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56 : Faites-vous appel à des collaborateurs de l’ACV pour vos recherches de documentation ?

3d) relatives aux personnes / organismes / moyens auprès desquels les collaborateurs font leur recherches

Question 7 56 : Faites-vous appel à des collaborateurs de l’ACV pour vos recherches de documentation ?

Presentemente, no contexto do ensino superior nacional, a UTAD continua sozinha neste tipo de projecto educativo, pelo que lhe cabe um esforço adicional na promoção e desenvolvimento desta formação.

A melhoria da qualidade da formação é um processo que passa, entre outras medidas, por procurar optimizar o plano de estudos, os conteúdos das unidades curriculares, os métodos de ensino, os recursos humanos e materiais.

A ambição de criar um mestrado também deve estar num horizonte de curto prazo pelas razões já apontadas anteriormente. O trajecto implementado está a criar condições para isso se tornar possível e sustentável.

O estabelecimento de acordos de colaboração com instituições e empresas que possuam interesse no domínio da Engenharia de Reabilitação e da Acessibilidade deve ser continuado e desenvolvido de forma a aproximar a formação das reais necessidades da sociedade e em paralelo obter de algumas dessas organizações contribuições ao nível da formação. A criação de alguns estágios de curta duração em período das férias de verão em empresas de produtos de apoio será algo que poderá ser possível implementar embora a localização destas empresas não seja muito favorável para alunos dos distritos de Vila Real.

A criação do CERTIC na UTAD, em 2001, foi determinante para o lançamento da Licenciatura em Engenharia de Reabilitação. A sua actividade e desenvolvimento na prestação de serviços à comunidade, suporte à investigação e ao ensino continuará a ser imprescindível.

A cooperação internacional, nomeadamente com instituições de ensino superior que possuam formação em Engenharia de Reabilitação ou Centros de Engenharia de Reabilitação, é outro aspecto que deve ser desenvolvido nomeadamente na Europa através do ERASMUS, nos EUA e Brasil.

As saídas profissionais são um factor determinante para a manutenção desta formação. Nesta matéria, a UTAD e a Direcção de Curso devem ser actores pró-activos na promoção das saídas profissionais.

A aposta na divulgação do curso deve ser permanente, tendo não só em conta a necessidade de atrair candidatos para o curso, mas sobretudo na perspectiva das saídas profissionais. Quanto mais conhecido for o curso na sociedade em geral, maior é a probabilidade de serem criadas oportunidades para os futuros profissionais. Constamos que o pouco conhecimento do curso e da área em geral é uma das principais preocupações dos alunos que ingressam na Licenciatura. É algo que eles sentem no dia- a-dia fora da UTAD e isso é obviamente uma desvantagem no que diz respeito a saídas profissionais. Enquanto se mantiver esta situação de haver esta formação apenas na UTAD, e poucos profissionais a exercer as funções de Engenharia de Reabilitação, será necessário continuar a fazer um grande esforço nesta matéria.

Consideramos que a SUPERA terá uma importância significativa na afirmação da profissão da Engenharia de Reabilitação em Portugal. Por esse motivo a UTAD deverá manter-se como um forte aliado desta organização apoiando a sua actividade no campo científico e articulando com esta a sua estratégia de promoção das saídas profissionais. Será também um elo privilegiado de ligação entre ex-alunos e o curso.

A acreditação de cursos é uma competência da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, mas valorizam-se simultaneamente as recomendações das associações nacionais de Engenharia (ANET e Ordem dos Engenheiros), com as quais será desejável estabelecer um elo de ligação semelhante ao existente nos cursos tradicionais de engenharia. No caso da Ordem dos Engenheiros a aproximação será mais pertinente após entrada em funcionamento do mestrado em Engenharia de Reabilitação.

Não se antecipa que seja fácil criar no curto prazo a especialidade de Engenharia de Reabilitação nas associações nacionais de Engenharia, mas poderá ser adoptada numa fase inicial uma solução equivalente à encontrada para a Engenharia Biomédica na Ordem dos Engenheiros. O mestrado integrado de Engenharia Biomédica do Instituto Superior Técnico é reconhecido actualmente pela Ordem dos Engenheiros nas especialidades de Engenharia Electrotécnica e Engenharia Química. No caso de Engenharia de Reabilitação pensamos que poderia ser reconhecido nas especialidades de Engenharia Electrotécnica e Engenharia Mecânica. Mais tarde, após a previsível criação da Especialidade de Engenharia Biomédica, a Engenharia de Reabilitação poderia ser integrada nesta. Outra hipótese complementar à integração nas

Especialidades referidas será a criação nestas Associações de uma especialização em Engenharia de Reabilitação transversal a várias especialidades da Engenharia cujo título poderia ser atribuído a Engenheiros dos vários Colégios destas organizações. Actualmente, a Ordem dos Engenheiros possui várias especializações nestas condições como a Engenharia Acústica, Engenharia de Segurança, Engenharia e Gestão Industrial, Energia, Sistemas de Informação Geográfica, entre outras.

4.7. Conclusão

Constatamos que a reflexão sobre modelos de formação em Engenharia de Reabilitação tem cerca de 30 anos e que estes começaram a ser estudados em Portugal no início dos anos 90. Contudo, apesar desses estudos, poucas foram as iniciativas práticas e persistentes capazes de oferecer uma formação académica abrangente no domínio da Engenharia de Reabilitação.

A análise das iniciativas de formação académica em Engenharia de Reabilitação e Tecnologias de Apoio noutros países e a actividade desenvolvida neste domínio na UTAD, permitiu-nos, com alguma segurança, conceber em Portugal um projecto de Licenciatura em Engenharia de Reabilitação que se apresenta como uma oferta educativa complementar à opção predominante de formação pós-graduada.

Os três primeiros anos de funcionamento da Licenciatura em Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas da UTAD facultaram-nos a possibilidade de reflectir sobre um trabalho nacional em desenvolvimento e a compreensão ao nível de quem alia a teoria à prática, resultando a convicção reforçada de que esta oferta formativa consubstancia neste princípio de século XXI um caminho válido e adequado às necessidades do país.

Actualmente, conhece-se melhor o perfil, as preocupações e expectativas dos estudantes de um curso de Engenharia de Reabilitação, e compreendemos que a UTAD partilha com eles os desafios do sucesso das saídas profissionais, de alcançar uma formação mais avançada e do combate ao ainda elevado desconhecimento desta área em Portugal. O projecto da Licenciatura em Engenharia de Reabilitação, implementado na UTAD, representa no contexto internacional e em particular em Portugal uma aposta e visão da formação nesta área pouco explorada e diferenciada de outras ofertas educativas. Por

esse facto, e por ser único no país, procuramos divulgar o estudo que realizamos sobre o mesmo, estando certos que apenas sabemos actualmente mais do que no passado e que queremos continuar a acompanhar e a influenciar positivamente o seu futuro.

CAP 5

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