Chapitre II Les systèmes Multi-Agents
2. Agent et systèmes d’agents
2.1. L’Agent
2.1.2. Architecture et comportement
São diversas as pesquisas científicas (artigos em periódicos, dissertações e teses) que estudaram a relação entre pluviosidade e produção/produtividade da soja, procurando reconhecer como a dinâmica das chuvas reflete em seus rendimentos finais.
Almeida (2000) realizou uma pesquisa entre a variabilidade pluviométrica anual e a produção de soja no estado do Paraná. Seu objetivo era correlacionar o grau de dependência da cultura da soja em relação às chuvas nos anos agrícolas de 1975/76 a 1994/95. O autor concluiu que as variabilidades interanuais dos rendimentos de soja são resultantes das excepcionalidades climáticas caracterizadas por seca.
Ao considerar o clima como um dos fatores de expansão da soja, Almeida (2005) procurou analisar como as condições climáticas vêm favorecendo na migração dos polos de produção da soja, até então concentradas na região Sul, para a região Centro – Oeste. Assim, analisou os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. Entre as diversas conclusões colocadas pelo autor, cabe destacar a de que a regularidade climática da Região Centro-Oeste não demonstra ser impedimento à expansão e aumento da produção de soja, bem como a outras culturas, no estado do Mato Grosso. Porém, destacou que devido à intensificação agrícola, os fatores naturais (fertilidade dos solos, desmatamento provocando aquecimento térmico e variação do regime das chuvas) serão prejudicados, comprometendo a rentabilidade da soja e consequentemente reduzindo sua produção no estado.
Mariano (2010) estudou as “Precipitações pluviais e a cultura da soja em Goiás”, procurando entender a variabilidade das chuvas nos municípios de Jataí e Rio Verde, região Sudoeste de Goiás e sua relação com a produtividade da cultura da soja. A autora concluiu em sua pesquisa que a variabilidade temporal das chuvas em Jataí e em Rio Verde teve grande reflexo no rendimento da soja. Em Jataí, nos anos agrícolas de 1983/1984, 1997/1998 e 2001/2002, devido ao excesso hídrico, acima de 600 mm ocorreram quedas de 250, 50 e 200 kg/ha na produtividade agrícola, pois tiveram perdas na colheita e na qualidade dos grãos. Já as deficiências hídricas, em Rio Verde, acima de 200 mm dos anos agrícolas de 1985/1986, 1989/1990 e 1996/1997 resultaram em quedas de 323, 901 e 163 kg/ha, respectivamente.
Furlan et al (2012) em sua pesquisa, buscaram entender como as variáveis climáticas relacionam-se com a produtividade de soja, nos municípios de Cerejeiras e Vilhena, localizados no estado de Rondônia – RO. Para fazer a correlação entre a precipitação e a produtividade os autores utilizaram a equação de SPEARMAN, através do sistema computacional BioEstat, sendo que foi constatada significativa correlação no município de Vilhena, para o período anterior a implementação da Hidrovia do Madeira (89/90 a 95/96). Já após esse período (96/97 a 03/04), constataram que não houve correlação significativa relacionada a clima e produtividade em nenhum dos municípios analisados. Desta forma, como conclusão, destacaram que antes de 96/97 o clima era uma variável com forte influência nos índices de produtividade, no entanto após essa data outros fatores passaram a ter uma maior relação, como insumos e tecnologias.
Carmello (2013) analisou a variabilidade das chuvas e sua relação com a produtividade da soja na vertente paranaense da bacia do rio Paranapanema, entre os anos agrícolas 1999/00 e 2009/10. Através do trabalho, pode concluir que há relação entre os totais da produtividade agrícola da soja em consequência das variações das chuvas, tanto considerando as variações dos totais anuais, quanto aos acúmulos decendiais. Constatou ainda que não necessariamente o ano mais seco da série foi o que produziu menos, entretanto, foi o ano que apresentou um período de estiagem em uma fase crítica de desenvolvimento da cultura que o fez. Quanto ao ano agrícola chuvoso, este apresentou os melhores registros de produtividade, resultante de uma boa distribuição decendial das chuvas.
Silva (2013) realizou um estudo que relaciona precipitação pluviométrica e produção/ produtividade da cultura de soja no Planalto Médio, utilizando o município de Ibirubá – RS, em um período de 31 anos (1982 a 2012). O autor procurou avaliar a distribuição anual das chuvas e a relação da precipitação com as fases do ciclo fenológico da soja durante os anos- safra do cultivo; analisou os anos padrões mais significativos quanto a maior e menor precipitação, identificando-os em anos-padrões mais ou menos chuvosos e habituais, os quais influenciaram na maior ou menor produtividade de soja; identificou e relacionou, através do Balanço Hídrico Climatológico, a influência da variabilidade pluviométrica nos rendimentos finais da soja ao longo dos anos-safra mais significativos.
Dentre as conclusões finais do trabalho, Silva (2013) destacou que o fator que mais influenciou nos rendimentos foi a distribuição da precipitação durante as etapas fenológicas
da soja. Assim, de acordo com o autor a precipitação interferiu nos rendimentos durante as fases de emergência (VE-Vn), correspondente ao último decêndio de novembro e aos dois primeiros decêndios de dezembro e na fase reprodutiva (R1-R6) que corresponde aos meses de janeiro e fevereiro, segundo o calendário médio agrícola para a cultura da soja no Rio Grande do Sul.
Dessa forma, os totais de precipitação pluviométricas influenciam nos rendimentos da soja, mas verificou-se que a distribuição hídrica durante o ciclo fenológico, em destaque os momentos com maior exigência hídrica, fase vegetativa de emergência (VE-Vn) e reprodutiva de enchimento do grão, tornaram-se fundamentais para os rendimentos finais. Mesmo com a introdução de novas tecnologias nos cultivares, como a soja de crescimento indeterminado, a variabilidade da precipitação pluviométrica ainda é influente na produtividade. (SILVA, 2013, p.81)
CAPÍTULO 3: LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO