4.3 Nids de fuller` ene
5.1.3 Avec couplage spin-orbite
Para analisar a informação científica divulgada pelo IPIMAR é necessário decompô-la por itens classificativos de forma a compreender as reacções manifestadas pelos seus utilizadores.
No início deste estudo foi realizada uma grelha de classificação85 trabalhada de forma a ser preenchida por dirigentes de OP. Dos 10 dirigentes e 2 responsáveis de OP na área do cerco, somente um dirigente não foi entrevistado e apenas foi possível completar 6 grelhas de classificação durante as respectivas entrevistas. A impossibilidade de aplicar as 5 restantes grelhas é consequência da pouca disponibilidade ‘semanal’ dos dirigentes/responsáveis ou do conhecimento muito superficial da informação a avaliar durante a entrevista. Contudo, no decorrer destas entrevistas foram comentados alguns meios de divulgação do IPIMAR, esclarecendo e apoiando a avaliação das grelhas preenchidas.
Ao olhar para a grelha aplicada e face às respostas obtidas no decorrer das entrevistas, algumas colunas e linhas apresentadas suscitaram algumas dúvidas quanto à classificação a dar. Durante a sua feitura, não só foi explicado o que se pretendia com cada coluna como também associar fisicamente o tipo de
85
informação de cada linha da grelha. À escala mensurada inicialmente com valores de 1 a 5 foi-lhe acrescentada o valor zero apenas como factor de desconhecimento do tipo da informação em avaliação.
Após examinadas as grelhas aplicadas foi preenchida uma nova grelha (quadro 1) com valores médios e acrescentou-se uma coluna para o número de casos válidos. Ao observar o quadro 1 é visível a necessidade de conjugar esta informação quantitativa com os comentários obtidos dos restantes dirigentes para se poder obter não só o grau de importância dado a cada informação divulgada como também o seu olhar crítico para cada item.
Conteúdo / informação Visual Classificação
Informação
Casos
válidosTema Periodicidade Acessibilidade Linguagem
Objectivos Clareza Lógica Estética Organização
Resultados
Artigos científicos 4 3 2 2 2 4 3 2 3 3 3 Relatórios de actividade IPIMAR 6 3 2 3 3 3 3 3 3 3 3 Relatórios de campanhas 6 4 3 3 3 3 3 3 2 3 3 Relatórios de avaliação ICES 4 2 3 2 2 2 2 2 2 3 3 Relatórios avulsos
(IPIMAR divulgação, relatórios científicos e técnicos)
6 2 3 2 2 3 3 3 3 3 3
Informação durante reuniões 5 4 1 3 3 4 4 4 3 3 3
Página na Internet 3 2 1 1 3 2 3 3 3 2 2 Escala: 1 – Mau 2 – Pouco suficiente 3 – Suficiente 4 – Muito suficiente 5 – Bom
No caso dos artigos científicos que têm como função primária a divulgação científica entre cientistas, parte dos inquiridos referiram conhecer alguns dos artigos com interesse dentro da sua área alvo. Mencionaram uma pequena deficiência tanto na sua regularidade como no seu acesso. Quanto à linguagem utilizada – dentro do objectivo a que um artigo científico se propõe – não é de fácil compreensão, apesar de 2 dos inquiridos terem-na julgado um pouco entendível. O seu aspecto visual, considerado num nível médio, funciona com o formato organizativo dentro de uma lógica pouco clara. No que diz respeito aos resultados, mencionaram a pouca adequação à sua realidade sem menosprezar o conhecimento científico envolvente.
Relativamente aos relatórios de actividade do IPIMAR, todos souberam identificá-los, mas a maioria não demonstrou muito interesse e alguns confessaram nem sequer os ler. No entanto, houve quem referisse a sua importância no que diz respeito à sua curiosidade pelas actividades desenvolvidas no Instituto, não criticando em demasia a linguagem utilizada. Um dos pontos demonstrados de maior utilidade refere-se aos relatórios de campanha. Aqui, recaiu uma pequena crítica no aspecto visual. Tendo em conta que nem todos os classificaram da mesma forma, evidenciou-se no entanto que o seu conteúdo é satisfatório, sendo claramente comprovada a sua utilidade, estando o resto das categorias num nível médio.
Em contrapartida ao favoritismo, aparecem os relatórios do ICES como um dos itens mais criticados. Aqui, além do factor desconhecimento de poucos utilizadores, é notória a insatisfação na linguagem utilizada, não só pelo facto de ser científico como adiciona o factor de estar no idioma inglês. O próprio acesso a este tipo de informação passa algumas vezes por pesquisas mal sucedidas na Internet. A sua aplicabilidade, desconhecida por grande parte dos utilizadores, passa por um esforço maior da sua parte caso queiram compreender a informação contida, sendo generalizado o descontentamento com a falta de clareza dos relatórios, sem contar com o aspecto visual desagradável.
No conjunto IPIMAR-Divulgação e relatórios científicos e técnicos, metade dos inquiridos não demonstrou interesse pelos diversos temas. Quando o tema é
referente ao cerco, as reticências continuam na lógica da informação. Apesar de agradáveis visualmente, ainda há quem afirmasse que não possuem grande aplicabilidade prática.
A informação-chave para a generalidade dos entrevistados centra-se na informação recolhida durante as reuniões. Aqui, é pertinente realçar que o produto desta informação resulta de outros tipos de informação já aqui referenciados, mas com um discurso direccionado para a pesca do cerco. Assim sendo, o conjunto de respostas leva a assinalar que este tipo de informação com conteúdos importantes seguem uma lógica coerente e que são considerados claros mas em simultâneo complexos, doravante os resultados permitem uma aplicabilidade prática. No aspecto visual consideram-na bem organizada e nada incómoda. O único aspecto negativo referenciado aponta para a pouca frequência das reuniões resultantes deste tipo de informação.
Como última informação a referir e também a mais criticada, surge a informação disponibilizada pela Internet. Os comentários negativos salientam as poucas actualizações e o difícil acesso à página (em especial a projectos em curso). Com um conteúdo fraco, pouco claro e sem aplicabilidade prática, apenas o aspecto visual é referenciado como aceitável.