• Aucun résultat trouvé

Array Leaders

Dans le document 2A Language (Page 181-191)

Data Types

7. Symbols and Keywords

9.4 Array Leaders

sendo responsável por 9,6 milhões de mortes no ano de 2018. A nível global, uma em cada seis mortes são relacionadas à doença, sendo seu impacto econômico do câncer significativo e em constante crescimento. Anualmente o custo total da doença no ano de 2010 foi calculado em aproximadamente US$ 1,16 trilhão. Entre 30% e 50% dos cânceres podem ser prevenidos, muitos cânceres têm uma alta chance de cura se detectados precocemente e tratados adequadamente. Essa doença pode ser reduzida e controlada por meio da implementação de estratégias baseadas em evidências para a prevenção, a detecção precoce e o tratamento de pacientes com a doença (OPAS BRASIL, 2018, s.p.).

A atuação do bibliotecário clínico na área de oncologia tem sua relevância, pois os especialistas desta área buscam constantemente por novos conhecimentos que proporcionem a melhor evidência para o tratamento dos seus pacientes. Portanto o bibliotecário “[...] usa seu conhecimento contextual para auxiliar nas respostas às perguntas clínicas, para confirmar um diagnóstico ou um plano de tratamento, seja a informação recuperada destinada ao clínico” (RIGBY et al., 2002 p.158). Por isso este profissional deve estar em sintonia com a equipe em que faz parte, para compreender suas necessidades informacionais. "Seu treinamento clínico permite-lhe entender e antecipar-se às perguntas realizadas em equipes, assumir um papel mais proativo, e analisar a literatura para fornecer a informação desejada" (COUMOU; MEIJMAN, 2006, p.58).

Por ter um ritmo de trabalho intenso, é imaginável que os especialistas em oncologia, que trabalham no atendimento aos pacientes, não possuem tempo hábil e de qualidade para procurar as informações necessárias, como também não possuem as habilidades essenciais para realizar uma busca mais eficaz e eficiente. “A maioria dos médicos não adquire as

habilidades necessárias em sua formação acadêmica para realizarem buscas de literatura especializada nas melhores fontes de pesquisa” (SILVA, 2005b, p.132).

Para desempenhar as ações necessárias o bibliotecário clínico em oncologia precisa conhecer a terminologia médica para determinar suas estratégias de busca, pois a temática do câncer é multifacetada, é imprescindível que este profissional participe de conversas sobre o tema com a equipe clínica e que estabeleça um ritmo de leitura intenso sobre o assunto, pois lhe trará uma boa base de conhecimento para poder auxiliar a equipe multidisciplinar.

O bibliotecário que pesquisa informações sobre câncer precisa conhecer a terminologia médica desta especialidade, assim precisa saber quais os tipos de tumores, tratamentos, medicamentos, principais sociedades e instituições de câncer no Brasil e no mundo, bases de dados e periódicos da área. É necessário que este participe de eventos como simpósios e congressos para conhecer quais serão as demandas de informação dos médicos, enfermeiros, psico-oncologistas e farmacêuticos especialistas em Oncologia (SOUZA; SANTOS, 2013, p.4).

Souza (2017 s.p.) aborda sobre a forma de atuação do bibliotecário clínico em oncologia e bibliotecário clínico em geral, destacando os seguintes pontos:

● A área da medicina demanda por muitos produtos e serviços na área de informação para auxiliar o médico a escolher um tratamento e para tomar uma decisão, pois ele precisa ter uma evidência confiável.

● Ter um bom relacionamento com a equipe médica é fundamental, pois o médico procura o profissional da informação a todo o momento, assim é necessário que o bibliotecário tenha a capacidade de elaborar perguntas clínicas e científicas. Consequentemente é importante que o bibliotecário clínico entenda um pouco da área da medicina e do vocabulário médico para fazer pesquisas nas bases de dados.

● A MBE é um movimento forte e remete às pesquisas clínicas, o Brasil tem necessidade de desenvolver essas pesquisas, pois a medicina só avança com pesquisas clínicas.

● Sobre comparar a formação do bibliotecário clínico no Brasil e nos Estado Unidos, no segundo após se graduar em algum curso na área de saúde (Medicina, Farmácia, enfermagem, entre outros), realiza-se um mestrado e doutorado em Biblioteconomia. Desse modo, os bibliotecários nos EUA são todos pós-graduados. No Brasil os profissionais são graduados primeiramente em Biblioteconomia, caso não faça pós-graduação, especializa-se por meio da sua experiência e atuação no mercado de trabalho. Além disso, se o aluno tem interesse em ingressar na área da

Biblioteconomia Clínica, pode direcionar seus trabalhos e pesquisas acadêmicas para área médica. Ressalta-se que é importante dominar o idioma em inglês e estar familiarizado com a bioestatística.

● É muito importante que o bibliotecário clínico frequente eventos na área da saúde, pois contribuirá para familiarizar-se com os temas e pesquisas recentes.

● Sobre Associações de Bibliotecários Clínicos no Brasil, não tem associação. Na Europa há mais de 1500 membros na European Association for Health Information an Librarian (EAHIL) 16, assim como há um número expressivo nos Estados Unidos e Canadá, nomeadamente na Medical Library Association (MLA)

17.

● Os periódicos mais populares da área são: Journal of the European Association for Health Information and Libraries18, Journal of the Medical Library Association

(JMLA) 19 e Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em saúde (RECIIS) 20.

● O corpo clínico e os residentes necessitam de informação, além da tomada de decisão (diagnóstico, prognóstico, medicamento, tratamento) e da MBE, há as publicações de trabalho científico. Atualmente, os médicos publicam muito, pois eles têm muitos dados e recursos para isso. Obviamente, os profissionais de saúde precisam fazer um levantamento bibliográfico para suas pesquisas.

● Os médicos se reúnem com o bibliotecário para discutir um caso, para em seguida pesquisar as evidências. O bibliotecário, integrante de uma equipe multiprofissional, além de contribuir buscando a melhor evidência, normaliza trabalhos científicos, organiza arquivo de prontuário. Também participa da comissão de prontuários, discutindo, por exemplo, sobre os requisitos para um prontuário ter uma qualidade e também sobre os cadastros dos pacientes.

Ademais, Souza (2017 s.p.) fez um manual com a finalidade de treinar as recepcionistas para como fazer esse cadastro, colocando o nome, a cor e a escolaridade, pois essas informações fazem diferença. Através desses dados é possível fazer estudos epidemiológicos, realizando assim um trabalho com a equipe médica que consistia em levantar perfil

16 Site da European Association for Health Information an Librarian (EAHIL): http://eahil.eu/. 17 Site da Medical Library Association (MLA): https://www.mlanet.org/.

18 Site do Journal of the European Association for Health Information and Libraries: http://eahil.eu/jeahil/. 19 Site do Journal of the Medical Library Association (JMLA): http://jmla.mlanet.org/.

20 Site da Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em saúde (RECIIS):

epidemiológico do paciente, possibilitando conhecer o perfil do paciente, a realidade do hospital e o planejamento das futuras ações no ambiente clínico. O registro hospitalar tem sua importância para a instituição, pois o INCA todo ano publica a estimativa de pessoas com câncer para o próximo ano, quantas pessoas terão, em qual região e quais tumores. Essas informações são coletadas através dos cadastros e prontuário. Na clínica de oncologia é preciso coletar dados epidemiológicos, preencher uma ficha, enviar para Secretaria de Saúde e condensar as informações, assim é possível gerar estatísticas e porcentagens para os próximos anos. Portanto, é importante ter o cadastro e o prontuário organizados para gerar estatísticas confiáveis a nível nacional, desse modo constitui-se como um banco de dados muito rico para fazer estudos e pesquisas, contribuindo para a qualidade da informação em oncologia.

Souza (2017 s.p.) ainda enfatiza que:

● Os médicos não possuem tempo para entrar em cada revista e verificar se aquele periódico vai suprir o que ele precisa, portanto ter o bibliotecário clínico auxilia bastante. Mesmo tendo tudo na internet os médicos precisam dos bibliotecários, pois o tempo deles é para atender os pacientes. O médico não tem familiaridade com a pesquisa e pode demorar muito, enquanto o profissional da informação possui as habilidades e competências necessárias.

● O bibliotecário clínico pode consultar as normas bibliográficas para os médicos; auxiliar na elaboração de pesquisas acadêmicas.

● A área da saúde é promissora e bem estruturada com os recursos de informação, mas os médicos necessitam de atendimento personalizado, de informação especializada, diferente para cada médico, para cada área, para cada tratamento e diagnóstico.

Portanto, os bibliotecários conhecem bases de dados específicas, definem melhor as estratégias de busca, determinam os melhores descritores, constroem e manuseiam vocabulários controlados21 e costumam ter domínio sobre metodologia científica, o que possibilita ter um bom desempenho relativo ao tempo de pesquisa e a recuperação da informação de forma satisfatória. Desse modo, no âmbito da pesquisa sobre evidências,

21 Vocabulário controlado é uma linguagem artificial constituída de termos organizados em estrutura relacional.

Um vocabulário controlado é elaborado para padronizar e facilitar a entrada e a saída de dados em um sistema de informações. Tais atributos promovem maior precisão e eficácia na comunicação entre os usuários e o sistema de informações (KOBASHI, 2008, p. 1). Pode-se citar como exemplos de vocabulários controlados: os tesauros, as listas de cabeçalhos de assuntos e as listas de autoridades.

observa-se que o médico e os outros especialistas que constituem a equipe clínica poderão não ter o mesmo desempenho e agilidade que um profissional da informação bem qualificado. Talvez, seja fundamental ao médico concentrar-se e dedicar-se ao atendimento do paciente e ao bibliotecário levantar as informações que atendam às necessidades informacionais do médico e da equipe. Dessa maneira, a equipe multidisciplinar reconhecerá e valorizará a atuação do bibliotecário junto à equipe.

Souza e Santos (2013 p.5) citam algumas fontes de informações que podem ser acessadas pelo bibliotecário clínico na área oncológica:

Figura 4 - Fontes informacionais para pesquisas clínicas na área de oncologia

Fonte: Souza e Santos (2013).

Souza e Santos (2013 p.8) também evidenciam as principais fontes de acesso aberto em que podem ser encontrados assuntos relevantes sobre a oncologia:

Figura 5- Fontes de acesso aberto para pesquisas clínicas na área de oncologia

Fonte: Souza e Santos (2013).

Em relação às informações sobre câncer publicadas em sites da Internet é preciso analisar alguns elementos como: credibilidade (fonte, contexto, atualização, pertinência e processo de revisão editorial); conteúdo (acurácia, hierarquia das evidências, precisão das fontes, avisos institucionais e completeza); apresentação do site (objetivo e perfil do site); links (seleção, arquitetura, conteúdo e links de retorno); design (acessibilidade, navegabilidade e mecanismo de busca interno); interatividade (mecanismo de retorno da informação, fórum de discussão, explicitação de algoritmos); anúncios (alertas) (LOPES, 2004, p.82).

A Health on the Net Foundation (HON) é uma das diretrizes mais citadas em trabalhos que falam sobre revisão, sendo ela uma organização fundada em Genebra na década de 96, tendo como objetivo auxiliar a identificação de web sites sobre saúde que são confiáveis. (JUZZO, 2004, s.p.).

Figura 6 – Diretriz HON

Os critérios da HON definem regras relacionadas a princípios básicos de ética usados na forma como a informação é apresentada, esses princípios asseguram que os leitores saibam a fonte e o propósito das informações (JUZZO, 2004, s.p.).

Em virtude do exposto é visível que a oncologia, assim como outras áreas da saúde, faz parte dos inúmeros cenários em que o bibliotecário pode atuar. Souto et al. (2005, p 52) cita que os profissionais da informação têm a possibilidade de mostrar todo o seu potencial, assim conquistando outros campos de atuação. Porém essa conquista só será possível se os bibliotecários possuírem uma postura proativa.

A seguir, no capítulo 4, apresenta-se a trajetória metodológica percorrida para a elaboração desta monografia.

Dans le document 2A Language (Page 181-191)