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Apprendre le respect par le respect

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Réponses institutionnelles

Encadré 15 / Les conventions tripartites pour les Etablissements d'hébergement pour personnes âgées dépendantes

1. Apprendre le respect par le respect

Investimentos em instalações e em equipamentos são empreendimentos que envolvem um alto comprometimento de capital das empresas. Em geral, trata-se de decisões complexas associadas a custos que se tornam parcial ou totalmente irreversíveis logo após o projeto ser iniciado. Muitas dessas decisões são tomadas diante de situações de incerteza sobre o real retorno do investimento. Em alguns casos, existe a possibilidade da empresa esperar até que informações mais fidedignas a respeito de estimativas que fundamentam as decisões possam ser obtidas.

Segundo Luss (1982), desde o fim da década de 50 que o problema de gestão da capacidade tem sido um dos focos de atenção das empresas. Aplicações de expansão de capacidade são registradas na literatura em diversos setores, tais como, os de transportes, geração de energia, construção civil, siderúrgico, químico, petroquímico e em serviços públicos como hospitais, escolas, sistemas de água e esgoto e sistemas de coleta de lixo.

Como afirma Karabuk e Wu (2003), a gestão de capacidade em uma empresa é de tal relevância que faz parte do planejamento estratégico, refletindo, desta forma, nas ações de médio e curto prazo.

Para Wu et al. (2005), o papel da gestão da capacidade nos setores da indústria intensivos em capital é ainda de maior importância. Os autores destacam que em indústrias de alta tecnologia, como já afirmado na introdução deste trabalho, tais como as de eletrônica, semicondutores, telecomunicação e farmacêutica, a habilidade para gerir de forma eficiente a capacidade passa a ser o maior fator de sucesso da empresa a longo prazo. Wu et al. (2005) citam ainda alguns dados que dão uma boa visão do comprometimento médio de capital destes investimentos em alguns setores. O custo médio de uma fábrica de semicondutores é em torno de 1 a 4 bilhões de dólares e o preço de aquisição de uma única máquina pode chegar a 5 milhões de dólares.

Para a construção de uma fábrica padrão para a produção de remédios no setor farmacêutico, o investimento necessário gira em torno de 200 a 500 milhões de dólares.

Características particulares de setores de alta tecnologia potencializam a importância de uma adequada gestão da capacidade. A acirrada competitividade entre empresas implica na necessidade de constante inovação. Por sua vez, a introdução acelerada de inovações no mercado, reduz o ciclo de vida e leva à rápida obsolescência dos produtos. Tais empresas necessitam planejar a capacidade de sua cadeia de suprimentos para atender a demanda de novos produtos enquanto buscam maximizar o retorno dos investimentos realizados em produtos já maduros no mercado.

Segundo Garcia e Shen (2010), o desenvolvimento econômico dos países é extremamente dependente do desempenho de setores de infraestrutura, tais como, o de energia, refinarias de óleo e transporte de gás. Em empresas de tais setores, a decisão de manter certo nível de excesso de capacidade é socialmente recomendável, dado que é uma proteção contra variações inesperadas das condições de mercado, porém, não é necessariamente compatível com a real estratégia de empresas que competem nestes mercados. Estas se inserem, atualmente, em ambientes oligopolizados e decisões de expansão de capacidade têm agora novas implicações estratégicas que podem conflitar com o desejável socialmente, ou seja, com certo nível de capacidade ociosa que minimize o risco de falta de oferta. Modelos de análise de expansão de capacidade podem contribuir para o estabelecimento de políticas públicas para estes setores e para outros de similar criticidade.

Embora a literatura de expansão de capacidade tenha evoluído muito ao longo dos anos, muitas lacunas ainda estão por serem exploradas.

Face ao exposto, considera-se de extrema relevância trazer à tona a discussão sobre modelos de investimentos em expansão de capacidade, razão desta pesquisa, que contemplem várias empresas competindo em mercados distribuídos espacialmente, visto que os modelos de expansão de capacidade existentes, em geral, são falhos por não considerarem a influência da espacialidade na competitividade das empresas.

1.6. LIMITAÇÕES

O modelo de expansão da capacidade de produção proposto nesta tese não foi aplicado a um estudo de caso. A aplicação do modelo

limitou-se a um exemplo numérico teórico. Em função disso, não foi possível validar o funcionamento do modelo com dados reais que certamente trariam conclusões adicionais. Contudo, a aplicação do modelo permite analisar qualitativamente o comportamento das empresas diante de diferentes premissas e configurações de mercados.

A modelagem de um problema real de expansão de capacidade pode exigir um nível de detalhamento maior de forma a contemplar fatores que não foram considerados no modelo proposto. Neste sentido, a não incorporação de variáveis tais como, restrição ao crédito das empresas, aspectos político-econômicos, riscos relacionados à segurança e possíveis ações de sindicatos podem ser considerada como limitações deste trabalho. Por razões de simplificação o modelo proposto não leva em consideração a possibilidade de novos entrantes durante o horizonte de planejamento, dado que se assume um mercado com severas barreiras para novos jogadores. Por fim, assume-se que a premissa de demanda determinística pode ser considerada, também, como uma limitação deste trabalho caso queira-se expandir a aplicação do modelo a outros mercados, que não o mercado de commodities. Mercados intensivos em tecnologia, por exemplo, têm um grau relativamente alto de incerteza da demanda, em função de vários aspectos, entre eles uma alta taxa de obsolescência.

1.7. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

Este trabalho é subdividido em seis capítulos. No capítulo 2 é realizada uma revisão da literatura e a evolução bibliográfica dos modelos de expansão de capacidade, desde os anos 50. Dentre as várias correntes da literatura de expansão de capacidade relatadas neste trabalho foi identificado o foco da presente pesquisa.

No capítulo 3, é apresentado o arcabouço teórico deste trabalho. São introduzidos os conceitos fundamentais e técnicas disponíveis para a elaboração do modelo proposto.

No capítulo 4 é apresentado o modelo matemático, objetivando solucionar o problema de expansão de capacidade em mercados espaciais e a proposta de um algoritmo para a determinação da estratégia ótima de expansão, assim como, os níveis de produção e fluxo para os mercados consumidores.

No capítulo 5, o modelo matemático é aplicado a um exemplo numérico teórico, que muito se assemelha ao utilizado por Murto et al. (2004). Os resultados para várias configurações de parâmetros são

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