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Méthodes expérimentales Résultats et Discussion

I. Matériels et méthodes

I.2. Application des différents stimuli

Deixando de lado todas as inovações, como música concreta, por exemplo, a música é feita de sons definidos, ou seja, "uma determinada vibração que pode ser medida" (Bennet, 1998).

Segundo Ortolan (1998, p.19), a matéria-prima da música é o som, "forma de energia que se propaga pelo ar, pela água e por outros meios, perturbando-os de alguma maneira, sendo captada pelo sistema auditivo", definido por seis parâmetros que se relacionam entre si:

a) altura (freqüência): nota ou tom, grave ou agudo melodia, harmonia, textura, silêncio; definida a partir do século IX; b) duração (tempo): curto ou longo ritmo; definido a partir do

século XIII;

c) intensidade (amplitude): força ou a suavidade imprimida ao tocar um som; começou a ser trabalhada a partir do século XVIII;

d) timbre (material do objeto sonoro): vozes, instrumentos ou aparelhos que intermedeiam as idéias musicais: explorados em todos os seus recursos sistematicamente a partir do século XIX;

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e) articulação (produção): modos de produzir o som com toques, golpes e efeitos aplicados pelo executante na voz ou instrumento, modificando a sua qualidade

tratada teoricamente a partir do século XVII;

f) andamento (velocidade): intuitivo, foi estudado com objetividade a partir do século XVII, e fixado matematicamente no século XIX com o metrônomo; voltou a ser intuitivo no século XX.

É da relação entre o compositor e esses elementos musicais dependendo do contexto histórico cultural, político, científico, religiosos, artístico, entre outros que têm origem as formas, os gêneros e os estilos musicais.

As melodias são feitas com doze sons repetíveis, usando como exemplo o teclado de um piano onde as teclas estão dispostas de maneira uniforme. Ao se pressionar uma tecla, ao acaso, ouve-se determinado som. Seguindo essa tecla, pressionando a que fica à sua esquerda (seja branca ou preta) tem-se outro som. Repetindo esse movimento onze vezes, a décima segunda nota será igual à primeira, mas mais aguda.

Os sons podem ser desde graves até agudos, e repetem-se em alturas diferentes. Um som é alto quando é agudo; um som é baixo quando é grave. Não se refere ao volume do som. Ou seja, "baixar o som do rádio", por exemplo, significa "diminuir" seu volume, que é medido por graduações que vão do forte ao fraco (medido em decibéis).

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Cada instrumento musical tem um timbre, ou seja, o som de cada um deles tem uma qualidade que permite sua distinção. Por exemplo, o

sol em um violão tem um timbre diferente do sol em um piano. Enfim, a

música é a combinação desses sons, usando os seguintes elementos musicais: melodia, harmonia e ritmo.

1.3.3 Os Elementos Musicais

A melodia é a seqüência de sons. Cada sílaba da letra de uma música (do Hino Nacional, por exemplo) corresponde a um som. Enquanto isso, os instrumentos acompanham, ou seja, tocam outras notas que combinem com a que está sendo cantada, fazem a harmonia. Além disso, a música tem uma pulsação constante, que até pode ser sentida, permitindo que se acompanhe a música com palmas, por exemplo. Este é o ritmo da música. Em síntese, a melodia são os sons tocados em seqüência, um após outro; a harmonia são os sons tocados ao mesmo tempo (os acordes) e o ritmo é a pulsação da música.

O ritmo pode ser marcado por qualquer instrumento. Às vezes, um mesmo instrumento marca o ritmo e faz a harmonia: a guitarra base, por exemplo, marca o ritmo e faz a harmonia. Em um piano, por exemplo, é possível marcar o ritmo, tocar a harmonia e uma melodia ao mesmo tempo.

É importante entender que ritmo não tem nada que ver com velocidade. Os ritmos podem ser tocados em uma velocidade mais rápida ou mais lenta. Por isso, existe um ritmo de valsa mais lento ou

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mais rápido, um samba mais lento ou mais rápido. A isso se denomina de andamento.

Para distinguir um ritmo de outro utiliza-se a pulsação da música, uma batida praticamente constante, repetindo-se sempre. No decorrer de uma música, umas batidas são fortes e outras são fracas, embora a pulsação mantenha-se contínua. É a alternância dessas batidas, mais fortes ou fracas, que definem um ritmo. Por exemplo, o ritmo do rock tem uma batida forte, uma fraca, uma mais forte seguida de uma fraca que se repete por toda a música; o ritmo de valsa, por outro lado, tem uma batida forte seguida de duas fracas enquanto a marcha tem uma batida forte e uma fraca. Isso não se aprende com teoria, isso somente se aprende com a prática, com o estudo e o uso constante do instrumento. Só se aprende isso ouvindo música e seguindo o ritmo com as mãos, os pés, o próprio corpo. Esses são alguns dos elementos que a História da Música pode oferecer para seu estudo.

No entanto, é preciso que toda essa teoria sobre ritmos, harmonias, andamentos também possam ser escritas. Nesse ponto também a História da Música contribui, pois há toda uma história por trás do sistema de notação musical notação musical é o nome genérico de qualquer sistema de escrita utilizado para representar graficamente uma peça musical, permitindo a execução da música da maneira desejada pelo compositor ou arranjador; o sistema de notação mais utilizado é o sistema gráfico ocidental, que utiliza símbolos grafados sobre uma pauta de cinco linhas ou pentagrama. Ao conjunto da pauta e dos demais símbolos musicais, representando uma peça musical, denomina-se de partitura.

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Neste momento busca-se a praticidade, deixando de lado a teoria excessiva. Por comparação: para representar a fala humana usam-se sinais gráficos que simbolizam o som das palavras: g + a + t + o = gato. A escrita, por si só, já é a representação de sons. Para representar uma música usa-se o mesmo procedimento: símbolos para representar um som. Para representar a fala usa-se o alfabeto, com suas letras, cada uma correspondendo a um som. Para representar a música usam-se as notas musicais. A nota musical é o elemento básico de qualquer sistema de notação musical. Cada uma, com seu nome próprio, representa um único som e se caracteriza pela duração e pela altura. São representadas pelas figuras musicais ou símbolos, usados para representar a duração do som a ser executado. As notas são mostradas a seguir, por ordem decrescente de duração:

breve; a)

semibreve; b)

mínima; c)

semínima; d)

colcheia;

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fusa; g)

semifusa.

Em música, o tempo é uma variável sempre presente. Essa presença pode se dar de duas maneiras: duração mesmo, em minutos, horas, segundos, ou batidas (cada batida corresponde a um tempo). Aplicando esses conceitos ao ritmo e ao andamento (é a velocidade de execução de uma composição e indica a duração da unidade de tempo) pode-se, por exemplo, bater palmas e contar o tempo no relógio, ou seja, bater palmas uma vez por segundo; duas vezes por segundo ou quatro vezes por segundo. O resultado que se observa é que o número de batidas aumentou, mas o tempo permaneceu o mesmo. Portanto, para bater quatro vezes em um segundo, a batida precisa ser mais rápida. Transportando esse exemplo para as notações: se uma semibreve dura um segundo, ao bater as mãos uma vez por segundo, tem-se uma semibreve; batendo palmas duas vezes por segundo, a semibreve foi dividida em duas, ou duas mínimas; batendo palmas quatro vezes por segundo, a semibreve foi dividida em quatro, ou a mínima foi dividida em duas.

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Assim como acontece com as letras, para que as notas tenham algum sentido precisam ser agrupadas. Isto é feito em compassos. Se o que define um ritmo são as batidas, como observado anteriormente, as batidas são os compassos.

Um compasso é a reunião do número mínimo de batidas para definir um ritmo. Por exemplo, em uma valsa, o conjunto de uma batida forte seguida de duas batidas fracas é um compasso. Na marcha, cada batida forte seguida de uma fraca é um compasso.

Os tempos de um compasso não precisam ser marcados por algum instrumento. Outra coisa, essencial: o número de tempos de um compasso não precisa ser o mesmo do número de notas. Por exemplo, pode-se cantar uma nota em quatro tempos ou oito notas em um compasso de quatro tempos. Assim, no primeiro caso, as quatro batidas foram agrupadas em uma só nota. No segundo, as quatro batidas foram divididas em oito notas, isto é, a cada batida cantam-se duas notas.

Dividem-se os compassos para saber qual acentuação dar à música, ou seja, qual a batida forte de um compasso. Como as palavras, a música tem compassos fortes e fracos. Por isso, os compassos são classificados, segundo Mascarenhas e Cardoso (1996), de acordo com o número de tempos:

a) binários: tem duas batidas, uma forte e uma fraca; b) ternário: três batidas, uma forte e duas fracas;

c) quaternário: quatro, uma forte, uma fraca, uma menos forte e

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A primeira batida de um compasso sempre é forte e indica-se, no começo da partitura, o compasso a ser seguido, especificando quantos tempos por compasso.

Da mesma maneira que se convencionou chamar as notas de semibreve, mínima, etc., decidiu-se lhes atribuir valores numéricos. Dessa maneira, de acordo com Mascarenhas e Cardoso (1996), tem-se:

a) semibreve = 1; b) mínima = 2; c) semínima = 4; d) colcheia = 8; e) semicolcheia = 16.

Assim, quando existe uma notação ¾, significa que, para essa música, cada compasso terá 3 tempos e o número quatro indica qual nota representa essa batida. Logo, no compasso ¾, por exemplo, têm- se, no máximo, três semínimas por compasso.

A consulta à bibliografia sobre música permitiu uma visão panorâmica da situação da disciplina de música no ensino fundamental, a despeito da diversidade dessa realidade, com relação à percepção da situação da música no ensino escolar e sua ambígua presença- ausência no espaço escolar.

Conhecer sobre a teoria não é saber música, criar melodias, compor músicas. Assim como se aprende a escrever sem a obrigação de ser um escritor, também se pode aprender a escrever música. Evidentemente, os jovens alunos da 5ª série do Ensino Fundamental não irão formar-se em música, mas irão tomar conhecimento da música e de

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como ela é feita. Na verdade, usar os elementos da História da Música para ensinar inclusive teoria musical visa, sobretudo, a fazer com que os alunos da escola pública passem a ouvir música com conhecimento. É um caminho para motivá-los a ouvir cada vez mais, o que a música lhes diz.

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CAPÍTULO 2 METODOLOGIA

2.1 PESQUISA QUALITATIVA

Esta pesquisa foi fundamentada na metodologia da pesquisa qualitativa.

A pesquisa em educação, apesar das mudanças que se tem apresentado devido aos avanços científicos e tecnológicos, ainda mostra uma tendência objetivo-analítica mais orientada ao estudo de funções pontuais do que à construção de modelos teóricos que permitam apreender, em toda sua complexidade, os processos de subjetivação implicados nos processos educativos. (LÜDKE, 2003, p.26).

De acordo com Negrine (2004, p.63), pesquisas de recorte qualitativo "não costumam se servir de instrumentos de coleta de informações que utilizam valores numéricos" ou que os usem como apoio na análise e interpretação das informações recolhidas. Pressupõe, desta maneira, uma abordagem diferenciada também no que se refere aos instrumentos de coleta de informações, os quais devem ser elaborados dentro de outras perspectivas, diferentes daquelas que servem para aos modelos matemáticos.

Em vista disso, Bogdan e Biklen assinalam que

um campo que era anteriormente dominado pelas questões da mensuração, definições operacionais, variáveis, testes de hipóteses e estatística alargou- se para contemplar uma metodologia de investigação que enfatiza a descrição, a indução, a teoria fundamentada e o estudo das percepções pessoais. Designamos esta abordagem por investigação qualitativa. (1999, p.11)

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Os mesmos autores (1994, p.47) ensinam que a pesquisa qualitativa possui cinco características:

a) a fonte direta de dados é o ambiente natural e o investigador

qualitativo é seu instrumento principal: "freqüenta o local de estudo" porque entende que as ações podem ser mais bem compreendidas quando observadas no ambiente habitual; neste estudo, uma escola pública

Escola de Educação Básica Vidal Ramos Junior, em Lages/SC

foi a fonte para a coleta dos dados;

b) é descritiva: os dados recolhidos são apresentados em forma

de palavras ou imagens e não de números e os resultados contêm citações feitas com base nos dados a fim de ilustrar e substanciar a apresentação; é o caso desta pesquisa;

c) o interesse é maior pelo processo do que pelos resultados: em

vista da dificuldade de ensinar música na escola pública pelas deficiências físicas e práticas (salas de aulas pequenas, muitos alunos, falta de instrumentos musicais, por exemplo), a proposta de ensinar música tendo como ferramenta elementos da História da Música foi bastante útil na investigação, a fim de esclarecer a idéia de que o desempenho cognitivo dos alunos pode ser afetado pelas condições de ensino/disposição do professor;

d) análise dos dados de forma intuitiva: os dados recolhidos não

foram analisados em função de qualquer hipótese construída previamente mas na intenção de responder ao problema

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proposto: podem os alunos da 5ª série do Ensino Fundamental conhecer música tendo como ferramenta para o ensino elementos da História da Música?;

e) importância fundamental ao significado: foi feito um estudo

sobre as perspectivas dos professores de Educação Artística e dos demais alunos da Escola em pauta, sobre as mesmas questões, visando a encontrar pontos em comum a fim de explorar suas implicações para o conhecimento de música, demonstrado em fotografias2 e gravações3 feitas na apresentação dos alunos da 5ª série do Ensino Fundamental. A pesquisa qualitativa valoriza os aspectos descritivos e as percepções pessoais, focalizando o particular como instância da totalidade social, procurando compreender os sujeitos envolvidos e, por seu intermédio, compreender também o contexto. Adota-se, assim, uma perspectiva de totalidade que leva em conta todos os componentes da situação em suas interações e influências recíprocas. (LÜDKE e ANDRÉ, 1995, p.67)

Descortinou-se para a realização deste trabalho de pesquisas um estudo qualitativo com o olhar da perspectiva sócio-histórica, ao valorizar-se os aspectos descritivos e as percepções pessoais, focalizando o particular (os alunos da 5ª série do Ensino Fundamental da Escola de Educação Básica Vidal Ramos Junior) como instância da totalidade social, procurando compreender os sujeitos envolvidos e, por seu intermédio, compreender também o contexto.

2 Inseridas no anexo 1.

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Adotou-se, de acordo com Lüdke e André (1995, p.46), uma perspectiva de totalidade que considera todos os componentes da situação em suas interações e influências recíprocas.

Nesse caminho, as questões formuladas para a pesquisa não foram estabelecidas a partir da operacionalização de variáveis, mas sim orientadas para a compreensão dos fenômenos em toda a sua complexidade e em seu acontecer histórico. Isto é, a situação a ser pesquisada não foi criada artificialmente: a pesquisadora foi ao encontro da situação no local em que ela acontece no seu processo de desenvolvimento, para a coleta de dados.

Em vista disto, a preocupação da pesquisadora foi maior com o processo em observação do que com o seu produto, procurando reconstruir a História da Música e usar os seus elementos para ensinar música.

2.2 COLETA DE DADOS

2.2.1 Os Dados

Como explicitam Bogdan e Biklen (1994, p.16), os dados qualitativos são ricos em pormenores descritivos referentes aos elementos que compõem o quadro da pesquisa. (No caso, pessoas, locais, conversas, situações, etc.).

Nesta pesquisa, tanto a perspectiva dos pesquisados (alunos da 5ª série do Ensino Fundamental que participaram das aulas, alunos da Escola de

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Educação Básica Vidal Ramos Junior que participaram da pesquisa, e professores de Educação Artística das Escolas Públicas de Lages/SC), atores do cenário escolar, como a autora, são privilegiados na busca da compreensão das ações para o entendimento dos fatos ocorridos.

Assim, as informações que foram recolhidas pela autora depois da conversa com os participantes, ao transmitir as instruções para as respostas aos questionários , a sua observação e a interação com eles, embora sem nenhum tratamento, podem ser aceitos como um reflexo confiável dos acontecimentos concretos.

No caso desta pesquisa qualitativa, por definição, os dados não foram quantificados e refletem, grosso modo, opiniões, atitudes e expectativas dos participantes. Ou, conforme Negrine, é de lembrar que

os métodos de investigação qualitativa pressupõem uma abordagem diferenciada também no que se refere aos instrumentos de coleta de informações. Essas devem ser elaboradas dentro de outra perspectiva que não aquela que se serve de modelos matemáticos (2004, p.62).

Como o ambiente usado como fonte direta para a coleta dos dados foi a escola, evidentemente estes dados têm a pretensão de refletir a realidade da Música na escola, com suas particularidade, problemas e expectativas, manifestados tanto pelos participantes da pesquisa, como pela observação do ambiente musical escolar.