e/ou direção na trajetória da bola
Contudo, o núcleo principal do Classificador é a parte que identifica após a caracterização da mudança de sentido e/ou direção na trajetória da bola, que jogador foi responsável por tal alteração. Para o detalhamento de como ocorre este processo partiremos da observação da seqüência de quadros apresentada na figura 20. O primeiro quadro retrata o jogador número 11 do time oponente com a posse de bola e efetuando um chute na mesma. No segundo quadro observa-se o deslocamento da bola, que no terceiro quadro tem sua trajetória alterada pela ação do jogador número 4 do outro time. Já os quadros quatro e cinco apresentam o deslocamento da bola em sua nova trajetória.
No entanto, como foi mencionado anteriormente, o servidor não fornece a seqüência completa de visões globais que compõem a partida. Logo, em uma analise da seqüência de quadros apresentada na figura 21, a qual omite o terceiro quadro, chegam-se às seguintes conclusões: no primeiro quadro tem-se o jogador número 11 do time oponente com a posse de bola e efetuando um chute na mesma; No segundo quadro observa-se o deslocamento da bola, que no quarto quadro tem uma trajetória divergente à apresentada nos quadros anteriores. No entanto, como identificar qual jogador foi o responsável pela mudança na trajetória da bola?
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Considerar o jogador mais próximo da bola no quadro que antecede a identificação da mudança de trajetória, ou seja, responsabilizar o jogador número 7 do time oponente ou considerar o jogador mais próximo da bola no quadro que ocorre a identificação da mudança de trajetória, ou seja, responsabilizar o jogador número 8 do outro time pela mudança na trajetória da bola. A questão é que, como verificamos na seqüência completa das visões globais, apresentada na figura 20, o jogador responsável pela mudança na trajetória da bola foi o jogador número quatro do outro time.
Figura 20 – Seqüência de quadros de uma determinada partida
Quadro 1 Quadro 2 Quadro 3
Figura 21 – Seqüência de quadros, fragmentada, de uma determinada partida
Para sanar o problema exposto, propôs-se o seguinte procedimento: ao se identificar a mudança na trajetória da bola, o que ocorre na situação em análise no quarto quadro (evidenciado na figura 22), observa-se a posição da mesma no próximo quadro disponibilizado pelo servidor, traçando-se uma nova trajetória com base na posição da bola no quadro que foi identificada a mudança em sua trajetória e a posição da mesma no quadro que o sucede, localizando o ponto de intersecção entre as duas trajetórias, conforme apresentado na figura 23.
Figura 22 – Seqüência de quadros de uma determinada partida, considerando o rastro da bola
Quadro 1 Quadro 2
Quadro 5 Quadro 4
Figura 23 – Seqüência de quadros de uma determinada partida, localização do provável ponto de mudança de trajetória
Em posse do ponto de intersecção entre as trajetórias defini-se uma área de análise, delimitada por uma circunferência que tem como centro o ponto de intersecção entre as trajetórias e raio igual a 2m acrescidos da distância do centro da circunferência ao ponto que descreve a posição da bola no quadro que antecede o quadro que evidencia a mudança na trajetória da bola. Isto garante a presença na região de análise de pelo menos um jogador uma vez que mesmo no caso em que o quadro que antecede o quadro que evidencia a mudança na trajetória da bola venha a descrever o instante da ocorrência de tal mudança, já que neste caso o raio mínimo, da área de análise, será 2m o que garantirá a presença ao menos do jogador responsável pelo desvio na trajetória da bola, uma vez que este obrigatoriamente possui raio menor que 2m. Tendo-se especificado a área de análise, esta ocorre da seguinte forma: verifica-se no quadro que evidencia a mudança na trajetória da bola e no quadro que o antecede quais jogadores possuem sua localização dentro da área de analise em pelo menos um dos quadros. De posse desta informação traça- se uma reta para cada jogador que encontrava-se na área de analise utilizando suas posições nos quadros mencionados. Após, verifica-se qual a menor distância entre o centro da área de analise e as retas traçadas. Sendo responsabilizado pelo desvio o
jogador que gerou a reta mais próxima do centro da área de analise. Para uma melhor compreensão do processo é apresentada, na figura 24, a aplicação do mesmo sobre a situação que estava sendo discutida anteriormente. Observa-se que mesmo sem a presença do terceiro quadro, utilizando-se do procedimento proposto, conclui-se que o jogador número 4 do outro time é que foi o responsável pela mudança na trajetória da bola.
Uma observação se faz necessária, no caso de se evidenciar mais de uma reta traçada com a mesma distância ao centro da área de análise e esta distância corresponder à menor distância constatada entre as retas traçadas e o centro da área de análise, o jogador com menor número, responsável pela definição dos pontos que traçaram uma das retas de conflito, será responsabilizado pelo desvio.
Figura 24 – Processo de identificação do jogador responsável pela mudança na trajetória da bola