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1.3 Biologie moléculaire et microbiologie 25

1.3.7 Assemblage

Segundo a página oficial do INEP, em [42], Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, a avaliação da ANEB, parte do SAEB que leva em conta o desempenho escolar geral dos estudantes do ensino Fundamental e Médio por meio de amostras, o critério para se medir a habilidade em Matemática do aluno do Ensino Fundamental e Médio é feito a partir de escalas de proficiência, estruturadas com base na matriz de referência do SAEB. Em cada intervalo dessas escalas, determina-se um conjunto de habilidades e competências o qual o aluno avaliado consegue desenvolver ao alcançar aquele determinado nível.

Nível 250 a 300:

• Utiliza o conceito de Progressão Aritmética;

• Interpreta tabelas de dupla entrada com dados reais. Nível 300 a 350:

• Resolve problemas calculando o valor numérico de uma função de 1◦grau;

• Resolve problemas calculando o resultado de uma divisão em partes proporcionais; • Calcula a probabilidade de um evento em um problema simples;

• Identifica em um gráfico de função o comportamento de crescimento/decrescimento; • Identifica um gráfico de uma reta dada a sua equação;

• Utiliza o conceito de Progressão Geométrica para identificar o termo seguinte de uma sequência dada.

Nível 350 a 375:

• Resolve problemas calculando o valor numérico de uma função e identificando uma função de 1o

grau;

• Resolve problemas com uma equação de 1ograu que requeira manipulação algébrica;

• Calcula a probabilidade de um evento usando o princípio multiplicativo para eventos;

• Identifica, em um gráfico de uma função, os intervalos em que os valores são positivos ou negativos e os pontos de máximo ou de mínimo;

• Identifica uma função linear que traduz a relação entre os dados de uma tabela;

• Opera com polinômio na forma fatorada, identificando suas raízes e os fatores do primeiro grau. Nível 375 a 400:

• Resolvem problemas calculando o valor numérico de uma função e identificando uma função de 1o

grau;

• Resolve problemas com uma equação de 1ograu que requeira manipulação algébrica;

• Calcula a probabilidade de um evento usando o princípio multiplicativo para eventos;

• Identifica, em um gráfico de uma função, os intervalos em que os valores são positivos ou negativos e os pontos de máximo ou de mínimo;

• Identifica uma função linear que traduz a relação entre os dados de uma tabela;

• Opera com polinômio na forma fatorada, identificando suas raízes e os fatores do primeiro grau. Nível 400 a 425:

2.1 SAEB 28

• Reconhece a equação de uma reta a partir de dois dos seus pontos ou do seu gráfico; • Calcula a área total de uma pirâmide regular;

• Resolve problema envolvendo o ponto médio de um segmento;

• Resolve problema envolvendo o Teorema de Pitágoras em figuras espaciais; • Resolve problema reconhecendo o gráfico de uma função exponencial;

• Resolve problema distinguindo funções exponenciais crescentes e decrescentes; • Resolve problemas envolvendo funções exponenciais e equações exponenciais simples; • Resolve problemas de contagem mais sofisticados usando o princípio multiplicativo;

• Resolve problemas reconhecendo gráficos de funções trigonométricas (seno e cosseno) e o sistema associado a uma Matriz;

• Opera com números reais na reta numérica reconhecendo que o produto de dois números é menor que cada um deles.

• Nível 425 ou mais

• Calcula o volume de sólidos simples: cubo, pirâmide regular;

• Reconhece o centro e o raio de uma circunferência dada sua equação na forma reduzida e identifica, dentre várias equações, a que representa uma circunferência;

• Determina o número de arestas de um poliedro conhecidas as suas faces;

• Identifica o coeficiente angular de uma reta dada sua equação ou conhecidos dois dos seus pontos; • Identifica em um gráfico de uma função que um ponto (a, b) é equivalente a b = f (a);

• Calcula parâmetros desconhecidos de uma função a partir de pontos do seu gráfico;

• Resolve equações utilizando as propriedades da função exponencial reconhecendo o gráfico da função y = tg(x).

Observando-se as proficiências médias em todo o Brasil, entre os anos de 2005 e 2015, verifica-se que a proficiência média em Matemática no Ensino Médio variou entre os escores de 271 e 275, sendo que, nos dois últimos períodos de observação, nota-se uma queda de 270 para 267 pontos de proficiência.

O segundo gráfico que mostra as proficiências médias por estado, aponta que as duas últimas profi- ciências médias do Distrito Federal foram de 287 em 2013 e 280 em 2015. A maior proficiência média estadual nos dois últimos anos de observação foi no estado do Rio Grande do Sul, com pontuação de 290. Observando-se ainda, no Distrito Federal, a tabela de resultados do SAEB por escola Privada, Estadual e Federal, o SAEB mostra que, dentre as escolas particulares, a proficiência média foi de 318,2 pontos, enquanto que nas escolas públicas estaduais, essa escala foi de 262,76. A maior proficiência foi das escolas públicas federais, que foi de 326 pontos. A julgar pelo SAEB, os alunos de escolas públicas estaduais no Distrito Federal terminariam o Ensino Médio ainda no nível 0 das escalas de proficiência do SAEB, apresentando dificuldade ainda, por exemplo, para resolver problemas envolvendo o cálculo

do valor numérico de uma função e de reconhecer uma função de 1o grau, identificar gráficos de funções,

operar com plano cartesiano, identificar pontos de máximo e mínimo, intervalos de valores positivos ou negativos, resolver problemas envolvendo funções exponenciais e resolver diversos problemas relacionados à Geometria Analítica.

Tomando-se o critério de avaliação utilizado no teste de conhecimentos realizado concomitantemente com a entrevista, em que muitos alunos de Cálculo 1 apresentaram desempenho abaixo do esperado, e confrontando-o com dados do SAEB, pode-se inferir que os alunos ingressam na Universidade sem o conhecimento necessário para se fazer o curso de Cálculo 1. É interessante notar que o gráfico aponta também a evolução da proficiência média, para todo o Brasil, no referido intervalo, do Ensino Fundamental nos anos iniciais e finais. Segundo a escala dos níveis de desempenho do SAEB, parte significativa do corpo discente ingressa no Ensino Médio apresentando dificuldades, por exemplo, para identificar sistemas de equações do 1o grau, interpretar informações por meio de coordenadas cartesianas, resolver

problemas envolvendo áreas e perímetros de figuras planas, reconhecer círculos, circunferências e suas relações, identificar frações equivalentes e até mesmo resolver problemas envolvendo porcentagem, entre outros. Dessa defasagem apontada pelo SAEB pode-se depreender que, uma vez que muitas ferramentas de Matemática no Ensino Fundamental são primordiais para a continuidade no Ensino Médio, existe também uma defasagem em relação ao que se espera que o aluno consiga fazer em Matemática ao concluir o Ensino Fundamental. Embora os dados do SAEB apontem, no Distrito Federal, uma discrepância em Matemática no Ensino Médio, uma vez que o Ensino Público apresentou uma defasagem de 17 % em relação à rede privada em 2015, no Capítulo 2 vimos que, dentre os alunos do curso de Matemática que fizeram o teste de conhecimento e são oriundos de escola pública, a proporção de estudantes que teve rendimento superior a 50 % foi de 9,09 % contra uma proporção de 28 % dos alunos oriundos da rede privada. O desempenho da rede Privada, segundo o SAEB, em média, apresentaria dificuldades em muitas ferramentas importantes do Cálculo, tais como operar no plano cartesiano, reconhecer o centro e o raio de uma circunferência e resolver funções exponenciais. O SAEB e a entrevista realizada com a amostra de alunos da Universidade sugerem portanto que o corpo discente, salvo exceções, apresenta a falta de pré-requisito para fazer um curso de Cálculo.

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