Leopoldo Katsuki; MONTAGNER; Paulo César Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Título Os conhecimentos da educação física no exame nacional do
ensino médio - ENEM
Eixo
Temático Outros espaços e tempos de aprendizagens escolares
Resumo
O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) foi criado em 1998, surge como um instrumento para subsidiar políticas públicas voltadas para o ensino médio, com a pretensão de ser uma importante ferramenta de reestruturação deste nível de ensino. Em 2009 passa a ser utilizado como instrumento selecionador de ingressantes nas universidades públicas brasileiras. Os conhecimentos abordados pela Educação Física na escola sempre estiveram ausentes dos vestibulares e exames oficiais do governo federal, dentre outros motivos, por incorporar em suas aulas conhecimentos e práticas de contextos informais. Contudo, desde 2009, os conteúdos da Educação Física foram incorporados na matriz de referência do ENEM, na área de linguagens, códigos e suas tecnologias. Este estudo objetivou analisar as questões referentes à Educação Física presentes nos exames dos anos de 2009, 2010 e 2011. Como técnica metodológica, recorreu-se à análise de conteúdo. Foi adotado como critério de seleção das questões a abordagem de algum conhecimento da cultura corporal. Cada exame era composto por 180 questões, destas 45 compunham a referida área, totalizando nos três exames 135 questões analisadas. Nota-se que a Educação Física não ocupa o mesmo espaço e importância dos outros componentes curriculares que integram esta área, já que apenas 7 questões versaram sobre a cultura corporal. Destas questões, 2 foram sobre dança, 1 sobre esporte, 1 sobre lutas e 3 sobre conhecimentos sobre o corpo. Quanto ao conteúdo das questões, percebe-se que os conhecimentos ligados ao conceito de saúde e a técnicas de esportes imperam sobre as dimensões históricas, sociológicas, econômicas e estéticas do conteúdo. Tendo em vista que o ENEM vem influenciando a dinâmica curricular das disciplinas, estes conteúdos e abordagens podem passar a ocupar um maior espaço nas escolas brasileiras, restringindo o espaço de novas práticas formuladas em ambientes não formais. Este fato pode significar um retrocesso no debate estabelecido pela Educação Física escolar nas três últimas décadas, visto que tem se buscado superar tendências tecnicistas e biologicistas. Conclui-se que a Educação Física é valorada de maneira diferente das outras disciplinas, a abordagem de seus conteúdos deve ser revista, no sentido de privilegiar dimensões que favoreçam a formação de cidadãos críticos e autônomos, conforme previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais, valorizando a produção cultural dos diferentes espaços sociais.
Email: [email protected]; [email protected]
Nº Ord Nome(s) Instituição (ões) País
68 PIVA JR, Dilermando; NETTO, Marcio L. Andrade; LOYOLLA, Waldomiro P. D. de C.; GARA, Elizabete Briani M
UNIVESP Brasil
Título Processo de produção de materiais didáticos: o modelo da Univesp e Centro Paula Souza
Eixo
Temático Tecnologias e redes de aprendizagem
Resumo
I COLÓQUIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA EDUCAÇÃO / III ENCONTRO DE SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO
57 corriqueira, bastando, na grande maioria dos casos, pegar os materiais já utilizados pelos professores nas aulas presenciais (o informal), tais como apresentações e textos, padronizá-los e disponibilizá-los na internet (o formal), através de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Também não foram poucas as vezes que nos deparamos com instituições que possuem programas de educação a distância que não entendem por que estão com índices elevados de evasão ou alunos que por mais que se esforcem, não conseguem aprender na modalidade a distância, ou ainda professores ou mediadores que ficam sobrecarregados em suas tarefas, na tentativa de motivar os estudantes a desenvolverem os exercícios propostos, a interagirem uns com os outros (mais uma vez, o informal não faz parte do processo formal). Por outro lado, a preocupação com a produção de materiais didáticos de qualidade, que possam envolver os estudantes e que os motive a continuar a estudar, vem aumentando nos últimos anos. Uma coisa podemos dizer: as instituições que possuem essas preocupações e as transformam em ações concretas não encontram ressonância das preocupações tratadas no parágrafo anterior em suas áreas de atuação ( ou pelo menos são tão reduzidos que não chegam a afetar sua missão ). O processo de desenvolvimento de materiais para educação a distância envolve uma série de etapas, algumas imprescindíveis, que vão desde a construção do projeto de educação a distância, o projeto pedagógico do curso e o planejamento da infra-estrutura que suportará o processo educacional, passando pelo processo de escolha ou seleção dos autores dos materiais, o treinamento desses futuros autores, a montagem de uma equipe multidisciplinar para produção do material (envolvendo corretores, designers instrucionais, designers gráficos e webdesigners), a gestão do desenvolvimento dos materiais didáticos, as questões envolvendo os direitos autorais e como geri-los, a produção dos materiais didáticos em diversas mídias. O ciclo começa a se fechar com os processos de avaliação permanente dos materiais didáticos e suas atualizações. Pensando em auxiliar instituições, esse artigo foi proposto, tomando como base o trabalho de criação e desenvolvimento de materiais didáticos na Univesp – Universidade Virtual do Estado de São Paulo e no Centro Paula Souza, que longe da intenção de esgotar o assunto, pretendemos que se torne um ponto de partida para reflexão e desenvolvimento desse tema.
Email: [email protected] ; [email protected]; [email protected]
Nº Ord Nome(s) Instituição (ões) País
69 PIVA JR, Dilermando; GARA, Elizabete Briani M.; NETTO, Marcio L. Andrade; LOYOLLA, Waldomiro P. D. de C.
Centro Paula Souza; UNIVESP Brasil
Título O processo de formação de mediadores em EAD no Centro
Paula Souza e na Univesp
Eixo
Temático Tecnologias e redes de aprendizagem
Resumo
As possibilidades que a tecnologia nos oferece têm vasta aplicação no ensino, nas formas de ensinar, compartilhar e na maneira de aprender. Atualmente não se fala mais em Ensino a distância ou Ensino Presencial. Tudo é considerado ensino. A diferença se concentra na quantidade e intensidade de tecnologia utilizada no processo de ensino-aprendizagem. Portanto o que antes se mencionava como ensino a distância passa a ser o ensino com intensa utilização de tecnologia. Eclodem ao redor do mundo iniciativas para oferta de qualidade no ensino. No Brasil, em especial no estado de São Paulo, surge uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo com a criação da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), que além de oferecer cursos, também apoia iniciativas nas três universidades estaduais (Unicamp, Usp e Unesp) e no Centro Paula Souza. Com a utilização intensa da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem, novas posturas por parte dos docentes são necessárias (deixando o informal de lado e passando por processos mais formais). Nesse sentido, o professor mediador assume diferentes papéis no ambiente virtual, tais como animador, mobilizador de interações e facilitador do conhecimento, além é claro de formador. Essas funções, estão apoiadas nas competências do mediador: sociais, tecnológicas, de organização e pedagógicas e que são usadas como critérios para a seleção dos professores mediadores no contexto do programa de Educação a Distância da Univesp e do Centro Paula Souza. Os índices elevados de evasão levam a preocupação com a formação de professores para a modalidade a distância que, ainda é, o "calcanhar de Aquiles" em projetos educacionais. O processo de formação de professores para uso das TICs envolve uma série de etapas, que vão desde a identificação e seleção do professor, o plano de remuneração e carga horária adequada para o desempenho das suas funções, até o processo de formação continuado. É importante ressaltar que tais iniciativas fazem parte de um ciclo. As duas pontas (início e fim) se ligam por um processo permanente de avaliação, e este serve de retroalimentação para que tais ações sejam melhoradas e focadas na qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Neste sentido, pensando em auxiliar instituições de ensino, tomando como base a experiência do trabalho realizado para a formação e capacitação de professores mediadores na Univesp – Universidade Virtual do Estado de São Paulo e no Centro Paula Souza, esperamos contribuir e gerar diálogo para reflexão e desenvolvimento desse tema.
Email: [email protected] ; [email protected]; [email protected]; [email protected]
I COLÓQUIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA EDUCAÇÃO / III ENCONTRO DE SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO
58 70 LOPES, Jacqueline Taveira; RIBEIRO, Camila
Perin; SOARES, Rudinei da Silva; SOUSA, Joceli de Fátima Arruda
Universidade Estadual do Oeste do
Paraná (Unioeste) Brasil
Título A socioeducação no contexto pedagógico Eixo
Temático Formação e aprendizagens em contextos de trabalho
Resumo
Trata-se de um estudo bibliográfico referente a presença do pedagogo nos ambientes de socioeducação da cidade de Foz do Iguaçu – Paraná (Brasil). Para tanto, foram utilizadas as legislações de proteção à criança e ao adolescente, com enfoque nos aspectos pedagógicos presentes nas leis brasileiras. Aborda-se também o histórico dos atendimentos voltados para esta população visando demonstrar o caráter assistencialista de cunho punitivo que os primeiros atendimentos possuíam. Assim, como apresenta-se a atual legislação para a infância e a juventude (Estatuto da Criança e do Adolescente) e o caráter pedagógico das medidas socioeducativas ali apresentadas. Percebe-se que, nos ambientes de socioeducação, em especial os de Foz do Iguaçu, a presença do pedagogo é restrita ao ambiente de internação, pois pelo que parece não há verdadeiramente práticas educativas de cunho pedagógico. Embora tenha ocorrido mudanças nas leis de proteção a criança e ao adolescente com propostas de cunho socioeducativo em substituição daquelas de cunho punitivo, vê-se que em muitos ambientes de socioeducação ainda há a prevalência de práticas punitivas.
Email: Jacqueline Taveira Lopes [email protected]
Nº Ord Nome(s) Instituição (ões) País
71 RIBEIRO, Quitéria Lúcia Ferreira de Alencar Escola Estadual de Ensino Profissional