7.1 VUE D'ENSEMBLE DE L'ÉCRAN DE MENU MODÈLE
7.1.14 AVERTISSEMENT DE COMMUTATION
O respectivo estudo foi realizado no setor de avicultura do Departamento de Zootecnia (DZ) do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Ceará (UFC), localizada na cidade de Fortaleza - CE. Todos os procedimentos de metodologia experimental empregados no estudo proposto foram revisados e aprovados pela Comissão de Ética em Uso Animal (CEUA) da Universidade Federal do Ceará (UFC) sob o número de protocolo 102/2016.
Aves e delineamento experimental
Inicialmente, foram adquiridas 900 pintainhas da linhagem Hy Line White W36 com um dia de idade. Até a 6ª semana, as aves foram alojadas em galpão convencional para criação em piso e receberam manejo segundo as recomendações contidas no manual da linhagem.
A partir da 7ª semana de idade foram selecionadas, com base no peso médio (451 ± 11,95g), 756 aves. As aves foram alojadas em galpão convencional para criação de frangas de reposição, contendo gaiolas de arame galvanizado (50cm de comprimento x 50cm de largura x 45cm de altura) equipadas com comedouro tipo calha em chapa galvanizada, bebedouro tipo nipple e com densidade de alojamento de 416 cm2/ave.
Na fase experimental, as aves foram distribuídas em delineamento experimental inteiramente casualizado, com seis tratamentos e seis repetições de 21 aves cada. Os tratamentos consistiram em rações contendo níveis de inclusão de 0, 5, 10, 15, 20 e 25% de torta de girassol (TG).
Programa de alimentação e rações experimentais
O período experimental foi constituído de duas fases: cria (7 a 12 semanas) e recria (13 a 17 semanas). As rações experimentais foram formuladas para serem isoenergéticas e isonutrientes (Tabelas 1 e 2), segundo recomendações nutricionais constantes no manual da linhagem e os valores de composição dos alimentos compostos por Rostagno et
al. (2011), exceto para a TG, que continha 92,81% de matéria seca, 2774 kcal/kg de energia
metabolizável aparente corrigida para o balanço de nitrogênio, 19,35% de proteína bruta, 15,52% de extrato etéreo, 43,95% de fibra em detergente neutro (FDN), 28,96% de fibra em detergente ácido (FDA), 2,66% de matéria mineral (valores determinados pelo autor), 0,28% de cálcio, 0,09% de fósforo disponível, 0,03% de sódio, 0,08% de cloro, 1,16% de potássio, 0,59% de lisina digestível, 0,41% de metionina digestível, 0,68% de metionina + cistina digestível, 0,61% treonina digestível, 0,22% triptofano digestível (valores estimados segundo FEDNA, 2010), sendo os valores expressos na matéria natural.
Tabela 1- Composição, níveis nutricionais e energéticos das rações para frangas leves no período de 7 a 12 semanas de idade
Nível de torta de girassol (%)
Ingredientes (kg) 0 5 10 15 20 25 Milho 65,42 65,07 61,16 57,24 53,32 49,41 Farelo de soja (45%) 26,97 24,82 23,32 21,82 20,32 18,82 Torta de girassol 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 Óleo de soja 1,90 1,11 1,53 1,95 2,36 2,78 Calcário calcítico 1,12 1,10 1,07 1,04 1,02 0,99 Fosfato bicálcico 2,01 2,01 2,01 2,02 2,03 2,03
Suplemento mineral e vitaminico¹ 0,20 0,20 0,20 0,20 0,20 0,20
Sal comum 0,38 0,38 0,38 0,38 0,38 0,38 DL-metionina 0,19 0,18 0,17 0,17 0,16 0,16 L-lisina HCL 0,09 0,13 0,15 0,17 0,19 0,21 L-treonina 0,00 0,00 0,01 0,01 0,02 0,02 Inerte2 1,72 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
Nível nutricional e energético calculados
Energia metabolizável (kcal/kg) 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 Proteína bruta (%) 17,55 17,55 17,55 17,55 17,55 17,55
Matéria seca (%) 88,73 88,70 88,99 89,29 89,59 89,89
Fibra detergente ácido (%) 4,39 6,18 7,91 9,64 11,37 13,10 Fibra detergente neutro (%) 11,52 14,33 16,81 19,28 21,75 24,23
Cálcio (%) 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 Fósforo disponível (%) 0,47 0,47 0,47 0,47 0,47 0,47 Sódio (%) 0,17 0,17 0,17 0,17 0,17 0,17 Cloro (%) 0,28 0,28 0,28 0,28 0,28 0,28 Lisina digestível (%) 0,89 0,89 0,89 0,89 0,89 0,89 Metionina+cistina digestível (%) 0,68 0,68 0,68 0,68 0,68 0,68 Metionina digestível (%) 0,43 0,43 0,43 0,43 0,43 0,43 Treonina digestível (%) 0,60 0,60 0,60 0,60 0,60 0,60 Triptofano digestível (%) 0,19 0,19 0,19 0,19 0,19 0,19 ¹Níveis de garantia por kg do produto: Vitamina A 5,500,000 UI, Vitamina B1 500mg, Vitamina B12 7,500mcg,
Vitamina B2 2,502mg, Vitamina B6 750mg, Vitamina D3 1,000,000 UI, Vitamina E 6,500 UI, Vitamina K3 1,250mg, Biotina 25mg, Niacina 17,5g, Ácido fólico 251 mg, Ácido pantotênico 6,030mg, Cobalto 50mg, Cobre 3,000mg, Ferro 25g, Iodo 500mg, Manganês 32,5g, Selênio 100,05mg, Zinco 22,49g; 2areia lavada.
Tabela 2- Composição, níveis nutricionais e energéticos das rações para frangas leves no período de 13 a 17 semanas de idade
Nível de torta de girassol (%)
Ingredientes (kg) 0 5 10 15 20 25 Milho 71,94 69,28 66,59 63,43 59,51 55,59 Farelo de soja (45%) 22,59 20,87 19,15 17,52 16,03 14,54 Torta de girassol 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 Óleo de soja 0,00 0,00 0,00 0,16 0,58 1,00 Calcário calcítico 1,20 1,17 1,14 1,12 1,09 1,06 Fosfato bicálcico 1,93 1,93 1,94 1,94 1,95 1,95
Suplemento mineral e vitaminico¹ 0,20 0,20 0,20 0,20 0,20 0,20
Sal comum 0,41 0,40 0,40 0,40 0,40 0,40
DL – metionina 0,13 0,12 0,12 0,11 0,10 0,10
L - lisina HCL 0,04 0,07 0,09 0,12 0,14 0,16
Inerte2 1,56 0,96 0,37 0,00 0,00 0,00
TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
Nível nutricional e energético calculados
Energia metabolizável (kcal/kg) 2.950 2.950 2.950 2.950 2.950 2.950 Proteína bruta (%) 16,00 16,00 16,00 16,00 16,00 16,00
Matéria seca (%) 88,42 88,60 88,78 89,01 89,31 89,60
Fibra detergente ácido (%) 4,26 6,00 7,76 9,50 11,23 12,96 Fibra detergente neutro (%) 11,70 14,29 16,88 19,43 21,90 24,38
Cálcio (%) 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 Fósforo disponível (%) 0,45 0,45 0,45 0,45 0,45 0,45 Sódio (%) 0,18 0,18 0,18 0,18 0,18 0,18 Cloro (%) 0,30 0,30 0,30 0,30 0,30 0,30 Lisina digestível (%) 0,75 0,75 0,75 0,75 0,75 0,75 Metionina+cistina digestível (%) 0,59 0,59 0,59 0,59 0,59 0,59 Metionina digestível (%) 0,36 0,36 0,36 0,36 0,36 0,36 Treonina digestível (%) 0,55 0,55 0,54 0,54 0,53 0,53 Triptofano digestível (%) 0,17 0,17 0,17 0,17 0,17 0,17 ¹Níveis de garantia por kg do produto: Vitamina A 5,500,000 UI, Vitamina B1 500mg, Vitamina B12 7,500mcg, Vitamina B2 2,502mg, Vitamina B6 750mg, Vitamina D3 1,000,000 UI, Vitamina E 6,500 UI, Vitamina K3 1,250mg, Biotina 25mg, Niacina 17,5g, Ácido fólico 251 mg, Ácido pantotênico 6,030mg, Cobalto 50mg, Cobre 3,000mg, Ferro 25g, Iodo 500mg, Manganês 32,5g, Selênio 100,05mg, Zinco 22,49g; 2areia lavada.
Programa de vacinação e programa de luz
Foi realizada a vacinação das aves de acordo com cronograma de vacinação da região. Durante o período experimental (7ª a 17ª semanas de idade), as aves receberam apenas luz natural, aproximadamente 12 horas de luz/dia.
Digestibilidade e balanço de minerais
Durante a 13ª e 14ª semana, foi realizado ensaio de metabolismo utilizando o método de coleta total de excretas. Para o ensaio de metabolismo, foram utilizados 6 tratamentos, 5 repetições, com 5 aves por unidade experimental, totalizando 150 aves, durante um período de 8 dias, dos quais 4 dias foram destinados à adaptação. A coleta de excretas teve duração de quatro dias, sendo realizada duas vezes ao dia (às 8h e 16h). Ao término do período de coleta, o consumo total de ração e a produção de excretas foram quantificados em cada uma das gaiolas para posterior determinação do coeficiente de digestibilidade dos minerais das rações.
Após essa etapa, as excretas foram pesadas e obtida uma alíquota representativa para cada unidade experimental, sendo armazenadas em sacos plásticos devidamente identificados e acondicionadas a -18° C em freezer. Após o descongelamento, as amostras de excretas foram secas em estufa de ventilação forçada a 55° C até atingir peso constante, posteriormente, amostras de excretas e rações foram processadas em moinho tipo faca, bem como encaminhadas ao laboratório para determinação de matéria seca (MS), conforme metodologia descrita por AOAC (2005).
Para análise de minerais das amostras de excretas e rações, foi preparada uma solução mineral por meio de uma mistura de ácido nítrico (HNO3 65%) e ácido perclórico (HCIO4 72%), na proporção de 3:1, conforme metodologia descrita por Silva et al., (2009). A leitura dos minerais foi determinada por espectroscopia de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado (ICP-OES), utilizando espectrômetro simultâneo Perkin Elmer (Optima 4300DV).
O teor de minerais das rações e excretas foi expresso em g/kg. A quantidade de cálcio, fósforo e magnésio na dieta foi obtida por meio do consumo de ração total multiplicado pelo nível do respectivo mineral para cada tratamento. Já a quantidade de cálcio, fósforo e magnésio nas excretas foi obtida com base na quantidade de excreta total produzida multiplicada pelo nível de cada mineral.
Após obtenção dos resultados, calculou-se o balanço individual de cálcio, fósforo e magnésio com base na diferença entre a quantidade de mineral ingerido e quantidade excretada.
Qualidade óssea
O osso escolhido para análise foi a tíbia em função do aspecto representativo, tamanho e facilidade de remoção. Assim, ao final da 17ª semana de idade, as aves foram pesadas e, em seguida, uma delas foi selecionada a cada unidade experimental, com peso médio ao da parcela. Além disso, elas foram submetidas a jejum alimentar de 6 horas e, posteriormente, eutanasiadas (insensibilizadas por eletronarcose, seguida de sangria) para remoção da coxa e sobrecoxa direita e esquerda as quais foram identificadas, por tratamento e repetição, congeladas em freezer a -20°C onde permaneceram até o momento da remoção do tecido muscular.
Para a remoção do tecido muscular, as peças foram retiradas do freezer, descongeladas em geladeira (temperatura de 4°C por 12 horas) e depois colocadas sobre as bancadas para que o material atingisse a temperatura ambiente. Em seguida, coxa e sobrecoxa foram mergulhadas em água fervente por 10 minutos, favorecendo a remoção do tecido muscular com auxílio de bisturi (BRUNO, 2002).
Para a mensuração do comprimento e peso foram utilizados os ossos direitos, com auxílio de um paquímetro digital (mm) e uma balança de precisão (0,01g), respectivamente. A avaliação da densidade óssea (mg/mm) foi realizada com base no índice de Seedor, alcançado por meio da divisão do valor do peso (mg/mm) pelo comprimento (mg/mm) do osso avaliado (SEEDOR; QUARTUCCIO; THOMPSON, 1991).
Os parâmetros de resistência e deformidade óssea foram determinados no osso esquerdo, com auxílio de uma prensa mecânica Triaxial da marca Testop/Ronald top com capacidade 150 kg. Os ossos foram colocados em posição horizontal, apoiados em suas extremidades em um suporte e, depois, aplicada uma força de compressão no centro de cada osso. A velocidade de descida do pistão foi de 1.223 mm/min. A quantidade máxima de força aplicada no osso antes da sua ruptura foi considerada, bem como a resistência à quebra (kgf/cm2), sendo mensurada por meio de um extensômetro analógico. A deformidade do osso (mm) foi medida também e registrada com a utilização do extensômetro analógico a flexão de cada osso em relação a sua posição horizontal, até antes da sua ruptura pela ação da força aplicada.
Os ossos utilizados no teste de qualidade óssea (resistência e deformidade) foram empregados para análise de matéria seca e matéria mineral. Os ossos foram retirados do freezer e colocados em uma bancada para ocorrer o descongelamento. Em seguida, foram colocados em recipientes adequados e pesados em balança analítica digital com precisão de
0,001 gramas e encaminhados para estufa de ventilação forçada a 55°C por 72h. Subsequentemente, as amostras foram retiradas da estufa e desengorduradas em um extrator de Soxhlet por oito horas, retornando para estufa de ventilação forçada a 55°C por mais 72h, sendo pesadas novamente para obter o peso das amostras de ossos desengorduradas. Ao término dessa etapa, os ossos foram triturados em moinho tipo bola e submetidos à determinação do teor de matéria seca (MS) e matéria mineral (MM).
Para a determinação dos teores de cálcio, fósforo e magnésio na tíbia, as amostras dos ossos (desengordurados) foram digeridas em uma mistura de ácido nítrico (HNO3 65%) e ácido perclórico (HCIO4 72%), na proporção de 3:1, de acordo com metodologia descrita anteriormente.
Análise estatística
A análise estatística dos dados foi realizada utilizando o programa computacional Statistical Analyses System. Os dados dos tratamentos foram submetidos à análise de variância e comparação de médias feita pelo teste de Dunnett 5%. Em seguida, foi realizada a análise de regressão para os dados obtidos com os diferentes níveis de inclusão da torta de girassol (5, 10, 15, 20, 35%).
3.2 Experimento II – Suplementação multienzimática em rações contendo torta de