• Aucun résultat trouvé

APPENDIX B MICRODIAGNOSTIC MONITOR COMMANDS

Dans le document Manual VAX-ll/730 (Page 84-93)

Tem se tornado cada vez mais importante o protagonismo da Universidade para a transformação da realidade social e econômica, num entendimento que evidencia sua importância na construção ou na indicação de novos caminhos, fazendo-a despontar como o centro de um novo pensamento diante das demandas sociais encontradas. Essas demandas afloram com as mudanças advindas de novas percepções do que é importante para o progresso social e intelectual, além de oportunos resultados práticos que podem ser vistos na relação do ser humano com o ambiente em que está inserido.

A UNESCO, no preâmbulo da Declaração Mundial sobre Educação Superior de 1998, reconhece a importância desse envolvimento da Universidade ao entendê-lo como imprescindível tanto para o “desenvolvimento sociocultural e econômico como para a construção do futuro, diante do qual as novas gerações deverão estar preparadas com novas habilitações, conhecimentos e ideais”. (BERNHEIM; CHAUÍ, 2008, p.26)

Essa consciência pode ser traduzida em maior compreensão de que a educação, como responsabilidade do Estado, não se limita ao nível básico, mas abarca a condição compreendida da Educação Superior como o agrupamento de todo tipo de estudos, treinamento ou formação para pesquisa em nível pós-secundário, oferecido por universidades ou outros estabelecimentos educacionais aprovados como instituições de Educação Superior pelas autoridades competentes do Estado.

Ao entender o Estado que instituições não públicas podem ofertar Educação Superior, segundo critérios de qualidade, permite-se a ampliação de acesso da população a esse desenvolvimento do futuro, preparando-se com o desenvolvimento de novas habilidades, ideias e conhecimentos.

Em diversas discussões realizadas pela UNESCO, além do Fórum Econômico Mundial12 em Davos ao longo das décadas de 1990 e 2000, a necessidade de ampliação e qualificação das instituições e atenção às condições que demandam atualização da Universidade são recorrentes.

Entre as considerações sobre a emergência do desenvolvimento de saberes, o reitor da Universidade de Lisboa, José Barata-Moura diante das preocupações apontadas principalmente pelo Fórum Econômico ressalta que

A colocação contemporânea do “problema” da Universidade encontra-se sobredeterminada pelo papel estruturante do saber nas nossas sociedades, pela necessidade acrescida de qualificação por parte dos seus membros, pela

reconfiguração dos espaços e modalidades de formação e investigação.

Desde o domínio menos sofisticado da economia até ao marco mais refinado da cultura, o cultivo aprofundado e inovador dos distintos saberes adquire um estatuto cada vez menos ornamental e perfunctório, para se converter tendencialmente – nos planos tanto teórico, como prático e técnico – em verdadeira “potência de produção” [...] inclusive nas condições e relações sociais hegemonicamente vigentes. (BARATA-MOURA, 2003, p.109)

Nesse sentido, a constituição de entidades que ampliem o acesso e colaborem para o progresso torna-se importante para a disseminação de saberes.

É um conhecimento homogêneo e organizacionalmente hierárquico na medida em que agentes que participam na sua produção partilham os mesmos objetivos na produção de conhecimento, têm a mesma formação e a mesma cultura científica e fazem-no segundo hierarquias organizacionais bem definidas. É um conhecimento assente na distinção entre pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico e autonomia do investigador traduz-se numa certa irresponsabilidade social deste ante os resultados da aplicação do conhecimento. Ainda na lógica de produção deste processo de produção de conhecimento universitário a distinção entre conhecimento científico e outros conhecimentos é absoluta, tal como o é a relação entre ciência e sociedade. (SANTOS, 2011, p. 41)

12 O Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum) é uma organização que reúne os principais líderes

políticos, empresariais e expoentes lideranças sociais entorno de temas que representam impacto econômico, seja este global e/ou regional. Estabelecido na cidade de Davos, na Suíça, os encontros deste Fórum ocorrem anualmente.

Cabe ressaltar que essa necessidade de ser posicionada à frente das discussões da sociedade enquanto centro de saberes resulta de seu longo histórico, solidez e capacidade de constante renovação (DIAS SOBRINHO, 2010), definindo a Universidade. Além disso, “o segredo da longevidade ativa da instituição universitária talvez deva ser procurado na vitalidade do diálogo entre o antigo e o novo, o clássico e o moderno, o consagrado e o emergente”, como ressalta Barbieri (2013, p. 8).

Classicamente, como cita Dias Sobrinho (2010, p. 31), a Universidade “tem sido pensada invocando-se a ideia de universalidade, de soma de todos os conhecimentos e atividades intelectuais”. Porém, é necessário romper algumas barreiras para que, de fato, o acesso e a forma de pensar a Educação Superior tornem-se livres e autônomos. Isso exige repensar o que era e a que se propõe a universidade quanto à sua função social diante das constantes mudanças na organização das sociedades e da economia mundial.

Invariavelmente, acabaremos nos deparando com a questão de atendimento imediato das necessidades de formação que observamos hoje no mercado de trabalho; entretanto, essa instituição não deverá perder a visão de longo prazo, mesmo apresentando ao longo de sua história tendências de resistência a mudanças. Essa instituição deverá despontar como vanguardista justamente pela sua capacidade de adaptação às demandas sociais, flexibilidade e diversidade de pensamentos.

Nos novos contextos sociais, ignorar ou isolar as potencialidades da reunião destes conhecimentos pode ser prejudicial à Universidade que se espera para o século XXI. A necessidade de se transformar o ethos13, o conhecimento universitário, em conhecimento

pluriversitário, como aponta Santos (2011), é a vertente necessária para vivermos num período em que a transdisciplinaridade e a necessidade de diálogos num sistema aberto, menos rígido e hierarquizado é marca de uma situação sem fronteiras para o alcance de novos conhecimentos. Essa pluriversidade que se apresenta sobrepõe a noção de universalidade presente na constituição da instituição visto que, ao olhar a sua frente as evoluções e re-evoluções sociais, políticas, econômicas e tecnológicas, necessariamente precisará abranger novos conhecimentos e propor novos caminhos para que ocorra a manutenção de seu papel.

13 A palavra Ethos, de origem grega, tem como significado o caráter moral de hábitos e crenças que distinguem o

comportamento e as condutas de grupos sociais, exprimindo desta forma um conjunto de valores característicos àquele determinado universo.

1.2 Cores e Formatos na constituição da imagem: da universidade à

Dans le document Manual VAX-ll/730 (Page 84-93)