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2 Approche utilisant le nombre de facteurs de la factorisation d’une factorielle

Dans le document Deux approches de la conjecture de Goldbach (Page 82-110)

A linguagem HTML (HyperText Markup Language) ´e uma linguagem de markup para constru¸c˜ao, estrutura¸c˜ao e apresenta¸c˜ao de conte´udos para p´aginas Web. ´E uma tecnologia chave da Internet, originalmente proposto pelo Software Opera e criada por Tim Berners-Lee no in´ıcio dos anos 90 do s´ec. XX. O HTML introduz um conjunto de elementos, tamb´em conhecidos por tags, que s˜ao usados para descrever um documento apresentado por uma p´agina Web (Abreu, 2011; wikipedia, 2012e).

O HTML 5 ´e o novo padr˜ao para HTML, XHTML, e HTML DOM (wikipedia,2012e;

w3schools, 2012). A sua vers˜ao anterior, o HTML 4.01, apareceu em 1999 e desde ent˜ao a Web mudou muito (w3schools, 2012). Esta nova vers˜ao apresenta novas e importantes mudan¸cas quanto ao papel do HTML no mundo da Web, atrav´es de novas funcionalidades como semˆantica e acessibilidade. Uma das melhorias nesta nova vers˜ao ´e o suporte para conte´udos multim´edia, enquanto se mant´em facilmente leg´ıvel por seres humanos e consistentemente “compreendida” por computadores e outros dispositivos, como os Web browsers (wikipedia, 2012e). Esta vers˜ao ainda se encontra em fase de desenvolvimento, mas muitas das suas novas funcionalidades j´a foram implementadas por diversos Web browsers (wikipedia, 2012e; w3schools,

2012).

O HTML 5 ´e uma resposta aos seus antecessores, HTML 4.01 e XHTML 1.1, `a ob- serva¸c˜ao de que o HTML e o XHTML consistem numa mistura de caracter´ısticas

Data de lan¸camento P´aginas Amplamente utilizado Tempo de execu¸c˜ao

Embalagem Metadados Sequencia¸c˜ao Trabalho de dom´ınio cruzado AICC

HACAP

Fev 1998 337 Sim Sim Sim N˜ao N˜ao Sim

SCORM 1.0

Jan 2000 219 N˜ao Sim Sim Sim N˜ao N˜ao

SCORM 1.1

Jan 2001 233 N˜ao Sim Sim Sim N˜ao N˜ao

SCORM 1.2

Out 2001 524 Sim Sim Sim Sim N˜ao N˜ao

SCORM 2004 ”1ª Edi¸c˜ao”

Jan 2004 1027 N˜ao Sim Sim Sim Sim N˜ao

SCORM 2004 ”2ª Edi¸c˜ao”

Jul 2004 1219 Sim Sim Sim Sim Sim N˜ao

SCORM 2004 ”3ª Edi¸c˜ao”

Out 2006 1137 Sim Sim Sim Sim Sim N˜ao

SCORM 2004 ”4ª Edi¸c˜ao”

Mar 2009 1162 Sim Sim Sim Sim Sim N˜ao

IMS Com- mon Car- tridge

Out 2008 135 N˜ao N˜ao Sim Sim N˜ao Sim

IMS LTI Mai 2010 25 Em LMS Univer- sit´arios Sim N˜ao N˜ao N˜ao Sim Tim Cam Api ou SCORM 2.0 Next- Gen SCORM SCORM 2012

Jun 2012 30 Ainda n˜ao Sim Parcial N˜ao N˜ao Sim

AICC CMI-5

N˜ao defi- nida

119 N˜ao Sim N˜ao N˜ao N˜ao Sim

introduzidas por v´arias especifica¸c˜oes, juntamente com aquelas introduzidas por software, tais como os Web browsers, aquelas estabelecidos pela pr´atica comum, e os muitos erros de sintaxe em documentos existentes na Web. ´E, tamb´em, uma tentativa de definir uma ´unica linguagem simples de marca¸c˜ao que possa ser es- crita em HTML ou em XHTML. Isso inclui modelos de processamento detalhados para incentivar implementa¸c˜oes mais interoper´aveis, englobando, melhorando e ra- cionalizando, a marca¸c˜ao dispon´ıvel para documentos, e introduzindo marca¸c˜oes e interfaces de programa¸c˜ao de aplicativos (API) para aplica¸c˜oes Web complexas. Pe- las mesmas raz˜oes, HTML 5 tamb´em ´e um candidato para potenciais aplica¸c˜oes multi-plataforma m´oveis. Muitos recursos do HTML 5 tˆem sido constru´ıdos para poderem ser executados em dispositivos de baixa potˆencia como smartphones e ta- blets (wikipedia, 2012e).

HTML 5 resultou de uma coopera¸c˜ao entre o World Wide Web Consortium (W3C) e a Web Hypertext Application Technology Working Group (WHATWG) (w3schools,

2012).

O WHATWG trabalhava com formul´arios Web e aplicativos e o W3C estava a traba- lhar com o XHTML 2.0. Em 2006, ambas entidades decidiram cooperar e criar uma nova vers˜ao do HTML (w3schools, 2012). Ap´os dez anos sem atualiza¸c˜oes, a forma como se escreve p´aginas na Internet passa por uma boa transforma¸c˜ao. O HTML 5 oferece uma experiˆencia Web totalmente diferente para utilizadores e, embora exista um longo caminho para ser finalizado, muitos browsers importantes, como Internet Explorer, Opera, Safari, Firefox e Chrome, j´a implementam nas suas vers˜oes mais recentes grande parte desta especifica¸c˜ao, incluindo tags de v´ıdeo e suporte `a tec- nologia Canvas. Com a evolu¸c˜ao da linguagem, os browsers passam da categoria “mostradores” de p´aginas para um software Web de renderiza¸c˜ao (wikipedia,2012e).

Hist´oria

Apesar dos poucos anos da sua existˆencia, a verdade ´e que a linguagem HTML j´a pos- sui uma hist´oria rica (Abreu, 2011). Para os seus primeiros cinco anos (1990-1995), o HTML passou por uma s´erie de revis˜oes e experimentou uma s´erie de extens˜oes,

principalmente baseados, primeiro, no CERN — European Organization for Nuclear Research, e em seguida, no IETF — Internet Engineering Task Force (w3schools,

2012). O ano de 1995 assistiu `a cria¸c˜ao de um novo cons´orcio (W3C — Word Wide Web Consortium) que levou `a cria¸c˜ao de padr˜oes desta linguagem (Abreu, 2011).

Com o aparecimento do W3C, o desenvolvimento do HTML mudou de local. Tendo a sua primeira tentativa em HTML sido infrut´ıfera ao longo de 1995, conhecida como HTML 3.0, vindo a abrir caminho para uma abordagem mais pragm´atica conhecida como HTML 3.2, tendo ficado conclu´ıda em 1997 (w3schools, 2012).

No ano de 1998 assistiu-se `a ´ultima grande evolu¸c˜ao da linguagem, que culminou com o lan¸camento do HTML 4 (Abreu, 2011). Neste mesmo ano os membros do W3C decidiram parar de evoluir o HTML. Eles acreditavam que o futuro passava pelo XML, j´a que segundo a sua opini˜ao, a evolu¸c˜ao do HTML seria muito dif´ıcil. Assim come¸cou a reformula¸c˜ao do HTML 4 em XML, e foi sem surpresas que, ainda em 1998, se assistiu ao lan¸camento do XHTML 1.0. Apesar de n˜ao ter adicionado grandes novidades ao HTML 4.0, nem acrescentar mais nenhum recurso novo, este foi conclu´ıdo em 2000 (Abreu, 2011; w3schools, 2012; Lawson e Sharp,2011).

Em 2003, a publica¸c˜ao da tecnologia XForms, que foi posicionada como a pr´oxima gera¸c˜ao de formul´arios da Web, incitou um renovado interesse na evolu¸c˜ao do HTML, em vez de encontrar substitutos para ele. Este interesse foi confirmado a partir da perce¸c˜ao de que a implanta¸c˜ao de XML como tecnologia Web foi limitada a novas tecnologias (como RSS — Rich Site Summary e mais tarde Atom) e n˜ao como um substituto para as tecnologias existentes implantadas (como HTML) (w3schools,

2012).

A ideia de que a evolu¸c˜ao do HTML devia ser retomada foi testada numa oficina W3C em 2004, onde alguns dos princ´ıpios que fundamentam o trabalho HTML 5 foram apresentados ao W3C em conjunto pela Mozilla e Opera. A proposta foi re- jeitada com o fundamento de que se entrava em conflito com o rumo previamente escolhido para a evolu¸c˜ao da Web; a equipa do W3C e membros votaram a favor para se continuar a desenvolver substitutos com base em XML (w3schools, 2012). Pouco tempo depois, a Apple, Mozilla e Opera anunciaram que era sua inten¸c˜ao

continuar a trabalhar num novo local, WHATWG. Uma lista de discuss˜ao p´ublica foi criada e o projeto foi movido para o site WHATWG. O fabricante foi posterior- mente alterado para ser detido conjuntamente pelos trˆes vendedores e para permitir a reutiliza¸c˜ao da especifica¸c˜ao (w3schools, 2012). O WHATWG iniciou o trabalho do novo padr˜ao HTML em 2004, enquanto o W3C estava concentrado no desen- volvimento do futuro XHTML 2.0. Relembre-se que o HTML 4.01 n˜ao tinha sido atualizado desde 2001 (wikipedia, 2012e).

Em 2006, o W3C decidiu que talvez tenha sido demasiado otimista em esperar que o mundo se movimentasse para o XML e mostrou interesse em participar no desenvol- vimento do HTML 5. Em 2007 formou um grupo de trabalho criado para trabalhar com o WHATWG no desenvolvimento da especifica¸c˜ao HTML 5 (w3schools, 2012;

Lawson e Sharp,2011). A Apple, Mozilla e Opera permitiram que o W3C pudesse publicar a especifica¸c˜ao sob os direitos de autor do W3C, mantendo uma vers˜ao com a licen¸ca menos restritiva no endere¸co do WHATWG (w3schools, 2012).

Assim come¸cou um curioso processo pelo qual as mesmas caracter´ısticas foram de- senvolvidas simultaneamente pela W3C e o WHATWG (Lawson e Sharp, 2011).

Boas ideias foram implementadas e m´as ideias rejeitadas, independentemente de quem era a fonte ou quem eles representavam, ou mesmo onde essas ideias foram primeiro debatidas. Boas ideias foram adotadas a partir do Twitter, blogs, Internet Relay Chat — IRC (Lawson e Sharp, 2011). Desde ent˜ao, os dois grupos tˆem trabalhado em conjunto (w3schools, 2012).

No in´ıcio de 2008 o W3C anunciou a primeira especifica¸c˜ao do HTML 5 (wikipedia,

2012e).

Em 2009, o W3C decidiu que os trabalhos em torno do XHTML 2.0 deveriam parar e assim descontinuar o padr˜ao. Desviou recursos para o HTML 5 e ficou claro que o HTML 5 tinha ganho a batalha (wikipedia, 2012e; Lawson e Sharp, 2011).

O projeto do HTML 5 foi bem recebido pelos programadores Web at´e ent˜ao e tornou- se tema nos m´ıdia em abril de 2010, depois do CEO da Apple Inc., Steve Jobs emitir uma carta p´ublica intitulada “Reflex˜oes sobre o Adobe Flash”, onde ele conclui que

o desenvolvimento do HTML 5 tornaria o Adobe Flash desnecess´ario, tanto para visualizar v´ıdeos ou mesmo exibir qualquer conte´udo Web. Isso provocou um debate entre os programadores Web, onde muitos sugeriram que, enquanto o HTML 5 n˜ao proporcionasse uma melhor funcionalidade e a variedade de Web browsers existentes mostrassem para a mesma p´agina um resultado diferente em cada Web browser, ent˜ao n˜ao se conseguiria de facto chegar a um padr˜ao (wikipedia, 2012e).

No in´ıcio de novembro de 2011 a Adobe anunciou que ia interromper o desenvol- vimento do Flash para dispositivos m´oveis e redirecionar os seus esfor¸cos para o desenvolvimento de ferramentas utilizando HTML 5 (wikipedia, 2012e). Ap´os cinco anos de trabalho, o HTML 5 cont´ınua desde 2008 em fase de esbo¸co, enquanto a vers˜ao final est´a prevista para 2014 (wikipedia, 2012e).

Caracter´ısticas

Num n´umero crescente de sites na Web, as chamadas aplica¸c˜oes Web imitam aplica¸c˜oes de ambiente de trabalho, em vez de texto-imagens-links est´aticos tra- dicionais dos documentos que comp˜oem a maioria da Web. Exemplos disso s˜ao os processadores de texto online em ferramentas de edi¸c˜ao de imagens, entre outros. Altamente alimentados por JavaScript, estas aplica¸c˜oes tˆem empurrado o HTML 4 para fora das suas capacidades, sendo este incapaz de responder `as necessidades das aplica¸c˜oes (Lawson e Sharp,2011).

Em particular, o HTML 5 adiciona v´arias novas fun¸c˜oes sint´aticas, incluindo as tags de <video>, <audio>, <header> e elementos <canvas>, assim como a inte- gra¸c˜ao de conte´udos SVG — Scalable Vector Graphics, que substituem o uso de tags <object> gen´ericas. Estas fun¸c˜oes s˜ao projetadas para tornar mais f´acil a inclus˜ao e a manipula¸c˜ao de conte´udos gr´aficos e multim´edia na Web sem ter de recorrer a plu- gins e API. Outros elementos novos, como <section>, <article>, <header> e <nav>, s˜ao projetados para enriquecer o conte´udo semˆantico dos documentos. Novos atri- butos tˆem sido introduzidos com o mesmo prop´osito, enquanto alguns elementos e atributos tˆem sido removidos. Alguns elementos, como <a> e <menu> tˆem sido

mudados, redefinidos ou padronizados. As API e os modelos de objetos de documen- tos (DOM) n˜ao s˜ao mais pensamentos retr´ogrados, mas s˜ao partes fundamentais da especifica¸c˜ao do HTML 5. HTML 5 tamb´em define com algum detalhe o processa- mento necess´ario para que erros de sintaxe de documentos inv´alidos sejam tratados uniformemente por todos os Web browsers e outros agentes utilizadores (wikipedia,

2012e).

O HTML 5 especifica um novo DOM API para, arrastar e largar, desenhar, v´ıdeo, e afins. Esta nova interface que exp˜oe p´aginas HTML com JavaScript atrav´es de objetos no DOM torna mais f´acil de escrever tais aplica¸c˜oes, usando padr˜oes bem especificados em vez de hacks mal documentados (Lawson e Sharp,2011).

Esta evolu¸c˜ao da linguagem padr˜ao para Web pode eliminar a necessidade de plugins para aplica¸c˜oes multim´edia em browsers. Diversos cr´ıticos consideram esta tecnolo- gia como um forte concorrente ao Flash, da Adobe, ao Silverlight, da Microsoft, e ao recente JavaFX, da Sun (Oracle). Recentemente, Shantanu Narayen, diretor exe- cutivo da Adobe, disse que o Flash n˜ao iria perder mercado. Por´em a vers˜ao 5 do HTML j´a est´a a ser chamada de “Flash-killer ” (Assassino do Flash). Estas tecno- logias precisar˜ao de se adaptar rapidamente para conseguir manter-se no mercado, t˜ao populares quanto hoje. Na avalia¸c˜ao do codiretor de ferramentas da Mozilla, Ben Galbraith, as tecnologias viabilizadas pelo HTML 5 como o Canvas para dese- nhos 2D e o armazenamento de conte´udos no ambiente de trabalho, permitir˜ao que usemos mais o browser do que nunca (wikipedia, 2012e).

2.4.2

JavaScript

JavaScript ´e a linguagem de programa¸c˜ao da Web por vezes referenciada com a abreviatura JS (Flanagan, 2011; wikipedia, 2012g). A esmagadora maioria dos si- tes e todos os browsers da Web da era moderna usam JavaScript, em ambientes de trabalho. Consolas de jogos, tablets e smartphones incluem int´erpretes JavaS- cript, tornando o JavaScript a linguagem de programa¸c˜ao mais omnipresente na hist´oria. JavaScript ´e parte da trilogia das tecnologias que todos os programado- res da Web devem aprender: HTML para especificar o conte´udo de p´aginas Web,

CSS para especificar a apresenta¸c˜ao de p´aginas Web e JavaScript para especificar o comportamento de p´aginas Web (Flanagan, 2011).

O JavaScript ´e uma linguagem de programa¸c˜ao de alto n´ıvel, baseado em linguagem de script que ´e dinˆamica, ´e bem adequada para estilos de programa¸c˜ao orientada a objetos e funcional. JavaScript usa sintaxe influenciada pela linguagem C. JavaS- cript copia muitos nomes e conven¸c˜oes de nomenclatura de Java, mas as duas l´ınguas n˜ao est˜ao relacionadas e tˆem uma semˆantica muito diferente. Os princ´ıpios funda- mentais de projeto dentro de JavaScript s˜ao retirados da sua heran¸ca de prot´otipo baseado no Self e das fun¸c˜oes de primeira classe de linguagens de programa¸c˜ao baseada em esquemas (Flanagan,2011; wikipedia, 2012g).

A designa¸c˜ao “JavaScript” ´e na verdade um pouco enganosa. Com exce¸c˜ao de uma semelhan¸ca superficial sint´atica, JavaScript ´e completamente diferente da linguagem de programa¸c˜ao Java. A vers˜ao mais recente da linguagem define novos recursos para o desenvolvimento de software de grande escala (Flanagan, 2011).

O JavaScript ´e utilizado no padr˜ao de linguagem ECMAScript e ´e usado princi- palmente na forma de client-side JavaScript, implementado como parte de um Web browser, a fim de criar interfaces de utilizador avan¸cadas e sites dinˆamicos. Isto per- mite programa¸c˜ao de acesso a objetos dentro de um ambiente de acolhimento (wi- kipedia, 2012g).

O uso do JavaScript em aplica¸c˜oes fora das p´aginas Web, por exemplo, em docu- mentos PDF — Portable Document Format, Site-specific browser e Software widget tamb´em ´e significativo. O crescente aparecimento de novas e mais r´apidas m´aquinas virtuais (JavaScript Virtual machine) e estruturas constru´ıdas sobre elas (nomeada- mente Node.js) levou a que tenha havido um aumento na popularidade do JavaScript para aplica¸c˜oes do lado do servidor Web (wikipedia, 2012g).

Quando o JavaScript apareceu pela primeira vez em 1995, o seu principal objetivo foi o de lidar com algumas das valida¸c˜oes de entrada que tinham sido deixadas para o lado do servidor, em linguagens como Perl. Antes disso, uma ida e volta para o servidor era necess´aria para determinar se um campo obrigat´orio tinha sido deixado em branco ou o valor digitado era inv´alido. O Netscape Navigator tentou mudar

isso com a introdu¸c˜ao do JavaScript. A capacidade de lidar com algumas valida¸c˜oes b´asicas sobre o cliente constituiu um novo recurso no momento em que o uso de mo- dems de telefone foi generalizado. As velocidades lentas associadas transformaram cada viagem para o servidor num exerc´ıcio de paciˆencia (Zakas,2012).

Desde essa altura, JavaScript tornou-se numa caracter´ıstica importante para cada Web browser importante no mercado. J´a n˜ao sendo obrigat´oria a valida¸c˜ao de dados simples no servidor uma vez que estes s˜ao verificados logo no browser, JavaScript agora interage com quase todos os aspetos da janela do browser e do seu conte´udo. JavaScript ´e reconhecido como uma linguagem de programa¸c˜ao completa, capaz de c´alculos complexos e intera¸c˜oes. Tornou-se uma parte t˜ao importante da Web at´e nos browsers alternativos, sendo mesmo incluindo at´e em smartphones e aqueles desenvolvidos para utilizadores com deficiˆencia incluem a implementa¸c˜ao de JavaS- cript. At´e a Microsoft, com o seu pr´oprio idioma clientside script chamado VBScript — Microsoft Visual Basic Scripting Edition, acabou por incluir a sua implementa¸c˜ao da primeira vers˜ao do JavaScript na terceira vers˜ao do Internet Explorer (Zakas,

2012).

JavaScript ´e uma marca registada da Oracle Corporation. ´E utilizada sob licen¸ca para tecnologia inventada e implementada pela Netscape Communications e entida- des atuais, como a Funda¸c˜ao Mozilla (wikipedia, 2012g).

Hist´oria

O JavaScript foi originalmente desenvolvido para o Netscape, por Brendan Eich, nos primeiros dias da Web, e tecnicamente ´e uma marca licenciada da Sun Mi- crosystems (agora Oracle) utilizado no Netscape (agora Mozilla) para descrever a implementa¸c˜ao da linguagem (Flanagan,2011;wikipedia, 2012g).

No momento de forte competi¸c˜ao entre a Microsoft e a Netscape na obten¸c˜ao de maior n´umero de utilizadores para os seus browsers, a Netscape considera a solu¸c˜ao cliente-servidor como um sistema operativo distribu´ıdo, correndo numa vers˜ao port´atil do Sun Microsystems Java. Como o Java era um concorrente do

C++ e destinado a programadores profissionais, a Netscape tamb´em queria uma lin- guagem interpretada leve que complementaria o Java, apelando para programadores n˜ao profissionais, como o VB — Visual Basic, da Microsoft (wikipedia, 2012g).

Com o aumento da utiliza¸c˜ao e popularidade da Web surgiu a necessidade do de- senvolvimento de script do lado do cliente. A simples valida¸c˜ao de um formul´ario criava um crescente n´umero de ciclos entre o servidor e o cliente para que o envio fosse feito com sucesso. Como a verifica¸c˜ao dos campos do formul´ario era feita no servidor, em caso de erro era novamente enviada a informa¸c˜ao de erro ao cliente que teria de repetir o processo. Estes simples passos, na altura, criavam enormes dores de cabe¸ca aos utilizadores, n˜ao s´o pelo facto de voltarem a corrigir os dados mas pelo tempo de espera. Como j´a referido anteriormente a maioria dos utilizadores da Internet estavam ligados atrav´es de um modem de 28,8 kbps, o que tornava o pro- cesso muito mais lento. Na vanguarda da inova¸c˜ao tecnol´ogica na ´epoca, a Netscape come¸cou a desenvolver uma linguagem de script do lado do cliente para tornar o processo mais simples (Zakas, 2012).

A Netscape introduziu uma implementa¸c˜ao da linguagem de scripting do lado do servidor com o Netscape Enterprise Server, lan¸cado em dezembro de 1994 (wikipedia,

2012g).

LiveScript foi o nome que mais tarde foi dado oficialmente quando pela primeira vez foi apresentado nas vers˜oes beta do Netscape Navigator 2.0, em setembro de 1995, mas foi rebatizado JavaScript, quando foi implantado no Netscape 2.0B3, vers˜ao do browser (wikipedia, 2012g; Zakas, 2012).

A Netscape formou uma alian¸ca de desenvolvimento com a Sun Microsystems para concluir a implementa¸c˜ao de LiveScript a tempo para o lan¸camento do Netscape Navigator 2.0 (Zakas, 2012). A escolha final do nome causou confus˜ao dando a impress˜ao de que a linguagem era um spin-off da linguagem de programa¸c˜ao Java e a escolha foi caracterizada por muitos como uma jogada de marketing pela Netscape para dar `a nova linguagem de programa¸c˜ao Web prest´ıgio (wikipedia, 2012g).

O JavaScript rapidamente ganhou sucesso difundido como uma linguagem de script do lado do cliente para p´aginas Web. A Microsoft introduziu o suporte JavaScript

no seu pr´oprio Web browser, o Internet Explorer, na vers˜ao 3.0, lan¸cada em agosto de 1996. Tamb´em ainda em 1996 o servidor Web da Microsoft, Internet Information Server, introduziu suporte para server-side scripting em JavaScript com a vers˜ao 3.0 (wikipedia, 2012g). A implementa¸c˜ao pela Microsoft do JavaScript foi reba- tizada mais tarde de JScript (wikipedia, 2012g), para evitar problemas de marca registada (wikipedia, 2012g).

Em novembro de 1996, a Netscape submeteu o idioma `a ECMA — European Com- puter Manufacturer’s Association, para considera¸c˜ao como um padr˜ao da ind´ustria e o trabalho subsequente resultou na vers˜ao padronizada chamada ECMAScript (Fla- nagan, 2011; wikipedia, 2012g). O JavaScript 1.0 foi um sucesso t˜ao grande que a Netscape lan¸cou a vers˜ao 1.1 no Netscape Navigator 3. A popularidade foi atingindo n´ıveis tais que a Netscape tinha-se posicionado como a empresa l´ıder no mercado. Foi ent˜ao que a Microsoft decidiu colocar mais recursos no seu Web browser, Inter- net Explorer. Pouco depois o Netscape Navigator 3 foi lan¸cado, a Microsoft lan¸cou o Internet Explorer 3 com uma implementa¸c˜ao JavaScript (chamado JScript). Este passo para a Microsoft no reino dos browsers, em agosto de 1996 representou um grande passo em frente no desenvolvimento do JavaScript como uma linguagem (Za-

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