• Aucun résultat trouvé

Analyse des seuils de commutation

7.4 Application aux circuits asynchrones

7.4.2.2 Analyse des seuils de commutation

Nessa cesta de linhas teóricas, salientamos alguns conceitos como pontos de partida, supracitando determinadas referências, com o intuito de apresentar algumas discussões e, ao mesmo tempo, expor as várias vozes que compõem esse diálogo em prol da elaboração de nossa fundamentação teórica.

Tendo em vista esses primeiros fios teóricos, concebemos o contexto como uma esteira cujas linhas dão forma e cor no processo de tecelagem das discussões.

93 Nas linhas da globalização e tecnologia, discutimos os contextos culturais com enfoque na educação indígena. No ensino de PB para alunos(as) italianos(as), a proposta surge com uma tentativa de elaborar possibilidades de ensino reflexivo em busca de provocar certa criticidade e alteridade com atenção ao conhecimento a respeito do mundo do “outro”, com apoio de uma abordagem crítica.

Versaremos acerca da concepção decolonial por uma perspectiva pedagógica (no capítulo 3), tendo em vista suas contribuições para alcançar uma postura crítica que não invisibiliza o “outro” por ser diferente do “eu”, num olhar pedagógico endereçado ao contexto de ensino Intercultural, para indígenas.

Diante da seleção de linhas e fios, é preciso ressaltar que a fundamentação teórica, apresentada neste capítulo, está à disposição para ser usada de acordo com o desenvolvimento das discussões no decorrer desta tese. Nesse sentido, salientamos que tantos fios de nuances, texturas e traços diversos são partes de uma tessitura da qual lançamos mão, quando coube à discussão.

A partir da cesta com distintas linhas, pretendemos promover uma discussão reflexiva sobre as epistemologias, a começar pelos fios que regem a Interculturalidade e a (Inter)culturalidade no ensino de Português, com a tentativa de compreender as divergências e demandas que sobressaem nos contextos indígena e italiano.

Todas as linhas teóricas e epistemológicas apresentadas aqui tendem a vislumbrar os locais dos quais concebemos nossas discussões.

Assim, o ensino de Português como língua adicional é abordado, neste estudo, tendo como âmbito de discussão o ensino de Português com L2 atendendo a Interculturalidade e o ensino de Português com LE com fundamento na (Inter)culturalidade de cunho crítico.

No próximo capítulo, apresentamos as principais abordagens metodológicas consagradas no ensino de línguas, especialmente como língua estrangeira e, posteriormente, apresentamos uma alternativa metodológica com base no arcabouço teórico exposto acima, a iniciar pelo ensino de PB por meio dos gêneros textuais, tanto na modalidade escrita quanto na oralidade como um contínuo, dando ênfase à escrita, com o intuito de proporcionar aos(as) discentes as formas linguísticas como práticas sociais.

94

CAPÍTULO 2

METODOLOGIA: FIOS PARA TECER A PESQUISA

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

(Marina Colasanti, “A moça tecelã”)

Retomando a cesta de linhas, lançamos mão de alguns fios metodológicos e algumas abordagens consagradas pelos estudos de línguas, que perpassam o contexto histórico-cultural no qual se inserem nossas discussões.

Os passos metodológicos que orientam este estudo estão condicionados às práticas realizadas durante o ensino de Português, abordados nos Capítulos 3 e 4, precisamente, inseridas em diferentes âmbitos de ensino-aprendizagem do Português, Indígena e Italiano. Nesse cenário, recorremos às linhas teóricas distintas para construir propostas de ensino com base em concepções de Interculturalidade e (Inter)culturalidade.

Buscamos, neste capítulo, elucidar como se deu a aplicação de propostas de ensino-aprendizagem de Português, nesses contextos, bem como as metodologias escolhidas, os instrumentos para coleta de dados utilizados e a caracterização dos(as) participantes e cenários de pesquisa.

Iniciamos pelo entendimento de que a comunicação e as ideologias, durante muito tempo, vêm sendo analisadas a fim de alçar a elaboração de metodologias cada vez mais eficazes no ensino de línguas, principalmente, no ensino de línguas estrangeiras. Contrariamente, no contexto de ensino indígena, a Educação Intercultural busca produzir metodologias de ensino como forma de protagonismo, autonomia e resistência indígenas, para alçar conquistas de direitos e melhores condições de vida para suas comunidades.

No contexto de LE, o desenvolvimento desta pesquisa tende a salientar as assimetrias de poder com suporte nos discursos de onde emergem as representações ideológicas, materializadas em textos escritos pelos(as) estudantes italianos(as).

Nesse sentido, as propostas elaboradas para os contextos de ensino do PB baseiam-se na perspectiva de que aprender uma língua é ter acesso às relações de poderes, bem como afirma Thompson (1995, p. 7), que “a ideologia linguística nada mais é que ‘o significado a serviço do poder’, e ainda, estudá-la, portanto, é estudar modos pelos quais o significado serve para estabelecer e sustentar relações de poderes”.

95 Com alicerce nesse posicionamento, buscamos expor algumas, se não as mais difundidas, possibilidades de elaboração metodológicas para o ensino-aprendizagem de línguas. Posteriormente, apresentamos os passos metodológicos desenvolvidos nos contextos de ensino, a fim de alcançar o ato comunicativo e reflexivo, no âmbito epistemológico, bem como identificar as assimetrias de poder e, ainda, suscitar indícios de criticidade.

Iniciamos essa trajetória investigativa e cientificamente orientada pela exposição de metodologias consagradas pela literatura de ensino de línguas. Entretanto, lançamos de meios para a construção de abordagens metodológicas independentes, que correspondam às demandas dos(as) discentes e do “fazer docente”, nos dois contextos de ensino do Português como línguas adicionais.