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Objectifs de ce travail de thèse

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Chapitre 1 : Contexte général et problématique

4 Objectifs de ce travail de thèse

5.2.4.1 Monitoramento

O controle da qualidade da água distribuída pelo DMAE contempla o monitoramento das características do produto desde o manancial até o fornecimento ao consumidor, passando por todas as etapas do tratamento (PMPA, 2004).

O DMAE mantém 307 pontos fixos de coleta ao longo dos 3.612 quilômetros da rede de água do município. Esse trabalho é realizado pelo Setor de Controle da Divisão de Tratamento (DVT) e envolve, diariamente, 05 técnicos e 05 motoristas. O serviço é efetuado inclusive aos sábados, domingos e feriados. No local da coleta, os técnicos realizam análises de teor de cloro residual, turbidez e odor (PMPA, 2007). A efetivação dos serviços da DVT se dá em diferentes etapas:

• Coleta das amostras da rede distribuidora, em pontos pré- estabelecidos pelo Departamento;

• Coleta de 04 amostras diárias em cada estação de tratamento de água: na entrada da água bruta, decantada, filtrada e tratada. Como o DMAE opera 07 estações de tratamento, realiza um total de 28 amostras por dia nesta etapa.

A Divisão de Tratamento é a responsável pela análise de microcistinas na água tratada. A análise é realiza com Kit comercial ELISA de placas em laboratório próprio, e enviam-se amostras à Universidade do Vale do Itajaí – Univali, para análise de microcistinas por cromatografia (CLAE). A DVT realiza duas análises distintas para microcistina a fim de obter maior segurança nos resultados, e como forma de controle.

O convênio com a Univali abrange, além da análise de microcistina, análise de cilindrospermopsina, saxitoxina, e testes de toxicidade com camundongos. As análises são solicitadas conforme os organismos e densidades presentes nas florações. Os sistemas de abastecimento de água que possuem clínica de hemodiálise são José Loureiro da Silva e Moinhos de Vento.

No Anexo B, pode-se observar os pontos de coleta do DMAE na rede de distribuição. Este anexo, contudo, apresenta 03 sistemas de distribuição que já foram desativados pelo DMAE: Lami, Poços da Pitinga e Poços da Quirina.

A coleta e análise de amostras nos pontos de captação são realizadas pela Divisão de Pesquisa (DVP).

A intensidade do episódio de florações de 2004, por exemplo, exigiu um amplo acompanhamento técnico do DMAE, tanto na área operacional quanto laboratorial para divulgar a qualidade da água distribuída, face as constantes reclamações dos usuários afetados pelo problema de sabor e odor. A questão da possível toxicidade da floração foi acompanhada pelos técnicos do DMAE em conjunto com a Vigilância Ambiental do município (BENDATI et al., 2005)

De janeiro a meados de abril de 2004, período em que foi registrada a ocorrência da floração, o DMAE intensificou o monitoramento do manancial. Foram realizadas 78 análises de fitoplâncton durante as 015 semanas estudadas, nas 03 ETAs mais afetadas. Nas estações restantes, manteve-se o monitoramento de rotina. O acompanhamento do fitoplâncton foi realizado com freqüência mínima semanal, havendo momentos em que foram realizadas 03 coletas por semana (BENDATI et al., 2005).

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5.2.4.2 Tratamento

Desde 2005, o DMAE passou a fazer experimentos a fim de buscar alternativas para minimizar o problema de cor, sabor e odor da água. Um pré-tratamento adotado já no momento da captação se mostrou como uma solução adequada (Revista ECOS, 2007).

O DMAE possui, atualmente, em seu sistema de abastecimento de água, duas opções de pré-tratamento: adição de carvão ativado em pó (CAP) ou de dióxido de cloro. A eficiência, segundo o diretor da DVT, em entrevista concedida a Revista ECOS, está em identificar o problema localizado em cada ponto da cidade e aplicar a solução combinada mais adequada. (Revista ECOS, 2007).

Para a aplicação do CAP, foi necessária a aquisição de equipamentos, treinamento da equipe operacional, e estrutura adequada à realização da dosagem do produto. O DMAE passou a criar esta estrutura em cada sistema de abastecimento (Revista ECOS, 2007). A Figura 5.11 apresenta a aplicação de carvão ativado na Estação de Bombeamento de Água Bruta (EBAB) Menino Deus (ETA José Loureiro da Silva).

Figura 5.11 - Unidade de aplicação e estoque de carvão ativado em pó de EBAB do DMAE. (Fonte: Revista ECOS, 2007)

O carvão ativado em pó tem a finalidade de adsorver as substâncias produtoras de odor e sabor (MIB e GEO), para que a água bruta chegue em melhores condições para o tratamento. O carvão ativado é adquirido de fornecedores de outros estados, em decorrência da qualidade, (Revista ECOS, 2007) e opta-se pela compra do carvão úmido a fim de evitar a formação de poeira no local de aplicação.

Em relação ao episódio de florações de janeiro a abril de 2004, na área operacional, o DMAE realizou a adição de carvão em pó, em concentrações entorno de 20 ppm nas ETAs atingidas, sendo que em alguns casos foi dosado até 40 ppm. (BENDATI et al., 2005).

Em janeiro de 2006 há registros de aplicação de CAP na ETA Tristeza, ETA Lomba do Sabão, e, com caráter preventivo, nas ETAs Menino Deus e Belém Novo.

O uso do carvão ativado em pó, entretanto, está em desuso devido à eficiência da aplicação do dióxido de cloro (informação verbal).

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Rossi e Suminsky, (2007) apresentam a experiência do DMAE com a aplicação de dióxido de cloro na fase de pré-tratamento e os resultados alcançados em relação ao monitoramento de MIB e GEO e melhoria das condições organolépticas de água, para a ETA Tristeza, durante os anos de 2006 e 2007. O sistema de geração e aplicação de dióxido de cloro foi instalado junto ao recalque de água bruta da ETA. O método de geração de dióxido de cloro escolhido foi a partir da reação que utiliza solução de clorato de sódio (NaClO3) e peróxido de hidrogênio (H2O2), comercialmente conhecida como Purate, com ácido sulfúrico a 78% (H2SO4). A mistura dos reagentes é processada em reator provido de bombas dosadoras e, através de um sistema de água de arraste, a solução geradora de dióxido é levada até o ponto de aplicação. A dosagem de dióxido de cloro aplicada através do sistema descrito variou de 0,5 a 1,5 mg/L no período de estudo. A Figura 5.12 apresenta unidades do pré-tratamento de água do DMAE com dióxido de cloro.

Figura 5.12 - Unidades de pré- tratamento de água: reservatório de peróxido de hidrogênio (a); e sistema de produção de dióxido de cloro (b).

(Fonte: Revista ECOS, 2007).

Nos períodos em que houve ocorrência de floração de Planktothrix (meses de janeiro e fevereiro de 2006 e 2007) também foi aplicado carvão ativado para auxiliar na remoção de gosto/odor. O ponto de aplicação do carvão, assim como para o dióxido de cloro, foi a adutora de água bruta.

Devido aos satisfatórios resultados apresentados pelo dióxido de cloro no estudo prático na ETA Tristeza, o Departamento apresenta como objetivo a adoção desta tecnologia como pré-tratamento da água em uma escala maior, dando continuidade aos estudos realizados.

5.2.4.3 Outras ações

Outras ações referentes à atuação do DMAE e que possuem, direta ou indiretamente relação com a presença de cianobactérias são apresentada a seguir:

• Investimentos para prolongamento da captação de água de Belém Novo em 2003. O novo ponto de coleta de água, situado a cerca de 02 quilômetros da margem e 04 metros de profundidade, permitiu a manutenção da atividade de abastecimento público com segurança, apesar do intenso desenvolvimento de algas no manancial (PMPA, 2004);

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• O sistema de abastecimento da ETA Tristeza, assim como em Belém Novo, sofreu alteração de seu ponto de captação. A nova captação é uma das medidas para amenizar os efeitos da proliferação de algas no manancial e a dificuldade de captar água no verão, quando o nível da água diminui. A canalização possui 710 metros, sendo 540 metros subaquáticos. O objetivo da obra é realizar a captação em um ponto de maior correnteza do rio, onde a água é mais rica em biodiversidade (PMPA, 2005);

• Na Lomba do Sabão, no ano de 1990, durante evento de floração, o controle foi feito no final do mês de junho com a aplicação do algicida sulfato de cobre nas águas da represa (PÁDUA, 2006), atualmente, este tipo de intervenção é vetado pela Portaria MS n. 518/2004, quando a densidade de cianobactérias exceder 20.000 células/mL;

• Além de investimento específico no sistema de abastecimento de água, há perspectiva de abastecimento de água com qualidade devido ao Programa Integrado Socioambiental, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. O Programa deve ampliar o tratamento de esgoto da cidade de 27% para 77%, diminuindo a poluição no Guaíba, que além de fornecer água de abastecimento, recebe efluentes domésticos in natura. (Revista ECOS, 2007). Como não é realizado controle de nutrientes no próprio manancial, a entrada de nutrientes será minimizada através deste Programa. A maior parte das obras ficará a cargo do DMAE, mas o projeto conta com a participação de outros setores da Prefeitura (Revista ECOS, 2006).

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