas organizacionais e sim as virtudes, tem a vantagem sobre outros modelos de facilitar o consenso e a união dos participantes em busca de objetivos comuns, eliminando a atmosfera negativa da busca de problemas, culpados, e justificativas. Judy (2005) diz que os princípios que sustentam a Investigação Apreciativa defendem a idéia de que se deve buscar identificar os fatores positivos que contribuem para o sucesso de cada grupo ou organização. Judy argumenta que em qualquer grupo alguma coisa funciona, pois se nada funcionasse o grupo não existiria.

A metodologia de Investigação Apreciativa, conta com cinco princípios básicos: • Princípio Construcionista;

• Princípio da Simultaneidade; • Princípio Poético;

• Princípio da Antecipação; • Princípio Positivo.

Segundo Troxel (2002), a Investigação Apreciativa procura encontrar os melhores momentos da organização e dos indivíduos e descrever estas experiências de maneira que

desafie a organização a vir a ser melhor do que já é no momento atual. Sugarman (2002) diz que, depois de anos trabalhando com a Investigação Apreciativa, estava apenas começando a entender o enorme potencial dos modelos apreciativos para descobrir, conhecer, relacionar e mudar o futuro. Sugarman, para salientar a importância e o papel de cada pessoa na mudança organizacional, recorda o pensamento de Gandhi que diz "nós devemos ser a mudança que gostaríamos de ver no mundo".

A Investigação Apreciativa conduz os participantes do processo a gerarem proposições provocativas que desafiam e comprometem as pessoas envolvidas com o processo de melhoria do sistema. A teoria por detrás das proposições provocativas defende a idéia de que as mudanças devem aproveitar o que já se tem de melhor. A preocupação com as adversidades, problemas e debilidades da organização pode dificultar o processo de geração da energia positiva necessária para mover a organização para um novo nível de operação, diz Troxel (2002).

Para a IISD (2005), a Investigação Apreciativa é uma pesquisa para cooperação e fortalecimento das forças que estão presentes em todos os sistemas, de forma a inspirar mudanças positivas. A IISD argumenta que a Investigação Apreciativa (AI) encoraja a participação das pessoas, enfatiza a importância do aproveitamento das potencialidades locais e direciona a discussão à apreciação de problemas reais. No caso da gestão estratégica de cidades, a aplicação da AI pode ajudar a transferir parte do poder e responsabilidade de formulação e implementação de estratégias para a própria população, reduzindo a dependência dos gestores municipais para a consecução dos objetivos desejados (IISD, 2005).

Segundo a IISD (2005), a Investigação Apreciativa, aplicada à cidades, requer uma pesquisa colaborativa baseada em entrevistas e perguntas positivas, que indague sobre as histórias de sucesso da comunidade. A IISD diz que estas histórias aumentam a identidade cultural, o espírito coletivo e a visão da sociedade. Desta maneira as pessoas de uma localidade podem utilizar sua compreensão sobre "o que se é", identificando suas potencialidades, e construindo uma visão sobre "o que a comunidade pode ser". Para a IISD, este objetivo se alcança criando proposições provocativas que estimulem a melhoria através da percepção e compreensão de seus próprios sucessos anteriores.

A IISD (2005) argumenta que as proposições provocativas são sonhos que dão força a comunidade para alcançar algo melhor, e esta força se baseia na construção do conhecimento sobre coisas importantes para a comunidade. Estas coisas podem ser do tipo: liderança, relacionamento, tecnologia, valores, capacidade de criação, ou relacionamentos (IISD, 2005). A IISD relata que a AI opta deliberadamente por não analisar problemas; ao invés, busca sistematicamente isolar e aprender a partir de pequenos sucessos.

Os defensores da Investigação Apreciativa justificam que esta metodologia deixa espaço para a expressão de sentimentos, da imaginação, do pensamento lógico e da análise intelectual. Os defensores da AI fazem uma analogia desta metodologia, comparando uma organização ou sistema ao corpo humano. O corpo humano pode ser tratado buscando-se possíveis enfermidades ou disfunções a serem corrigidas ou tratado como o corpo de um atleta que busca objetivos e metas, que ajudem a atingir recordes ou melhores desempenhos. A AI considera que a maioria das pessoas, organizações ou sistemas não apresentam enfermidades.

A metodologia de Investigação Apreciativa, conta com cinco princípios básicos: • Princípio Construcionista: As realidades são construídas sobre as experiência

prévias pessoais e organizacionais, que definem o destino da organização (ELOSBRASIL, 2005). Segundo a IISD (2005), as perguntas que geramos no período investigativo definem o ponto para a descoberta de estórias de sucesso, a partir daí um novo futuro pode ser concebido e construído.

• Princípio da Simultaneidade: As perguntas e as mudanças acontecem simultaneamente e utilizando-se perguntas apreciativas se favorece a auto-estima da outra pessoa (ELOSBRASIL, 2005). Segundo a IISD (2005), as perguntas que fazemos estabelecem o ponto de partida para o que vamos encontrar e o que descobrimos será a descrição de como o futuro será concebido e construído. • Princípio Poético: As organizações humanas, assim como uma obra de arte,

podem ser interpretadas de diversas maneiras e os observadores devem ser vistos como co-autores deste trabalho (ELOSBRASIL, 2005). Segundo a IISD (2005), o passado presente e futuro são uma fonte sem fim de aprendizado, inspiração e interpretação, a partir deles se pode estudar as derrotas ou os sucessos, a

desintegração ou a união, os momentos tristes ou os alegres, os momentos de estresse e derrota ou a criatividade e a inovação. A IISD diz que a Investigação Apreciativa prefere focar os aspectos positivos da comunidade.

• Princípio da Antecipação: Este princípio defende a idéia de que a visão antecipada do futuro guia o comportamento de cada organismo ou organização em direção a seus sonhos-e imaginações e que a imaginação coletiva e o debate a respeito do futuro são os recursos mais importantes que se tem para construir a mudança organizacional (ELOSBRASIL, 2005). Segundo a IISD (2005), as comunidades existem porque os governantes mantém uma visão compartida do que é a organização, como funciona e o como esta deverá ser no futuro.

• Princípio Positivo: A abordagem positiva tem o poder de agregar e realimentar as forças e coalizões organizacionais e quanto mais positivas são as questões formuladas, mais efetivo é o esforço de mudança (ELOSBRASIL, 2005). Segundo a IISD (2005), em muitos temas importantes as pessoas e as comunidades se movem no sentido das questões formuladas. As perguntas sobre sucessos passados guiam a comunidade em um sentido muito melhor que as perguntas formuladas sobre os problemas e deficiências do sistema (IISD, 2005). A metodologia de Investigação Apreciativa compunha-se originalmente de 4 passos básicos. O Ciclo dos 4 D's originaram dos termos em inglês (Discovery, Dream, Design e

Destiny), e refere-se aos passos de Descoberta, Sonho, Planificação e Destino.

Posteriormente alguns adeptos desta metodologia incluíram outros passos. O professor Mark Chupp, utiliza um modelo de Investigação Apreciativa (AI) com cinco passo, que chama de 5D's (URBAN UPDATE, 2004). O quito passo foi adicionado antes do primeiro e vem do termo em inglês "Define", que significa "definir". Outros autores preferem chamar o último passo de "Deliver " em vez de "Destiny", "destino" em vez de "entrega".

Chupp (apud URBAN UPDATE, 2004), utiliza um modelo de 5 passos para a Investigação Apreciativa e argumenta que este quinto passo, ou primeiro em ordem seqüencial, visa explicitar uma etapa que anteriormente já era realizada, mas não era mencionada. O objetivo desta etapa é definir o foco da investigação. Chupp diz que a Investigação Apreciativa é uma filosofia, que segue uma metodologia que descreve, passo

a passo, como propiciar a mudança em uma organização ou comunidade (ver Figura 24). Os quatro passos básicos da metodologia de Investigação Apreciativa são:

• Descoberta: fase em que a organização aprecia o que tem de melhor. Exemplos: liderança, relacionamentos, tecnologia, métodos de planejamento, etc. Nesta fase, as pessoas compartilham histórias de sucesso, percebendo a história organizacional como uma possibilidade positiva. Segundo a IISD (2005), nesta fase as pessoas compartem histórias de suas habilidades especiais, discutem as condições e valores vitais e centrais de sua comunidade e consideram cuidadosamente as conseqüências sobre os aspectos que mais valoram de sua história e o que desejam melhorar no futuro.

• Sonho: fase em que se busca desafiar o "status quo" criando visões dos resultados esperados. Na fase do sonho, as pessoas questionam o estado atual visualizando as perspectivas mais importantes e vitais para o futuro. Esta fase baseia-se na história da comunidade e visa expandir suas potencialidades. Segundo a IISD (2005), a Investigação Apreciativa se diferencia de outras metodologias de planejamento porque utiliza exemplos concretos e positivos do passado da comunidade para criar e visualizar imagens desejadas para seu futuro. Os grandes pensamentos sobre o futuro são transformados em proposições provocativas para si mesmos, aproveitando as potencialidades locais.

• Planejamento: a fase de planejar é a criação da arquitetura social e tecnológica da organização. Tanto a fase do sonho como a de planejamento envolvem a construção coletiva de imagens positivas do futuro. Estas fases emergem de exemplos reais e extraordinários da vida organizacional (IISD, 2005). Na fase de planejamento e criação, os participantes geram estratégias para conduzir as proposições provocativas. As estratégias para a comunidade são implementadas construindo-se modelos sociais que redefinem e integram os conceitos de liderança, governabilidade, participação e capacidade de crescimento (IISD, 2005). A medida em que são construídas as estratégias para atingir as proposições provocativas, as pessoas da comunidade incorporam os conceitos de qualidades de vida que desejam proteger e os objetivos que desejam atingir.

• Destino ou Entrega: a fase do destino é aquela em que as imagens positivas do futuro são sustentadas. É um tempo de aprendizado contínuo, ajuste e improvisação e tudo está a serviço dos ideais compartilhados. Encontra-se na fase do "destino" o momento de se construir o "olhar apreciativo", na organização e em todos os seus sistemas, procedimentos e métodos de trabalho. Na fase de "destino" busca-se gerar uma nova imagem do futuro, sendo sustentada pela estimulação do senso coletivo sobre o sonho. Nesta fase compartilham-se imagens positivas do futuro e todas as pessoas em uma comunidade redirecionam suas tarefas e colaboram para construção do futuro planejado (IISD, 2005). A IISD lembra que a Investigação Apreciativa segue um ciclo contínuo e a fase do "destino" conduz naturalmente a descoberta de novas potencialidades e o início de um novo processo. Segundo Finegold, Holland e Lingham (2002) o termo Destino "Destiny", do quarto passo da metodologia foi substituído por alguns autores pelo termo Entrega "Delivery", melhorando o significado desta fase do processo, pois envolve o plano de ações, a implementação e a sustentabilidade.

Figura 24 - Os 4 passos básicos da Investigação Apreciativa.

Segundo Hammond (HAMMOND, 1996), as 8 suposições da AI são: • em qualquer sociedade, organização ou grupo, alguma coisa funciona; • o que focamos se torna nossa realidade;

• a realidade é criada no momento e existem múltiplas realidades;

• o ato de realizar perguntas sobre uma organização ou grupo influencia o grupo de alguma maneira;

• as pessoas sentem maior segurança e conforto em viajar a um futuro

AI

1

2

3

desconhecido quando levam consigo partes do passado;

• quando levamos para o futuro partes do passado, estas partes devem ser o que tivemos de melhor;

• é importante valorar as diferenças;

• a linguagem que usamos cria nossa realidade.

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 23-27)