7 End of the proof
7.3 A third aperiodic set T 00
Antigamente, cria-se que a aquisição do saber era indissociável da formação do espirito e até da própria pessoa, ideia hoje obsoleta.
A relação fornecedor – utilizador do conhecimento pauta-se por forma de valor.
384 A Europa investe decididamente na educação pela evidência do produto gasto com o ensino, nós ficamos para
trás, sobretudo no pós-guerra. A debilidade económica contagia a debilidade educacional desde sempre. A prosperidade do passado iniciada no séc.: XIV tornou Portugal um dos países de proa a nível de educação e investigação, quando deixamos de o ser, a educação afunda-se e é sempre considerada um esforço dos governos e um sacrifício da nação. No passado recente, isto é, em anos decorrentes do 25 de Abril o estado da economia reflectia o da educação, verificar o PIB gasto com a educação, donde não se esquecer as atitudes assumidas pelos governantes quanto ao valor e cariz da formação educativa. No contexto educativo, o Estado Novo preocupou-se com a primário e o ensino superior viva do seu conservadorismo sem autonomia nem desenvolvimento. Os avanços europeus nesta matéria eram filtrados e atenuados pela distância, vivendo o nosso país um isolamento próprio duma zona ultraperiférica. Alargou-se a escolaridade em 2 anos e tentou-se diminuir o analfabetismo, mantendo imóvel a universidade. O 25 de Abril tão pouco se preocupou em reformar ficando apenas em aspectos políticos de gestão escolar, melhorando o vencimento dos professores, esquecendo as reformas.
O saber vende-se e consome-se para ser valorizado, numa nova produção em qualquer caso para ser trocado. Ele deixa de ser para si mesmo, a sua própria finalidade, perdendo o seu valor de uso.
Pesem, embora, erros ou desvios, a universidade é uma instituição de qualidade e os povos no decurso dos séculos contaram com ela, para gerar as novas culturas, para criar futuro. Considerá-la imobilista é recusar a essência e a evidência de que só o livre exercício da capacidade de pensar, ao mais alto nível, é a sua razão de ser. Pode ajudar todos e cada um a cumprirem com êxito as suas actividades dentro da comunidade humana, em todos os tempos.
Nesta Europa que renasce para a liberdade com o reconhecimento dos direitos humanos, a universidade é o elo que aproxima os povos reconhecendo-lhes as capacidades e formando-os no saber.
Eu, os outros e as coisas, somos presenças num mundo subordinado à ideia de mundo, mas este só se objectiva na reflexão humana.
Para se chegar à ideia de mundo é preciso a presença reflexiva do homem. Até se chegar a este discernimento das coisas, vigorava a matéria nas suas múltiplas formas e conteúdos expressos em: terra, mar, ar, sol, pedra, chuva, animais e que viveram inconscientemente por milhões de anos.
Quando surge a inteligência reflexiva através da representação mental transforma a natureza em mundo - o que significa a natureza na minha cabeça. Esta capacidade de pensar inflexivamente alargando as estruturas cognitivas a partir dos sentidos sintetiza o - homo sapiens, este processo nunca acabou de se aperfeiçoar desde a fala e a capacidade de reter ideias e imagens, criar símbolos e a escrita, representação material dos conteúdos simbólicos que organizamos e retemos na mente. A consciência cognitiva numa evolução prodigiosa desenvolveu comunicação, alargou o conhecimento pelo mundo.
Este papel da inteligência humana através da actividade simbólica transforma a todo o momento em nós, natureza em mundo. A reflexão intelectual incessantemente elaborante do mundo gerou situações novas, nem sempre explicadas, como a significação que o mundo tem para o homem385.
385 O homem do Cro-Magnon deu um passo gigantesco nesta evolução e a natureza na sua cabeça não é apenas
mundo, mas mundo cultural com sentido para ele próprio e para os seus desejos. Esta situação abriu-se à cultura intencional criando objectos portadores de funcionalidade a par do carácter lúdico e afectivo e que hoje são necessidades vitais. Os passos conducentes á transformação da natureza emmundo, a criação dum mundo cultural que actualmente a partir dos sentidos, trabalho que exercemos do berço à morte traduzem a nossa individuação.
O que se aprende nas estruturas parentais e sociais são condição absoluta de sobrevivência individual e condição absoluta à continuidade da individuação ou da hominização. A realização do homem é tornar-se ser social e a cultura especificamente humana é o da cultura para a estruturação da solidariedade para que o homem evolua nessa perspectiva adaptativa e não de eliminação selectiva em desfavor dos mais fracos. trata-se dum humanismo novo - o da responsabilidade.
- O que é o mundo pós-moderno?
A modernidade reduziu o complexo e explicou-o pela redução aos seus constituintes elementares.
O mundo moderno deu a primazia ao materialismo, criou sistemas económicos e políticos intrinsecamente reversos, o chauvinismo social, o morticínio das últimas guerras são uma tradução da ciência reducionista. No entender de Karl Popper a ciência reducionista codifica a abstracção o que é uma falácia. Os átomos se não estiverem estruturados para constituírem um cérebro não podem pensar nem compreender como se fossem cérebro e menos saberem se se vão tornar em pensamento reflexivo, consciência cognitiva, a cultura.
O mundo pós-moderno propõe um conhecimento uno e individual, razão de ser pós- disciplinar. As disciplinas não são reinos separados de conhecimentos mas simples partes metodológicas duma realidade que deve ser conhecida no seu todo - a vida. Só ganham sentido quando referidas ao homem à vida humana, vegetal, animal. A natureza humana vegetal ou animal é uma organização, as substâncias componentes ganham sentido no interior desta orgânica. trata-se dum todo que não é soma de partes.
A pós-modernização vem da crise global da modernidade. O homem manifesta-se como agente criador de cultura, perturbados da natureza, integrado na natureza e partilha o seu sistema orgânico e ecológico.
A antropologia pós-moderna reconhece o homem como ser de decisão de desejo não autónomo das circunstâncias históricas.
Pela decisão o homem lê o mundo exterior, dá-lhe nomes, organiza-o logicamente, elabora conhecimentos, transforma-os em saber pessoal que armazena, transmite-lhe afecto positivo, negativo ou neutro, isto é, atribui-lhe um valor, origem e fundamento da decisão humana386.
386 A decisão humana refere-se a valor positivo, negativo, neutro e é decisão ética. Ao passo que o homem
enquanto ser de desejo transforma a relação orgânica e ecológica com o mundo natural em projecto a se realizar no espaço e no tempo. Esta prospectivação do projecto mantém e omita a vontade de ser, de estar, de fazer de cada homem como ser de desejo realizado no tempo. estes aspectos dão sabor à vida na medida em que não são independentes... e pós-modernos. O desejo influência a decisão e pode perverter o seu sentido ético, a decisão por sua vez limita o desejo e pode conduzira uma trágica angústia existencial.
Adentro da moderna antropologia nenhum homem decide ou deseja de per si - o homem só não é nada - por estar sempre referenciado a grupo-família, bando, grupo, confraria paroquia, freguesia, vida, cidade, região, pais387.
Exige-se nesta pós-modernidade uma nova antropologia que conceba o homem como ser de decisão, ser de desejo e projecto e também ser social. Uma antropologia que resolva o comportamento individualista do homem - a morte do homem pelo homem - e que acabe com a guerra mortal entre grupos humanos a nível de estados, tribos, bandos, máfias. Que acabe com a ideia do homem lobo do próprio homem, da sua relação conflituosa, e do domínio exterminante do poder do forte sobre o fraco etc...
No plano do pensamento a pós-modernidade traduz mudança baseada num humanismo novo, humanismo da responsabilidade.
Ao reflectir-se sobre as motivações do comportamento humano verifica-se o seu carácter de orientação para objectivos específicos, não sujeito ao instinto, mas seguindo categorias de pensamento a que normalmente se chama valor. Este por sua vez é uma categoria de pensamento subjacente à motivação do comportamento e enquanto categoria não é a priori, nem bom nem mau388.
Para que o valor se expresse, é necessária a liberdade essencial do comportamento humano - a liberdade de decidir e desejar. Fora da liberdade não há valor com sentido humano.
Na sociedade humana encontramos o valor - amor, norma de convivência dos seres uns com outros que traduz a igualdade de direitos e conduzem ao respeito duns pelos outros através do valor justiça. Esta igualdade conduz-nos à natureza (partilha de todos) devendo uns aos outros afeição, interesse, solidariedade, tudo radicado no amor. As relações interpessoais na sociedade cristalizam-se em sistemas, regras, hábitos que são o aspecto formal do relacionamento humano. Subjacente a este está o relacionamento real, duma comunicação
387 O mundo pós-moderno tenta organizar uma ciência política, globalizante, agregadora de todos os saberes
parcelares, disciplinares numa suma interpretativa que explique a vida humana e a sua relação orgânica e ecológica com a natureza. Esta codificação do saber encontra nas universidades mais avançadas devido à organização computatorial e à gama de programas onde a inteligência artificial expande conhecimentos variados e a automaticidade das linguagens e sistemas de auto-aprendizagem a sua mais relevante expressão.
388 Na sociedade livre em que vivemos os homens criam os valores a que aderem e os valores absolutos gerados
por essa sociedade livre têm de ser aceites por todos sem que as suas vidas sejam alteradas. Algo de ético intervém nesta organização das sociedades pluralistas e nas suas estruturas especialmente no que se refere aos valores da vida humana. Esta noção abstracta de valor criada pela inteligência humana só tem sentido quando concretizada na actuação humana, como o valor bem se verifica no agir do homem bom.
profunda traduzido pelo olhar, pelo gesto, pela palavra, que pode traduzir agressão, domínio, afeição, interesse, solidariedade, ou seja, pode ser o amor. Só em liberdade isto é possível389.
A realização do homem é consigo próprio, com os outros, e com a natureza. Esta situação orienta-se para a recompensa daí resultante.
O nosso sentido de vida é sentir-se bem, feliz, vivendo e convivendo. O sentir-se bem na pós-modernidade é quase o verdadeiro sentido da vida humana, é aceitar que o outro está comigo e é parte da minha vida.
A comunicação universal de todos os homens quando puder ser usada, é veículo de transmissão do humanismo novo de responsabilidades, inviabilizando guerras e instrumentos de destruição e morte.
Este humanismo livre de arrogância e hipocrisia, apoiado na ciência nova pós- moderna, aliviada dos saberes parcelares, capaz de compreender o sentido da vida humana é o alicerce sólido da paz.
A universidade, lugar por excelência do livre exercício da inteligência humana, cabe- lhe cumprir a paz construída com a inteligência de professores e alunos.
Países desenvolvidos de longa data investem maciçamente na educação como pressuposto de progresso que não forçosamente na introdução técnica ou tecnológica, mas o investimento na evolução do cidadão.
Sem esta educação, a relação interpessoal torna-se impossível e o bem-estar alheia-se da sociedade. Não dispõe de classe empresarial ou dirigente bem preparada, educada e bem formada e informada que por uma intervenção quotidiana altere com a sua opinião e escolha quer o comportamento quer o investimento em negócios públicos e privados.
A mentalidade é a chave do progresso ou do atraso, nela está a concepção e comportamento, progresso técnico e moral ou até ético sendo indispensáveis entre si390.
Para se atingir uma mudança aceitável é necessário um nível de vida baseado em democracia afastando-se o fantasma da alienação motivada por imposições.
389 A alteridade não quer dizer causa obrigatória de conflito (como os darwinistas) mas motivo de diálogo e
solidariedade. Os que apostaram nos valores materiais não atendem à educação do homem em vista ao aperfeiçoamento individual harmonizando-se com os valores da vida como o amor, a paz consigo próprio e com os outros.
As sociedades de modelo tecnocrático negam a igualdade absoluta de todos os homens e negam que o afecto, o interesse e a solidariedade sejam a norma adequada para relacionar os humanos. Nestas sociedades perde-se o sentido da vida. O humanismo novo tem um sentido íntimo a cumprir na existência concreta. Que sentido é esse?
390 Este progresso pós-moderno não reside tanto na melhoria da rede viária, nas telecomunicações na
modernização das empresas que permitam uma maior competitividade e abaixamento de preços. Uma alteração de mentalidade é necessário para apreciar a qualidade de vida, a qualidade de produção como a qualidade de liberdade e responsabilidade oferecida ao cidadão.
O investimento material é imprescindível para esta alteração espiritual e moral na educação da mocidade em vias de chefias políticas e empresariais do país.
Acontece que as reformas de fundo tardam e arremedos têm desequilibrado o nosso tecido social e o seu estado de saúde é preocupante.
Os cursos profissionais médios têm-se revelado pouco eficazes a nível da estrutura e da sua eficácia no desempenho das suas missões.
O nosso ensino superior universitário ainda é marcado por um alto teor teórico com predomínio para as ciências abstractas, esquecendo em parte o contacto com o concreto da existência 391.
Este tipo de ensino obviamente reflecte a investigação de que se carece para o desenvolvimento. A matéria que se investiga, deve, dalguma forma, ser um contributo para a melhoria nacional seja ela a nível de universidade ou de empresa.
Uma sociedade aberta no dizer de Karl Popper implica uma maior participação e maior responsabilidade parte do cidadão392.
Tudo isto para dizer que a liberdade ainda é pouco exercida no domínio de iniciativas de carácter cultural. Esta atitude pode considerar-se uma realidade ontológica e determinista do ser lusíada ou uma forma inalterável de estar na vida.
Depois destes males de antanho novas situações afloram como uma constituição com algum cariz autoritário, um sistema político que não responsabiliza se não em épocas de eleições, um peso político partidário, a fraqueza do poder judicial um defraudamento na justiça e na distribuição de benefícios um favoritismo, são factores inibidores do povo em geral e faz com que os imigrantes brilhem em terras estrangeiras393.
Esperava-se que o desenvolvimento social fosse resultado duma educação de qualidade e que trouxesse ao país o associativismo empresarial, profissional, economia social eliminamos toda a dissensão, ainda está longe de se concretizar394.
391 Mesmo no domínio das línguas clássicas Grego, Latim vive-se muito do teórico de temas literárias
linguísticos em pormenores de pouca referência. Este ensino teórico que se radica no séc.: XVIII, vivendo de sebentas e de aulas muito livrescas, Verney rejeitava a especulação escolástica e teórica como única forma de ensinar. Era necessário ver, tocar, cheirar, se preciso, pisar o terreno, metodologias que enriqueceram os países.
392 A nossa tradição repressiva que remonta à inquisição, de consequências negativas na política, na educação e
na ciência nem libertada com a 1ª República de cariz jacobinista com a sua política formiga branca continuada pela PIDE, em 25 de Abril (1974) CAPCON faz com que organizações do estado e Repartições do mesmo sejam chamadas Empresas Públicas e Partidos.
393 A sociedade desenvolver-se-ia e ganharia poder se o aparelho de Estado, o sistema judicial - tribunais,
organizações para-judiciais, conservatórias, notários e todos os serviços públicos dessem resposta.
394 Nas mãos do Estado ainda estão funções, poder, riqueza e ainda lesões ao cidadão, tornando o Estado um
parceiro indesejável, controlando uns, favorecendo outros. Muitas das funções continuam sujeitas a burocracias com medo de abrirem mão desses poderes, criando obstáculos com regulamentos, emolumentos, reconhecimentos notariais, criando um expecto de poder estéril que complica a vida do cidadão.
No tocante à justiça, um corpus de leis não favorável ao cidadão, mas tudo trabalha contra este, com os abusos e prepotências de poder impedindo o cidadão de conseguir os seus direitos tornando-o uma vítima do sistema.
A inoperacidade do sistema dá grande relevo à plêiade de advogados em oposição a engenheiros, devido também a ser um país conflituoso na mão das quais os processos morrem de velhos.
O abuso do mais forte sobre o mais fraco é patente e só diminui face à integração na Europa como forma de imagem.
A justiça não tem em conta o valor social, económico, científico, apesar de ser a responsável pela modernização do país395396.
Essa liberdade exige que a confiança no governo seja tal que um cidadão não teme do seu semelhante. O poder legislativo e executivo não podem estar no mesmo corpo de magistratura por coarctar a liberdade também o poder de julgar tem de ser separado dos outros poderes para que a liberdade se afirme397.
O grande dilema do nosso tempo é motivar os cidadãos que sem uma educação adequada desde a infância nunca se integrarão de corpo inteiro num sistema político, social e económico para melhorarem o seu país398.
Integrados na Europa, investindo nos recursos humanos criaremos cidadãos duma pátria que deu mundos ao mundo399.
Vem a cortina de ferro, o muro de Berlim mas o velho sonho mítico duma Europa unida chegou400.
395 Ligado à justiça o desmando político que impune, age de forma discricionária e que impede os cidadãos e se
defenderem por falta de meios jurídicos e institucionais seria necessário que os deputados representassem o seu círculo eleitoral e a ele fosse vinculado e responsabilizado juridicamente. A impunidade de que gozam de nunca prestarem contas a quem os elege mas sem ao partido desresponsabiliza-os da função que lhes foi confiada e não vincula o eleito ao eleitor e também uma contribuição minimizada do cidadão para com a classe política.
396 Parafraseando Montesquieu acerca da intocabilidade da justiça no poder executivo: A liberdade política do
cidadão iguala-se à tranquilidade de espírito que mana da ideia que cada um tem do seu bem estar.
397 Enquanto impunidade e imunidade forem apanágio de poder retiram ao processo político e decisivo toda a
dinâmica e retiram ao cidadão a esperança de se verem livres de abusos de poder.
398 A que se assiste é ao velho aforismo: - Videant consules - importa defender uma educação que prepare o
homem português para a concorrência não competição, nesta aldeia global onde estamos inseridos.
399 O tempo que nos reconduziu à Europa fez deste espaço Império Romano, Império do Cristianismo onde os
Habsburgos forjaram glória , um Luís XIV foi Rei Sol, passou por Vestefália , por Napoleão, por Waterloo, por Congresso de Viana, por Napoleão III e Guilherme II, por paz de Versalles, por Hitler, pela imposição de paz de Yalta que concluiu a Europa em meio Século.
400 Sócrates dizia que os mitos desde que se acredite neles podem salvar-nos. Apesar das divergências reinantes
de cariz económico-político a Europa está a construir-se.Em 1948 André Malraux profetizava que os Estados Unidos da Europa seriam construídos na dor, um século depois de Vitor Hugo ter afirmado que o povo francês talhara em granito indestrutível e colocora no coração do velho continente monárquico a primeira pedra desse edifício que se chamaría os Estados Unidos da Europa.
Assim misturavam-se a política e a economia com o fito de impedir o restabelecimento do domínio alemão sobre a indústria do Ruhr.
A via económica é o factor principal desta união, plano definido pelos fundadores sob um processo gradual apesar de irregular.
Em 1957 assinou-se o Tratado de Roma. Entre os anos de crise e estagnação os movimentos altos foram: a criação do Sistema Monetário Europeu que começou em Março de 1979 e o Acto Único assinado em Fevereiro de 1986 para se criar em 1 de Janeiro de 1993 um mercado único na comunidade que permitisse a livre circulação das mercadorias, das pessoas, dos serviços e dos capitais dentro da comunidade401402.
O milagre alemão processa-se entre 1948/1960. Nos anos 60 a estagnação económica radica-se em tendências inflacionistas que apavoram a economia alemã ainda traumatizada pelos conflitos armados de 1914 e 1939. No entanto a economia alemã cresce e o produto interno bruto triplica entre 1970/1985403.
Um fenómeno de relevo vem alterar o enquadramento mundial: a queda do regime comunista na União Soviética e países satélites.
Esta hecatombe provoca a libertação das economias de leste e tornam-se um grave problema à Comunidade Europeia.
Os países da EFTA pressionavam a sua entrada na comunidade e o Espaço Económico Europeu criou uma zona de livres trocas nos 19 países com 380 milhões que constituíam a CEE e a EFTA404.
Este novo enquadramento económico europeu é um problema que tem de ser aprofundado no sentido de serem tomadas as soluções mais adequadas por forma a não ser destruído o que se pretendeu construir.
401 No final do mandato de Jacques Delors foi proposta a criação da unidade económica e monetária. O carácter