3. ÉTAT ACTUEL DANS LES PROVINCES CANADIENNES
3.12 Analyse
3.12.2 Analyse des résultats
Farmacêutica
A seguir serão apresentados os termos relacionados ao processo de trabalho em ATENFAR.
2.8.4.1. Problemas relacionados ao Medicamento – PRM
O Grupo de Minnesota define PRM, utilizando o termo “Drug Therapy Problem”, como:
“qualquer evento indesejável experimentado pelo paciente que envolva ou se suspeite que envolva a farmacoterapia e que interfira real ou potencialmente com um resultado esperado”. Sendo que, o evento indesejável que interfere ou pode interferir no resultado esperado, não se restringe em enfermidades e sintomas, mas também a qualquer problema relacionado com os aspectos psicológicos, fisiológicos, socioculturais ou econômicos (CIPOLLE et al., 2004).
O 3º. Consenso de Granada define PRM como sendo:
“aquelas situações em que o processo de uso do medicamento causa ou pode causar um resultado negativo associado ao medicamento (RNM)”.
CIPOLLE, STRAND e MORLEY, 2004, afirmam que os PRMs representam a maior responsabilidade da prática em ATENFAR.
DÁDER, MUNÕZ e MARTINEZ, 2008, explicam que “apesar de dispor de um definição concreta e clara, o debate sobre a idoneidade e significado deste termo PRM tem se mantido forte, devido basicamente a três circunstancias:
(1.) O termo PRM é amplamente utilizado na literatura, mas nem sempre representando o mesmo conceito;
(2.) Tem sido empregada grande diversidade de termos, sobretudo na literatura anglo- saxônica, para referir-se aos PRMs. Este fato pode fazer com que seja ainda mais difícil a possibilidade de determinar de maneira uniforme um conceito. Alguns exemplos são: drug therapy problems (DTP), drug-related problems (DRP), medicine-related problems (MRP), pharmacotherapy failures, drug treatment failure e pharmacotherapy problem; (3.) Entre os principais problemas originados da existência desta diversidade de termos
utilizados para denominar os ‘efeitos negativos produzidos pelos medicamentos’, encontra-se sua dificuldade que existe para conhecer sua incidência real, assim como para comparar os resultados obtidos nos diferentes estudos”.
2.8.4.1.1. Classificação de PRM
Uma das classificações de PRM mais conhecidas é a realizada Consenso de Granada, Espanha.
A tabela 19 apresenta a lista de problemas relacionados com medicamentos(COMITÊ DE CONSENSO, 2007).
Nos últimos anos, ganha destaque a discussão sobre a ocorrência de PRM e sua representatividade enquanto fator de risco que gera morbidade e mortalidade (FERNÁNDEZ- LLIMÍS, FAUS, 2003). Estudo realizado na Espanha encontrou que 1 em cada 3 pacientes que procuram o serviço hospitalar de urgências o faz devido a um PRM e que, destes, 73,13% são evitáveis . O número de medicamentos em uso e a idade dos pacientes foram identificados como fatores que elevam significativamente o risco de sofrer um PRM (GURWITZ et al, 2003). Estima-se que os custos totais dos PRM cheguem a 177,4 bilhões de dólares por ano, somente nos Estados Unidos (ERNST, GRIZZLE, 2001).
Tabela 19. Lista de Problemas Relacionados com Medicamentos (COMITÊ DE CONSENSO, 2007).
• Administração errônea do medicamento • Características pessoais
• Conservação inadequada • Contra-indicação
• Dose, pauta, e/ou duração inadequada • . Duplicidade
• Erros de dispensação • Erros de prescrição • Não adesão
• Interações medicamentosas
• Outros problemas de saúde que afetam o tratamento • Probabilidade de efeitos adversos
• Problemas de saúde insuficientemente tratados • Outros
2.8.4.2. Resultado Negativo associado ao Medicamento - RNM
No 3º. Consenso de Granada, 2007, Resultado Negativo associado ao Medicamento (RNM) é definido como:
“resultados na saúde do paciente não adequado ao objetivo da farmacoterapia e associados ao uso ou falha no uso de medicamentos”.
É definido como “Suspeita de RNM”
“a situação em que o paciente está em risco de sofrer um problema de saúde associado ao uso de medicamentos, geralmente pela existência de um ou mais PRM os quais podemos considerar como fatores de risco deste resultado negativo associado ao medicamento”.
Quando os objetivos terapêuticos não são alcançados, ou quando, como conseqüência da utilização de um medicamento, aparece um novo problema de saúde, é quando podemos afirmar que existe o que definimos como sendo um RNM (COMITÊ DE CONSENSO, 2007).
A intervenção farmacêutica deve estar orientada a identificar, corrigir e evitar os PRM e com isso prevenir o aparecimento do RNM (DÁDER et.al., 2008).
DÁDER et.al., 2008, afirma que a classificação dos resultados negativos associados ao medicamento proposta pelo Terceiro Consenso de Granada de 2007 (Tabela 20), é similar à estabelecida para os PRM no Segundo Consenso de 2002. Neste sentido, os RNM se classificam com base nas premissas que deve cumprir a farmacoterapia utilizada pelos pacientes: (a) ser Necessária (deve existir um problema de saúde que justifique o uso), (b) ser Efetiva (deve alcançar os objetivos terapêuticos planejados quando se instaurou) e (c) ser Segura (não produzir nem agravar outros problemas de saúde).
Tabela 20. Classificação dos resultados negativos associados ao medicamento (COMITÊ DE CONSENSO, 2007)
NECESSIDADE
Problema de saúde não tratado O paciente sofre um problema de saúde associado ao fato de não receber um medicamento que necessita.
Efeito de medicamento não necessário O paciente sofre um problema de saúde associado ao fato de receber um medicamento que não necessita.
EFETIVIDADE
Inefetividade não quantitativa O paciente sofre um problema de saúde associado a uma inefetividade não quantitativa do medicamento.
Inefetividade quantitativa O paciente sofre um problema de saúde associado a uma inefetividade quantitativa do medicamento.
SEGURANÇA
Insegurança não quantitativa O paciente sofre um problema de saúde associado a uma insegurança não quantitativa de um medicamento.
Insegurança não quantitativa O paciente sofre um problema de saúde associado a uma insegurança quantitativa de um medicamento.
Neste sentido, o medicamento que dê lugar ao aparecimento de um RNM “não estará cumprindo” alguma dessas premissas. Por isso, o RNM (ou suspeita, neste caso) se classificará em função de qual das premissas citadas a farmacoterapia “não cumpre”.
Diferentemente das versões anteriores, é importante destacar que na classificação do Terceiro Consenso de Granada não se utiliza uma numeração para designar os distintos tipos de RNM. Considera-se que é muito mais útil e prático referir-se a estas entidades com um breve enunciado (ressaltado em negrito na Tabela 20), empregando uma terminologia clínica e precisa para estabelecer a falha da farmacoterapia que se produz (DÁDER et.al., 2008).
DÁDER et.al., 2008, afirma que é necessário assinalar que todo esforço para conceituar as falhas na farmacoterapia como resultados negativos associados ao medicamento e poder propor uma classificação dos mesmos tem como finalidade essencial ajudar os farmacêuticos assistenciais a enfrentar de uma forma racional e estruturada este problema de
saúde pública. Definitivamente, pretende-se proporcionar ferramentas úteis e práticas para poder cumprir com o objetivo fundamental da Atenção Farmacêutica: detectar, prevenir e resolver as falhas da farmacoterapia para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
2.8.4.3. Atendimento Farmacêutico13
“É o ato em que o farmacêutico fundamentado em sua práxis, interage e responde às demandas dos usuários do sistema de saúde, buscando a resolução de problemas de saúde, que envolvam ou não o uso de medicamentos. Este processo pode compreender escuta ativa, identificação de necessidades, análise da situação, tomada de decisões, definição de condutas, documentação e avaliação, entre outros” (OPAS, 2002).
2.8.4.4. Acompanhamento/Seguimento Farmacoterapêutico
O Consenso Brasileiro de ATENFAR (OPAS, 2002) define:
“Acompanhamento/seguimento farmacoterapêutico é um componente da Atenção Farmacêutica e configura um processo no qual o farmacêutico se responsabiliza pelas necessidades do usuário relacionadas ao medicamento, por meio da detecção, prevenção e resolução de Problemas Relacionados aos Medicamentos (PRM), de forma sistemática, contínua e documentada, com o objetivo de alcançar resultados definidos, buscando a melhoria da qualidade de vida do usuário”.
A promoção da saúde também é componente da Atenção Farmacêutica e ao fazer o acompanhamento é imprescindível que se faça também a promoção.
Entende-se por resultado definido: a cura, o controle ou o retardamento de uma enfermidade, compreendendo os aspectos referentes à efetividade e à segurança do medicamento.
2.8.4.5. Intervenção Farmacêutica
“É um ato planejado, documentado e realizado junto ao usuário e profissionais de saúde, que visa resolver ou prevenir problemas que interferem ou podem interferir na farmacoterapia, sendo parte integrante do processo de acompanhamento/seguimento farmacoterapêutico” (OPAS, 2002).
Atenção Farmacêutica pressupõe condutas do farmacêutico que correspondem às Intervenções em Saúde (IS), que incluem a Intervenção Farmacêutica (IF), como um aspecto do acompanhamento farmacoterapêutico.