REDACÇÃO DESTE TRABALHO FINAL
A par da construção desse texto final, trabalhou-se na criação de um “Pequeno Guia Rápido para o Uso do “Chatês” na aprendizagem do Português”, que não será mais do que a compilação de um conjunto de estratégias que, ao longo do estudo, foram aplicadas pelos docentes envolvidos na pesquisa e que demonstraram ser eficientes na motivação dos alunos e no seu processo de compreensão do funcionamento da língua materna.
65Nicolas Boileau nasceu em 1636 e morreu em 1711. Viveu no reinado de Luís XIV, em França, tendo sido amigo
de Molière e La Fontaine. Escritor, poeta e filósofo, dedicou-se essencialmente à sátira, tendo passado pelo ensino, na famosa universidade parisiense, Sorbonne (onde também estudou) [dados recolhidos a partir do sítio Poésie sur la
Toile: Anthologie Francophone (2000-2003), no endereço
http://www.anthologie.free.fr/anthologie/boileau/boileau.htm (consultado a 22/01/2006); a citação foi recolhida a
partir do sítio http://www.pausa.hpg.ig.com.br/ (consultado a 22/01/2006).].
66Blaise Pascal foi físico, matemático e filósofo. Nasceu em 1623, em Clermont-Ferrand, França e faleceu em Paris,
em 1662. Filho de um matemático brilhante, tinha publicado o seu primeiro trabalho aos 16 anos e notabilizou-se pelas suas capacidades científicas (foi o inventor de uma primeira máquina de calcular, a “pascalina”) e pelo seu notável domínio da língua francesa. Destacou-se igualmente, pelas suas reflexões teológicas, tendo ficado célebre o seu pouco apreço pelos jesuítas. Foi contemporâneo e chegou a conhecer Renée Descartes, o autor da famosa frase:
«Penso, logo existo» [dados recolhidos a partir de KREIS (2004) e WILKINS (2002); a citação foi recolhida a partir do
Esses exercícios foram elaborados por mim (no período compreendido entre Julho e início de Novembro de 2005), tendo em consideração diversos aspectos:
1. A adequação dos conteúdos abordados aos programas definidos pelo Ministério da Educação para os anos de escolaridade leccionados pelos professores que comigo colaboraram;
2. Tentou-se, ao máximo, que os exercícios propostos/fichas de actividade
se enquadrassem dentro dos timmings definidos pelos docentes para abordarem determinados temas;
3. Que fossem, também, o mais diversificados possível (incluindo propostas de análise da gramática, estilística, entre outras), permitindo que os docentes tivessem uma margem de escolha maior, podendo adaptar estas propostas, de forma mais fácil, aos alunos que os iriam executar;
4. Procurou-se que as propostas feitas pudessem, de alguma forma,
espelhar metodologias inovadoras ao nível da pedagogia, nomeadamente, a
Teoria da Flexibilidade Cognitiva, a Teoria da Acção Situada e a Teoria da Instrução Ancorada.
Gostaria, ainda, de referir, que todo este trabalho de contactos com os docentes de Português teve início do final do ano lectivo de 2004/2005, de modo a que os mesmos pudessem ter em consideração nas suas actividades a inclusão deste tipo de trabalho. Nessa altura, apenas contactei alguns dos professores, nomeadamente, o Delegado de Grupo, para que se pudesse começar imediatamente a trabalhar. Foi-me sugerido o início do ano lectivo seguinte como uma melhor altura, pois o ano estava a terminar e, logo, as possibilidades de inclusão das minhas propostas no trabalho dos docentes eram menores. Assim, no início do ano lectivo de 2005/2006 (Setembro) houve um contacto com os docentes desse grupo, durante o qual apresentei o meu trabalho e os objectivos que pretendia atingir. Esse encontro serviu para solicitar a sua cooperação e para lhes facultar um exemplar do Dicionário da Internet e do Telemóvel (BENEDITO, 2003b), já que alguns revelaram não ter tido qualquer tipo de contacto com
o “chatês”. Nesse primeiro encontro participaram cinco professores. Todavia, desses cinco docentes apenas três viriam a colaborar efectivamente no meu trabalho, já que os outros dois revelaram total desinteresse pelo tema e, apesar de inicialmente terem anuído a prestar-me auxílio, o mesmo nunca se viria a efectivar. Juntou-se a este grupo, uma docente do grupo disciplinar de Inglês, que tem como formação de base uma
licenciatura em Inglês/ Português e, por se encontrar a leccionar a disciplina aos Cursos de Educação e Formação mostrou vontade de contribuir.
O grupo de professores ficou, então, definido (as características de cada um dos elementos está definida no ponto 2.2). Depois de determinados os objectivos e tendo eu conhecimento do programa da disciplina (pela consulta de grelhas de planificação facultadas pelo Delegado de Grupo e pela consulta dos Manuais adoptados), foram explicados os exercícios e o modo como os mesmos foram preparados. Os docentes fizeram a sua análise e posteriormente, deram-me indicações sobre as suas observações, de modo informal. Essas indicações conduziram-me à preparação de novos exercícios e à reformulação de outros, tendo em conta as necessidades expressas pelos professores: menor duração e menor grau de complexidade das propostas em relação às primeiras apresentadas. Por isso, até ao início de Novembro, foram preparados exercícios, que depois foram apresentados e testados.
Resta salientar que nem todos os exercícios foram aplicados e também que não foram todos aplicados por todos os docentes, já que os mesmos leccionam níveis diferentes e, por essa razão, optaram por executar as propostas que melhor se enquadravam nos seus próprios objectivos programáticos. Todavia, todos receberam todas as propostas e tiveram oportunidade de as analisar e de opinar sobre elas.
A aplicação decorreu durante o primeiro período lectivo do ano de 2005/2006, com apenas uma excepção de uma docente que pôs em prática, ainda nos primeiros dias do segundo período, um exercício.
Estes exercícios foram compilados num pequeno “guia”, que se encontra separado do corpo deste texto, para facilitar a sua consulta, Procurou-se dar-lhe um aspecto gráfico agradável e que tivesse em consideração o facto de ele poder vir a constituir um material de consulta para docentes. As suas características funcionais serão analisadas no Capítulo 8 deste trabalho.