12. Si l’extraction totale du matériel est impossible, il faut envisager un traitement antibiotique au long cours dans les suites du traitement
3.10.1 Mesures générales :
3.10.2.2 Antibioprophylaxie chez les patients porteurs de matériel de stimulation
Embora não tenha vivido mais que 50 anos, a biografia de Tomás de Aquino é extensa. Nascido em uma família nobre, viveu a maior parte dos seus anos em um ambiente social e político altamente hostil. Não apenas isso, Santo Tomás de Aquino viveu em um período em que o Cristianismo enfrentava um confronto não mais primordialmente político ou bélico, e sim intelectual com os árabes.
Filho de Landolfo, Conde de Aquino, Santo Tomás nasceu por volta do ano de 1225, no castelo de Roccasecca (ao sul de Roma), em uma família de quatro filhos e cinco filhas – referido como o “clã de Aquino”. Cresceu em uma família originalmente próxima ao Papado Católico e ao imperador do Sacro-Império Romano Germânico. Em razão disso, seu pai ocupou altas posições após a coroação de Frederico II e, igualmente, seus irmãos participaram ativamente das Cruzadas nesse período – enquanto Aquino ainda era uma criança e estudava com os monges beneditinos.
Entretanto, um conflito entre o Imperador e o Papado afetou profundamente Santo Tomás e sua família. A proximidade e a fidelidade da família de Aquino ao Imperador encerrou- se por volta de 1245, quando o Papa liberou de seus compromissos os subordinados a Frederico. Isso se deu já em um contexto de guerra entre as forças imperiais e papais. Em razão desse rompimento com o Império Germânico, um dos irmãos de Tomás de Aquino (Reginaldo) e um de seus cunhados (Guilherme de Sanseverino) foram sentenciados à morte por suposta conspiração contra Frederico II.
Como consequência desse conflito, os estudos de Tomás de Aquino foram interrompidos algumas vezes. Por volta de 1239, a abadia de Monte Cassino – onde Aquino estudava – foi invadida pelas tropas de Frederico em represália à sua excomunhão. A partir de então Santo Tomás de Aquino estudou em Nápoles até juntar-se à Ordem Dominicana (em 1244). Essa disposição frustrou a expectativa de sua família – que não poupou esforços para impedir tal decisão – de que ele poderia juntar-se à ordem beneditina. Após estudar em Paris e Colônia, recebeu o título de bacharel em Teologia (por volta de 1256). Prosseguindo seus estudos na Universidade de Paris, tornou-se professor de Teologia. A partir de então estudou e lecionou em Bolonha, Nápoles, Orvieto, Roma e Paris.
De apoiadora de Frederico, sua família passou a resistir ao avanço do exército imperial, atendendo aos apelos, principalmente, do Papa Urbano IV. Assim, com a queda da dinastia
220 A presente análise foi feita principalmente com base nas seguintes obras: FINNIS, 1998, p. 1-19; LIBERA,
Hohenstaufen (de Frederico II), além do ambiente mais estável, Aquino recebeu apoio do recém coroado na Sicília e Nápoles. Nessa sua última fase, ele passou a lecionar na Universidade Real de Nápoles, a serviço de sua ordem e de seu país.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias de seu tempo quase não são percebidas em seus escritos. Até mesmo questões que borbulhavam em tais disputas – como a autoridade papal ou as cruzadas – têm indicações vagas e às vezes ambíguas mesmo em textos abrangentes, como a Suma Teológica.
Apesar das dificuldades, foi na Corte de Frederico II e na Universidade por ele fundada (em Nápoles) que Aquino teve o primeiro contato com uma mistura de culturas (grega, latina, judaica e islâmica) e seus respectivos expoentes ao estudar Artes (filosofia, em sentido amplo). Lá ele teve o contato com a tradução dos comentários de Averróis a Aristóteles. Posteriormente, em seus estudos dominicanos, Aquino foi aluno de Alberto Magno, podendo estudar e debater Aristóteles e os comentadores árabes. Seus comentários às Sentenças de Pedro Lombardo foram, inclusive, reflexos da interpretação ética e metafísica de Aristóteles.
De tudo isso, merece destaque para o debate que Aquino iniciou o fato dele pertencer à Ordem dos Pregadores (Dominicanos). Além das características de ser uma ordem mendicante – em vez de retirar o sustento de propriedades rurais – e estar sempre disposta a mudar de lugar para realizar seus objetivos, os dominicanos dedicavam-se a pregar ou a ensinar pregadores – a primeira ordem formada especificamente com esta finalidade. Dessa forma, Tomás preparou- se para expor e debater o ensino católico. Isso foi decisivo em um tempo de grande controvérsia em nível intelectual.
Nesse sentido, apesar de sua longa jornada acadêmica, Aquino não foi bem recebido na Universidade de Paris no período de 1256-1259. Ao contrário, havia uma oposição tão forte à presença de sua ordem que foi necessária a intervenção do Rei Luís IX e do Papa Alexandre IV. Mas a maior oposição não estava limitada à participação das ordens mendicantes. O estudo dos escritos de Aristóteles tornou-se compulsório nas faculdades de artes (filosofia) e os professores, influenciados pelos escritos de Averróis, adotaram posicionamentos contrários à doutrina cristã221. Por isso, Tomás dedicou-se de 1269 a 1272 a produzir tratados sobre esses
temas, refutando as posições de Averróis e comentando os principais trabalhos de Aristóteles. Ao lado dessas pesquisas, desenvolveu a elaboração da Suma Teológica.
221 A difusão de Aristóteles é um fato histórico tão importante que Henrique de Lima Vaz afirma que “a ética
medieval pode ser dividida em duas fases bem distintas: antes e depois da difusão, nas escolas do Ocidente latino, da Ética de Nicômaco de Aristóteles”. Ver: VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de Filosofia IV: Introdução à Ética Filosófica I. 3. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2006, p. 199.
Em 1265, Aquino recusou a oferta papal de tornar-se arcebispo de Nápoles, afastando- se de caminhos mais fáceis e aceitando uma rotina austera. Finnis destaca que os constantes deslocamentos a pé entre os diversos locais onde viveu permitiu a Aquino uma visão abrangente da diversidade humana e proibiu-lhe uma concepção inocente sobre o homem222. Após uma
doença, faleceu repentinamente em março de 1274, quando estava preparando-se para assistir ao Concílio de Lyon. Logo após a sua morte seus escritos já eram estudados – e frequentemente rejeitados – por vários grupos dentro da Igreja e das universidades – o que reforça a grandiosidade de sua obra.