Em dia de treino, a pontualidade é fundamental para a organização e concentração. Só serão tolerados atrasos quando devida e antecipadamente justificados.
Em dia de jogo, não são tolerados atrasos a nenhum elemento do grupo de trabalho. Nos jogos fora, a hora de saída da camioneta limita o espaço temporal para comparecer na concentração.
5.1.1.5. Assiduidade
Não são aceites faltas injustificadas ao treino. Qualquer falta tem que ser devidamente justificada e provada, incorrendo de averiguação e avaliação de toda a situação.
Falta ao jogo origina processo disciplinar por parte da Coordenação Técnica. 5.1.1.6. Lesões e Doença
Salvo excepção em lesões graves prolongadas, qualquer jogador lesionado tem que comparecer nos treinos, e só após estes é que deverá dirigir-se ao Departamento Médico no Estádio do Mar para tratamento.
Em caso de doença, o jogador deverá comparecer no treino para avaliação do seu estado de saúde. Após esta avaliação poderá ser-lhe dado uns dias de baixa para recuperação. Em situações mais graves, o jogador deverá dirigir-se a um hospital ou instituição de saúde e ser-lhe passado um atestado médico que deverá fazer chegar aos responsáveis do clube.
5.1.2. Disciplina
A equipa técnica é líder de todo o processo de trabalho. Como tal, tem que se assegurar que as hierarquias são correctamente cumpridas, num clima de respeito onde cada um sabe o seu lugar.
A experiência diz-nos que no escalão de Sub19, o direito à opinião deve ser lentamente conquistado pelos jogadores, transformando a liderança fortemente
--- 74 autoritária inicial em uma liderança mais próxima da democrática. Isto quando é possível, ou seja, quando o plantel tem características que o permitem realizar. Caso contrário, a liderança autoritária mantém-se.
5.1.2.1. Treino/Jogo
Os jogadores, quer em treino quer em jogo, cumprem ordens. A sua liberdade de decisão é claramente definida em treino, aplicando-se posteriormente em jogo. No entanto, qualquer ordem dos treinadores sobrepõe-se sempre ao inicialmente planeado.
É dever do jogador ouvir sempre os treinadores e aceitar as suas deliberações, quer estas sejam, na sua opinião, positivas ou negativas, justas ou injustas. Qualquer demonstração de desagrado, física ou verbal, será severamente punida.
A acção dos jogadores em campo e fora deste, deve sempre ter presente a correcta representação do Leixões Sport Club. Comportamentos violentos, provocadores ou desrespeitosos perante qualquer pessoa (seja adversário, adepto, árbitros, etc.) darão origem a um processo disciplinar instaurado pela coordenação técnica.
5.1.2.2. Arbitragem
Os jogadores devem proteger os interesses da equipa junto da arbitragem, mas nunca questionar ou protestar qualquer decisão. Esta tarefa está confinada aos responsáveis do clube, especialmente aos treinadores e directores. Qualquer advertência aos jogadores que origine uma expulsão no jogo, deverá ser analisada e devidamente punida, pois prejudica toda a equipa e todo o trabalho realizado.
5.1.2.3. Jogadores
A relação entre jogadores deve ser sempre correcta e bem intencionada. No treino, no balneário ou no exterior do clube, os jogadores são responsáveis por uma conduta que honre a relação de companheiros de equipa, onde o respeito, cooperação e tolerância deve estar sempre presente.
Qualquer desavença entre jogadores deve ser rapidamente controlada, sem que haja qualquer consequência física ou que provoque qualquer mau estar no
--- 75 seio do plantel. Os jogadores que não cumprirem esta determinação, serão suspensos e enfrentarão um processo disciplinar instaurado pela coordenação técnica.
5.1.3. Objectivos
Todo o trabalho realizado por uma equipa deve ser balizado por objectivos. São estes que unem a equipa e que dão motivação para trabalhar mais e melhor. No futebol de formação os objectivos ainda são mais importantes, constituindo uma importante fonte de motivação. Na prática, são os objectivos que levam os jovens a transcenderam-se no seu dia-a-dia.
Colocando de parte os objectivos individuais, em que um deles é comum a todos os jogadores (jogar com regularidade), consideramos necessário criar também objectivos para a equipa, que por sua vez dão origem a um existir colectivo e unidireccional, decisivo para o sucesso da equipa.
Um plantel unido em torno de uma ou mais metas, cria um ambiente de trabalho com uma força e vitalidade própria, estando presente em todos os momentos em que a equipa seja desafiada ou simplesmente testada, despontando um elevado orgulho próprio.
5.1.3.1. Campeonato
A participação num campeonato do calibre da 1ª divisão do Nacional de Juniores A, que é somente o mais competitivo da formação em Portugal, já é por si só uma fonte de motivação. No entanto, como já verificamos anteriormente, o Leixões Sport Club goza de um estatuto especial nesta competição: o de candidato a passar à segunda fase, ou seja, ficar entre os 2 primeiros classificados. Luís Luís (anexo 6), Coordenador Técnico da formação do clube, não assume este objectivo, mas reforça a luta pelos lugares de destaque no campeonato: “Lutar sempre para que o Leixões esteja nos
primeiros lugares, estar sempre nos lugares cimeiros”.
Conscientes do valor e limitações do plantel, além de estar a ser formado com muitos jogadores novos e de 1º ano, os objectivos competitivos definidos pelos responsáveis do clube para esta época passam por assegurar a
--- 76 manutenção o mais rapidamente possível e, posteriormente, procurar ficar na metade superior da tabela.
Apesar disto, com base na nossa experiência e auto-confiança, acreditamos que podemos formar uma equipa que obtenha resultados acima dos esperados, fazendo jus ao estatuto que o clube conquistou neste campeonato nos últimos anos. Como tal, é necessário que os jogadores tenham consciência do que isso significa, da dificuldade que uma meta destas comporta e do trabalho que têm pela frente, isto caso queiram realmente materializar esse estatuto de candidato à segunda fase do campeonato.
De acordo com esta meta e desde o primeiro dia, todo o trabalho foi orientado para a busca da vitória. As exigências são máximas, procurando colocar a equipa sistematicamente sobre a pressão de não poder falhar, preparando-a para ocupar os primeiros lugares da tabela classificativa. Este é o grande objectivo apresentado à equipa, ou seja, trabalhar para vencer todos os jogos, enfrentando cada um com a responsabilidade, dedicação e empenho necessários para o alcance sistemático de vitórias.
5.1.3.2. Futebol Profissional
Mesmo sabendo que o Treinador do Futebol Profissional do Leixões SC (anexo 8) considera que “…há uma diferença muito grande, e tem que haver,
entre o trabalho de um júnior e o trabalho de um sénior…”, afirmando que se
“…integrar 2 atletas dos juniores no plantel sénior, quem está na bancada
percebe perfeitamente quem são os dois atletas juniores”, temos que procurar
orientar todo o nosso trabalho para uma rápida e máxima aproximação do nível dos jovens futebolistas ao dos futebolistas profissionais do clube.
Tendo presente que qualquer dos jogadores do plantel já poderá, por ter idade suficiente, ser chamado para assinar contrato e representar o Leixões Sport Club nas competições profissionais, parece-nos claro que devemos ter como ambição fazer crescer os nossos jogadores e prepará-los para o futebol profissional, utilizando as suas prestações no campeonato como barómetro.
Por outro lado, a própria Liga Intercalar, onde alguns jogadores serão utilizados em conjunto com o restante plantel profissional do clube, servirá de montra para estes jovens. O rendimento que conseguirem apresentar nesta
--- 77 competição, poderá abrir portas no próprio clube, ou mesmo em clubes mais modestos mas que não deixam de ser uma boa aposta para início de carreira. 5.1.3.3. Selecção Nacional
Por último, todos os anos temos alguns jogadores que têm qualidade para representarem a Selecção Nacional de Sub18 e Sub19, dependendo da geração. Sendo um clube importante no panorama nacional, o Leixões Sport Club tem legitimidade para pretender ter jogadores internacionais nas suas fileiras, sendo um dos objectivos perseguidos pela formação do clube.
Neste caso concreto, além de contarmos já com alguns internacionais, quer da Selecção de Sub18 quer da Sub19, pretendemos que as suas chamadas se verifiquem novamente esta época e que se afirmem como mais-valias, além de procurar que novas caras sejam observadas pelos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol.
Este objectivo só é concretizado se a equipa estiver bem e tiver sucesso no campeonato, permitindo que todos os seus jogadores mostrem o seu valor e chamem a atenção sobre si. Este facto funciona como mais um motivador colectivo, visto que só se apoiando na equipa (na concretização dos objectivos da equipa) é que os jogadores poderão ter individualmente maior sucesso.
5.2. Sistema de Jogo
Aquilo que identifica uma equipa em competição é as ideias de jogo que apresenta. Essa leitura permite-nos objectivar a forma de jogar de uma equipa, encontrando padrões de acção que têm origem no sistema de jogo da equipa, ou seja, o conjunto de princípios que permitem à equipa estar constantemente organizada ao longo do tempo de jogo. Com efeito, o sistema de jogo de uma equipa estrutura os seus princípios em 4 momentos de jogo (ofensivo, transição ataque/defesa, defensivo, transição defesa/ataque) e num 5º momento extra, cada vez mais importante, as bolas paradas.
Nesta fase de planeamento de todo o processo, sabendo que o sistema de
jogo é uma construção em permanente evolução que se adapta
constantemente à interacção entre as ideias do treinador e as interpretações dos jogadores, só poderemos apresentar um projecto dos grandes princípios
--- 78 para cada momento do jogo, que contém ideias que serão bastante importantes para a construção do jogar futuro da equipa.
Outro aspecto que também iremos fazer referência é a imposição de uma estrutura de jogo comum a todos os escalões da formação do clube, pois esta época existiu uma imposição directiva para a adopção de uma estrutura de jogo comum em toda a formação (iremos reflectir sobre esta decisão mais á frente neste trabalho).
5.2.1. Momento Ofensivo
Pretendemos ser uma equipa dominadora, que obriga o adversário a recuar para junto da sua área. Para que tal aconteça, sabemos que temos que ter a bola, que temos que ser capazes de circular a bola por toda a equipa e ter a devida segurança e paciência para não deixar outra alternativa ao adversário que não seja recuar no terreno.
O facto de termos que jogar estruturalmente com 3 avançados permite-nos estar melhor distribuídos pelo terreno de jogo, facilitando o aumento das distâncias entre jogadores e consequente maior facilidade de circulação, mas, por outro lado, também facilita o controlo próximo dos nossos jogadores mais adiantados pelo adversário, dificultando a criação de espaços vazios. Assim, sabemos que teremos que ter uma dinâmica posicional elevada para conseguirmos ter bola no meio-campo adversário.
O apoio dos laterais será importante, mas será fundamental a capacidade dos nossos extremos no 1x1, de forma a conseguirmos aproximar da baliza adversária através de incursões pelos corredores laterais e cruzamentos.