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Assurance complémentaire contre le risque d’hospitalisation

Dans le document conditions d assurances vie particuliers (Page 38-44)

Les conditions d’assurances de la garantie principale sont applicables à la présente garantie complémentaire, dans la mesure où les dispositions ci-après n’y dérogent pas

5. Assurance complémentaire contre le risque d’hospitalisation

no total de artigos do ensino superior e da Pós-Graduação premiados, a área de conhecimento que mais se destaca é a de História, com doze (12) traba- lhos, ou seja, aproximadamente 25% do total de trabalhos. Dentre as áreas mais premiadas, estão as Ciências sociais19, com nove (9) artigos; o Direito, com cinco

(5); Letras, também com 5 (cinco), e a Psicologia com quatro (4).

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Quadro 10 – Distribuição por área do conhecimento dos/as premiados/as

Área Número de trabalhos premiados

História 12 Direito 5 Letras 5 Ciências sociais 4 Psicologia 4 antropologia 3 educação 3 Ciências Políticas 2 sociologia 2 administração 1 artes (música) 1 Demografia 1 educação Física 1 enfermagem 1 Filosofia 1 saúde Coletiva 1 Relações internacionais 1 Total 48

em termos de distribuição regional, as regiões mais premiadas são sudeste (22 trabalhos) e sul (12 trabalhos). o sudeste representa cerca 45% dos artigos premiados. segue a distribuição percentual dos premiados/as por região:

em termos de distribuição de premiados/as por estado: minas Gerais e são Paulo tiveram o maior número de premiações.

Quadro 11 – Distribuição dos/as premiados/as por região

Estado Número de trabalhos premiados

mG 9 sP 8 Rs 6 RJ 5 DF 4 Pe 4 sC 4 Ba 2 Pa 2 PR 2 Go 1 ms 1 Total 48

as instituições mais premiadas são a Universidade Federal de minas Gerais (UFmG) e a Universidade de Brasília (UnB). Destaca-se que, na UFmG, duas orientadoras foram premiadas duas vezes e, na UnB, uma orientadora foi agracia- da em duas edições distintas.

Quadro 12 – Distribuição dos/as premiados/as por instituição

Instituição Número de premiados/as Instituição Número de premiados/as

UFmG 7 UCsaL 1 UnB 4 UDesC 1 UFsC 3 UFBa 1 UsP 3 UFF 1 PUC/sP 2 UFG 1 Uem 2 UFms 1 UeRJ 2 UFsJ 1 UFRGs 2 UniFesP 1 UFPe 2 UnisC 1 UFRJ 2 UniVas 1 UFRPe 2 iFPa 1 UnesP 2 PUC/Rs 1 Unisinos 2 Total 48

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em uma primeira análise sobre a premiação segundo o total de instituições de vínculo dos estudantes inscritos/as, é possível perceber a diversidade em sua premiação: públicas e privadas, universidades e institutos, consolidadas e novas. Há uma relativa dispersão dos/as premiados/as. Com exceção da UFmG, nenhu- ma outra instituição teve mais do que cinco agraciados/as.

Também é notável que instituições que abrigam núcleos de pesquisa tra- dicionais de estudos de gênero, como Universidade Federal de santa Catarina20

(UFsC), Universidade Federal da Bahia21 (UFBa), Universidade de Brasília

(UnB) e Universidade estadual de Campinas22 (Unicamp) não tenham tido um

maior número de premiados/as. Também é importante perceber, por outro lado, que instituições tais como a Universidade do Vale do sapucaí (UniVas) ou a Universidade Católica do salvador (UCsaL), que não possuem a mesma tradição neste campo, tenham tido contemplados/as na premiação. Percebe-se uma pulve- rização na análise dos resultados do Prêmio em uma diversidade de instituições e, por consequência, uma multiplicidade de orientadores. esses dados têm sinaliza- do para uma capilarização do campo de estudos de gênero.

outro dado importante é que dezesseis (16) orientadores, do total de qua- renta e sete (47) contemplados/as23, não pesquisam propriamente no campo das

relações de gênero. esta informação foi retirada do resumo feito no Currículo Lattes, nas linhas de pesquisa e nas publicações, ou seja, se o/a pesquisador/a não indicou, em suas áreas de atuação e projetos de pesquisa, e nem publica sobre mulheres, gênero, feminismo, não foi enquadrado/a como pesquisador/a que pesquise a temática. assim, cerca 34% dos/as orientadores não podem ser considerados propriamente estudiosos do campo de relações de gênero. as áreas24

que possuem mais estudantes premiados com orientadores não enquadrados como pertencentes ao campo de gênero são História (4 trabalhos) e Ciências so- ciais25 (4 trabalhos).

Também se destaca que o número de pesquisadores historicamente reco- nhecidos no campo por terem como principal linha temática os estudos de gênero

20 a Universidade Federal de santa Catarina (UFsC) publica a Revista de estudos Feministas – ReF, que é referência na área de estudos de gênero.

21 a Universidade Federal da Bahia (UFBa) tem a primeira graduação em “estudo de Gênero e Diversidade”.

22 a Universidade estadual de Campinas (Unicamp) publica os Cadernos Pagu, que, também, é uma publicação central no campo.

23 Um premiado não informou o/a orientador/a.

24 área geralmente identificada pelo estudante em seu artigo publicado no livro de artigos agraciados no Prêmio Construindo a igualdade de Gênero ou no Currículo Lattes do estudante.

é pequeno. Pode-se afirmar que o Prêmio tem contemplado, em parte, orientado- res relativamente “novos” no campo ou pesquisadores que incorporam gênero em seus trabalhos de forma transversal.

Considero que uma possível razão para as instituições tradicionais e pes- quisadoras reconhecidas na área não terem sido massivamente contempladas na premiação deve-se ao fato de o Prêmio ter contemplado, historicamente, artigos com temas “novos” ou, ainda, com novas abordagens de temas tradicionais. as- sim, muitas vezes, ganham fôlego estudos desenvolvidos na História, no Direito e nas Ciências sociais com recorte de gênero.

neste último julgamento dos trabalhos enviados para as categorias de ensi- no superior, realizado em 16 de fevereiro de 2013, atuei como observadora-parti- cipante. na ocasião, ouvi uma das participantes da comissão dizer que ela era mais entusiasta dos trabalhos com temas novos, uma vez que em temas tradicionais e/ ou relativos à sua área, ela tendia a ser muito mais exigente.

outra discussão que perpassou a reunião da comissão é sobre a própria con- cepção dos estudos de gênero enquanto transdisciplinar. Uma das integrantes ob- servou que um critério que considerava importante para a escolha dos artigos era a bibliografia, ou seja, se os/as autores/as citaram as publicações brasileiras na área.

esta discussão perpassa o campo de gênero, que é interdisciplinar e hete- rogêneo mesmo quanto aos usos e definições do conceito. marlise matos (2008) afirma:

Pretensioso, o “conceito” de gênero foi aos poucos sendo incorporado por afiliações teóricas nas ciências humanas e sociais (e mesmo fora delas). al- gumas dessas teorias o abordam como um conceito útil e até iluminador de questões, mas não o tendo como um elemento central de suas conside- rações – tais afiliações teóricas estariam operando com “teorias e gênero” –, e outras, bem mais coerentes, a meu ver, o absorvem substantivamente, fazendo-o ocupar sempre uma posição de pivô e de destaque – estas se- riam o que definimos aqui por “teorias de gênero” com um viés feminista. sabemos que o pensamento feminista não se constitui em um corpus uni- ficado de conhecimento, e sabemos igualmente que o construto gênero foi apropriado das formas as mais distintas pelas inúmeras áreas disciplinares e suas teorias, mas é fundamental salientar que, sendo essa aproximação mais superficial ou mais substantiva, todos deveriam partir de um ponto comum que seria o da subordinação da mulher ao homem, para entender e explicitar, relacionalmente, as muitas vicissitudes de como tais relações de dominação e opressão são elaboradas socialmente. o conceito também abriu espaço analítico para se questionar as próprias categorias de homem e de masculino, bem como de mulher e de feminino, que passaram a ser fruto de intenso processo de desconstrução.

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os artigos premiados refletem estas duas vertentes: “teorias e gênero” e “teorias de gênero”. em geral, os trabalhos enquadrados na segunda vertente ci- tam amplamente a bibliografia na área e gênero é central na análise, e, não, um dos recortes utilizados.

Considerações finais

os dados apresentados sobre a demanda e o perfil dos agraciados/as no Prêmio “Construindo a igualdade de Gênero” nas categorias do ensino superior e Pós-Graduação não só têm sido um reflexo da pulverização do debate acadêmico sobre mulheres, relações de gênero e feminismo, quanto têm contribuído para visibilizar e divulgar a temática.

Percebe-se que a maioria dos estudantes tanto agraciados/as quanto ins- critos/as nas categorias do ensino superior e da Pós-Graduação é de mulheres, o que reflete a formação atual como também histórica do campo, uma vez que foram, em sua maioria, as mulheres intelectuais que introduziram, na academia, as pesquisas sobre a situação feminina.

Conforme já destacado, é notável o número de pretos e pardos identifica- dos com a temática, em especial no ensino superior, categoria em que o seu per- centual é maior. as possíveis razões elencadas, neste momento da pesquisa, são: 1) os materiais de divulgação do Prêmio que têm utilizado imagens de negros/as; 2) ao texto da chamada do Prêmio, que faz referência à importância de correlacionar gênero com outros marcadores e cita raça; 3) a ampliação do acesso ao ensino superior, ocorrida na última década por meio das ações afirmativas e programas de financiamento de ingresso nas universidades.

Também é importante notar a expansão do tema para áreas além das Ciên- cias sociais, como a enfermagem ou a educação Física. Percebe-se, igualmente, a projeção dos trabalhos realizados no Direito, Letras e História – áreas majorita- riamente premiadas.

além da pulverização temática, também há uma diversidade de institui- ções contempladas e de orientadores/as de outras áreas premiadas/os. a partir do cenário descrito, é possível afirmar que a premiação tem representado uma ampliação dos estudos sobre mulheres, relações de gênero e feminismos na acade- mia. Considera-se que o Prêmio tanto é reflexo desta expansão, quanto, também, tem impulsionado este campo de estudos.

referências

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CoNTriBuiÇÕEs DE iNTELECTuAis

FEmiNisTAs PArA A EDuCAÇÃo

BrAsiLEirA Do séCuLo 19

Izabela Liz Schlindwein Miriam Pillar Grossi

introdução

este trabalho visa à análise da participação de duas jornalistas feministas no contexto da educação brasileira do século 19: a brasileira nísia Floresta (1810- 1885) e a imigrante alemã Julie engell-Günther (1819-1910). além de professora, nísia Floresta é considerada a primeira jornalista feminista do Brasil. e Julie en- gell, jornalista ligada a uma rede de mulheres livres pensadoras. as duas circula- ram entre o Brasil e a europa, criaram suas próprias escolas no Rio de Janeiro e em são Paulo e trabalharam por uma educação fora dos padrões vigentes da época.

neste contexto, a luta pela obrigatoriedade da escola e o combate ao anal- fabetismo no Brasil era árdua, já que a população era rural e dispersa.as elites se preocupavam que as meninas recebessem um tipo de educação voltada para a vida doméstica, já que o aprendizado da aritmética não ajudaria suas filhas a encontrarem um marido.

Pelo contrário, essas intelectuais viajantes eram mais do que preceptoras de meninas ricas, ensinando, além do aBC, línguas estrangeiras, história e geografia. Fora da escola, elas liam autoras como a britânica e líder feminista mary Wollsto- necraft, escritora, mas, também, dona de escola, na inglaterra, traduziam obras e escreviam livros ou artigos para jornais.

a primeira parte do presente artigo apresenta quais são os referenciais teó- ricos e metodológicos dos feminismos – Julia Kristeva (1979), Clare Hemmings (2009) e simone de Beauvoir (1980) – e dos arquivos pessoais – Luciana Heymann (2009). em um segundo momento, parte-se para o panorama da educação

pública no Brasil e a inclusão das mulheres, até chegar às contribuições feministas de nísia Floresta e Julie engell-Günther.

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