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45 Further analysis of survey data reveals that while those who take out VHI

The United Kingdom

45 Further analysis of survey data reveals that while those who take out VHI

Nos últimos 60 anos, as melhorias no diagnóstico precoce e no tratamento de doenças infecciosas resultaram em uma redução extraordinária na morbidade e mortalidade associada a essas enfermidades. Isto foi devido, em partes, à nossa melhor compreensão dos mecanismos biológicos moleculares destas doenças, e à nossa melhor compreensão de sua fisiopatologia e sua epidemiologia, mas, mais notadamente, ao rápido desenvolvimento de novos tratamentos antimicrobianos seguros e efetivos que foram capazes de atacar especificamente o agente causador da infecção, ajudando, assim, o hospedeiro infectado a

eliminar a infecção a ser tratada (ALANIS, 2005). Entretanto, ao longo das últimas décadas a crescente resistência bacteriana a antimicrobianos tem sido causa de preocupação mundial. Esta situação é agravada pelo uso indiscriminado e inapropriado de agentes antimicrobianos (MOON e KAMBLE, 2012).

As principais classes de antibióticos mais comumente usadas hoje em dia foram descobertas em grande parte por triagem empírica há mais de 50 anos, e exploram uma limitada variedade de aspectos fisiológicos da bacteria: biossíntese da parede celular (β- lactâmicos, glicopeptídeos), membranas celulares (daptomicina, colistina), topoisomerases tipo II (fluoroquinolonas), ribossomos (macrolídeos, aminoglicosídeos, tetraciclinas, oxazolidinonas, estreptograminas), transcrição (rifampicina) e biossíntese de folato (sulfonamidas e trimetoprim). Porém, a eficácia de todos os agentes animicrobianos na atual utilização é comprometida pelo fenômeno da resistêcia (GWYNN et al, 2010).

Em alguns casos, as bactérias são capazes de desenvolver resistência simultânea a duas ou mais classes de antibióticos, fazendo com que o tratamento de infecções causadas por esses microrganismos seja extremamente difícil, de alto custo e, em muitos casos, associado a altas taxas de morbidade e mortalidade (ALANIS, 2005).

O problema do crescimento explosivo no desenvolvimento da resistência aos antimicrobianos nas duas últimas décadas foi ainda mais agravado devido à diminuição significativa e constante no número de novos antibacterianos nos útimos 10 a 15 anos. (ALANIS, 2005).

Como resultado da diminuição da atenção à pesquisa antimicrobiana pelas companhias farmacêuticas, estamos nos aproximando de uma necessidade crítica de novos agentes para o tratamento de infecções bacterianas cada vez mais resistentes (BUSH e PUCCI, 2011).

Muitos microbiologistas, médicos e organizações de saúde repreendem empresas farmacêuticas por terem abandonado os programas de pesquisa e desenvolvimento de agentes anti-infeciosos. No entanto, esta ação é o resultado da falha massiva da indústria para identificar novas classes de drogas nos útimos 20 anos. O termo “déficit de inovação” tem sido usado para descrever a falta de novas classes estruturais introduzidas no arsenal antibacteriano desde 1962 (BUSH, 2012).

Este fenômeno está diretamente ligado à redução do número de companhias farmacêuticas envolvidas na pesquisa e desenvolvimento de novos antibacterianos desde

meados dos anos de 1980. Este desencorajamento é em grande parte devido aos custos elevados dos estudos pré-clínicos e do risco da falta de retorno sobre o investimento (SONG, 2008).

Outro fator que influencia na diminuição de pesquisas de novos antimicrobianos pelas indústrias farmacêuticas é que a duração do tratamento com antimicrobianos é limitada. Assim, estes medicamentos seriam menos rentáveis do que medicamentos para doenças crônicas, como as neurológicas ou cardiovasculares, ou medicamentos que atingem preços mais elevados, como os oncológicos (MOELLERING, 2011).

Todavia, a oferta de antimicrobianos não ficou vazia durante todo esse tempo, mas tem sido preenchida com versões melhoradas de classes previamente registradas, que demonstram potência mais elevada, espectro de atividade mais amplo, diminuição da resistência bacteriana, propriedades farmacodinâmicas mais favoráveis ou uma maior segurança (SILVER, 2011).

Como tem sido observado, a inovação em geral acontece em ondas. Este tem sido um caso histórico no desenvolvimento de agentes anti-infecciosos. A descoberta de uma nova classe de antimicrobianos com novos mecanismos de ação é geralmente seguida por moléculas modificadas e melhoradas da mesma classe (THEURETZBACHER, 2009). Historicamente, há uma maior probabilidade de sucesso associada a compostos de antigas classes de antimicrobianos que foram aprimorados (SILVER, 2011). A diminuição nos riscos de desenvolvimento estão associadas a antigas classes, pois a experiência clínica se acumula com o uso terapêutico (BUSH, 2012).

Apesar de novos agentes antimicrobianos não estarem mais sendo desenvolvidos tão rapidamente quanto antes, novas abordagens para o tratamento de doenças infecciosas ainda estão surgindo (BUSH e PUCCI, 2011). Uma abordagem para novos agentes tem sido a de continuar a modificar as classes de antibióticos existentes previamente bem sucedidos. Novas fluoroquinolonas, aminoglicosídeos, tetraciclinas e β-lactâmicos estão atualmente em desenvolvimento para o tratamento de patógenos multi-resistentes. Além disso, as combinações de inibidores da β-lactamase com novos, e velhos, β-lactâmicos, estão sendo desenvolvidas para combater a atividade hidrolítica das novas β-lactamases (BUSH e PUCCI, 2011). Outra alternativa é encontrar novas abordagens de utilização de drogas antigas, ou sua associação com com novas substâncias. Nesse sentido, a síntese de novas moléculas que apresentem potencial biológico é de extrema importância para o tratamento de infecções. Isto

se deve ao crescente fenômeno de resistência bacteriana que, em muitos casos, gera limitações aos tratamentos usados (ZHAO e JIANG, 2013).

Aminas são compostos com um, dois ou três grupos alquila ou arila ligados ao átomo de nitrogênio. Incluem compostos biológicos da maior importância, respondendo por várias funções em organismos vivos, como regulação biológica, neurotransmissores e defesa contra predadores, como é o caso da adrenalina e norepinefrina. Por seu alto grau de atividade biológica, muitas aminas comuns são utilizadas como drogas ou medicamentos. Destaca-se as aminas secundárias, importantes grupos farmacofóricos em diversos compostos biologicamente ativos que apresentam destaque na área de descoberta de fármacos (SALVATORE, 2001).

Os aminoálcoois são uma classe de compostos orgânicos de considerável interesse na química medicinal. Estas substâncias apresentam poderoso potencial para a síntese de novos compostos bioativos, uma vez que desempenham papel importante em estruturas de fármacos conhecidos, como etambutol, usado no tratamento de tuberculose (DE SOUZA, 2006) e o cloranfenicol, que é utilizado no tratamento de doenças causadas por bactérias gram positivas e negativas (WIEST, COCHRAN e TECKLENBURG 2012). Este composto exibe atividade contra uma grande variedade de microrganismos e apresenta baixo custo. Entretanto, por provocar anemia aplásica, seu uso é feito apenas em casos mais graves como meningite e febre maculosa (WIEST, COCHRAN e TECKLENBURG 2012).

Assim, atendendo aos apelos dos órgãos internacionais de vigilância epidemiológica, dado o crecente fenômeno de resistência a drogas, a possível disseminação de marcadores resistência a drogas antimicrobianas e genes de virulência, percebe-se a importância da geração de conhecimento científico sobre a evolução, colonização, ecologia, patologia, fisiologia e epidemiologia de linhagens de Staphylococcus aureus resistentes à oxacilina além de se buscar alternativas à sua terapêutica. Os dados obtidos neste projeto podem servir de base para ações educativas voltadas para educação sanitária dos usuários e profissionais do serviço de saúde, além de servir como referência para estratégias que visem minimizar os riscos de ocorrência de infecção relacionada à assistência a saúde por estes microrganismos e estimular a reflexão sobre a crescente resistência a drogas e o uso racional de antimicrobianos.