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c Analyses MET : Mise en évidence d’une interstratification asbolane/birnessite

Na 6ª e última semana de interação com os adolescentes, foram realizadas as seguintes atividades: o 7º Fórum, que buscou o relato da experiência dos adolescentes em discutir saúde sexual e reprodutiva por meio do Facebook e o 3º Encontro Presencial para o encerramento da atividade educativa, que também foi comunicado pelo pesquisadora/facilitadora por meio da rede social. (Figuras 21 e 22).

Fonte: Facebook

Figura 21 – Post do Fórum 7 sobre a experiência de participar de um grupo do Facebook para discutir saúde sexual e reprodutiva no contexto da adolescência. Fortaleza, CE. Brasil, 2015.

No Fórum (Figura 21), os adolescentes manifestaram opiniões, sendo que os da escola pública foram mais participativos, com destaque para as meninas. Todos os comentários foram positivos, com ênfase no aprendizado coletivo, facilitador e inovador no processo de aprendizagem. Também enfatizaram que, mesmo não postando comentários algumas vezes, estavam acompanhando as discussões nos grupos e aprenderam sobre o tema, conforme se constatou nos comentários a seguir.

Foi muito bom pra tirar dúvidas e esclarecer o que eu não sabia sobre DST, uso da preservativo, etc...Acho que deveria ter mais iniciativas como a da senhora, obrigada por essa oportunidade. (Aluno da escola particular).

Muito show! Por meio desta rede social Facebook, tornou-se bastante atraente. Acredito que cada um aprendeu um pouco sobre o assunto. Enfim, amei participar, quero agradecer à você e espero participar de outros momentos semelhantes a este. (Aluna da escola pública).

Eu gostei muito, aprendi coisas que não sabia e foram importantes, que me levaram a ser mais prevenido e me ajudou a conhecer pessoas legais. Agradeço por essa experiência bacana. (Aluno da escola pública).

Eu adorei, pois pude tirar todas as dúvidas de adolescente graças a esse grupo. Hoje eu sei que fazer sexo sem preservativo pode trazer vários riscos para minha saúde. Espero que vocês não retirem esse grupo do Facebook. Obrigada tia. (Aluna da

escola pública).

Bom, amei participar, tirei minhas dúvidas e aprendi, posso até não ter comentado algumas publicações, mas com certeza nunca deixei de acompanhar nada e aprender bastante. (Aluna da escola pública).

Adorei essa experiência, foi muito boa, não sabia que no Facebook iria aprender tanta coisa importante e conhecer pessoas como a senhora tia. Foi muito legal. (Aluna da escola pública).

Além dessas atividades virtuais, ocorreu, em ambas as escolas, o 3º Encontro

Presencial, antes das férias escolares do mês de julho, com o objetivo de finalizar formal e

pessoalmente a intervenção educativa, comunicando aos alunos que as publicações nos grupos do Facebook estariam encerradas. Foi realizada uma confraternização com os participantes, tendo a pesquisadora/facilitadora se postado à disposição para contatos posteriores.

Os alunos foram receptivos, carinhosos e demonstraram afeto com a pesquisadora/facilitadora, devido ao vínculo constituído e fortalecido desde a apresentação e divulgação do estudo em ambas as escolas. Tal ocoreu nessas seis semanas da intervenção educativa, seja nas discussões online (Facebook e Wathsapp), como nos três encontros presenciais.

No último encontro presencial, da mesma maneira como no Fórum, investigou-se a experiência dos alunos em participar do Facebook para aprender sobre saúde sexual e reprodutiva no contexto da adolescência, de modo a ampliar a compreensão sobre esse processo educativo. De um modo geral, os comentários reafirmaram suas postagens realizadas no Fórum 7.

A praticidade de aprender pelo F acebook

Os adolescentes enfatizaram a praticidade e a facilidade do acesso ao Facebook, haja vista que esse veículo de comunicação já é amplamente conhecido e utilizado entre eles. Referiram a criatividade e a inovação na maneira de discutir e esclarecer dúvidas sobre saúde, tornando o aprendizado mais dinâmico e atraente. Vejam os comentários:

Muito interessante e inteligente, porque podemos tirar nossas dúvidas sobre o assunto e eu aprendi muito e pretendo continuar tirando minhas dúvidas pelo Facebook. (Aluna da escola pública).

Achei muito legal, mais prático para passar os ensinamentos para os adolescentes, porque a maioria dos adolescentes acessa o Facebook e podem aprender mais sobre o assunto e repassar para outras pessoas. (Aluno da escola pública).

É bem mais fácil e prático para aprender, pois os jovens ocupam metade do tempo em redes sociais e é importante que aprendam sobre a saúde sexual. (Aluno da

escola particular).

É algo prático, pois se há uma dúvida, é só perguntar a enfermeira que está sempre próxima pelas redes sociais. (Aluna da escola pública).

Os adolescentes são mais focados no computador, e a pessoa se sente mais motivada, pela facilidade do acesso a informação, porque você tira dúvida quando quiser, é só perguntar. (Aluno da escola particular).

O F acebook como ambiente para o aprendizado em saúde

Para os adolescentes, esse ambiente online favoreceu o compartilhamento de conhecimentos e experiências sobre saúde sexual e reprodutiva com seus pares e a enfermeira (pesquisadora/facilitadora).

Eu acho que foi muito legal, até agora eu aprendi muitas coisas que nem passavam pela minha cabeça. (Aluna da escola pública).

Foi muito bom para todos os jovens aprenderem mais, terem mais responsabilidade e confiança. (Aluno da escola pública).

Eu aprendi muitas coisas que não sabia, tirei muitas dúvidas e foi muito bom para o aprendizado e a prevenção. (Aluna da escola particular).

É uma ajuda para quem tem mais dúvidas, pois fica mais fácil e prático de aprender, para quem não sabe, aprende muito. (Aluna da escola particular).

Porque a gente nunca tinha aprendido coisas como está aprendendo agora e podemos ensinar para os outros, interagindo mais com as pessoas. (Aluno da escola

pública).

Conversar pelo F acebook não “dá vergonha”

A timidez e a vergonha podem ser minimizadas em ambiente online. Os adolescentes, quanto ao uso desse ambiente online, referiram ter liberdade de falar sobre assuntos que possam causar constrangimento. Por outro lado, relatam ainda que muitos pais têm vergonha de falar sobre esse assunto com os filhos, o que torna muito relevante a discussão sobre esse tema.

Pelo Facebook as conversas foram muito legais, e a gente às vezes não tem com quem tirar dúvidas e aqui temos a liberdade para perguntar as coisas que temos vergonha. (Aluna da escola pública).

Gostei muito, porque pelo Facebook não dá tanta vergonha e muitas pessoas ficam curiosas sobre o assunto. (Aluna da escola particular).

Com certeza ajudou bastante, porque nem todos os alunos gostam de falar pessoalmente e o Facebook ajuda bastante. (Aluno da escola pública).

Achei bem legal, até porque muitos pais tem vergonha de falar com os filhos.

(Aluno da escola pública).

O F acebook aproximou os adolescentes do serviço de saúde

A interação nesse ambiente online favoreceu a criação de vínculos de confiança, despertando o interesse em procurar o posto de saúde do bairro, pela maioria dos adolescentes. Um adolescente ponderou, todavia, que essa aproximação com o serviço de saúde não depende somente dessa interação com os profissionais de saúde, mas também do interesse de cada adolescente.

O Facebook fez com que os adolescentes percam o medo de ir ao posto de saúde, porque a pessoa acaba criando uma certa intimidade com a enfermeira, por ser um assunto muito íntimo. (Aluna da escola particular).

Sim, porque desenvolve mais o diálogo, a gente fica mais informada e aproxima mais a gente. (Aluna da escola pública).

O Facebook é um meio de comunicação que pode aproximar e fica mais fácil, pois obtive boas informações e isso motiva cada um dos adolescentes porque acabamos criando um vínculo com os profissionais. (Aluna da escola particular).

Como ambos (enfermeira e alunos) se comunicam todos os dias, conversando mais sobre isso, e interagindo mais com as pessoas, isso incentiva e o adolescente sente- se mais a vontade. (Aluno da escola pública).

Aproxima mais ou menos, porque tem gente que se interessa, mas tem outros que não. (Aluno da escola pública).

Ao final dessa semana, fez-se a última postagem nos grupos, informando o encerramento da atividade de intervenção educativa por meio do Facebook (Figura 22).

Fonte: Facebook

Figura 22 – Post de encerramento das atividades pelo Facebook. Fortaleza, CE. Brasil, 2015. Mesmo tendo finalizado oficialmente a atividade educativa, observou-se, durante as férias escolares, em ambas as escolas, em especial na particular, que alguns alunos continuaram acessando as páginas de seus grupos no Facebook, visualizando e curtindo as postagens anteriores; outros ainda fizeram comentários. Esse fato foi interessante, pois, mesmo na ausência da pesquisadora/facilitadora dos grupos, os alunos continuaram participando desses espaços de aprendizagem.

5.4 Conhecimento, atitude e prática dos adolescentes acerca do preservativo maculino,