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ASSURER UNE CONTINUITÉ POUR LA MISE EN PLACE D’ESPACES SANS TABAC

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Os Staphylococcus são cocos Gram positivos, membros da família Micrococcaceae, que inclui gêneros não patogênicos encontrados no solo, água, pele e espécies patogênicas. A espécie patogênica mais estudada é o Staphylococcus aureus, que causa várias doenças humanas e animais, em todo o mundo (62) com risco de vida, considerado um oportunista e frequentemente está associado a infecções adquiridas na comunidade e no ambiente hospitalar. As infecções mais comuns envolvem a pele (celulite, impetigo) e feridas em sítios diversos (45).

Algumas infecções por Staphylococcus aureus são agudas e podem disseminar para diferentes tecidos e provocar focos metastáticos. Episódios mais graves, como bacteremia, pneumonia, osteomielite, endocardite, miocardite, pericardite e meningite, também podem ocorrer.

O Staphylococcus aureus é conhecido por produzir muitas toxinas diferentes de proteínas envolvidas na patogênese, sobrevive em condições adversas no hospedeiro e usa vários fatores de virulência para promover a doença. Um grupo de toxinas, as entero toxinas estafilocócicas promovem cepas resistentes a antibióticos (comunitária e hospitalar) e são um problema na área da saúde (63). Algumas linhagens da bactéria tornaram-se variavelmente resistente a muitos antibióticos, incluindo a Meticilina e Vancomicina, chamados MRSA e VRSA (64).

1.7.2 Streptococcus e Enterococcus

Os Streptococcus pertencem à família Streptococcaceae são caracterizados como cocos Gram positivos, produzem hemolisinas e os tipos de reação hemolítica em meio sólido, contendo 5% de sangue de carneiro, hemólise α, ß ou δ, têm sido utilizados na classificação das espécies (45).

Streptococcus pneumoniae: é um patógeno respiratório extracelular típico, encapsulado, que coloniza o trato respiratório superior, pode disseminar para vários locais do organismo causando doenças, que podem ser invasivas, como bacteremia, meningite, sepse e não invasivas, como pneumonia adquirida na comunidade, otite média aguda, sinusite aguda. Para a doença invasiva, há fatores de risco predisponentes, entre eles a imunossupressão por deficiências congênitas, leucemias, linfomas, doença de Hodgkin, mieloma múltiplo, vírus da imunodeficiência humana – HIV e outras condições malignas; transplantes de órgãos sólidos ou medula óssea; tratamento com agentes alquilantes, antimetabólicos ou corticosteroides sistêmicos (65).

Streptococcus do grupo viridans: não é apenas uma espécie de bactéria, mas sim um grupo de estreptococos alfa hemolíticos sem especificidade sorológica. As espécies mais relacionadas com infecções humanas são: S. sanguis, S. mitis, S. milleri, S. salivarius, S. mutans e S. morbillorum. Compõem 30% a 60% da microbiota oral e encontram-se na superfície dentária, no palato duro, na faringe e na língua, colonizam as mucosas respiratórias e intestinais, são patógenos oportunistas e de baixa virulência. Procedimentos cirúrgicos, manipulação dentária, doença gengival, que rompem a integridade dessas mucosas, predispõem à bacteremia por esses patógenos. Estão relacionados à endocardite, com capacidade de aderir às válvulas cardíacas, responsável por mais de 40% dos casos (66). Estudo com 71 pacientes de LLA identificou a presença de Streptococcus do grupo viridans em 100 % dos pacientes, no 14º dia da terapia de Indução e 56º dia, na fase de Intensificação (67).

Enterococcus: são bactérias Gram positivas, pertencem à família Enterococcaceae. Existem mais de 30 espécies de Enterococcus spp, sendo o E. faecalis e o E. faecium as duas que normalmente promovem colonização e infecções em humanos. A emergência desses patógenos nas últimas duas décadas, entre muitos fatores, se deve em parte à sua resistência intrínseca aos antimicrobianos comumente utilizados, como: aminoglicosídeos, aztreonam, cefalosporinas, clindamicina, oxacilina (45).

Os Enterococcus fazem parte da microbiota humana endógena normal e mostram pouco potencial patogênico no hospedeiro normal, mas torna-se potencial patógeno com fatores de risco como a presença de comorbidades (neoplasias, doenças hematológicas, SIDA), em pacientes transplantados, utilização de quimioterapia, neutropenia. Os mecanismos de virulência estão relacionados com: Citolisina/hemolisina, que promovem a toxicidade; substância de agregação (proteína de superfície), que facilita troca de plasmídeos; adesão e invasão, proteína de superfície extracelular; resistência antimicrobiana natural e adquirida (68, 69).

1.7.3 Enterobactérias

As enterobactérias são bacilos Gram negativos, pertencem à Família das Enterobacteriaceae, são universalmente distribuídas no solo, plantas, na água e no trato gastrointestinal de humanos e dos animais. Podem ser isoladas de vários sítios infecciosos e são responsáveis por: abscessos, pneumonia, meningites, septicemias, infecções de feridas, trato urinário e trato gastrintestinal (45).

Alguns fatores de virulência que podem ser encontrados, como a endotoxina: responsável pelo início de muitas manifestações sistêmicas como a liberação de citocinas, leucocitose, trombocitopenia, febre, diminuição da circulação periférica, choque e morte; cápsula: os antígenos capsulares hidrofílicos repelem a superfície celular hidrofóbica dos fagócitos, diminuindo o papel protetor da cápsula; captação dos fatores de crescimento: são nutrientes importantes para o metabolismo bacteriano in vivo; resistência a agentes antimicrobianos: os microrganismos podem desenvolver resistência aos antimicrobianos rapidamente, pode ser codificada por plasmídeos transferíveis entre espécies, gêneros e famílias diferentes (70,71).

Entre os principais mecanismos de resistência das enterobactérias, estão a produção de beta-lactamase: tipo AmpC, que são enzimas que catalisam a hidrólise de amidos, amidinas, separando a base do substrato; Beta Lactamase de Espectro Estendido (ESBL), que hidrolisa o anel beta lactâmico dos antibióticos, exceto carbapenêmicos;

Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC): confere resistência a todos os beta lactâmicos, incluindo carbapenêmicos (72,73).

1.7.4 Bacilos Gram negativos não fermentadores da glicose

Bacilos Gram negativos não fermentadores (BGN-NF) são microrganismos aeróbios e incapazes de utilizar carboidratos como fonte de energia através da fermentação, degradando-os pela via oxidativa. Estão amplamente distribuídos no meio ambiente, podendo ser encontrados na água, solo, peixes congelados e leite cru. No ambiente hospitalar, são mais frequentemente isolados em: água de torneira, respiradores, cateter de sucção, antissépticos, soros (45).

As bactérias que compõem o grupo de BGN-NF são consideradas oportunistas e os principais gêneros são: Acinetobacter, complexo Burkholderia cepacia, Pseudomonas e Stenotrophomonas (45). Têm grande importância clínica em casos de infecções relacionadas à assistência à saúde, principalmente em: unidades de terapia intensiva, pacientes submetidos a procedimentos invasivos, unidades de queimados, em infecções do trato respiratório de pacientes com fibrose cística.

Algumas espécies são conhecidas pela sua resistência a todas as classes de antimicrobianos e pela facilidade com a qual podem adquirir novos mecanismos de resistência. Possuem alta resistência aos carbapenêmicos e os mecanismos de resistência descritos são: Metalo-betalactamases, perda de porina, bomba de efluxo e resistência intrínseca (70, 71).

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