4.5 Performance des algorithmes de bandits-manchots pour la recommandation
4.5.3 Analyses basées sur la précision individuelle
Relativamente à observação formal, na DisClínica é aplicada a Bateria Psicomotora de Vítor da Fonseca, uma vez que permite obter uma visão global do perfil de desenvolvimento psicomotor da criança. Além disso, esta possibilita ainda despistar dificuldades ao nível da aprendizagem, sendo que as atividades que a compõe permitem verificar o grau de maturidade psicomotora e identificar sinais desviantes, os quais podem auxiliar na compreensão de divergências evolutivas da criança, em situação de aprendizagem escolar (Fonseca, 2010a). Por outro lado, é um instrumento de fácil utilização de baixo custo em recursos materiais.
Ainda dentro da avaliação formal, é aplicado o Reversal Test (Edfeldt, 1955) na medida em que permite avaliar a maturidade percetiva da criança.
Complementarmente, de forma informal, são aplicados os subtestes de precisão motora fina e integração motora fina do teste de proficiência motora de Bruininks-Oserestky (TPMBO-2), pois estes permitem uma análise mais completa de tarefas inerentes à motricidade fina. A utilização de apenas estes dois subteste deve-se ao facto de a DisClínica não dispor do TPMBO-2 na sua totalidade, pelo que são aplicadas apenas as tarefas que não implicam o recurso a materiais da mala do instrumento.
Posteriormente, pelo período de duas a três sessões, é realizada uma observação informal, através da realização de atividades lúdicas e de momentos de exploração livre do espaço e dos materiais. Durante este período é preenchida a Grelha de Observação do Comportamento (GOC), para uma análise sobretudo do comportamento e da relação, bem como do desempenho da criança na realização das tarefas.
Deste modo, é importante caraterizar os instrumentos referidos, pelo que se segue uma breve abordagem dos mesmos.
4.1.1. A Bateria Psicomotora
A Bateria Psicomotora (BPM), de Vítor da Fonseca, desenvolvida em 1975, consiste num teste psicopedagógico, que permite a deteção de défices funcionais, a nível psicomotor, que podem influenciar o potencial de aprendizagem da criança (Fonseca, 2010a).
Este instrumento surge, como uma forma de captar o perfil psicomotor da criança, não devendo contudo substituir nenhum tipo de exame psicológico ou neurológico, mas sim,
indicação reeducacional e reabilitacional de crianças e jovens (Fonseca, 2010a). Deste modo, este instrumento destina-se a crianças com idades entre os 4 e os 12 anos, auxiliando na compreensão de problemas de aprendizagem e comportamento (Fonseca, 2010a).
A BPM encontra-se organizada segundo sete fatores psicomotores: tonicidade, equilibração, lateralização, noção do corpo, estruturação espácio-temporal, praxia global e praxia fina, os quais se subdividem, perfazendo um total de vinte e seis subfatores. Apresenta ainda, uma componente dedicada ao aspeto somático e aos desvios posturais (Fonseca, 2010a).
A cotação máxima da BPM é 28 pontos, derivando de um máximo de 4 pontos por cada fator psicomotor, valor este obtido pela média da cotação dos subfactores referentes. Ainda de referir que a cotação média é de 14 pontos e a mínima de 7, determinando esta o tipo de perfil psicomotor da criança (Fonseca, 2010a): Superior (27-28 pontos); Bom (22-26 pontos); Normal (14-21 pontos); Dispráxico (9-13 pontos); Deficitário (7-8 pontos).
4.1.2. O Reversal Test
O Reversal Test foi criado por Edfeldt, em 1955 (Diaz, 1980). Este teste tem como principal objetivo averiguar funções básicas como a perceção visual, estruturação espacial, orientação esquerda-direita, entre outras que se constituem como chave para a aprendizagem da leitura (Diaz, 1980). Assim, os seus itens destinam-se a verificar se a criança detém a capacidade de aplicar devidamente as funções analíticas e sintéticas da perceção sobre objetos e imagens, em situação de figura-fundo (Diaz, 1980).
O Reversal Test é constituído por 84 pares de figuras. Destes, 42 pares são idênticos, e outros 42 não são idênticos. Por sua vez, dos 42 pares idênticos, 20 apresentam uma simetria direita-esquerda (como a simetria existente entre d e b), seis têm uma simetria cima-baixo (como a que existe entre d e q), cinco têm uma simetria direita-esquerda e cima-baixo (como por exemplo entre d e p). Por último, os restantes 11 pares restantes são totalmente diferentes, não admitindo qualquer simetria.
Neste seguimento, a sua aplicação é simples, devendo a mesma ocorrer num espaço devidamente iluminado, confortável e bem isolado relativamente a ruídos e outras distrações externas (Besora, 1998). Os materiais necessários são apenas um lápis, uma borracha, um cronómetro e um protocolo (Besora, 1998). O referido protocolo é entregue
à criança, no qual a mesma deverá colocar um X sobre os pares de imagens que não são exatamente iguais (Diaz, 1980).
Relativamente à cotação, esta é calculada subtraindo ao número total de figuras (84) o número total de erros. Assim, é considerado erro sempre que a criança (Besora, 1998):
• coloque um X sobre as imagens idênticas;
• sempre que criança não coloque um X nas imagens que não são idênticas. Posteriormente, recorre-se a tabelas para se averiguar o percentil no qual a criança se situa (Besora, 1998).
4.1.3. Teste de Proficiência motora de Bruininks-Oseretsky II (TPMBO-
2)
O TPMBO-2 consiste num teste normativo, que permite avaliar a proficiência motora e identificar défices nas habilidades motoras, sendo aplicável entre os 4 e os 21 anos (Bruininks e Bruininks, 2005). Este apresenta duas versões, nomeadamente, uma completa (com duração de 60 minutos) e uma reduzida (25 minutos) (Bruininks e Bruininks, 2005). Ambas encontram-se organizadas segundo um conjunto de tarefas, as quais avaliam quatro áreas, estruturadas em oito subtestes (Bruininks & Bruininks, 2005): (a) Controlo manual fino: precisão motora fina e integração motora fina; (b) Coordenação manual: destreza manual e coordenação dos membros superiores; (c) Controlo do corpo: coordenação bilateral e equilíbrio; (d) Força e agilidade: velocidade de corrida e agilidade e força.
A sua administração é individual e permite o feedback verbal e visual, e a análise dos resultados permite quantificar as competências motoras, podendo o resultado ser obtido através do número de vezes, número de objetos ou período de tempo (Bruininks e Bruininks, 2005).
Como já mencionado, para as avaliações realizadas durante o período de estágio, apenas se aplicam o subteste 1, respetivo à precisão motora fina, e o subteste 2, inerente à integração motora fina. Relativamente ao subteste 1, este envolve: preenchimento de formas (círculo e estrela); desenhar uma linha através de percursos (labirinto acidentado e labirinto curvado); ligação de pontos; dobrar papel; e recortar um círculo. Já o subteste 2 abrange a cópia de figuras, nomeadamente: um círculo; um
Uma vez que o teste foi apenas utilizado informalmente durante o estágio, não foi atribuída uma cotação, tendo este sido analisado apenas qualitativamente.
4.1.4. Grelha de Observação do Comportamento - GOC
A GOC permite o registo dos comportamentos do indivíduo ao longo da intervenção (Marques, Castro, Gonçalves e Martins, 2012). Assim, metodologicamente a sua aplicação é possível no início, meio e final do processo de intervenção (Marques, Castro, Gonçalves e Martins, 2012).
Esta compõe-se por cinco domínios, pretendendo uma abordagem qualitativa dos mesmos, nomeadamente (Marques, Castro, Gonçalves e Martins, 2012): 1) aspeto somático; 2) apresentação; 3) comportamento e desempenho da realização da tarefa; 4) relação; e 5) aspetos psicomotores.
Relativamente ao seu preenchimento, esta dispõe de algumas instruções, sendo que os itens que se encontram em itálico e assinalados com um (*) deverão ser preenchidos segundo uma escala de frequência. Por sua vez, os restantes itens deverão ser assinalados com um X, sempre que os comportamentos se verifiquem (Marques, Castro, Gonçalves e Martins, 2012). Paralelamente, permite o registo de observações, devendo registar-se todos os aspetos relevantes.
Além de fácil registo, esta não implica o recurso a qualquer material específico nem padronizado para a sua aplicação, podendo ainda ser aplicada independentemente da idade e condição biopsicossocial da criança (Marques, Castro, Gonçalves e Martins, 2012).