O modelo de espaço urbano existente em Teresina já apresentava uma segregação sócio- espacial decorrente, principalmente, da renda. É um modelo em que não houve necessidade de deslocamento da demanda solvável para outras áreas da cidade. A possibilidade de atuar nas áreas de maior prestigio social da cidade, fez com que atividade de promoção imobiliária já dispusesse da imagem simbólica dessas áreas. Com isso, os empreendimentos se tornaram mais comercial, possibilitando aos promotores imobiliários reduzir as incertezas do retorno (lucro) dos empreendimentos.
O fato de produzir em áreas de maior prestígio social implica, espacialmente, em acentuar a divisão social, uma vez que nestas áreas habitam as elites econômicas, cultural e social. Decorre, portanto, desse fato, uma dissociação da cidade em, pelo menos, duas partes bem caracterizadas: a área rica, composta pelo bairro Frei Serafim e a áreas do Jóquei; e as áreas pobres, sendo esta última muito maior, localizadas na periferia, compostas de conjuntos habitacionais de baixa renda e as vilas e favelas.
Com isso, evidenciamos que a atividade de promoção imobiliária em Teresina, de acordo com os dados desse estudo, segue a mesma lógica de outras cidades, ou seja, a lógica do mercado (lucro) faz com que este divida a cidade em áreas: dos ricos (objeto de sua atuação) e as áreas dos pobres. Esse é o modelo que se observou em Teresina e que, de imediato, constatamos que a segregação social é o fenômeno mais visível decorrente desse modelo.
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