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Chapitre 4 : Etude de Marché

4.10. Apport en innovation du projet

Na Figura 18, constata-se que em quase todas as equipas observadas o maior número de SOP encontra-se no intervalo do número de contactos com a bola entre os 7 a 15 contactos. Apenas equipas como o Inter de Milão e o Real Madrid é que não obtiveram os maiores valores neste intervalo, verificando-se na primeira equipa que o maior número de SOP se verificou entre os 0 e os 6 contactos com a bola e em relação à segundo equipa, este número foi maior no intervalo com mais de 15 contactos com a bola.

7 9 2 7 3 0 4 12 7 8 9 5 45 7 7 12 3 6 7 4 2 8 5 0 2 4 6 8 10 12

AS Roma Inter Milão Chelsea Man. United R. Madrid Barcelona FC Porto Sporitng CP Número de sequências ofensivas positivas (SOP) verificadas, em relação ao

intervalo do número de contactos com a bola para cada equipa observada

Nº SOP verificadas entre 0 a 6 contactos com a bola Nº SOP verificadas entre 7 a 15 contactos com a bola Nº SOP verificadas com mais de 15 contactos com a bola

Figura 18 – Número de sequências ofensivas positivas (SOP) verificadas, em relação ao intervalo do

número de contactos com a bola para cada equipa observada.

Quando analisamos os dados da Figura 18, presenciamos que apenas no Inter de Milão se verificaram diferenças estatisticamente significativas (p≤0,05) entre o 1º e o 3º intervalo do número de contactos com a bola (0 a 6 contactos e mais de 15 contactos) e entre o 2º e 3º intervalo (7 a 15 contactos e mais de 15 contactos). Verificou-se também que a média do número de SOP é maior no 2º intervalo de número de contactos com a bola (7 a 15 contactos) para quase todas as equipas, menos para o Inter de Milão e para o Real Madrid, sendo que na primeira equipa a maior média de SOP encontra-se no intervalo dos 0 aos 6 contactos, e no caso da segunda equipa encontra-se no intervalo com mais de 15 contactos com a bola.

Quando se observa a Figura 19, percebe-se que o intervalo do número de contactos com a bola (NCB), onde se verifica um maior número de sequências ofensivas positivas (SOP) é o 2º (entre 7 a 15 contactos com a bola). Este resultado só não se verifica em relação as equipas do campeonato italiano, onde o intervalo do NCB que originou um maior número de SOP foi o 1º (entre 0 a 6 contactos com a bola)

14 12 2 12 21 12 11 16 10 8 15 8 0 5 10 15 20 25

Equipas C. Italiano Equipas C. Inglês Equipas C. Espanhol Equipas C. Português

Número de SOP verificadas em cada intervalo do número de contactos com a bola, para cada campeonato analisado

Nº SOP verificadas entre 0 a 6 contactos com a bola Nº SOP verificadas entre 7 a 15 contactos com a bola Nº SOP verificadas com mais de 15 contactos com a bola

Figura 19 – Número de sequências ofensivas positivas (SOP) verificadas em cada intervalo do número de

contactos com a bola, em cada grupo de equipas pertencentes aos diferentes campeonatos analisados.

Conferindo ainda a mesma Figura 19, percebe-se, desde logo, que em quase todos os campeonatos observados, verifica-se que o intervalo com maior média de SOP é o 2º (entre 7 a 15 contactos), (inglês M= 2,3; espanhol M= 1,7; português M= 1,6), menos no campeonato italiano, onde se verificou que a maior média de SOP se encontra no 1º intervalo, dos 0 a 6 contactos com a bola (M= 1,7).

Verificamos também que nas equipas pertencentes ao campeonato italiano não existem diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) entre os intervalos de tempo analisados. Por outro lado foram encontradas diferenças estatisticamente significativas (p≤0,05) entre o 2º e 3º intervalo (7 a 15 contactos) e (> de 15 contactos), em todos os outros campeonatos observados, existindo também entre o 1º e o 3 º intervalos relativamente as equipas pertencentes ao campeonato espanhol.

Analisando os dados de todas as equipas de uma forma global, podemos verificar através da Figura 20 que o número de sequências ofensivas positivas (SOP) continua a ser predominante, em sequências ofensivas com um reduzido número de contactos com a bola, sendo este número relativamente maior no intervalo dos 7 aos 15 contactos. Deste modo, podemos tirar algumas conclusões quer da velocidade de transmissão da bola, quer do padrão de jogo ofensivo que levará a uma maior frequência de SOP (eficácia relativa e absoluta). Isto é, um maior número de SOP encontra-se associado a sequências ofensivas com um reduzido número de contactos com a bola,

isto verifica-se pois durante a ultima década tem-se observado a um crescente aumento da velocidade no jogo de Futebol, imposta pelos jogadores, através de circulações e transições rápidas, materializadas por uma rápida capacidade de execução e, como tal, de um menor número de contactos na bola. Em relação aos padrões de jogo ofensivo, de acordo com as informações o contra-ataque e o ataque rápido, sendo caracterizados por uma maior velocidade de transmissão da bola e deste modo um menor número de contactos com a mesma, serão aqueles que com maior frequência se atingirá a baliza adversária. 45 31,7% 64 45,1% 33 23,3% 0 10 20 30 40 50 60 70

0 a 6 contactos 7 a 15 contactos > 15 contactos

Número de sequências ofensivas positivas e a sua percentagem comparativamente aos diferentes intervalos do número de contactos com a bola

Nº SOP % SOP

Figura 20 – Número de sequências ofensivas positivas totais (SOPt) e a sua percentagem

comparativamente aos diferentes intervalos de número de contactos com a bola (NCB).

Atendendo à variável do número de contactos com a bola, podemos verificar através dos dados da Figura 20, que continuam a existir diferenças estatisticamente significativas (p≤0,05) entre o grupo 1 (0 a 6 toques) e o grupo 3 (> 15 toques) assim como entre os grupos 2 (7 a 15 toques) e o 3 (> 30 segundos), no entanto não existem diferenças estatisticamente significativas entre os dois primeiros grupos (1 e 2).

O intervalo do nº de contactos com a bola que possui uma maior média de SOP é o intervalo dos 7 a 15 toques, sendo a sua média de 7,1 e o seu desvio padrão de 3.

Verificamos deste modo, assim como Castelo (1996), que as acções ofensivas eficazes (relativas) apresentam um reduzido número de contactos com a bola, contudo de acordo com o mesmo autor as acções que terminam com finalização, são caracterizadas por um elevado número de contactos com a bola, sendo o processo ofensivo bastante elaborado. Assim através do nosso estudo podemos concluir que as equipas que preferem um estilo de jogo privilegiando um maior número de contactos

com a bola, tendem a não conseguir surpreender a equipa adversária, pois a grande elaboração do processo ofensivo, fornece à equipa adversária o tempo necessário para que esta se consiga (re)organizar defensivamente. Isto é, entendemos que um estilo de jogo privilegiando um maior número de contactos com bola no seu processo ofensivo leva a uma maior eficácia ofensiva absoluta (golos), no entanto também verificamos que um reduzido número de contactos leva a uma maior frequência de SOP.

4.4.4. Número de jogadores em cada sequencia ofensiva e a sua relação com a

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