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Les armes blanches : [1,8]

LES MECANISMES LESIONNELS :

A. Les armes blanches : [1,8]

O Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem [AVEA] é o espaço que inclui, que revela, que possibilita os desdobramentos das situações de ensino-aprendizagem organizadas em materiais didáticos elaborados nas várias mídias. Estes materiais, Objetos Digitais de

Ensino-Aprendizagem [ODEA] podem proporcionar aos estudantes desafios em diferentes níveis de aprendizagem, de acordo com os pressupostos teórico-metodológicos da concepção pedagógica que se evidencia no processo.

A abordagem pedagógica eleita, neste caso, para a explicitação dos Objetos Digitais de Ensino-Aprendizagem [ODEA] considera diferentes níveis de conhecimento: empírico, pseudo-empírico e reflexionante. Acredita-se que esta abordagem favorece os ritmos de cada estudante, bem como o objetivo a ser alcançado no movimento da aprendizagem. (CATAPAN, 2001).

O processo de aprendizagem não tem um marco zero, um início absoluto, pois está, sempre, em reestruturação dos elementos das experiências anteriores. A acomodação e a assimilação de novos elementos, nos esquemas já organizados, podem ocorrer em diferentes níveis. Em nível empírico, quando ocorre por identificação, associações, reconhecimento de dados extraídos diretamente do objeto de conhecimento. Em nível pseudo-empírico, quando ocorrem transposições, associações, compreensão e análise extraídos da reflexão do sujeito sobre o objeto e não diretamente do objeto e, sim, por operações mentais. Em nível reflexionante, quando o sujeito compreende, analisa, avalia e propõe, a partir da coordenação das ações mentais, pensar sobre o seu próprio pensamento. (CATAPAN, 2001).

Cada um destes movimentos na construção do conhecimento que se efetiva nas diferentes situações de aprendizagem, que são organizadas, sistematizadas e intencionalmente propostas, nos Ambientes Virtuais de Ensino-Aprendizagem, operam com diferentes níveis de abstração, explicitados nos Objetos Digitais de Ensino- Aprendizagem [ODEA].

A abstração reflexionante é promovida por situações de aprendizagem que possam provocar uma atividade mental mais complexa. Exigir do estudante, por exemplo, que desenvolva ações de pensar, de elaborar hipóteses sobre o objeto, sobre as informações, sobre os conceitos, supera o primeiro nível da abstração empírica, elevando a outro patamar da estrutura mental.

Quando o estudante é desafiado a coordenar as suas ações mentais estruturadas, compreendê-las e a partir delas propor uma situação nova para um determinado problema, ele atinge o nível da abstração reflexionante; a isto Piaget chama de aprendizagem em profundidade.

Os níveis empírico e pseudo-empírico ainda estão limitados em nível de esquemas. A abstração reflexionante está baseada em conexões

de estruturas mentais.

Para desenvolver os diferentes níveis de conhecimento, ou de abstração, se faz necessário oferecer situações de aprendizagem que promovam interação.

Neste sentido, a aposta é de que os Objetos Digitais de Ensino- Aprendizagem, dada a sua dinâmica, fluidez, flexibilidade, mesmo sendo uma microunidade de ensino, possam atender aos diferentes níveis de conhecimento, considerando os aspectos intrínsecos em que ocorre na interação.

A partir dos esquemas já construídos do aprendente, os Objetos Digitais de Ensino-Aprendizagem, se bem planejados, podem provocar ações mentais, como: encontrar, escolher e retirar informações dos esquemas já construídos na experiência e pela abstração pseudo- empírica fazê-los avançar, elevando-os a outro patamar, o patamar do reflexionamento. Isto ocorre por um processo de coordenação de ações, como ato mental na reconstrução e reorganização de cada um dos esquemas anteriores, projetando novos patamares a atingir. (PIAGET, 1990).

Atualmente, os avanços técnico-científicos oferecem condições nunca antes disponíveis, para geração, armazenamento e circulação de informações. Isto indica que a educação no próximo século enfrentará uma série de transformações que podem parecer bastante contraditórias em relação ao que até hoje se tem feito. Os saberes, quando atualizados nos parâmetros do desenvolvimento tecnológico, apresentam-se em sua forma como contraponto evidenciando compreensão do conhecimento como experiência, como um saber marcado e construído durante o processo de aprendizagem, pelas montagens e desmontagens possíveis, pelos erros e acertos que demarcam um processo de escolha e de construção de uma determinada apreensão do objeto no espaço virtual. (CATAPAN, 2009, p. 18).

É preciso compreender o que se faz no âmbito escolar, em sala de aula, ou a distância. A prática pedagógica, sem que se tenha conhecimento do que se faz, profundamente, é apenas uma reprodução de hábitos e pressupostos dados, concernentes com respostas que os

professores validam devido às demandas externas ou às ordens que lhe foram impostas. (CATAPAN, 2009).

Fazer uma educação eficaz e eficiente necessita o repensar da evolução cognitiva da sociedade do conhecimento, bem como sinalizar e preparar os aprendentes para as competências do presente e do futuro, relendo o passado.

Diante da avalanche de informações e do dilúvio dos avanços tecnológicos, as pessoas tendem a ficar submersas. A cada onda é como se precisassem aprender a navegar novamente, tamanho desconforto diante do novo. Compete ao fazer do professor propor o encontro das barcas, das pranchas, das embarcações que os levem para o outro lado da margem, seguros e confiantes de si. Este saber deve orientá-los para projetos de desenvolvimentos tanto individuais como coletivos, diante da natureza do público e do privado. (CAMBI, 1999).

As técnicas de navegação, os mapas, as bússolas, os Objetos Digitais de Ensino-Aprendizagem podem ser disponibilizados pela educação, desde que o professor sinta-se confortável por navegar neste mundo complexo de terra, de mar, de bits e bytes e, assim, possa inserir os demais.

Acredita-se que esse desafio é consonante com a carta de Jacques Delors (1999), que é parte integrante do Relatório para da UNESCO42 e

foi elaborado pela Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. Apresenta os “Quatro Pilares da Educação”, onde são mapeados os conceitos fundamentais para uma visão atualizada de educação, quais sejam: aprender a fazer, aprender a conhecer, aprender a viver juntos e aprender a ser. Estes quatro pilares da educação apresentam, de forma consistente, a função social da educação escolar, voltada para formação da cidadania, para o mundo do trabalho, da complexidade dos modos do ser, do coletivo e do viver.

Evidencia-se nos pilares da educação de Delors (1999) a formação de um indivíduo com competências, habilidades e capacidades para atuar como cidadão pleno de direito.

As abordagens pedagógicas propostas são delineadas pela veia epistemológica que considera a epistemologia como teoria do conhecimento científico, ou seja, como o conhecimento acontece, como se faz e se conta a história das ciências e como as ciências evoluíram.

A partir de um determinado entendimento da ciência e do conhecimento pode o professor organizar a sua proposta pedagógica.