Imparfait et conditionnel
2. Le conditionnel sera a priori exclu ici, le virtuel ne relevant pas de la perception 42 . Le conditionnel paraît nécessairement plus abstrait (en raison
3.2. Aoriste, imparfait et conditionnel
“Nos programas, o conteúdo de cada uma das matérias encontra-se especificado em três níveis” (Azevedo, Avelino; Batista, Paula e Rêgo, Lúcia (2007)), que são definidos no Quadro 12. que se segue.
Quadro 12: Divisão dos conteúdos por níveis, adaptado de (Azevedo, Avelino; Batista, Paula e Rêgo, Lúcia
(2007).
Nível I Nível II Nível III
Introdutório Elementar Avançado
São as habilidades técnicas e conhecimentos que representam a aptidão específica ou preparação de base, representa os fundamentos.
Discriminação dos conteúdos que representam o domínio da matéria nos seus elementos principais e já com carater mais formal, relativamente aos modelos de prática e organização da atividade.
Estabelecer conteúdos e formas de participação nas situações típicas da atividade referente, correspondentes ao nível superior que poderá ser atingido no âmbito da disciplina de EF.
Foi tendo em consideração os níveis apresentados anteriormente, que procedi à planificação das atividades letivas, de acordo com a organização curricular (ver em anexos) e orientações programáticas. No 11.º e 12.º anos, os alunos aperfeiçoaram-se nas seguintes matérias: duas de Jogos Desportivos Coletivos, uma de Ginástica ou uma de Atletismo, Dança e duas outras atividades. As áreas desportivas contempladas foram sujeitas a seleção pelas turmas de acordo com os seus gostos, conciliadas com as suas motivações e seus interesses. Planifiquei as atividades letivas (a longo, médio e curto prazo), em trabalho colaborativo, ajustando-as ao projeto curricular de cada turma com os recursos e meios disponíveis, conforme consta nos planos anuais de cada turma (ver anexo).
• Caracterização geral dos alunos das três turmas
Nos dois anos letivos consecutivos em que lecionei as mesmas três turmas do ensino secundário, houve um convívio reforçado, o que favoreceu a construção de vínculos mais estreitos e pessoais e a consideração de particularidades de cada aluno em relação à aprendizagem.
Uma característica comum às três turmas que me foram atribuídas é que ambas são extremamente heterogéneas, principalmente em virtude das experiências anteriores com as atividades físicas terem sido muito diferenciadas entre os alunos. Atendendo a essa característica, tive sempre o cuidado para que as minhas aulas não visassem o rendimento, mas sim a aprendizagem, valorizei as diferentes formas de expressão, ou seja, não era porque um aluno não possuía uma habilidade refinada na dança que o tratava de forma inferiorizada nas aulas, muitas das vezes esse aluno possuía uma maior afinidade com outros componentes da atividade física, como sejam os Jogos Desportivos Coletivos, por exemplo. Respeitei as diversas manifestações da atividade física e mostrei aos alunos que era importante valorizar essas diferentes formas de expressão.
No ensino secundário os jovens ficam preocupados com a sua identificação e afirmação pessoal, em que a construção da auto imagem e da autoestima desempenham um papel importante. Nesta construção, as experiências corporais adquirem uma dimensão significativa, cercada de dúvidas, conflitos, desejos, expectativas e inseguranças. Quase sempre influenciados por modelos externos, o jovem questiona a sua auto imagem em relação à beleza, capacidades físicas, habilidades, limites, competências de expressão e comunicação, interesses, etc. Essa questão traduz-se da seguinte forma:”- Como é que eu sou e como é que eu desejo ser?”
A padronização de modelos de beleza, desempenho, saúde e alimentação impostos pela sociedade de consumo contribui para a cristalização de conceitos e comportamentos estereotipados e alienados, tornando a discussão, a reflexão e a relativização de conceitos e valores uma permanente necessidade. A EF é responsável por abrir esse espaço de produção de conhecimento no ambiente escolar.
Outro fator importante dos jovens é a formação da identidade, a construção da personalidade. Várias questões surgem em relação ao seu corpo, aos valores existentes, às escolhas que deve fazer, ao que se exige dele e ao seu lugar na sociedade. E para solucionar estas questões que se colocam neste período do desenvolvimento humano, três grupos sociais influenciam o jovem na construção da sua identidade: a família, o grupo de amigos e a escola.
Desta forma, verifico que a EF, como parte integrante da Escola, tem a sua colaboração na construção do ser humano em desenvolvimento. Os meus alunos que frequentaram o ensino secundário tiveram uma EF que colaborou na formação da personalidade e na
participação ativa deles na sociedade através dos conteúdos e das atividades físicas desenvolvidas.
• Preferências dos alunos em relação às atividades a
abordar em cada ano letivo
Nos anos letivos de 2010/2011 e 2011/2012, lecionei o 11.º e 12.º ano, num regime de opções, de modo que os alunos dessas turmas pudessem aperfeiçoar as matérias da sua preferência e simultaneamente elevassem a aptidão física geral e o desenvolvimento multilateral.
A aplicação das estratégias de organização no seio das minhas turmas permitiu respeitar dentro do possível, as preferências de cada aluno.
A competição só entrou em “jogo” (como condição de exercitação), através de uma proposta de trabalho aos alunos, para a organização de torneios no seio da turma, das modalidades que mais lhes agradavam.
Procurei proporcionar nos alunos momentos de alegria e companheirismo durante os vários torneios intra turma realizados ao longo do ano.
• A minha preparação/ formação durante os dois anos
letivos de 2010/2011 e 2011/2012
“A Educação Física, apresenta como característica própria da área a possibilidade da construção de conhecimentos sobre a cultura corporal, envolvendo movimentos, gestos e expressões, extrapolando qualquer recurso calcado apenas na palavra do professor, levando o aluno à prática, o que é certamente, o meio que no nosso entender mais se aproxima do ideal.” (Mattos, 2000)
A escolarização é, hoje, mais do que nunca, essencial, para a integração dos indivíduos na sociedade e no mundo do trabalho, e a escola tem o seu papel preponderante, na preparação dos mesmos. É neste sentido que julgo ser importante a preparação/formação do professor, para uma escola de qualidade. Ao fazer uma formação adequada, estou a valorizar-me na medida em que o meu saber e a minha experiência, pode contribuir para o sucesso real dos meus alunos. Devo saber trabalhar em equipa, partilhar e receber ideias e trocar materiais,
com outros professores, de modo a que os alunos se sintam integrados numa comunidade educativa organizada. Este foi um aspeto que tive em atenção na minha relação professor/aluno, em contexto aula. Penso que, se eu me preparar bem e manter-me atualizada, poderei com mais certeza responder às exigências dos meus alunos e criar na aula, um clima de confiança, respeito e de sucesso. Por conseguinte fui capaz de me envolver numa relação individualizada, com os meus alunos, que se traduziu nos seguintes efeitos:
- Promovi neles um sentimento de valor, uma autoestima positiva; -Fomentei um trabalho em equipa e de pesquisa;
-Desenvolvi a capacidade crítica, autonomia, e atitudes de cooperação, negociação e aceitação de diferentes pontos de vista;
- Fomentei a troca de experiências; - Despertei o gosto pelo saber; -Motivei para a aprendizagem;
- Formei cidadãos conscientes e ativos, preparados para as adversidades da vida, tanto a nível pessoal como profissional.
Segundo o Ministério da Educação (1992), a teoria em que é atribuído ao professor um papel fundamental no combate ao insucesso do aluno é defendida por todos os Estados- Membros da União Europeia. Estes reconhecem que o êxito e a eficácia das medidas a serem postas em prática dependem, em grande parte, da capacidade de envolvimento do professor. Daí, a importância que assume a sua formação, quer inicial quer contínua, para uma permanente adaptação das suas competências técnico-científicas em constante mudança. Assim, no ano letivo de 2010/2011 participei em três ações de formação (Ação de Formação de Atletismo; Ação de Formação de Judo e Ação de Formação de Ténis) organizadas pelo grupo de EF, ficando assim concretizada uma meta da escola: “Cada departamento deve realizar pelo menos três iniciativas de caráter científico/pedagógico por ano letivo”. Na área das TIC, frequentei a ação de formação do “QI Multimédia no ensino da Educação Física” Estas ações revelaram-se muito proveitosas, pois permitiu-me enriquecer o meu conhecimento profissional, melhorando a minha capacidade de desenvolvimento das funções docentes.
Neste período da minha atividade profissional tive uma grande capacidade de envolvimento, comprovando-a pelo grande número de ações que frequentei, que passo a relatar:
No dia 16 de março de 2011, realizou-se no auditório da ESP uma ação de Informação subordinada ao tema “O Clube do Desporto Escolar”, realizada pelo Núcleo de Estágio de EF da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) na ESP. Nesta ação de informação foram abordados temas relacionados com o DE no ponto de vista diretivo da escola, a sua relação com o rendimento escolar e a comparação de resultados entre duas realidades socioculturais distintas. Os preletores convidados foram o Diretor da ESP, Dr. Vítor Leite, o Coordenador de Equipa de Apoio às Escolas do Sousa e Baixo Tâmega, Dr. Micael Cardoso, e o Prof. Dr. Francisco Gonçalves da UTAD, docente da cadeira de DE da Licenciatura de EF e DE.
Com esta ação foi-me possível entender a organização que está por trás do funcionamento do DE; verificar a influência ou não do DE no rendimento escolar dos alunos da ESP e comparar duas realidades diferentes: ESP e Escola Básica 2,3/S de José Relvas, Alpiarça.
Saliento a organização do evento, a apresentação das preleções, a pertinência dos conteúdos abordados, o desenvolvimento da ação, as instalações e equipamentos utilizados e o nível de correspondência da ação às expectativas iniciais, que considero de alto nível de qualidade.
No dia cinco de novembro de 2010, sexta- feira, 14 horas – 18h 30min, realizou-se no Pavilhão da ESP, uma ação de formação de Atletismo, em que o formador foi o professor José Barros e teve como objetivo sensibilizar os professores para os novos métodos de ensino da técnica de corrida, saltos e lançamentos nas aulas de EF, como se pode observar de seguida na figura 20.
Com a participação nesta ação aprofundei e relembrei os meus conhecimentos sobre a modalidade, dando-me assim “ferramentas” para melhor instruir os meus alunos. Em quase todas as modalidades (Basquetebol, Futebol, Tag Rugby, Ginástica de Aparelhos - Minitrampolim e Ténis) que abordei nas minhas turmas, neste ano letivo e na parte inicial dessas aulas, introduzi a técnica de corrida, não só como objetivo de uma ativação geral, mas também como uma adaptação aos gestos técnicos que iriam ser abordados na parte fundamental das modalidades em questão. Incluí exercícios demonstrados nesta ação de formação nos treinos de Atletismo, nomeadamente na modalidade do Salto em Comprimento entre outras. Fiz o registo fotográfico que partilhei com outros professores.
No ano letivo de 2011/2012, participei com interesse nas seguintes ações de formação: - Na ação de formação “Ensino das técnicas Alternadas de Nado na Escola”, no dia 11 de fevereiro de 2012, que decorreu na ESP. Esta ação de formação na área de natação, teve componente prática e foi feita a devida divulgação junto dos nossos contactos, com o envio via correio eletrónico do cartaz e ficha de inscrição, como é possível observar na Figura 21 (ver abaixo).
- Na ação de formação ” Nestum, Rugby nas Escolas” (Figura 22.), no dia 25 de fevereiro de 2012, esta ação decorreu na ESP;
Figura 22:” Nestum, Rugby nas Escolas”
A ação de formação de Tag Rugby – nível II, tinha o seguinte programa e objetivos: 09H00 – Abertura da ação e entrega de documentação e Kit Nestum
09H15 - Sessão teórica 10H00 – Intervalo
10H15 – Sessão prática com formandos (necessário equipamento) 11H30 – Final da ação e entrega de diplomas.
Objetivos da ação:
• Iniciação à abordagem tática do Tag Rugby;
• Apresentar novas metodologias de ensino do Tag Rugby;
• Apresentar estratégias de ensino para os problemas mais frequentes; • Apresentar o regulamento da competição de Tag Rugby.
Destinatários: Professores de EF. Os participantes tinham que ser portadores de equipamento apropriado para a componente prática.
- Na ação de formação ” Aptidão Física em crianças e jovens-novas tendências”, com a duração de 25 horas e decorreu na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, entre os dias vinte e dois e vinte e nove de outubro de 2011, e numa outra ação de formação ” Aptidão Física em crianças e jovens-novas tendências” do Innovation in Sports, com a duração de 25 horas e decorreu no Estádio Municipal de V. N. Gaia, entre os dias vinte e nove e trinta de junho e 1 de julho de 2012.
Os conhecimentos adquiridos nas ações referidas anteriormente foram aplicados na melhoria do trabalho colaborativo.
! Aplicação de estratégias e metodologias de ensino em Educação Física
no ensino secundário, nos anos letivos de 2010/2011 e 2011/2012
• Seleção da metodologia de ensino aplicada nas três
turmas
“Precisamos de uma nova pedagogia, baseada na interatividade, na personalização e no desenvolvimento da capacidade autónoma para aprender, pensar e, ao mesmo tempo, fortalecer o caráter e proteger a personalidade.” (Manuel Castells, 2001)
Parti do princípio de que o ensino é uma cadeia de decisões, a metodologia de ensino que apliquei nas três turmas, no essencial, compôs-se de todas as decisões que tomei durante o processo ensino/aprendizagem.
Consegui precisar qual a metodologia de ensino mais adequada, ao ter a consciência de que o ensino é também uma cadeia contínua de interações entre mim e os alunos e ao saber que o objetivo dessa relação é o de promover o desenvolvimento do aluno não somente como pessoa mas também como praticante de atividades corporais.
A interação que se estabeleci com os alunos refletiu sempre uma determinada atividade de ensino e uma determinada atividade de aprendizagem, que por sua vez resultou no alcance dos objetivos.
Existiu uma interdependência entre o Ensino (E), a Aprendizagem (A) e os objetivos (O) que estavam a ser alcançados. A esta relação recíproca e contínua, denominada de “Unidade pedagógica”, represento-a na figura 23., sob a forma de circuito nos dois sentidos, assim:
Figura 23: Unidade pedagógica- Interdependência entre o ensino a aprendizagem e os objetivos
Nos quadros 13. e 14., (ver abaixo) explicam de uma forma sucinta a estrutura das metodologias de ensino que apliquei nas minhas turmas.
Quadro 13: Estrutura das metodologias de ensino, “Avaliação Recíproca” e “Inclusiva”, adaptado de (Musska
Mosston e Sara Asworth,1985)
METODOLOGIAS CARACTERÍSTICAS
“Avaliação Recíproca”
- Ocorreu quando os alunos trabalharam aos pares. Esta metodologia deriva da transferência de mais decisões para os alunos (especificamente decisões de “Feed-back”). Assim, os alunos destas turmas praticaram usando critérios que designei e estiveram empenhados em “Skills” de observação e de audição comparando e contrastando, concluindo e comunicando os resultados ao companheiro. - A essência desta metodologia foi constituída pelo “Feed-back” imediato e pelo comportamento cooperativo.
- Os alunos trabalharam em interacção com companheiro. - Os alunos desenvolveram “Skills” de socialização.
“Inclusiva”
- Ocorreu quando os alunos decidiram a sua colocação e participação em função do nível de dificuldade.
- Indiquei a mesma tarefa em diferentes graus de dificuldade. - Todos os alunos foram incluídos na tarefa.
As vantagens da aplicação das duas metodologias anteriores, foi que apelaram e empenharam os alunos em operações cognitivas (tratar o conhecimento) tais como: memorizar, identificar, selecionar, comparar, etc.
Quadro 14: Estrutura das metodologias de ensino, “Descoberta Guiada”; “Programa Individual”;
“Iniciativa do aluno” e “Divergente”, adaptado de (Musska Mosston e Sara Asworth,1985)
METODOLOGIAS CARACTERÍSTICAS
“Descoberta Guiada”
- Ocorreu quando os alunos foram conduzidos sistematicamente por mim, para a descoberta de um determinado “padrão” ainda não conhecido pelo aluno.
“Programa Individual”
- Ocorreu quando indiquei o tema, o assunto e os alunos criaram o projecto, as questões, os problemas dentro do assunto, procurando as soluções e ensaiando-as.
- Indiquei a mesma tarefa em diferentes graus de dificuldade. “Iniciativa do
aluno”
- O aluno tomou por si as decisões;
- O aluno recorreu a mim para informação e consulta.
“Divergente” - Ocorreu quando apresentei determinada situação que solicitou e apelou à capacidade de aluno descobrir alternativas.
Das metodologias de ensino que acabei de referir, não existe uma melhor que a outra e nenhuma das metodologias conseguiu alcançar a totalidade dos objetivos formulados em EF. Cada metodologia pode apenas atingir uma parte dos objetivos. Deste modo considero que fui uma professora flexível, versátil e, sobretudo consciente e intencional.
Vantagens da aplicação de diversas metodologias de ensino:
- Pude observar que a utilização do tempo de aula foi eficiente, os alunos demonstraram muito tempo ativo nas tarefas propostas;
- Fiquei mais ciente das diversas formas de “feedback”, utilizando frequentemente os “feedback” individuais;
- Os alunos participaram ativamente dando “feedback” aos companheiros; - Dei grande atenção individual nas aulas;
- Não tive problemas de disciplina e despendi pouco tempo a dirigir a turma;
- Os alunos tiveram o conhecimento do seu papel na tomada de decisões e a sua aptidão para tomar decisões específicas;
- Os alunos demonstraram capacidade de mudar de uma metodologia para outra, evidenciando flexibilidade no comportamento e aptidão para enfrentar as diferentes exigências de ensino.
Por tudo isto que acabei de relatar, não é viável a noção de metodologias de ensino fixas no Ensino Secundário. Pela minha experiência profissional, pude verificar que a aprendizagem na aula reflete, em larga escala, o ensino, pois através do meu conhecimento e do uso das diversas metodologias de ensino, tentei melhorar a qualidade de ensino no Ensino Secundário.