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O11 - Situação da produção integrada de banana (PIB) no
Norte de Minas Gerais.
Zilton José Maciel Cordeiro1,4; Ana Lúcia Borges1; Sizernando Luiz de Oliveira1; Marilene Fancelli1; Cecília Helena Silvino Prata Ritzinger1; Mário Sérgio Carvalho Dias2; Clarice Diniz Alvarenga Corsato3; Maria Geralda Vilela Rodrigues2; Márcio Eduardo Canto Pereira1; José Tadeu Alves da Silva2; Marcelo Bezerra Lima2
O Norte de Minas Gerais tornou-se conhecido como uma das mais importantes regiões produtoras de banana ‘Prata Anã’ do Brasil, contando com cerca de 8.000 ha dessa variedade. A região busca a profissionalização e a sustentabilidade na atividade. Neste cenário insere-se a produção integrada de frutas (PIF), cujo objetivo é adequar o sistema de produção de banana às normas da PIF, buscando a garantia de mercado (interno ou externo), mediante a prática de um sistema de cultivo economicamente rentável, ambientalmente sustentável e socialmente justo. O sistema está sendo implantado em seis propriedades, localizadas nos municípios de Nova Porteirinha, Montes Claros, Jaíba, Matias Cardoso e Pedras de Maria da Cruz, nas quais estão sendo trabalhadas parcelas de áreas variáveis, que servirão de modelo para posterior expansão ao restante das propriedades. O processo de implantação iniciou com a divulgação do projeto, por meio de palestras à comunidade local composta por produtores e técnicos de instituições públicas e/ou privadas, que atuam na região. Seguiram-se a realização de duas reuniões técnicas e a seleção dos produtores (adesão voluntária) com os quais está-se trabalhando; uma visita às áreas selecionadas e seu georeferenciamento; a discussão e definição de metodologias para utilização no monitoramento ambiental (água e solo) e de pragas necessários ao andamento da PIB. As atividades de campo constam de amostragens de solo e água, monitoramento de pragas (nematóides, tripes, broca-do-rizoma, Sigatoka) e treinamento de pessoal para monitoramento da eficiência da irrigação.
1 Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, C. P. 007, 44380-000 Cruz das Almas, BA.
2 Epamig/CTNM, Rod. MG T122, Km 155, 39527-000 Nova Porteirinha, MG.
3 Unimontes, Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas; Departamento de Ciências
Agrárias;.Rua Reinaldo Viana, 2630; Bico da Pedra; 39440-000 - Janauba, MG.
4 Coordenador do projeto de produção integrada de banana para o Norte de Minas Gerais, e-
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O12 - Integrando tecnologia da informação e produção
integrada de frutas
1.
José Iguelmar Miranda2; Kleber Xavier Sampaio de Souza3; Juaquim Naka4
O objetivo deste trabalho é apresentar o MIPWeb, um sistema informatizado para auxiliar na gestão dos dados gerados pelo Manejo Integrado de Pragas (MIP), dentro do programa nacional da Produção Integrada de Frutas (PIF). O sistema foi projetado para auxiliar os produtores, coordenadores da PIF e técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no acompanhamento da PIF, via Web, em relação aos procedimentos do monitoramento e controle do MIP e acompanhamento do nível de infestação de moscas das frutas, quando for o caso. Usando a tecnologia Web, eles poderão acompanhar as informações geradas a partir das propriedades participantes da PIF. Devido à crescente importância do programa nacional para desenvolvimento da produção integrada de frutas, visando principalmente o exigente mercado importador de fruta in natura, a produção de informação se torna uma ferramenta indispensável na conquista do mercado de frutas para exportação. Atualmente, não existe uma maneira de se obter relatórios agregados sobre a incidência de pragas, doenças e seu controle dentro da PIF. A Embrapa Informática Agropecuária disponibilizou esse sistema, que está pronto para ser usado pelos produtores da PIF.
1 O presente trabalho foi realizado com o apoio do CNPq, uma entidade do Governo Brasileiro
voltada ao desenvolvimento científico e tecnológico.
2 Matemático, Embrapa Informática Agropecuária - Cx. Postal 6041, 13083-886 - Campinas,
SP. e-mail: [email protected]
3 Engenheiro Elétrico, Embrapa Informática Agropecuária - Cx. Postal 6041, 13083-886 -
Campinas, SP. e-mail: [email protected]
4 Economista, Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. e-
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O13 - PROMAÇÃ – uma proposta alternativa de certificação
para os pequenos e médios produtores de maçã do Sul do
Brasil.
Rosa Maria Valdebenito Sanhueza1; Japiassú de Melo Freire2; Luciano Gebler3; Adilson José Pereira4; Luiz Gonzaga Ribeiro5
O mercado cada vez mais sinaliza a preferência do consumidor por alimentos seguros, valorizando aspectos de qualidade e o respeito ao meio ambiente. Face a essa demanda, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA lançou a Instrução Normativa nº 20, de 27/setembro/2001, que normatiza, no Brasil, o sistema de Produção Integrada de Frutas – PIF. No Sul do País, a Produção Integrada de Maçã – PIM está implantada conforme o modelo instituído pela PIF. Desde a safra 2003, maçãs produzidas no sistema de Produção Integrada – PIM, vêm sendo comercializadas com o selo PIF nos mercados interno e externo. As cadeias de distribuidores e supermercados europeus têm pressionado exportadores de frutas e hortaliças a seguirem o EUREPGAP. Para atender às exigências desses mercados, foram inseridos na NTEPI MAÇÃ, de 2005, preceitos do EUREPGAP que dão outra forma de destaque aos aspectos ambientais e aos requisitos de saúde, higiene e segurança do alimento e dos trabalhadores nas unidades de produção. Estão inseridos, ainda, fortes requerimentos na gestão e no controle dos processos de produção, tornando-os burocratizados. Essas exigências relativas ao EUREPGAP dificultam a adesão dos pequenos e médios produtores às Normas da PIM de 2005. O sistema alternativo sugerido – PROMAÇÃ tem por objetivo qualificar os pequenos e médios produtores para a produção de fruta de qualidade e torná-los aptos para adesão futura à PIM. Esta proposta, já discutida com associações de produtores, se encontra em fase final de elaboração e segue os princípios gerais da PIM de 2004, tendo por base: suporte oficial com rastreabilidade, auditagem e garantia de isenção de resíduos; assistência técnica qualificada nos princípios da PIM; uso racional e seguro de agrotóxicos e preservação do meio ambiente.
1 Engenheira Agrônoma, Doutora em Fitopatologia, Embrapa Uva e Vinho, CP 130, CEP
95700-000 Bento Gonçalves, RS. [email protected]
2 Engenheiro Agrônomo, MSc. em Economia Rural, Embrapa Uva e Vinho.
3 Engenheiro Agrônomo, MSc. em Impacto Ambiental, Embrapa Uva e Vinho.
4 Engenheiro Agrônomo, MSc. em Fitotecnia, Epagri São Joaquim, CP 81, CEP 88600-000 São
Joaquim, SC. [email protected]
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O14 - Conservação de frutas por associação de osmose e
fritura.
Janice Ribeiro Lima1
As frutas tropicais são pouco resistentes, e na sua maioria, muito perecíveis. É difícil calcular as perdas durante a produção nos países em desenvolvimento, porém estima-se que chegue a 50 % ou mais para alguns produtos. A região Nordeste caracteriza-se como produtora de frutas tropicais, o que evidencia a importância de métodos de processamento que possibilitem a conservação de frutos por períodos prolongados. Já é bem conhecido que a estabilidade e a segurança dos alimentos aumenta se a atividade de água (aw) decresce. A desidratação osmótica é uma técnica usual para a concentração de frutos e vegetais, em soluções aquosas de açúcares ou sais de alta pressão osmótica. O papel específico do pré- tratamento osmótico é o enriquecimento em sólidos solúveis além da remoção de água. A desidratação osmótica sozinha não é capaz de reduzir a aw dos alimentos a ponto destes serem considerados estáveis a temperatura ambiente e, desta forma deve ser associada a outros processos de secagem. O processo de fritura tem sido utilizado como complemento da osmose. A fritura, além de reduzir a aw por evaporação da água presente, reduz a carga microbiana, pelo efeito do calor, favorecendo a qualidade dos produtos obtidos. A Embrapa Agroindústria Tropical desenvolveu processos para obtenção de manga, goiaba e melão processados por osmose e fritura. Foram definidas, para cada fruto, as condições do processo osmótico (em xarope de açúcar) e da fritura (em gordura vegetal hidrogenada). Respectivamente para melão, manga e goiaba as condições de osmose determinadas foram: concentração do xarope 65, 55 e 65 ºBrix; proporção fruto:xarope 1:2, 1:4 e 1:2; tempo de osmose 5, 4 e 3,5 horas e temperatura de 65ºC para todos. Aos xaropes foram adicionados ácido citrico até pH 3 e benzoato de sódio a 0,1%. As condições do processo de fritura foram iguais para todos os frutos: temperatura 140ºC e tempo de 8 minutos. Os frutos processados apresentaram estabilidade físico-química e microbiológica de 4 meses e boa aceitação sensorial. Os frutos processados podem ser consumidos diretamente como produtos prontos para o consumo, ou como ingredientes para a elaboração de várias formulações, em produtos de confeitaria, iogurtes, sorvetes, entre outros.
1 Eng. Alimentos Dra. Pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical, R. Dra. Sara Mesquita,
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Área 5
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O15 - PIF Maracujá: uma proposta de desenvolvimento
sustentável do agronegócio em assentamentos de
Angatuba, Estado de São Paulo.
Elizabeth Alves e Nogueira1, Nilda Tereza Cardoso de Mello2, Palmira Regina Righetto Rolim3, Ana Maria Sannazzaro4
Um dos principais fatores que contribui para a perda de competitividade do país na produção de maracujá está relacionado à redução de matéria-prima, em decorrência de graves enfermidades no cultivo, fazendo com que a mesma adquira caráter itinerante. Outros fatores têm afetado negativamente a exploração: pequena capacidade de organização do setor produtivo e da comercialização e falta de orientação/interação entre os segmentos da cadeia produtiva. Para sanar os problemas, especialmente de pragas e doenças, a pesquisa se propõe a adequar, desenvolver e disponibilizar tecnologia para o manejo, visando assegurar qualidade e sustentabilidade em assentamentos de Angatuba, na região sudoeste do Estado de São Paulo. A proposta é priorizar a redução e adequação do uso de agroquímicos e adoção de práticas eficazes e menos impactantes para sustentabilidade ambiental e propor estratégias de desenvolvimento, com eqüidade e inclusão social. Pretende-se discutir o estudo trabalhando de forma interinstitucional e multidisciplinar. Informações sócio-econômicas serão levantadas para o início das ações de processamento e comercialização local, organizando-se os produtores. A divulgação do sistema PIF-Maracujá visa atrair os assentados que se identifiquem com a proposta, capacitando-os sobre procedimentos e tecnologia, tendo por base as Normas Técnicas Específicas. O desenvolvimento de tecnologias apropriadas consistirá de estudos experimentais de campo e laboratório, visando o manejo integrado de pragas e adaptação de técnicas para as condições locais, tornando os produtores competitivos. Periodicamente, com acompanhamento de um grupo técnico, serão analisadas as experiências individuais e os principais problemas, para realizar os ajustes que se fizerem necessários.
1 Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA)-Instituto de Economia Agrícola
(IEA), Av. Miguel Stéfano, 3900, São Paulo-SP, [email protected]
2 APTA-IEA, [email protected]
3 APTA-Instituto Biológico, Av. Cons.Rodrigues Alves, 1252, São Paulo-SP,
4 APTA-Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Sorocaba, Sorocaba-SP,
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