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Approche bottom-up : la croissance VLS

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Procédés et mécanismes de transformation de phase dans

2.1 Elaboration de nanofils monocristallins de semicon- semicon-ducteurs IV (Si, Ge)

2.1.1 Approche bottom-up : la croissance VLS

As descobertas sobre o processo de aprendizagem dos executivos do HMV concordam com a literatura sobre as novas perspectivas para a educação gerencial e as recentes pesquisas empíricas sobre a aprendizagem gerencial. Estes estudos têm demonstrado o valor da aprendizagem informal (Cervero et alli, 1986; Brookfield, 1991; La Paro, 1991), acidental (Marsick e Watkins, 1997) e social (Richter, 1999; Gherardi et alli, 1998) para a aprendizagem em ambientes de trabalho.

A aprendizagem dos gerentes deste estudo é guiada pelo contexto vivenciado por cada executivo. Descobriu-se que em contextos de confronto com desafios os executivos aprendem através de mudanças na atividade desenvolvida e com os desafios que um mesmo cargo oferece. Além disso, as variações nos seus estágios profissionais dos sujeitos geram contexto de aprendizagem através de demandas profissionais e institucionais.

As descobertas apontam que, aliado a estes contextos de aprendizagem, existe um conjunto de perspectivas de significados adquiridas ao longo de suas vidas (Mezirow, 1991a) que são trazidos para o ambiente de trabalho. Estas perspectivas são formadas por esquemas de significado, cujos principais elementos são os sentimentos que demonstram a forma como os sujeitos percebem a questão da aprendizagem. Juntas, estas duas categorias - contexto e sentimentos - levam cada sujeito a ter uma dinâmica diferente de aprendizagem, pois encarando situações variadas e apresentando sentimentos diferentes frente a suas necessidades de aprendizagem, cada sujeito busca formas e conteúdos de aprendizagem que satisfaçam suas as demandas do cargo. Ao contrário do que poderia se esperar, os sujeitos deste estudo relataram tanto sentimentos positivos quanto negativos, sendo que os primeiros foram relatados por todos os sujeitos. Como sentimentos negativos destacam-se a ansiedade, a insegurança, a expectativa, a preocupação e a cobrança pessoal. Em paralelo foram citados sentimentos positivos de oportunidade, crescimento, satisfação e entusiasmo.

Em consonância com a literatura da área descobriu-se que os gerentes aprendem mais do que apenas conhecimento instrumental (La Paro, 1991; Akin, 1993; Spender, 1994; Mezirow, 1991, 1994). Como sugerido por Spender (1994), foram descobertos quatro domínios de aprendizagem classificados nas seguintes propriedades: conhecimento sobre a

conhecimento sobre valores e processos organizacionais, relações interpessoais e o significado do trabalho como executivo. Como conhecimento analítico foram consideradas técnicas de gestão e conhecimentos específicos da profissão dos sujeitos. Os sujeitos aprenderam ainda sobre seu próprio potencial e comportamento. Como conhecimento contextuai detectou-se que eles adquiriram conhecimentos sobre o ambiente externo.

As formas de aprendizagem utilizadas pelos gerentes do estudo confirmam que os adultos tendem a autodirecionar sua aprendizagem (Brookfield, 1991; Merrian e Caffarela, 1991; Houle, 1980; Tough, 1973; Silva, 2000). Esta confirmação aparece no fato de que os gerentes costumam planejar suas aprendizagem através de projetos institucionais e pessoais.

As descobertas demonstram, ainda, um importante aspecto da dinâmica da aprendizagem dos sujeitos deste estudo, que se caracteriza pelo feto de eles aprenderem

compartilhando relacionamentos com consultores, com familiares, na negociação de

significados, na identificação do currículo de aprendizagem, na mobilização de pessoas e em comunidades-de-prática. É esta propriedade das formas de aprendizagem - compartilhar relacionamentos - que leva à conclusão de que a aprendizagem transcende a classificação formal e informal para uma concepção mais ampla, onde a aprendizagem acidental e social aparecem como forte característica deste processo, já que várias das dimensões desta categoria têm uma essência não premeditada nem planejada pelos sujeitos. Outra forma da aprendizagem dos sujeitos caracteriza-se pela atualização profissional através de recursos formais e informais, indo ao encontro da literatura da área (Cervero et alli, 1986; Brookfield, 1991). Uma característica inédita das formas de aprendizagem dos sujeitos deste estudo é a observação de outras instituições e do ambiente externo de modo geral. Esta forma de aprendizagem não é citada em pesquisas da área.

Como proposto na literatura, os sujeitos deste estudo aprenderam através da reflexão como um processo de solução de problemas e como um processo intuitivo (Schõn, 1983; Argyris, 1977; Cranton, 1995). Esta forma de aprendizagem caracteriza a reflexão sobre os conteúdos ou processos dos problemas, ou seja, reflexão sobre esquemas de significados (Mezirow, 1991). Os sujeitos apresentaram, ainda, a propriedade de aprendizagem por ação, caracterizada pela identificação de necessidades de mudanças e sua implementação. Esta descoberta vai ao encontro dos pressupostos de Munford (1997) e Morgan e Ramirez (1983),

para quem a aprendizagem através da ação leva os executivos a ações mais efetivas em sua prática gerencial.

Por último, mas não menos importante, a mudança de consciência aparece neste trabalho como uma forma central de aprendizagem, pois resultou da reflexão crítica sobre premissas dos problemas vivenciados pelos sjueitos (Mezirow, 1991). Tal aprendizagem resultou em ações, atitudes e comportamentoas diferentes por parte dos sujeitos, o que causou impacto visível em suas práticas gerenciais e uma transformação individual. Os sujeitos relataram mudanças de consciência sobre si mesmos, sobre as pessoas e sobre o trabalho. Esta propriedade caracteriza a aprendizagem transformativa proposta por Mezirow (1991), quando os adultos refletem criticamente sobre perspectivas de significados, ou seja, sobre suas premissas.

Diferente do que aponta La Paro (1991) sobre a influência da organização na aprendizagem gerencial, este estudo demonstrou que o que mais influenciou os gerentes em suas aprendizagens foi a cultura organizacional que sempre esteve voltada para a valorização da educação e formação de seus funcionários ao longo de sua história. Para os gerentes deste estudo, entre os fatores que facilitaram a aprendizagem relativos à organização não aparece a questão do auxílio financeiro, como no estudo de La Paro, mas sim a ampliação da área de ação, a autonomia, a credibilidade, a pressão, a cultura organizacional, o ambiente de mudança e o crescimento da organização. No que se refere aos fatores pessoais que facilitaram a aprendizagem, aparecem ser humilde, ser pró-ativo, ter interesse, ter vontade própria, trabalhar em equipe, adotar modelos, manter-se atualizado, identificar-se com a cultura e ter o apoio da família.

As descobertas também apontaram os fatores que dificultam a aprendizagem gerencial na visão dos sujeitos. Estes fatores foram classificados em duas propriedades: intrínsecos e extrínsecos. Como fatores intrínsecos identificou-se que sentimentos e o interesse pessoal podem dificultar a aprendizagem A primeira dimensão vai ao encontro da idéia de Brookfield (1991) de que os adultos tendem a buscar experiências de aprendizagem que sejam de seu interesse e que tenham aplicação direta em suas vidas. Os fatores extrínsecos que dificultam a aprendizagem são: acúmulo de atividades, feita de tempo, família, cansaço, questões financeiras, o feto de não ter aprendido línguas e a oportunidade de estudo.

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