Programme de chimie de la voie PC
Partie 3 - Formation disciplinaire
3. ATOMES, MOLECULES, COMPLEXES : MODELISATION QUANTIQUE ET REACTIVITE
Neste ponto, apresentam-se os resultados relativos à análise de conteúdo dos Manuais escolares (ME) e recursos Associados (RA) da amostra do estudo, usando o instrumento de análise
37 de 333
desenvolvido para o efeito (Apêndice E1). Começa-se por dar conta dos resultados referentes aos sete ME da área de Estudo do Meio do 1º ano de escolaridade e dos nove ME de Ciências da Natureza do 5º ano de escolaridade (ver Apêndice E). Depois, relatam-se os resultados da análise de conteúdo dos recursos associados aos ME do 1º e do 5º ano analisados.
Manuais Escolares de Estudo do Meio do 1º Ano de Escolaridade
Decorrente do foco do estudo, a análise dos ME da área de Estudo do Meio, do 1º ano de escolaridade, centrou-se na componente de ciências experimentais. Tal significa que apenas foram alvo de análise as unidades focadas em temáticas desta área científica. Assim, começou-se por fazer um levantamento do número de atividades práticas, do tipo: (i) laboratorial experimental, (ii) laboratorial não experimental e (iii) saídas de campo, existentes nos 7 ME da amostra. Constatou-se que um dos ME (C) não inclui qualquer dos tipos de atividades práticas mencionados e nenhum dos ME contempla saídas de campo. Do total de atividades práticas propostas nos outros 6 ME, 96,8% são laboratoriais não experimentais e as restantes (3,2%) são laboratoriais experimentais.
Neste quadro, na sequência da análise feita, tendo como referência os Domínios da Dimensão I,
“Perspetiva de ensino – Sócio construtivismo e Educação CTS”, do instrumento usado, apurou-se para
o domínio “Levantamento das ideias dos alunos”, que no contexto de 12,9% das atividades, propostas nos ME, é feito o levantamento de ideias dos alunos, recorrendo ao uso de Cartoons que explicitam a opinião de várias personagens acerca da questão ou assunto subjacente às mesmas. Em 21% das atividades é feito levantamento das ideias recorrendo a outras estratégias, sendo a mais frequente o questionamento. Em relação ao domínio “Contextualização do trabalho prático”, observou-se que é feita uma contextualização em 12,8% das atividades práticas (laboratoriais) propostas nos ME, sendo que a mesma é feita em temas, contextos ou situações socialmente relevantes em 7,3% e em temas social e culturalmente pouco relevantes em 5,5%.
Relativamente à Dimensão II, “Metodologias”, do instrumento de análise, no tocante ao domínio “Tipo de atividade laboratorial”, observou-se que das atividades laboratoriais propostas no conjunto dos ME do 1º ano analisados, 96,8% são não experimentais e 3,2% experimentais. Focando a atenção nas atividades laboratoriais não experimentais contempladas nos ME, apurou-se que 43,5% das mesmas são do tipo “Experiências Sensoriais”, 27,5% “Experiências de Verificação / Ilustração” e 25,8% são do tipo exercícios. Das atividades laboratoriais experimentais incluídas nos ME, 1,6% são do tipo “Investigação com recurso implícito à carta de planificação”.
Centrando a atenção no domínio “Grau de abertura do trabalho prático laboratorial”, no tocante ao subdomínio “Definição da situação-problema em estudo” apurou-se ser fornecido em 67,7% das atividades práticas laboratoriais propostas nos ME do 1º ano, não sendo contemplado nas restantes atividades (32,3%). No tocante ao subdomínio “Previsões”, estas são solicitadas às crianças em 30,6%
38 de 333
das atividades laboratoriais existentes nos ME, não havendo registo de atividades em que são fornecidas. No que concerne ao subdomínio “Planificação da experiência”, apurou-se que em 1,6 % não é contemplado e em 98,4% das atividades laboratoriais é fornecido. Relativamente ao subdomínio “Registo de dados e obtenção de resultados”, este é “Solicitado” e “Parcialmente solicitado” às crianças em, respetivamente, 54,8% e 19,4% das atividades laboratoriais propostas pelos ME do 1º ano analisados. Em 1,6% das atividades são fornecidas indicações para o registo de dados e/ou para a obtenção de resultados. Nas outras atividades (24,2%) este subdomínio não é contemplado. A este propósito, é de salientar que em algumas atividades integradas em ME analisados, sobre os Temas Flutuação em Líquidos e Germinação, Sementes e Crescimento, os registos apresentados são adaptados de registos propostos nos Guiões Didáticos do PFEEC. Em relação ao subdomínio “Conclusão(ões) / Resposta à Questão-problema” verificou-se que as conclusões são solicitadas ou parcialmente solicitadas em, respetivamente, 19,4% e 37,1% das atividades laboratoriais integradas nos ME. Nas restantes este subdomínio não é contemplado. Por fim, na Dimensão III, Avaliação das Aprendizagens, observou-se que da totalidade de itens, constantes nos ME, focados na avaliação das aprendizagens alcançadas pelas crianças 96,3% inserem-se no domínio concetual; 2,2% no domínio processual e 1,5% no domínio atitudinal.
Manuais Escolares de Ciências da Natureza do 5º Ano de Escolaridade
À semelhança do efetuado para os ME do 1º ano, na análise de conteúdo dos 9 ME de Ciências da Natureza que integram a amostra do estudo, começou-se por fazer um levantamento do número de atividades práticas propostas, tendo em conta a sua classificação como: (i) laboratorial não experimental, (ii) laboratorial experimental e (iii) saídas de campo. Apurou-se que do total de atividades práticas propostas nos ME, 88,6% são laboratoriais não experimentais; 4,9% são laboratoriais experimentais e as restantes (6,5%) são saídas de campo. Refira-se que em 3 dos 9 ME analisados, são propostas apenas atividades práticas do tipo: laboratorial não experimental.
Neste enquadramento, a análise das atividades práticas propostas nos ME, tendo como referência os Domínios da Dimensão I, “Perspetiva de ensino – Sócio construtivismo e Educação CTS”, do instrumento usado, evidenciou para o Domínio “Levantamento das ideias dos alunos”, que em 3,8% das atividades práticas é feito o levantamento das ideias das crianças, recorrendo ao uso de Cartoons com inclusão no mesmo de uma questão do tipo “E tu, o que pensas’”. Em 0,4 % das atividades é feito o levantamento das ideias dos alunos usando outras estratégias. No tocante ao domínio “Contextualização do trabalho prático”, observou-se que é feita uma contextualização em temas, contextos ou situações socialmente relevantes em 6,2% das atividades práticas. Em 0,4% das atividades surge uma contextualização em outros temas ou situações. As restantes não apresentam qualquer contextualização.
39 de 333
Em relação à Dimensão II, “Metodologias”, do instrumento de análise, no tocante ao domínio “Tipo de atividade laboratorial”, observou-se que das atividades laboratoriais propostas no conjunto dos 9 ME do 5º ano analisados, 94,3% são não experimentais e 5,7% experimentais. Centrando nas atividades laboratoriais não experimentais contempladas nos ME, apurou-se que 3,9% das mesmas são do tipo “Experiências Sensoriais”; 32,3% “Experiências de Verificação / Ilustração” e 58,1% são do tipo “Exercícios”. Das atividades laboratoriais experimentais incluídas nos ME, 3,5% são do tipo “Investigação”, sendo o recurso à carta de planificação explícito em 2,2,% e implícito em 1,3% dessas investigações. A este propósito, saliente-se que um dos ME analisados possui, em anexo, uma “Caixa de Ferramentas” onde consta uma ferramenta intitulada “Como desenvolver uma atividade experimental”, seguindo o formato proposto nos Guiões Didáticos do PFEEC.
No que respeita ao domínio “Grau de abertura do trabalho prático laboratorial”, no tocante ao subdomínio “Definição da situação-problema em estudo” apurou-se ser fornecido em 73,4% das atividades práticas laboratoriais propostas nos ME do 1º ano, não sendo contemplado nas restantes atividades (26,6%). No tocante ao subdomínio “Previsões”, estas são “Solicitadas” às crianças em 14,4% das atividades práticas laboratoriais existentes nos ME; nas restantes atividades (85,6%) este subdomínio não é contemplado. No que concerne ao subdomínio “Planificação da experiência”, apurou-se que em 95,6% das atividades laboratoriais é “Fornecido”, sendo “Parcialmente solicitado” em 0,4% das e Solicitado em 4% das atividades práticas laboratoriais. Relativamente ao “Registo de dados e obtenção de resultados”, este é Solicitado e Parcialmente solicitado aos alunos em, respetivamente, 41,9% e 17,9% das atividades laboratoriais propostas pelos ME do 1º ano analisados. Em 17,9% das atividades são “Fornecidas indicações” e em 9,6% é “Fornecido”. Nas outras atividades (12,7%) este subdomínio não é contemplado. No que reporta ao subdomínio “Conclusão(ões) / Resposta à Questão-problema” verificou-se que as conclusões são Solicitadas ou
Parcialmente solicitadas em, respetivamente, 57,6% e 21,8% das atividades laboratoriais integradas
nos ME. Em 7 % das atividades são Fornecidas. Nas restantes (13,6%) este subdomínio não é contemplado.
Por último, na Dimensão III, Avaliação das Aprendizagens, constatou-se que da totalidade de itens integrados nos ME em atividades ou situações de avaliação das aprendizagens alcançadas pelas crianças 89,9% inserem-se no domínio concetual e 10,1% no domínio processual e 1,5%, não havendo itens do domínio atitudinal.
40 de 333
Recursos Associados a ME de Estudo do Meio do 1º Ano de Escolaridade
A análise dos RA do 1º ano que integram a amostra do estudo (ver Apêndice E) evidenciou que apenas dois deles (A1 e C1) propõem atividades práticas laboratoriais e nenhum deles inclui atividades práticos do tipo saída de campo.
Em relação ao domínio relativo ao “Levantamento das ideias das crianças” da Dimensão I do instrumento de análise, apurou-se que em 8,1% das atividades ele ocorre com recurso ao uso de
Cartoons, sendo que em 2,7% dessas atividades no cartoon surge explicitamente a questão “E tu, o
que pensas?” e em 5,4% não há apelo explícito a que a criança expresse as suas ideias. Recorrendo a “Outras estratégias”, o levantamento das ideias das crianças é feito em 8,1% das atividades práticas laboratoriais. No que se refere ao domínio “Contextualização do trabalho prático (laboratorial)”, foi dado a observar que tal ocorre em 59,5% das atividades, sendo que essa contextualização é feita em “Temas social e culturalmente relevantes” em 48,7%; em “Temas social e culturalmente pouco relevantes” em 8,1% e em “Outros temas ou situações” em 2,7% das atividades.
No âmbito da Domínio “Tipo de atividade laboratorial” da Dimensão II do instrumento de análise, apurou-se que do total de atividades laboratoriais propostas nos RA, 81,9% são não experimentais e 18,1% são laboratoriais experimentais. Focando a atenção nas atividades laboratoriais não experimentais, constatou-se que das mesmas 18,1% são do tipo “Experiências sensoriais”; 40,9% são “Experiências de verificação / Ilustração” e 22,9% são do tipo “Exercícios”. No caso das atividades laboratoriais experimentais, apurou-se que das mesmas, 10,8% são “Investigações com recurso implícito à Carta de Planificação” e 5,4% são “Investigações sem recurso à Carta de Planificação”. Ainda na Dimensão II, em relação ao Domínio “Grau de abertura do trabalho prático laboratorial”, observou-se que no subdomínio “Definição da situação-problema em estudo”, ou não é contemplado, o que ocorre em 13,5% das atividades, ou é fornecido, o que acontece em 86,5% das atividades laboratoriais propostas nos RA do 1º ano analisados. Em relação ao subdomínio “Previsões” é solicitado às crianças 32,4 % das atividades, não sendo contemplado nas restantes (67,6%). No subdomínio “Planificação da experiência” verificou-se ser fornecido em todas as atividades laboratoriais. Para o subdomínio “Registo de dados e obtenção de resultados” obteve-se que em 43,2% das atividades laboratoriais é solicitado às crianças, não sendo contemplado (nem solicitado, nem fornecido) nas restantes, isto é, em 56,8% das atividades integradas nos RA analisados. No último subdomínio “Conclusão(ões) / Resposta à questão-problema”, apurou-se ser fornecido em 86,5% das atividades; Parcialmente solicitada em 2,7% e nas restantes (10,8%) não é contemplado.
Quanto à última Dimensão de análise, constatou-se que do total e itens integrados em situações de avaliação das aprendizagens das crianças, nos RA analisados, 97% inserem-se no domínio concetual; 2,4% no domínio processual e 0,6%, no domínio atitudinal.
41 de 333
Recursos Associados a ME de Ciências da Natureza do 5º Ano de Escolaridade
No que concerne aos RA do 5º ano de escolaridade, foram analisados “Cadernos de atividades” (CA) e os CD-ROM a que se teve acesso (ver Apêndice E). Verificou-se que apenas três dos CA (D1, E1 e G1) apresentam propostas de atividades práticas laboratoriais (experimentais e não experimentais) e saídas de campo. Dessas atividades, apurou-se que 88,2% são do tipo laboratorial não experimental e 11,8% do tipo saída de campo, não havendo, portanto, atividades laboratoriais experimentais. A análise das atividades práticas dos CA associados a ME do 5º ano, evidenciou, no domínio relativo ao “Levantamento das ideias das crianças” da Dimensão I do instrumento de análise, que em nenhuma delas emerge o levantamento das ideias das crianças. Ainda na Dimensão I, no que se refere ao domínio “Contextualização do trabalho prático foi dado a observar que tal ocorre em 5,9% das atividades, inserindo-se essa contextualização em outros temas ou situações, que não temas socioculturais.
No âmbito do domínio “Tipo de atividade laboratorial” da Dimensão II do instrumento de análise, apurou-se que as atividades laboratoriais propostas nos CA analisados são de um de dois tipos: “Experiências sensoriais” (73,3%) ou “Exercícios práticos” (26,7%).
Ainda na Dimensão II, em relação ao Domínio “Grau de abertura do trabalho prático laboratorial”, observou-se que no subdomínio “Definição da situação-problema em estudo”, ou não é contemplado, o que ocorre em 60% das atividades, ou é fornecido, o que acontece em 40% das atividades laboratoriais propostas nos CA do 5º ano analisados. Em relação ao subdomínio “Previsões”, observou-se não ser contemplado em qualquer das atividades laboratoriais propostas. No subdomínio “Planificação da experiência” verificou-se ser fornecido em todas as atividades laboratoriais. Para o subdomínio “Registo de dados e obtenção de resultados” obteve-se que em 86,6% das atividades laboratoriais são fornecidas instruções às crianças; em 6,7% das atividades é Parcialmente solicitado e em 6,7% das atividades é fornecido. No último subdomínio “Conclusão(ões) / Resposta à questão-problema”, apurou-se ser fornecido em 13,3,5% das atividades laboratoriais propostas; Parcialmente solicitada em 46,7%; Solicitada em 6,7% das atividades laboratoriais e nas restantes (10,8%) não é contemplado.
Quanto à última Dimensão de análise, “Avaliação das aprendizagens”, os resultados obtidos reportam-se aos nove CA, pois constatou-se que todos eles contemplam itens integrados em situações de avaliação das aprendizagens das crianças. Assim, do total de itens de avaliação 88,6% se inserem no domínio concetual e 11,4% no domínio processual.
A análise dos CD-ROM associados a ME do 5º ano (C, D, H e J) disponíveis, evidenciou que estes apenas contemplam itens integrados em situações ou atividades centradas na avaliação das aprendizagens alcançadas pelos alunos. Decorrente disso, a análise incidiu apenas nos domínios de
42 de 333
aprendizagem em que se inserem tais itens de avaliação. Apurou-se que do total de itens de avaliação 99,3% se inserem no domínio concetual e 0,7% no domínio processual.
Síntese Conclusiva
O propósito da questão de investigação 1 é avaliar o impacte do PFEEC nas práticas de ensino das ciências. Os condicionalismos que presidiram à investigação não eram compatíveis com a observação direta de práticas de sala de aula. Além disso, também não era possível estabelecer comparações com práticas de ensino antes do PFEEC nos não haver dados nesse âmbito. Por isso, o estudo direcionou-se para a perceção que os professores têm das mudanças registadas nas suas práticas “antes” e “após” o PFEEC. Escolheram-se 81 itens para inquirir os professores, devendo para cada um deles registar a sua frequência de ocorrência, seja ao nível do tema abordado, seja quanto à metodologia usada. Este procedimento encerra limitações quanto ao significado que é possível extrair das respostas dadas. Por exemplo, não existe forma de garantir que a mesma resposta dada por dois professores diferentes corresponda à mesma frequência de ocorrência. Também não há forma de garantir que o que os professores pensam ou afirmam acerca das suas práticas corresponde efetivamente ao que fazem na sala de aula.
Outro tipo de limitação decorre do ano de escolaridade que os professores se encontravam a lecionar, pois a relevância de um dado tema pode depender do programa do respetivo ano de escolaridade.
Salvaguardando estas limitações, os resultados permitem tirar algumas conclusões.
A evidência mais saliente da alteração na resposta dada pelos professores aos 81 itens, “antes” e “depois” do PFEEC, está no decréscimo considerável do número de respostas na classe "Quase nunca". Em particular, verificou-se que em 43 dos 81 itens, a frequência de respostas observada em "Quase Nunca" foi no máximo 5 depois do PFEEC. Pelo contrário, antes do PFEEC, desses 43 itens, 41 apresentavam frequência de respostas maior ou igual a 10 na classe "Quase nunca".
Depois do PFEEC verifica-se uma tendência para assinalar termos mais elevados da escala para diferentes itens, o que sugere maior frequência na abordagem de determinados temas e no uso de metodologias inerentes à aquisição de conhecimento pela via experimental. Estão neste caso os itens: Germinação e Desenvolvimento de Plantas; Elaboração de Questões/problema Orientadoras do Trabalho; Antevisão do Recurso a Estratégias; Contextualização da Atividade; Problematização e Formulação da Questão Problema; Planificação da Experiência; Execução da Experiência.
De sublinhar que, no respeitante a estratégias de ensino das ciências, uma análise global dos resultados obtidos neste âmbito, mostra que é para a estratégia mais enfatizada no âmbito do PFEEC, Atividades experimentais com controlo de variáveis (ex. avaliar fatores que influenciam o tempo de dissolução de dado material), que há um maior aumento na percentagem de respostas
43 de 333
para os dois termos da escala “Muitas vezes” e “Quase sempre” do momento “antes” para o momento “após” o PFEEC.
Os resultados obtidos, em resposta à questão de investigação 2, referente ao impacte do PFEEC nas aprendizagens dos alunos, permitem concluir que as “melhores classificações entre as melhores” são predominantes no grupo experimental. Portanto, apesar de não se detetarem diferenças significativas na pontuação total entre os alunos do grupo experimental e do grupo de controlo, restringido a atenção apenas às pontuações acima da marca do percentil 75 em cada um dos grupos, as melhores pontuações totais obtidas no questionário aplicado aos alunos da amostra, são, predominantemente, de alunos de professores que frequentaram o PFEEC.
Dentro de cada grupo (experimental e de controlo), a conclusão mais saliente é a de que a pontuação parcial em conhecimento é significativamente superior à pontuação parcial em capacidades. Sendo a diferença entre conhecimento e capacidades muito significativa para ambos os grupos, é possível afirmar com uma confiança de 94% que as discrepâncias entre conhecimento e capacidades são mais esbatidas no grupo experimental.
Neste sentido, uma análise mais detalhada revelou ainda que as melhores classificações são essencialmente determinadas pela melhor classificação parcial na dimensão do conhecimento e é este facto que permite explicar a superioridade do grupo experimental na classe dos “melhores de entre os melhores”. Tanto no grupo experimental como no grupo de controlo se verifica que a pontuação parcial em capacidades contribui de forma linear positiva para a pontuação total. Tal significa não só que quanto maior é a pontuação parcial em capacidades maior será a pontuação total, mas também que este crescimento se realiza segundo uma tendência linear. Esta característica propaga-se à pontuação parcial de conhecimento no grupo experimental mas tal já não se verifica tão claramente no grupo de controlo, em particular para as maiores pontuações. Aqui há um abrandamento e os maiores níveis de pontuação não são alcançados.
É ainda de realçar que, os resultados de análises efetuadas mostram que no grupo experimental, as maiores pontuações observadas na dimensão de capacidades só poderão estar associadas a melhor pontuação no conhecimento. Mas, tal não sobressai da análise dos dados do grupo de controlo. No grupo de controlo não se detetam evidências de associação entre as pontuações parciais em conhecimento e capacidades.
A verificação da consistência entre os resultados parciais de conhecimento e capacidades, bem como da sua contribuição linear para o crescimento sustentado da pontuação total, no grupo experimental, corrobora a conclusão acerca do esbatimento das diferenças de pontuações parciais neste grupo e simultaneamente projeta a superioridade do grupo experimental sobre o grupo de
44 de 333
controlo para a classe das melhores pontuações registadas no questionário aplicado aos alunos da amostra.
As componentes parciais de pontuação em conhecimento e capacidades obtidas por um aluno registam em comum a característica de não serem afetadas pelo grupo a que o aluno pertence (GE ou GC). A região geográfica do aluno também não parece ser explicativa do seu desempenho nas duas dimensões, apenas no Algarve se deteta uma diferença significativa entre os alunos do GE e do GC e apenas no desempenho parcial em capacidades. No entanto, por ser a região mais homogénea, o critério de otimalidade na seleção do tamanho da amostra aleatória estratificada determina que esta é a região menos amostrada.
A conclusão global da análise do desempenho dos alunos em cada tema resulta na significância de