5.4 Technique d’extraction de scénarios d’attaque
6.1.2 Architecture structurelle de GenISIS
Lisboa
Outubro 2017
2º Jornal de Aprendizagem
O primeiro contacto com o local de estágio, ocorreu ainda durante a construção do projeto de formação e objetivava dois pontos: compreender se o estágio era adequado para a aplicação do projeto e facilitar a integração do estudante.
Este momento, consistiu numa entrevista com a Enfermeira chefe para conhecer a intervenção do EEER, a dinâmica, a organização do serviço, a gestão de recursos humanos e materiais, bem como a explicação resumida de como se articulavam com os outros serviços.
A explicação facultada, despertou elevado interesse acerca da rede e da sua articulação com os outros serviços, no entanto, devido a uma realidade laboral completamente diferente, subsistiu a necessidade de realizar uma pesquisa mais aprofundada inerente ao funcionamento e dinâmica organizacional, baseado na consulta da legislação vigente e na reflexão.
O Primeiro estágio, ocorreu na comunidade e foi realizado numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI), incluído no Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES).
Os ACES, são providos de autonomia administrativa, organizacional e técnica e são constituídos por várias unidades, referentes a um ou mais centros de saúde. (Decreto-Lei n.º 137/2013).
As unidades funcionais, são divididas por Unidades de: cuidados de saúde; saúde familiar; cuidados de Saúde personalizados; Saúde pública; Cuidados na comunidade; recursos assistenciais partilhados.
Em cada unidade funcional, existe uma equipa multiprofissional que colabora com as outras unidades do ACES. E prestam cuidados primários de saúde à população, dentro da área geográfica correspondente. Intervém na promoção da saúde, prevenção e prestação de cuidados em situação de doença e articulam- se com outros serviços na continuidade dos cuidados.
A unidade de cuidados na comunidade (UCC), está inserida na rede nacional de cuidados continuados integrados (UCCI) e concede apoio psicológico e social, prestação de cuidados de saúde ao domicílio às pessoas/familia e grupos vulneráveis em situação de dependência física, funcional e de risco. Concretiza educação para a saúde, incorporação de unidades móveis e redes de apoio à familia.
A UCCI realiza cuidados à pessoa que se encontra dependente de terceiros. É uma rede, formada por unidades e equipas de cuidados continuados de saúde, cuidados paliativos, apoio social, que advêm de hospitais, serviços comunitários, serviços distritais, centros de saúde, segurança social, autarquias locais e rede solidária. (Decreto-Lei nº 101/2006).
Fazem parte da rede da UCCI, Unidades de internamento/unidade de convalescença: unidade de média duração e reabilitação, unidade de longa duração e manutenção, e unidades de cuidados paliativos;
• Unidades de ambulatório, que são unidades de dia, que promovem a autonomia;
• Equipas hospitalares: equipas intra-hospitalares de suporte em cuidados paliativos e equipas de gestão de altas;
• Equipas domiciliárias: ECCI e equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos.
O estágio foi concretizado na ECCI C., que sustêm uma equipa multidisciplinar, que realiza prestação de cuidados em contexto domiciliário, após avaliação de enfermagem de reabilitação, do médico e apoio social. Visando melhorar a funcionalidade do doente em situação de dependência, promovendo a autonomia como referenciado no Artº 3º do D.L. nº 101/2006, através da ‘’reeducação, readaptação e reinserção familiar e social, provendo o bem-estar e
a melhoria da qualidade de vida’’.
A ECCI C., realiza cuidados a 20 doentes e a duas crianças com doença crónica, com necessidade de cuidados especiais. Esta unidade contempla grande diversidade de patologias, sobretudo: Acidente Vascular Cerebral (AVC), doenças do foro ortopédico e traumático, politraumatizados e neoplasias diversas.
A equipa multidisciplinar é constituída por treze elementos: um médico, uma psicóloga, duas assistentes sociais, uma enfermeira de saúde comunitária, uma enfermeira de cuidados paliativos, três enfermeiras de reabilitação (em que uma delas possui experiência em cuidados intensivos pediátricos), uma enfermeira especialista em saúde infantil; uma enfermeira de saúde materna, uma enfermeira generalista e uma fisioterapeuta.
Cada enfermeiro é responsável por ser gestor de caso de 6 ou 7 doentes, e tem que desenvolver um plano individual para cada doente, que contemple os objetivos e as intervenções, para atingir os resultados propostos.
Na minha opinião, considero primordial o enfermeiro que melhor gere e conhece as necessidades do doente, seja o gestor de caso, devido a obter as melhores respostas, para as limitações funcionais.
A intervenção do enfermeiro gestor de caso, é determinante no processo de tomada de decisão, determina as prioridades na concretização dos cuidados, promove o autocuidado e as respostas mais adequadas para situações emergentes. A melhoria dos cuidados prestados ao doente/familia, a melhoria da qualidade de vida e a melhoria da satisfação. (Martins, M., Fernandes, P., 2010)
A equipa multidisciplinar, reúne-se semanalmente para discutir, partilhar e avaliar o programa de reabilitação e atualizá-lo de acordo com os progressos do doente. Compreender as necessidades do doente/familia e atenuar algumas carências materiais. As equipas multidisciplinares, com os diversos conhecimentos são importantes para a prestação de cuidados holísticos.
A comunicação é a base desta aliança, exigindo um esforço conjunto de toda a equipa, tendo como premissa o bem-estar e os ganhos em saúde para o doente. (Hoeman, 2000).
Os doentes são referenciados através da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), através da gestão de altas do hospital ou outra unidade de saúde. Outros critérios são: serem dependentes na realização das atividades de vida diária (AVD), necessitarem de cuidados diferenciados prestados no domicílio.
Foi essencial para uma integração mais rápida, o conhecimento acerca da legislação, normas e referenciação dos doentes. Antes de usufruir dos conhecimentos supramencionados, sentia uma certa insegurança que posteriormente foi eliminada, dando lugar ao bem-estar e á segurança na prestação dos cuidados.
Esta equipa pertence ao ACES e Lisboa Ocidental e Oeiras e garante:
• Cuidados domiciliários de enfermagem e médicos = preventivos, reabilitação, curativa e paliativa;
• Apoio psicossocial e ocupacional envolvendo os familiares e outros prestadores;
• Educação para a saúde aos doentes/familiares e outros cuidadores; • Cuidados de fisioterapia;
• Apoio nas atividades de vida diária;
• Apoio nas atividades instrumentais da vida diária;
• Coordenação e gestão de casos com outros recursos de saúde e sociais. (Decreto lei nº101/2006)
Quando iniciamos o estágio na comunidade foi notório o apoio concedido pela orientadora de estágio e pelos pares, fomentando o desenvolvimento da relação, minimizando o stress próprio do momento, aumentando a satisfação pessoal e a motivação.
Apercebi-me que o enfermeiro supervisor e a equipa multidisciplinar apresentaram estratégias simplificadoras para minimizar o desconforto normal do momento, incitando uma integração adequada, através de um processo contínuo e dinâmico. Viabilizando que este fosse de qualidade e de socialização eficaz, favorecendo uma prestação de cuidados com qualidade e o desenvolvimento de competências eficientes (Macedo, 2012).
Quando este objetivo foi alcançado, compreendi a sua relevância, pois tornou- se indispensável para minimizar a ansiedade e concretizar os restantes objetivos de forma positiva.
Senti que foi essencial o conhecimento acerca das normas e a dinâmica do serviço, promovendo a minha capacitação como enfermeiro iniciado, colaborando para a aquisição de experiências e simplificação do paralelismo entre a teoria e a prática, incentivando o desenvolvimento de competências (Benner, 2001). A aquisição destes conhecimentos, permitiu que a integração fosse mais rápida do que o planeado, com a identificação do papel de cada interveniente na prática do cuidar e uma maior consciência assente na responsabilidade para com o doente.
Considero, que o enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação, quando está inserido na comunidade tem um papel muito dinâmico junto do doente/familia, devido a deter maior autonomia e mais responsabilidade perante a equipa multidisciplinar, o doente, a familia e a comunidade.