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Annexes

Dans le document mardi 17 novembre 2009 (Page 44-58)

A pesquisa pode ser classificada de acordo com seu problema e objetivos, para que o estudo tenha uma base, seja norteado e preciso, maximizando a busca por informações e análise dos dados.

De acordo com Gil (2002, p.17) define-se pesquisa como “o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos” e ela “é desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos”.

Marconi e Lakatos (2003, p.156) descrevem que “toda pesquisa deve ter um objetivo determinado para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar”.

Nesta etapa foi realizada a classificação da pesquisa com relação à natureza, aos objetivos, quanto à forma de abordagem do problema, quanto aos procedimentos técnicos e será definido o plano de coleta e análise dos dados que foram utilizados no decorrer deste estudo.

3.1.1 Do Ponto de Vista de sua natureza

A pesquisa pode ser classificada, quanto à natureza, como pesquisa aplicada ou pesquisa pura.

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Barros e Lehfeld (2000, p.78), definem a pesquisa aplicada como o interesse na necessidade de “contribuir para fins práticos, visando à solução mais ou menos imediata do problema encontrado na realidade”.

De acordo com Vergara (2009, p.43) a pesquisa aplicada tem “finalidade prática, ao contrário da pesquisa pura, motivada basicamente pela curiosidade intelectual do pesquisador.”

Esta pesquisa se classificou como aplicada, já que objetivou gerar conhecimento prático para propor solução imediata para um problema específico.

3.1.2 Do Ponto de Vista de seus objetivos

Quanto aos objetivos, as pesquisas podem ser classificadas em exploratórias, descritivas e explicativas.

Para Marion, Dias e Traldi (2002, p.62) o estudo exploratório é “desenvolvido quando se tem pouco conhecimento a respeito de determinado assunto” e Gil (2002, p.41) descreve o objetivo principal da pesquisa exploratória “o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições” e complementa que “seu planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos”.

Segundo Beuren (2004, p.81) explorar significa “reunir mais conhecimento e incorporar características inéditas, bem como buscar novas dimensões até então não conhecidas”.

Sobre a pesquisa descritiva Marion, Dias e Traldi (2002, p.62) escrevem que “objetiva descrever as características de determinado fenômeno ou população, correlacionar fatos ou fenômenos sem, no entanto, manipulá-los” e Silva (2003, p.66) explica que a pesquisa descritiva ”exige do pesquisador certo grau de responsabilidade para que possua validade científica”.

Para Roesch (2006, p.137) as pesquisas de caráter descritivo “não procuram explicar alguma coisa ou mostrar relações casuais, como as pesquisas de caráter experimental” e para Gil (2002) elas são habitualmente realizadas por pesquisadores sociais preocupados com a atuação prática.

A investigação explicativa, de acordo com Vergara (2009, p.42) “tem como principal objetivo tornar algo inteligível, justificar-lhes os motivos” e complementa “visa, portanto, esclarecer quais fatores contribuem, de alguma forma, para a ocorrência de determinado fenômeno”.

75 Gil (2002, p.42) observa que esse tipo de pesquisa “é o tipo mais complexo e delicado, já que o risco de cometer erros aumenta consideravelmente” por tentar explicar a razão e o porquê das coisas.

Beuren (2004, p.83) explica que a pesquisa explicativa, apesar de ter “menos possibilidades de utilização”, tem grande importância na Contabilidade e “sua relevância está no grau de maturidade e detalhamento com que esse tipo de pesquisa procura responder à questão problema”.

O estudo realizado se enquadrou nos três tipos de classificação quanto aos objetivos, concluindo assim, ser exploratória, descritiva e explicativa.

3.1.3 Do Ponto de Vista da abordagem do problema

Do ponto de vista da abordagem do problema as pesquisas são divididas em qualitativas e quantitativas.

Roesch (2006, p.124) esclarece que a pesquisa qualitativa “envolve uma instância teórica” e “procura o que é comum, mas permanece aberta para perceber a individualidade e os significados múltiplos, em vez de destruí-los na busca de uma média aritmética”. A quantitativa, segundo Roesch (2006) mede as relações entre variáveis ou avalia resultados objetivos e é baseada no uso de estatística.

Beuren (2004, p.92) lembra que “apesar de a Contabilidade lidar intensamente com números, ela é uma Ciência Social, e não uma ciência exata, o que justifica a relevância do uso da abordagem qualitativa”.

Por ser um problema não estatístico, pela realidade e sujeito serem indissociáveis e por ter caráter exploratório a pesquisa se classifica em qualitativa. O pesquisador qualitativo coleta os dados, trata, analisa e tenta demonstrar como eles respondem a questão problema inicial.

3.1.4 Do Ponto de Vista dos procedimentos técnicos

Em relação aos procedimentos técnicos, as pesquisas podem ser classificadas, de acordo com Gil (2002), em bibliográfica, documental, experimental,

ex-post facto, estudo de coorte, levantamento, estudo de campo, estudo de caso,

pesquisa ação e pesquisa participante.

A pesquisa bibliográfica é elaborada a partir de base teórica já publicada, como livros, dissertações, teses e artigos. Beuren (2004, p.87) explica que “por meio

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dessas bibliografias reúne-se conhecimento sobre a temática pesquisada” e complementa que ela serve de base para elaboração do projeto ocupando fragmentos inserindo-os “em um texto construído pelo estudante, ou fazendo uma interpretação dos escritos ainda não realizada”.

Silva (2003, p.60) descreve a pesquisa bibliográfica como um “excelente meio de formação científica quando realizada independentemente ou como parte da pesquisa empírica”. Ele diferencia a pesquisa bibliográfica da documental “por utilizar material que ainda não recebeu tratamento analítico ou que pode ser reelaborado” e expõe que a pesquisa é realizada em documentos arquivados em “órgãos públicos e privados, como: registros, anais, regulamentos, circulares, ofícios, memorandos, balancetes, etc.”.

Gil (2002, p.46) destaca que a pesquisa documental apresenta uma série de vantagens, como um custo mais baixo, pois necessita apenas da disponibilidade de horário do pesquisador e a ausência de contato com os sujeitos da pesquisa.

As pesquisas de levantamento, segundo Gil (2002, p.50) “caracterizam-se pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer”. Silva (2003, p.62) complementa dizendo que “entre as principais vantagens dessa modalidade de pesquisa está o conhecimento direto da realidade, economia, rapidez e quantificação dos dados pelo uso das estatísticas”.

Portanto, os procedimentos técnicos que foram utilizados no estudo envolvem a pesquisa bibliográfica, por se tratar de análise de materiais já existentes sob o ponto de vista da pesquisadora, a documental, por também dispor de pesquisa em materiais não tratados e de levantamento pela necessidade de interrogatório de pessoas envolvidas.

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