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Notre approche de filtrage particulaire pour l‟acquisition 3D des gestes par vision

Chapitre 4 : Filtrage particulaire en temps réel avec heuristiques pour l’acquisition 3D des gestes

4.4 Notre approche de filtrage particulaire pour l‟acquisition 3D des gestes par vision

A interação genótipo x ambiente corresponde a alteração que ocorre no desempenho relativo dos genótipos em virtude das diferenças de ambientes em que lhe é submetida. (Borém e Miranda, 2009).

Kang E Gauch (1996), citado por Azevedo (2014), a interação existe quando a contribuição dos alelos dos diferentes genes que controlam o carater ou nível de expressão dos mesmos não seja coincidente entre o ambiente. O que significa que os efeitos genéticos e ambientais não são na sua totalidade independentes, pois o ambiente regula e influencia a expressão do gene.

A interação genótipo × ambiente continua a ser um grande desafio para os melhoradores de plantas, pois, aquando da sua existência, é possível que o melhor genótipo num determinado ambiente não o seja num outro diferente. Este aspeto tem influência positiva no processo de seleção e dificulta a recomendação de cultivares com ampla adaptabilidade (Cruz e Regazzi, 1997).

Os melhoradores de plantas têm considerado a Interação genótipo x ambiente como sendo uma das maiores dificuldades na seleção e recomendação de variedades, pois para a maioria dos ambientes heterogéneos com ocorrências de variabilidade temporal, espacial e de

21 intensidade dos fatores climáticos, esta interação pode ser significativa para o arroz. (Neto et al., 2015, Cruz et al., 2004). Vale a pena lembrar que na atividade de melhoramento de plantas são efetuados variadíssimos testes de genótipos em diferentes ambientes (as chamadas redes de ensaios de adaptabilidade) o que significa que se espera ocorrência efetiva de alguma interação.

Apesar de ser considerada como uma das maiores dificuldades para os melhoradores de plantas deve ter-se em conta como uma oportunidade de avaliar cada vez mais tal variável por forma a compreendê-la e se obter um melhor aproveitamento no programa de seleção. Squilassi (2003) diz que a constituição genética (G) de um indivíduo não é mutável de um ambiente (E) para outro (a menos que este ambiente induza uma mutação), mas qualquer alteração no fenótipo, para um dado genótipo, pode ser atribuída a efeitos ambientais e ainda ao efeito do ambiente na sua expressão génica (Interação G x E).

Causas da interação têm sido atribuídas a fatores fisiológicos e bioquímicos próprios de cada genótipo testado. (Cruz e Regazzi, 1997). Assim podemos considerar:

F = G + E; na ausência de interação;

F = G + E + GE; em presença de interação G x E.

Os vários comportamentos que uma linha avançada apresenta nas diferentes regiões em que se semeia é conhecido como interação genótipo x ambiente. O estudo dessa interação faz parte da avaliação do potencial do genótipo e tem um padrão definido para cada um. Assim, a apresentação da média geral de determinada linha ou variedade em todos os locais não corresponde ao seu potencial real.

Kang (1998) considera que do ponto de vista evolutivo a interação G x E torna-se importante na própria manutenção da variabilidade genética e na adaptação de espécies. A compreensão dos fatores genéticos associados à evolução e à ecologia podem ser utilizados no melhoramento de plantas, uma vez que a seleção é um ponto comum a estas áreas (seleção natural para evolução/ecologia e seleção artificial para melhoramento).

22 Na figura 6, podem ser observadas as seguintes situações:

a) Ausência de interação, pois a mudança nas condições ambientais não alterou o comportamento dos genótipos (B e C).

b) Nas duas outras situações, a alteração no ambiente resultou em resposta diferenciada dos genótipos, evidenciando a ocorrência de interação GxE, que pode ser classificada como:

b.1) Interação Simples ou Quantitativa, onde há alteração no comportamento dos genótipos (A e B ou B e D), mas o ordenamento destes nos diferentes ambientes permanece inalterado, ou seja, um genótipo que era superior no ambiente 1 permanece superior no ambiente 2. Este tipo de interação indica que as populações são geneticamente heterogéneas e os ambientes homogéneos, ou vice-versa.

b.2) Interação Cruzada ou Qualitativa, na qual há uma resposta diferenciada das populações (ou genótipos) a diferentes ambientes, havendo uma mudança na classificação destas (C e D, A e C ou B e E).

Tal como se observa as situações a e b.1 indicam que uma população (ou genótipo) é mais bem adaptada aos dois ambientes de teste. Assim, uma seleção baseada na média de ambientes beneficiará sempre o melhor genótipo. Na situação b.1, segundo Chaves et al. (1989), a manifestação da interação é consequência, apenas, da conceituação aditiva do fenômeno e poderia ser explicada, por exemplo, pela ação multiplicativa dos ambientes sobre os genótipos. Na situação b.2, utilizar a média dos ambientes como indicador de seleção não é suficiente e poderá induzir a erros, levando à escolha de genótipos mal-adaptados a uma situação particular.

Allard e Bradshaw (1964) e Borém e Miranda (2009) classificam as variações possíveis que podem ocorrer no ambiente e que contribuem significativamente para a interação genótipo x

Figura 7 - Interação Genótipo com ambientes (G×A).

23 ambiente, como previsíveis e imprevisíveis. Dentro das previsíveis estão incluídas características permanentes tais como o tipo de solo ou clima, assim como caraterísticas que se alteram sistematicamente como o fotoperíodo ou aspetos determinados pelo agricultor tais como a data de sementeira, densidade e outras práticas culturais. As variações imprevisíveis, tal como o nome indica, referem-se as possíveis alterações do tempo, quantidade e distribuição das quedas pluviométricas, temperatura atmosférica e do solo bem como a possível ocorrência de ataques de patogénicos.

Para que se minimizem prejuízos e maximizem-se o uso de recursos e o retorno ao agricultor há que se fazer um estudo profundo e contínuo, não deixando de parte os impactos socioeconómicos e ambientais que a atividade agrícola sempre apresenta.

Na escolha das variedades a serem cultivadas devemos ter em consideração a capacidade produtiva bem como a qualidade do grão (dependentes por sua vez de outras características tais como a precocidade, resistência a acama, resistência à desgrana e o bom comportamento em relação à brança) e não descorando a adaptação às condições climáticas (Silva, 1975).

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