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4.2. Analyse des résultats

1. Professores que acham que estão fazendo um favor em dar aula e que não estão dispostos a ensinar.

2. O suporte que o departamento fornecia era próximo de zero. O aluno calouro pouco recebe qualquer ajuda dos seus "peers"e professores coordenadores.

3. Professores mais preocupados com pesquisa do que ensinar; Muitos conteúdos pouco relevantes para o mercado de trabalho atual; Não é necessário ter diploma para ser um bom desenvolvedor ou conseguir um trabalho na área; Falta de muitos conteú- dos muito importantes para o mercado de trabalho (pelo menos até onde eu fui e converser com as pessoas), como TDD, Git (controle de versão)

4. Aproveito o espaço para dar uma resumida e facilitar o colhimento de dados para vocês. Comecei a cursar engenharia de computaçao em 2011, o curso era bem di- ferente do que eu imaginava, em especial a unb. A materia do primeiro semestre era interessante e algo completamente novo para mim, nunca tinha vista nada as- sim na vida. Entretanto, nao consegui acompanhar o ritmo de materias dadas, e acabei por reprovar algumas materias nos primeiros semestres, mas tentei continuar cursando para ver se melhorava. Nao houve melhoria do rendimento e as materias

ficavam cada vez mais complexas, e claro que reprovacoes desestimulam e ao longo do tempo foi se tornando algo desagradavel frequentar a unb. No 6 semestre decidi tentar outro curso e estou gostando bastante, nao me arrependo de ter trocado. 5. Depressão severa e morte de ente próximo.

6. Incentivo por parte dos professores.

7. Por ter muita dificuldade com a disciplinas de programação acabei sendo desligado. Gostaria de ter continuado tentando, mas não foi possível.

8. Me desliguei de engenharia da computação para ingressar em ciência da computação por maior afinidade e interesse.

9. Não conseguia ver aplicação prática na maior parte do conteúdo estudado em dis- ciplinas em sala. Muita ênfase numa disciplina que me parecia pouco aplicável no dia a dia do profissional. O ambiente acadêmico no qual me inseri não me cativou e não me motivou a correr atrás de um aperfeiçoamento. Matérias nas quais eu tirava boas notas não me motivavam a buscar uma pesquisa ou projeto. Algumas provas incoerentes com a ementa, prefere-se medir a atenção do aluno por meio de “peguinhas” ao invés do conhecimento. Colegas de pouca confiança e alguns poucos professores de difícil convivência me desmotivaram. Mas vale ressaltar que a maioria dos professores foram bons, mas os ruins marcaram. Hoje, não consigo pisar na Unb com o mesmo vigor e motivação da época de calouro. Espero conseguir um dia. 10. Baixa expectativa salarial e profissional após o término do curso.

11. Passado em concurso federal

12. Na verdade queria trocar de curso logo dopois do primeiro semestre, logo depois que ingressei na UnB meu pai ficou desempregado e com depressão porque ficou muito tempo sem trabalho, por motivos de eu não ter um notebook, pois isso influenciava muito em relação as materias de programação, e a dificuldade que tinha nas materias por falta de uma base melhor no ensino medio, pois sou de escola publica e sentir uma dificuldade enorme principalmente nas disciplinas que tinha matematica. 13. Burocracia - por greve e morosidade dos coordenadores do curso e de outros cursos

na análise do currículo a ser aproveitado (ja tinha graduação em matemática), estava sendo "obrigado"a cursar disciplinas em que ja estava habilitado.

14. Meu motivo de ter saído de Engenharia da Computação não foi por achar o curso difícil, foi porque eu gostava muito mais de matemática e física e eu queria ver ma- temática e física aplicada, algo que não encontrei na Engenharia da Computação,

onde eu vi praticamente programação. Ao mudar para Engenharia Mecânica eu fiquei realizado. E também eu já sabia que não queria fazer Engenharia de Compu- tação, quando passei no vestibular, eu tinha escolhido esse curso porque era mais fácil de passar e o começo de todas as engenharias era bem parecido. Fiquei um tempo em computação porque como eu ainda tava em dúvida sobre qual engenharia eu queria cursar, mas sabia que queria fazer engenharia, então fui ver se me encon- trava na engenharia da computação, o que não aconteceu. Porque minha ideia de engenharia sempre foi a de um curso para quem gosta bastante de matemática e física e quer ver elas sendo aplicadas, mas ao chegar na computação, percebi que o curso se tratava quase todo de conhecimentos novos estabelecidos do zero, sem usar quase nada de matemática e física como base, muitas matérias e programação, que era algo completamente novo. Não achei o curso ruim, programar era legal, mas não era o que eu queria fazer, eu gostava mais de matemática e física e queria ver novas matérias usando aquilo como base e não ver matérias novas completamente aleatórias. Mas como já tinha entrado com o objetivo de não ficar em engenharia da computação, isso não foi tanto um problema.

15. Opções do mercado de trabalho

16. Desanima muito, chegar na sala, no primeiro dia de aula de um semestre e escutar: Então gente, 80% de vocês vão reprovar. Chegar em uma disciplina onde tem 2 professores dando a matéria, ambos com 30 vagas. O primeiro tem 37 alunos cadastrados e uma fila de espera enorme, o segundo tem 4 pessoas cadastradas. Escutar a frase Não pega com professor tal que você vai reprovar, ele passa uns 2 por semestre só.

17. Preconceito de alguns professores pelo fato de ser mulher, marcação.

18. Esperava que o curso realmente me ensinasse a desenvolver computadores e siste- mas computadorizados, mas senti que na verdade ele apenas ensinava ciência da computação (e geralmente de maneira muito maçante e padronizada. Chegava a aprender mais usando o Google do que indo às aulas) com um pouco a mais de engenharia. Uma pesquisa rápida na minha época de graduando me mostrou que tem curso técnico aqui no DF que segue mais a formação de engenheiro da com- putação que o currículo da graduação e hoje conheço um colega de curso que está fazendo uma graduação adicional em Goiânia pra poder suprir as deficiências da grade da UnB. A grade que não nos dá valor no mercado de trabalho faz com que os formandos tenham que “roubar” profissões de outros cursos, principalmente os de ciência da computação (algo que ainda vejo acontecer constantemente no curso), justamente pela falta de uma formação adequada. Isso chegou ao cúmulo de eu

ver veteranos meus (que estavam perto de formar, diga-se de passagem) tendo que levar o computador pro conserto numa loja qualquer porque não sabiam arrumá- los, o que obviamente é um absurdo se parar pra pensar. É como se um médico tivesse que pedir ajuda para um enfermeiro porque não sabe fazer o diagnóstico de um paciente com gripe. Se já não bastasse isso, via com muita evidência que os departamentos ”desprezavam“ nosso curso; não conseguiam ver o graduando como aluno de engenharia da computação, mas sim como um “genérico” de cientista da computação e engenheiro elétrico. Acabávamos recebendo pouquíssima atenção por causa disso, e via meu curso sendo tratado como um problema incômodo ao invés de curso universitário. O corpo docente, apesar de ter boa qualificação, não cultivava o potencial dos alunos. Não importava se você se excedia ou não, se você fez seus trabalhos ou não; eles estavam ali só pra dar a ementa e pronto. Chegou ao ponto de eu achar que isso era algo normal, até entrar no meu curso atual e ver que nada disso ocorria. Isso prejudica muito os alunos, pois eles seguem essa mentalidade e passam a ver o curso apenas como uma etapa pra bater o ponto e ganhar um diploma, e não como uma oportunidade de desenvolver pesquisas, criar produtos e se desenvolver como indivíduo.

19. Problemas de ordem emocional, que me fizeram não conseguir continuar no curso. 20. Diversos professores da matemática tem critérios absurdos de correçao e muitos

escolhem a dedo quem passa e quem nao passa. Inumeras vezes fui reprovado por criterio de criatividade ou levar zero numa questao pq fez certo mas nao como ele queria sendo que metodologia nenhuma havia sido especificada. Na tentativa de reclamaçao desses acontecimentos a unica resposta que recebi e que o professor em tem o direito de fazer o que quiser com aula dele. Ja peguei a materia calculo 2 o professor chegava bêbado e com cheiro de pinga. Levei diversas testemunhas do ocorrido e a unica medida tomada foi perguntar para ele se ele tinha ido a aula bebado...me perdoe mas so um idiota afirmaria essa acusação. Eu sai da UNB principalmente pelo desgosto de alem de lidar com a total ma rginalizaçao do meu curso com ainda tinha de lidar com uma univesidades que se importa mais com um professor do que com os alunos que era largados a merce do passasse na cabeça deles ja que nao ha nenhum regulador de qualidade dentre os professores e nada que assegure que eles façam um bom trabalho. Sinceramente se e um favor estudar na UnB e nao um investimento prefiro me dedicar a algo o de possa ser valorizado e nao ridicularizado.

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