• Aucun résultat trouvé

André Tranchemontagne

Dans le document ASSEM BLEE NATIONALE (Page 39-42)

O Desporto Escolar (DE) é “o conjunto de práticas lúdico-desportivas e de formação com objeto desportivo, desenvolvidas como complemento curricular e ocupação dos tempos livres, num regime de liberdade de participação e de escolha, integradas no plano de atividades da escola e coordenadas no âmbito do sistema educativo.8” (p. 5). Entende-se, por isso, que se promova a cultura desportiva dos alunos, não apenas através das aulas de Educação Física, mas também com recurso às atividades de complemento da ação educativa, onde se insere o DE (Marques, 2006). Por conseguinte, o DE deve incidir sobre atividades que integrem o plano de atividades e contribuir para alcançar os objetivos mencionados no PEE.

8

Decreto-lei nº 95/91 de 26 de fevereiro, secção II, artigo 5º do Regime Jurídico da Educação Física e do Desporto Escolar

120 O DE, na Escola onde estagiei, é visto como um grande oportunidade de incutir nos alunos a prática do exercício físico. É pensada pelo Grupo de EF como a maneira de fazer chegar aos alunos a oportunidade que muitas vezes não lhes é possível ter. Destaco a envolvência da maioria dos professores de EF para com o DE na escola.

As modalidades de DE existentes na escola onde estagiei eram as seguintes: Voleibol, Esgrima e Ginástica. Em reunião com o Professor Cooperante, ficou estabelecido que os estudantes-estagiários escolheriam uma das modalidades para acompanhar interna e ativamente, todavia não de forma autónoma. Ou seja, cada um de nós auxiliaria o professor responsável, para desta forma perceber melhor tudo o que envolve o DE. Inicialmente, era pretendido que cada estudante-estagiário acompanhasse uma das três modalidades por período letivo. Contudo, isso não foi possível devido aos horários da Ginástica. Assim, restavam o Voleibol e a Esgrima. Uma vez que nenhum de nós havia contactado anteriormente com a Esgrima, todos passaríamos dois períodos letivos com essa modalidade. Assim sendo, ficariam dois estudantes-estagiários na Esgrima e um no Voleibol, trocando no final de cada período letivo. De imediato coloquei-me à disposição para acompanhar o grupo/equipa de Voleibol no 1º período. A minha decisão teve por base a dificuldade que estava a ter em ensinar a modalidade à minha turma. Acreditava que com os conselhos do professor responsável pela modalidade e pela experiência que viveria teria mais facilidade em superar aquela dificuldade.

Não obstante, a participação periférica a que estava limitado defraudava as minhas expetativas, como se pode ler no seguinte excerto:

“A forma como o Professor Cooperante encarou a nossa participação no DE ficou aquém do que eu esperava. A ideia desta se resumir a um mero acompanhamento desanimou-me. Queria mais. Queria intervir, treinar, ensinar. Queria, por exemplo, colocar em ação ideias de exercícios que fossem ao encontro dos objetivos traçados pelo professor responsável, para depois poder fazer o transfer para as minhas aulas. Queria passar pela experiência de treinar e não apenas ficar sentado a observar a

intervenção do professor responsável” (Reflexão reunião núcleo de estágio, 15

121 Com o primeiro treino da equipa, o desânimo dissipou-se. O professor responsável estimulou-me a participar ativamente nos treinos. Tive liberdade para desenvolver situações de aprendizagem que permitissem alcançar os objetivos delineados para cada sessão e intervir sempre que necessário. A confiança e autonomia demonstradas pelo professor responsável da modalidade, ajudaram-me a aumentar progressivamente a segurança no meu desempenho como professor.

A equipa de Voleibol que acompanhei era feminina e era composta por 14 elementos. Como não estive presente no início dos treinos, as tarefas de divulgação e preparação estiveram a cargo do professor responsável. Quando comecei o acompanhamento já existia um grupo definido, cuja maioria dos elementos transitara do ano anterior. Isso não era impedimento para que novos elementos integrassem o grupo/equipa. Com efeito, o DE é uma oportunidade enquadrada de prática desportiva para as crianças/jovens (com frequência, a única a que têm acesso), de forma orientada num ambiente pedagógico e didático; a sua gratuitidade é, naturalmente, uma mais-valia. Pelo exposto, apesar de nem todas as alunas poderem competir, a participação nos treinos era aberta a quem o desejasse. Apesar dessa impossibilidade, foi interessante e gratificante observar o empenho, envolvimento, entusiasmo e dedicação ao longo de todos os treinos.

Um dos aspetos menos positivos da minha participação no DE foi a impossibilidade, por motivos profissionais, de marcar presença na maior parte dos encontros competitivos. Não obstante, tentei motivar as alunas para as conquistas e os triunfos, fazendo-as crer no seu valor. Sempre que os êxitos batiam à porta, felicitava-as e encorajava-as a trabalhar para conquistarem mais e mais. Quando as derrotas aconteciam, sobressaía a necessidade de as confortar e incentivar a continuarem a treinar com empenho. Ademais, recolhi muita informação sobre o regulamento e organização inerente à competição.

À medida que o ano letivo avançava, foi perceptível que a troca de modalidades prevista não se concretizaria. Por conseguinte, não tive oportunidade de contactar, como desejava, com a Esgrima. Se por um lado, sentia estar a perder uma grande oportunidade, por outro, a minha envolvência com o Voleibol aumentava, motivando-me ao acompanhamento contínuo do

122 grupo/equipa. Como os treinos das duas modalidades decorriam à mesma hora, era necessário optar.

A participação no DE foi de extrema importância para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Como mencionado, aprendi muito sobre a modalidade, aproveitando esta circunstância para o ensino do Voleibol na minha turma. A autonomia providenciada estimulou as minhas aprendizagens e suplantou as minhas inseguranças. Os êxitos conquistados pela equipa não podem ser esquecidos, uma vez que nunca tinham atingido o patamar que atingiram na competição.

Dans le document ASSEM BLEE NATIONALE (Page 39-42)

Documents relatifs