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7 Processus de production

7.6 Archivage

Avançando nesta pesquisa, proposta poética de se fazer desenhos, entre cadernos de desenhos e livros de artista, brinquedos-desenhos e vice-versa, confere um caminho percorrido pela linha gráfica e pictórica do desenho. Essa linha que passeia e desenrola-se como novelo de lã, cordão e barbante juntando emaranhados de coisas, cenas, objetos e gentes, monta situações cotidianas, memórias e esquecimentos de lembranças de lugares, espaços e paisagens, um emaranhados de ideias e visualidades.

O roteiro de fazer desenhos transita entre tempos e espaços, uma linha contínua, que brinca nas arquiteturas dos cadernos para criação de outros espaços internos e externos.

Em Children’s Labyrinth (1954) [Labirinto das crianças], desenho realizado por Saul Steinberg, na 10ª Trienal de Milão, convida o espectador a passear dentro dos desenhos em meio a esse labirinto, o fio de Ariadne é a linha, linha gráfica, impressa na técnica do scrafitto sobre as paredes do labirinto. O movimento da linha conduz o visitante em uma trajetória desenhada que percorre como linha do tempo, numa narrativa atemporal do desenho nos percursos das histórias das artes, das arquiteturas e dos lugares urbanos, rurais e inventados de cada um de nós. O desenho labirinto de Steinberg traz à tona a alegria de criar desenhos e caminhar por ele todos os dias.

Figura 139 - Saul Steinberg – “Labirinto das crianças” (1954)

Capítulo destinado às etapas do processo de criação, análise, desenvolvimento e produção dos Desenhos para brincar. Recolhimentos e seleção de materiais expressivos constituíram para os procedimentos metodológicos e materiais na concepção da série Desenhos para brincar.

Tendo como ponto de partida a linguagem do desenho e seus desdobramentos, duas exposições individuais, intituladas Pautas e Pentagramas (2016) e PipasLivrosBorboletas entre outros desenhos (2018), serviram como laboratório para a apresentação das ideias do projeto Desenhos para brincar. Cada qual foi exibida em períodos diferentes e contiveram desenhos, livros de artista, objetos, instalações, sendo estes organizados em montagens onde os grupos e séries de trabalhos foram exibidos para a interação criativa do público, entre eles crianças e adultos.

Figura 142 - Exposição Pautas e Pentagramas. Oficina Cultural de Uberlândia, 2016

Desenhos Blocos de Notas

Desenhos páginas, desenhos em pautas, página solta para livres anotações e apontamentos.

Figura 144 - Desenhos Blocos de Notas, nanquim, lápis dermatográfico, lápis de cor, caneta esferográfica sobre placa de MDF, dimensões 14,5cmx21cm, 2016

Figura 145 - Desenhos Blocos de Notas, nanquim, lápis dermatográfico, lápis de cor, caneta esferográfica sobre placa de MDF, dimensões 14,5cmx21cm, 2016

Livros brinquedo de artista

Figura 146 - Livro Sanfona – impressão sobre papel couchê, capa dura - 2016

Criação de coleção e série de livros de artista para acervo de bibliotecas inventadas. Série de livros de artista compondo coleções inspiradas em cadernos escolares, escritas e caligrafias. Cartilhas e Livros ilustrados.

Figura 147 - Fac-símile do livro de leitura Brinquedos da Noite - 2019

Figura 148 - Capas dos livros de artistas CartilhasPautas e Pentagramas – 2016

Edição fac-símile do livro de leitura da 1ª série do primeiro grau. Pequenas edições - Livro brinquedo de artista.

Pesquisa de materiais, superfícies, formatos, encadernação e impressão. Aplicação de recursos artesanais e digitais/eletrônicos.

Livro de artista – Cartilhas Pautas e Pentagramas

Figura 149 - Páginas dos livros de artista “Pautas e Pentagramas”, impressão sobre papel vegetal, 14x21cm (fechado), 2011

Figura 150 - Páginas dos livros de artista “Pautas e Pentagramas”, impressão sobre papel vegetal, 14x21cm (fechado), 2011

Figurinhas da memória – Personagens de desenhos animados, programas de TV e álbum de figurinhas. “Desenhos automáticos”, Turma da Mônica, Turma do Lambe- lambe, Snoop, Gisele, Popey, Os Trapalhões, Grilo Falante e Horácio.

Figura 151 - Figurinhas da memória – desenho pincel atômico, lápis de cor sobre papel (imagens digitalizadas e plastificadas), 7cm x 10cm – 2016

Livro brinquedo de artista-Vivaa!

Desenho e fotografia, história de personagens ilustres ilustrados. Figurinos e cenários, baseados nas fotografias de Seydou Keida. Quem são eles? Onde moram? Quais são seus afazares? Onde trabalham? O que dizem? O texto está na página do lado, texto desenhado. Para descobrir? Folhear até o final? Um cartão! Um desenho-convite! Vivaa! Eles entram em ação!

Figura 152 - Vivaa! Páginas do livro de artista, fotografia, desenho impresso sobre papel couchê fosco, 30x21cm (fechado), 2016

Figura 153 - Vivaa! Páginas do livro de artista, fotografia, desenho impresso sobre papel couchê fosco, 30x21cm (fechado), 2016

Figura 154 - Conjunto de páginas do Livro de artista Vivaa! - 2016

Varal de figurinos desenhados para personagens do livro de artista Vivaa!!

Figura 155 - Montagem do varal de desenhos figurinos Livro de artista Vivaa! – lápis dermatográfico sobre papel recorte e colagem, 2016

Livro de artista - Libélulas

Figura 156 - Impressão sobre papel vegetal (carimbo, digitalização e impressão eletrônica)

O livro consiste na sobreposição de folhas de papel vegetal com impressões a laser sobre papel e costuradas com linha de costura industrial.

O processo de construção da obra é composto na produção de desenhos feitos em matrizes com borracha escolar, formando pequenos carimbos que posteriormente podem ser impresso manualmente em papéis brancos.

Dos impressos, segue-se à etapa de digitalização das imagens para montagem e editoração das mesmas, compondo a série dos pequenos livros impressos a laser em folha de papel vegetal, que são encadernados pela costura.

Das imagens elaboradas, formas orgânicas e abstratas remetem a asas, folhagens, texturas e grafismos provenientes de desenhos de observação e memória da natureza.

No jogo dos desenhos impressos surgem diversas combinações de páginas/asas, sobrepostas e translúcidas remontando a pequenos libellum, termo em latim, significando o diminutivo de líber, livre ou pequeno livro.

Da montagem do livro os pequenos livrinhos são suspensos do chão ao teto seguindo suavemente o movimento livre do vento e do espaço circundante, favorecendo, assim, dinâmicas de leituras gráficas espaciais.

Figura 157 - Dimensões variáveis - cada livro, 10 cm x 7 cm, costurado aproximadamente 200 cm de extensão

Figura 158 - Dimensões variáveis - cada livro, 10 cm x 7 cm, costurado aproximadamente 200 cm de extensão

Livros de artista - Envelopes – Destinatários

Livros envelopes, livro objeto com conteúdos e objetos para serem manuseados a fim de combinar peças e formas em desenhos.

Figura 159 - Livro envelope – envelopes de papel (preto e branco), desenhos em nanquim sobre papéis recortados. Encadernação capa dura, 2018

Figura 160 - Livro envelope – papel poliéster, lápis dermatográfico e nanquim. Dimensões variáveis, 2018

Figura 161 - Livro envelope – papel poliéster, lápis dermatográfico e nanquim. Dimensões variáveis, 2018

Figura 162 - Detalhe desenho Pipaslivrosborboletas, lápis dermatográfico sobre papel poliester – 2018 – Foto: Cíntia Guimarães

Parte da série de desenhos e livros envelopes da exposição DesenhosPipaLivrosBorboletas, desenvolvida na disciplina “Cartografias: territórios narrativos” oferecida pelo artista e professor Dr. Ferez Khoury da FAUUSP no programa Professor especialista visitante do Instituto de Artes Unicamp, 2018.

Figura 163 - Detalhe desenho PipasLivrosBorboletas, lápis dermatográfico, linha de costura, sobre papel poliéster, 21cmx200cm – 2018. Foto: Cíntia Guimarães

Brinquedos cenas objetos

Criação de brinquedos de madeira e materiais expressivos como Carrinhos bibliotecas, Rádios de som perfumados, Bichos carrinhos xilográficos.

Figura 164 - Carrinho biblioteca abacate, madeira, pintura spray, 70x 21x 30 cm, 2016. Foto: Cintia Guimarães

Figura 165 - Carrinho biblioteca abacate, madeira, pintura spray, 70x 21x 30 cm, 2016. Foto: Cintia Guimarães

Rádio com som perfumado

Rádio de som perfumado, objeto de parede, notícia sonora de tempos e memórias composição visual e musical.

Figura 166 - Rádio de som perfumado para fazer dever de casa, madeira, nanquim, desenho reprografia, caixa de som,30 x 6 x 21 cm/ 21x4x15cm2016

Foto: Cintia Guimarães

Figura 167 - Exposição Pautas e Pentagramas – 2016

Carrinhos xilográficos

Carrinho de madeira. Desenhos impressos. Matrizes para passear.

Xilogravuras para brincar, puxar, empurrar e compor desenhos com os objetos, os desenhos na superfície da madeira são impressões digitais, relevos, impressos na madeira entintados, pintura desenho e objetos, são múltiplos. Série e seriação. Edição revisitada.

Figura 168 - Carrinhos xilográficos – 2019 dimensões variáveis.

Fotos: Cíntia Guimarães. Figura 169 - Carrinhos xilográficos

Figura 170 - Carrinhos xilográficos

Figura 171 - Figura 165 Carrinhos xilográficos, madeira e acrílica – 14cmx21cm dimensões variáveis

Carimbos personagens e Desenhos impressos. Histórias estampadas

Figura 172 - Caderno de desenho - ideias e imagens para Carimbos personagens, 2018

Carimbos personagens são desenhos objetos para imprimir histórias- estampas. Nessa série de trabalho os elementos (personagens) elaborados se agrupam em afinidades cromáticas e volumetrias e compõem uma pequena família de personagens coloridos identificados com o sistema cromático CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto).

São desenhos objetos para construir desenhos impressos, cujas narrativas visuais propiciam a interação entre desenhos. Das matrizes coladas aos personagens refletem-se os elementos de origem de cada um deles.

Nesse processo de reproduzir imagens, diálogos e conversas visuais são recombinadas criando caminhos e trilhas de estrelas, flores, sementes e frutos. As matrizes formam a concentração de histórias condensadas em pequenos fragmentos de borracha que são incisões de ideias gráficas para serem multiplicadas e difundidas diante dos percursos criados pelos impressores em seus processos de criação de caminhos com desenhos impressos. Estampas, trilhas, ocupações espaciais totais, medianas ou pequenas traçam nas superfícies roteiros de imagens em seus diversos destinos.

Figura 173 - Carimbos personagens, madeira pinus, dimensões variáveis aproximadamente 8cmx4cmx4xm. Policromia acrílica (azul, magenta, amarelo e preto), borracha/silicone, 2019

Figura 174 - Carimbos personagens – Impressões sobre papel - tinta para carimbo, 2019

Bonecos Multidão

Objetos em madeira policromada, cabeças de madeira. Retratos de gentes coloridas. Cerca de 52 objetos criados para serem fantoches, formas animadas em sua concepção inicial, contudo, no processo de fabricação, montagem e aplicação cromática/gráfica as personagens assumiram uma postura própria em ser objeto escultórico, um desenho tridimensional desvinculando-se da ideia de serem apenas personagens para uma encenação em um palco ou manipulado como fantoche de luva. No fazer e na construção manual das peças os desenhos das formas se deram em diferentes preparações: desenhos dos cadernos - as personagens surgem em grupos, volumes de gentes e percorrem as páginas dos cadernos preenchendo espaços, sendo que centenas delas caminham entre as folhas com diferentes velocidades, comportamentos, atitudes e olhares expressões em diálogos não- verbais. Incluir imagens do caderno a sequência das páginas e desenhos.

Dos desenhos na marcenaria à preparação das superfícies e acompanhamento da montagem, ou seja, recortar, aparar e lixar o trato com as madeiras-matérias ofereceram-se outras possibilidades. Anteriormente, imaginava- se criar as cabeças dos fantoches com tocos, blocos e pedaços de madeira, em seguida, ao final, juntar e colar as partes trabalhadas aos vestuários, figurinos parangolés já desenhados e cortados.

Figura 176 - Agrupamento dos desenhos objetos Multidão – madeira policromada diferentes formatos e dimensões, 2019

Figura 177 - Recortes em madeira (pinus - pálete)

Figura 179 - Multidão, madeira policromada, lápis dermatográfico, dimensões variáveis, 2019

Caixa de animação - Cine teatro

Criação de desenhos animados. Vídeo animação de Narrativas gráfico-visuais. Projeção em caixas/câmeras Lambe-lambe.

Cine teatro de formas animadas, filmadas e projetadas.

Colagens digitais e artesanais, montagem de desenhos personagens, bonecos desenhos de varetas e fotografias fantoches.

Ficha técnica:

Trilha sonora: Jorge Bertolini Animação e edição: Waltuir Alves

Figura 180 - Montagem das cenas Multidão para fotografia dos objetos e captação das imagens para vídeo animação, 2019

Figura 181 - Edição e montagem de cenas para vídeo animação– 2019

Multidão - Cine teatro de formas animadas

Vídeo animação com desenhos/objetos de madeira policromada. Uma constelação de gente a caminho!

Uma multidão que passa. Ligeira, pensante, sonhadora, inquieta, imaginadora, criativa, novidadeira, trabalhadeira, silenciosa, ativa. São passantes desenhando seus próprios caminhos. A narrativa de cada um está no traçado das cores-linhas de formas e dimensões variadas.

Quem são eles? Para onde vão? De onde vieram? Uma história por acontecer! O que querem nos dizer?

Começam, recomeçam, se agrupam, caminham dois a dois, pares, ímpares, em trios... em grupos ou sozinho (s).

Montam cenas, dançam, cantam em movimentos. Composição de retratos conhecidos ou desconhecidos revelam, em seus gestos, outros passantes que nos olham e que nos veem. Entre eles, bailam com os Parangolés de Oiticica, com Nildos e Mosquitos da Mangueira. Desfilam junto com os experimentos n° 3 de Flávio de Carvalho, New looks modernos de todos os tempos. Encarnam as cores- desenhos dos bonecos e marionetes do teatro Giramundo de Álvaro Apocalypse. Aguardam contemplativos tais quais “Os operários” de Tarsila. E por fim, revestidos de grafismos, seguem e passam encobertos por Mantos dos Bispos e dos Rosários. A multidão que passa chama, segue em frente e convida: Vamos?

Roteiro/ sequência de imagens

Em caixa cênica, formato de pequeno palco para teatro de bonecos (teatro de formas animadas). Cine teatro de formas animadas.

Abre-se uma cortina desenhada. Surge e desaparece uma das personagens. Cortina totalmente aberta, inicia-se o espetáculo.

As personagens entram em cena, da esquerda para a direita. Vão se organizando em grupos. Duplas, trios, passam, caminhando com o movimento específico aos seus formatos e dimensões.

Outras personagens chegam de direções diferentes. De baixo para cima. Da direita para esquerda. Sobem, descem, brincam de esconde-esconde. Aparecem e desaparecem. Formam composições por semelhanças, afinidades cromáticas, formais e ou por temperamentos (fisionomias, e expressões faciais). Realizam uma coreografia em que cada forma animada gira, pula, brinca em um ponto fixo. Cada qual dança em seu tempo e espaço. Um salto, cambalhota com giro duplo e parada final como ginasta olímpico!

Entradas para cenas finais, montagem, todos chegam de todos os cantos. Pose para fotografia, álbum de retrato. Grupo com todo mundo junto. Ocupação total. Personagens agrupados, justapostos em camadas e com seus movimentos característicos. As personagens observam, contemplam os espectadores. Pronto. Foto feita. Saem em grupos. Cada grupo por lados diferentes, direita, esquerda, em baixo. Resta um (o mesmo que apareceu no início, talvez!). E sai: “Saída pela

direita!”. Fecha-se a cortina. Abre-se novamente, surge a palavra Multidão. Sobem os créditos.

Figura 182 - Estudo para criação de storyboard para animação Multidão - 2019

Figura 183 - Estudo para composição e montagem da cena final do vídeo animação Multidão – 2019

Figura 184 - Páginas do caderno de desenhos com desenhos e estudos para animação Multidão - 2019.(Inserção fac-símile de um dos cadernos de desenho na tese impressa)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Desenhos para brincar: processos e criação, uma proposta artística que tem origem na ação costumeira e cotidiana de se desenhar. Um hábito diário e um diálogo consigo mesmo em escritas visuais particulares, mas para gestos coletivos e compartilháveis.

Uma pesquisa visual, elaborada de uma confecção doméstica, fabricada manualmente, entre páginas de volumes, dimensionados para a palma das mãos. Um conjunto de cadernos de desenhos para brincar de fazer desenhos.

Dos pensamentos gráficos surgidos na superfície das folhas-páginas delinearam-se construções de memórias afetivas, memórias universais. Desenhos de uma coletividade que se desenha em seus desígnios e destinos. Os caminhos do desenho são muitos.

Nos experimentos realizados, contemplados pelas dúvidas e intenções, um laboratório de tantas coisas para se fazer. “Aprender fazendo” ou “aprender brincando” – na voz de Froebel, é condição de cultivo, manutenção como jardinagem das “germinações poéticas”, motivadas pelo desenho. Assim mesmo, como montar um jardim para um quintal, lançam-se sementes de ideias, juntam-se utensílios e “inutensílios”, vasos, vasilhas, latas, potes e ferramentas expressivas para preparar o solo da criação.

Os desenhos são para brincar! “Brinquedos filosóficos” com questões variadas para concepções simples e ou complexas, a depender de quem brinca e se disponibiliza a ser seguir as regras do desenho brinquedo. Brinquedos para todos. Desenhos para todos. Referindo-se às propostas metodológicas dos predecessores, Pestalozzianos e Froebelianos dos ensinos de desenho e dos desenhos “ensinantes”.

Uma narrativa das experiências, na qual seu conteúdo é atravessado pelas histórias das artes e das linguagens artísticas montadas em obras expandidas e projetos em desdobramento. Os brinquedos dos artistas das vanguardas realizaram promessas para o futuro. A criança como centro das atenções, ou melhor, no centro das artes, o desenho infantil e outras produções afins, um anúncio das histórias da humanidade.

O projeto dos artistas para uma cultura da infância são caminhos para se pensar, conhecer e fazer, antídoto para guerras e entreguerras as quais anulam as

narrativas e silenciam os narradores. O brinquedo como oposição. O brinquedo presente, o brinquedo para o movimento do corpo, para atuar e encenar, o brinquedo para estar com a família, para aprender a ver e a olhar as belezas caleidoscópicas da cultura e do convívio social, o brinquedo para aprender e ensinar arte. O brinquedo para criar outros brinquedos e narrar novas histórias de ontem para hoje e amanhã.

Do projeto realizado e em andamento, o artista como produtor, absorve os mecanismos das técnicas e tecnologias e as devolvem em desenhos para brincar. A quem se destina o produto de suas criações? O destinatário está no processo de criação. Está nas mãos das crianças ou dos adultos. O que podemos fazer com tudo isso? Arte!

REFERÊNCIAS

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