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Architecture et protocoles dans un environnement SIP

Dans le document Sécurité de la téléphonie sur IP (Page 37-43)

3. Evaluation des solutions de sécurité du protocole SIP

3.2. Architecture et protocoles dans un environnement SIP

1996 e 2001

Segundo dados da PAEP 2001, destacam-se na estrutura da indústria de transformação da RMSP, em temos de valor adicionado (VA) e pessoal ocupado (PO), os seguintes gêneros industriais: fabricação de produtos químicos (20,1% do VA e 10,1% do PO da RMSP), fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias (12,3% do VA e 10,7% do PO), fabricação de alimentos e bebidas (9,3 % do VA e 9% do PO), fabricação de máquinas e equipamentos (7,9% do VA e 8% do PO) e edição, impressão, reprodução de gravações (7,3% do VA e 6,7% do PO). Quanto ao tamanho das firmas, essa região é caracterizada pela predominância de empresas do porte médio e grande, que juntas são responsáveis por 76% do VA e 56% do emprego industrial metropolitano64.

Em função do papel de complementaridade e integração técnica e funcional com a RMSP, a estrutura industrial do entorno intermetropolitano é bastante assemelhada a desta última. Os dados da PAEP 2001 revelam que os setores mais importantes do entorno são: fabricação de produtos químicos (13,7% do VA e 8,1% do PO), alimentos e bebidas (13,4% do VA e 12,7% do PO), montagem de veículos automotores (9,5% do VA e 10,2% do PO), fabricação de outros equipamentos de transporte (8% do VA e 2.5% do PO), metalurgia básica (6,1% do VA e 4.7% do PO) e fabricação de máquinas e equipamentos (6% do VA e 8% do PO). Enquanto as regiões de Campinas, São José dos Campos e Sorocaba são caracterizadas pela predominância de grandes empresas, em termos de VA, na Baixada Santista predominam empresas de porte médio. Apesar de apenas 30% do emprego do entorno como um todo estar concentrado em empresas de grande porte, estas respondem por 75% do seu VA, refletindo o alto valor agregado dos produtos.

Já na estrutura industrial do interior do estado destacam-se a produção de alimentos e bebidas (49,5% do VA e 28,4% do PO), máquinas e equipamentos (9,6% do VA e 8,6% do PO), outras indústrias (5,5% do VA e 9,6% do PO), refino de petróleo e produção de álcool (5,5% do VA e 2,7% do PO), preparação e confecção de artefatos de couro (5,1% do VA e 14,6% do PO), produtos químicos (3,6% do VA e 2,3% do PO), fabricação de produtos de metal (exclusive máquinas e equipamentos) (3,4% do VA e 5,6% do PO), celulose e papel (2,6% do VA e 1,9% do PO). Quanto ao tamanho das firmas, prevalecem unidades locais de porte médio e pequeno que, juntas, respondem por 65% do VA e 75% do PO industrial interiorano.

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Em função do sigilo estatístico a PAEP não forneceu dados sobre VA por tamanho das firmas ao nível da indústria de transformação. Foram consideradas como empresas de porte pequeno aquelas com menos de 100 empregados, como médias as que detinham de 100 a 499 empregados e como grandes as que empregavam mais de 500 pessoas. Essa classificação encontra-se em www.sebrae.com.br.

As três áreas são diferenciadas também quanto ao desenvolvimento ou assimilação de novos métodos e técnicas produtivas65. Segundo ARAÚJO (1999), na RMSP, em média, 26,5% das firmas industriais praticaram algum tipo de inovação no triênio 1994- 1996 que, juntas, respondiam por aproximadamente 60% do VA metropolitano. Os setores que merecem destaque são a fabricação de produtos químicos (40% das firmas inovaram), fabricação e montagem de veículos (37%), máquinas e equipamentos (35,6%), edição, impressão, reprodução de gravações (26,3%) e a produção de alimentos e bebidas (19,2%). O entorno metropolitano também é caracterizado por altas taxas de inovação, onde a região de Campinas se destaca como a mais inovativa — cerca de 32% das unidades locais realizaram algum tipo de melhoria tecnológica. Vale destacar que nessa região mais da metade das firmas do setor de fabricação de produtos químicos declararam realizar algum tipo de inovação, 36% das produtoras de alimentos e bebidas, 36,6% das fabricantes de máquinas e equipamentos e 36,1% das firmas do setor de montagem e fabricação de veículos. Juntas, tais unidades locais foram responsáveis por 57% do PO e 68,3% do VA da área metropolitana de Campinas. Na região de Sorocaba, 23% das empresas se mostraram inovativas (responsáveis por 45% do PO e 55% do VA) e os setores de destaque são a fabricação de produtos químicos (65%), máquinas e equipamentos (22,5%), celulose e papel (55%), material eletrônico e de comunicação (50%) e alimentos e bebidas (13,6%). Em função da predominância de firmas de grande porte, apenas 18% das unidades locais de São José dos Campos se declararam inovadoras, respondendo, porém, por 67,3% do PO e 80,2% do VA da região. Os setores mais importantes em termos de melhoria tecnológica são a produção de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (80% inovaram), fabricação e montagem de veículos automotores (41%) e máquinas e equipamentos (40%). Na RA de Santos, 21% das unidades locais realizaram algum processo inovador, sendo responsáveis por 80% do VA e 63,5% do PO. O destaque dessa região fica para a indústria química, na qual 57% das plantas inovaram. Na contramão das áreas mais desenvolvidas, as regiões do interior participam com apenas 8,7% do total de firmas industriais que desenvolveram algum tipo de tecnologia no estado

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ARAÚJO (1999) explica que o conceito de empresa inovadora utilizado pela Paep acompanha a metodologia de estudo sobre inovação tecnológica adotada pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Considera-se inovadora toda empresa que, no período de 1994 a 1996, desenvolveu algum tipo de transformação tecnológica, seja nos produtos, seja nos processos de produção. A inovação de produto pode estar relacionada à elaboração de um bem com características inteiramente novas (“inovação significativa”) ou a ligeiras modificações realizadas em um já existente (inovação incremental). A inovação de processos corresponde à adoção de uma nova forma de produzir que, efetivamente, promova mudanças no processo produtivo, seja através da introdução e uso de máquinas e equipamentos mais automatizados e/ou de novos métodos de organização do trabalho.

de São Paulo. Vale salientar que a atividade industrial no interior é menos intensa e os indicadores de progresso técnico se situam bem abaixo do patamar estadual, mas a exceção fica por conta da indústria de alimentos e bebidas que é tão dinâmica quanto a do entorno intermetropolitano (ARAÚJO, 2001).

Por fim, a clivagem entre a estrutura industrial das regiões centrais e periféricas do estado de São Paulo pode ser vista por mais um prisma: a atratividade relativa dessas regiões no tocante a investimentos produtivos, a qual tem a virtude de fornecer evidências acerca da força das economias de aglomeração em curso no espaço paulista. A tabela 4 apresenta a participação percentual dos valores de investimentos anunciados nas regiões administrativas e metropolitanas do estado de São Paulo entre 1996 e 2004, discriminados por setores de atividades econômicas. A comparação entre as áreas do interior paulista e do entorno intermetropolitano deixa claro, mais uma vez, que essa última apresenta vantagens locacionais superiores à primeira. Com exceção da expressiva participação dos investimentos em máquinas e equipamentos anunciados para o interior do estado — direcionados basicamente ao pólo tecnológico de São Carlos —, a região tende a atrair investimentos em atividades tradicionais, relativamente menos intensivas em capital e conhecimento. Por outro lado, nas regiões do entorno intermetropolitano, principalmente nos pólos tecnológicos de Campinas e São José dos Campos, a proximidade à RMSP e as densidades urbana e industrial favorecem a emergência de economias de aglomeração, sobretudo as de urbanização, que estimulam os aportes em plantas de elevado teor tecnológico e que produzem bens com alta agregação de valor, como as indústrias de material eletrônico, equipamentos de informática, farmacêutica, aeronáutica e equipamentos médicos, ópticos, de automação e precisão.

Não é difícil inferir que, à luz das teorias de JACOBS (1969), essa região está experimentando a ampliação de sua base exportadora via substituição de importações. A menos que haja perturbações exógenas, o ambiente diversificado e propício à inovação dessa mancha econômica tende a dar continuidade ao seu processo de crescimento e à desconcentração da RMSP. Uma vez que há no entorno metropolitano uma infra-estrutura física e de conhecimento que favorece a intensificação das relações mercadológicas e informais entre os centros urbanos na vizinhança das cidades mais desenvolvidas, pode-se aventar a possibilidade de ali existirem spillovers espaciais capazes de expandir os benefícios da aglomeração. Em face dessa possibilidade, a próxima seção é reservada à busca de evidências da hipótese de transbordamentos espaciais dos níveis de eficiência produtiva via Análise Exploratória de Dados Espaciais.

TABELA 4 – Participação percentual dos valores de

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