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Approximation des r´ eels

Dans le document Cours d’Analyse Semestre 1 (Page 32-39)

Através das primeiras sessões para a elaboração da candidatura à FCG, conheceram-se os possíveis interessados na área da intergeracionalidade, pelo que a constituição desta equipa foi o ponto de partida para a estruturação do grupo dos profissionais. Uma vez constituído este grupo, este teve um papel fundamental na formação dos restantes grupos participantes, o que resultou num processo desenvolvido em colaboração com o grupo de profissionais.

Aspectos referidos pelas educadoras de infância

 As crianças não demonstram respeito pelas pessoas mais velhas e, por isso, torna- se complicado juntá-las com os idosos;

 O barulho provocado por algumas crianças muitas vezes disturba os idosos;  Existe preconceito das crianças em relação aos idosos do Centro, o qual é

constatado pelas queixas em relação ao seu odor e ao facto de eles, por vezes, ocuparem o seu salão polivalente (e.g., “Lá estão o raio dos velhos outra vez no

nosso salão!”);

 As crianças gostam dos lanches com os idosos.

Aspectos referidos pelas profissionais do centro de dia

 Os idosos gostam dos momentos passados com as crianças e guardam boas recordações, as quais comentam com as profissionais mesmo algum tempo depois;  Os idosos não aparecerem nas fotografias tiradas pelas educadoras durante as

actividades intergeracionais, dando a ideia de que os idosos não estavam presentes nas actividades.

Capítulo 4: As opções metodológicas num contexto de diversidade

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Para além disso, revelou-se pertinente fazer uma selecção dos possíveis participantes dos outros grupos. Esta selecção esteve relacionada com o elevado número de elementos que compõe a instituição, tanto ao nível das 108 crianças do jardim-de-infância como ao nível dos 26 idosos do centro de dia. Não era sustentável, nem adequado, ao tipo de metodologia utilizada incluir todos os elementos neste projecto, pelo que foi fulcral criar alguns critérios de selecção que tivessem em atenção alguns aspectos sociais delicados, como a exclusão dos sujeitos, especialmente no caso dos idosos.

Ao longo das sessões tentou-se contornar esta questão, tornando as actividades e as conversas mais livres e abertas possíveis. Além disso, as pessoas estavam informadas sobre os motivos do projecto e era-lhes dado espaço à participação. De acordo com Quivy (2008), “Antes de mais, há

que ser aceite pelo grupo. A menos que tenha sido o próprio grupo a solicitar a presença do investigador, este último deve-lhe, desde o início, uma explicação sobre as razões da sua presença, sobre a natureza do trabalho que deseja empreender e sobre o que fará com os resultados”.

Os idosos que participaram no projecto passaram então por uma primeira selecção feita em conjunto com a animadora do centro de dia. Com base nos idosos que tinham participado nas actividades intergeracionais e naqueles que não participaram mas que certamente gostariam de fazê-lo, constituiu-se um grupo de idosos a convidar directamente. Esta questão da selecção não pretendia, de modo algum, levar à exclusão de alguns idosos, até porque mais tarde outros idosos que não faziam parte da constituição inicial do grupo vieram a participar nas conversas, nomeadamente a Rita. Por outro lado, a escolha estava relacionada com a grande dimensão do grupo e com as capacidades cognitivas (e.g. memória, comunicação e raciocínio) de uma parte dos idosos, a qual dificultava em muito a sua participação.

Após a constituição do grupo dos possíveis participantes, reuniram-se os elementos na biblioteca, à excepção da Manuela e do José (que no momento não estavam presentes), e aí foi feita uma pequena introdução em que se conversou com os idosos sobre as intenções do projecto e em que eles foram questionados sobre o seu interesse de participação no mesmo. Alguns ficaram reticentes e argumentaram que não sabiam ler nem escrever. Foi-lhes então explicado que esse aspecto não era importante e que bastaria a vontade de cada um. Apenas um dos idosos presentes disse que não estava interessado em participar. Assim que terminou a reunião, seguiram-se os mesmos procedimentos com os dois ausentes, os quais aceitaram prontamente.

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Em relação às crianças, estas também passaram por uma selecção inicial com base na sua participação nas actividades intergeracionais promovidas pelo CPSB. Para além disso, era considerado o interesse da sua educadora na área da intergeracionalidade, através da sua integração na equipa que preparou a candidatura à FCG. Com as crianças da sala A foi feito um convite inicial com o grande grupo em que todas as crianças disseram que queriam participar. Umas mais motivadas e outras ainda influenciadas pela opção do colega, concordaram em participar e mostraram satisfação por isso. Com as crianças da sala B não foi formalizado nenhum convite, até porque estas estavam muito inibidas no primeiro encontro. Foram feitas algumas tentativas de conversa, especialmente através da educadora, mas poucas resultaram. Para além disso, tanto na sala A como na B, foram entregues autorizações para os pais/encarregados de educação. Algumas autorizações não chegaram a ser devolvidas, contudo, as crianças aqui consideradas quiseram participar nas actividades propostas e foram igualmente autorizadas pelos pais.

Como foi referido anteriormente, as duas salas de jardim-de-infância que participaram no projecto não apresentaram os mesmos níveis de participação ao longo do projecto. Assim, as crianças da sala A acabaram por ter uma participação mais frequente e continuada ao longo do projecto, enquanto as crianças da sala B apenas participaram numa parte inicial da fase exploratória (a actividade dos desenhos), e numa parte final de conversas sobre as actividades intergeracionais. A opção pela sala A esteve, assim, relacionada com o facto da mesma ter um passado mais evidente de práticas intergeracionais que ultrapassavam o contexto institucional e que abriam as portas do jardim-de-infância ao nível familiar das crianças e da educadora. Deste modo, o interesse das crianças estava mais direccionado para as questões da intergeracionalidade.

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