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COURBE DE DECROISSANCE

CHAPITRE 5 MESURE DES DISTRIBUTIONS DE DOSE DOSE

1. DISPOSITIF EXPERIMENTAL Cibles et films dosimétriques Cibles et films dosimétriques

2.2. Analyse quantitative

Em face do apreciável número de fungicidas existentes no mer­ cado, começámos por seleccionar alguns que maior eficácia têm revelado no nosso país, perante outras doenças criptogâmicas. Para mais, a consulta bibliográfica tinha-nos revelado que lá fora e até à data, ainda não se havia procedido a tratamentos sobre a cultura visando a sua protecção contra esta doença. Por outro lado, dada a grande dificuldade em conduzir ensaios de campo com um número já considerável de fungicidas, resolvemos recorrer a ensaios labora­ toriais, mediante os quais pudéssemos avaliar a eficácia relativa dos mesmos, embora soubéssemos de antemão que, normalmente, os fungicidas comportam-se melhor no laboratório do que no campo. Convinha, portanto, realizar um ensaio prévio que nos desse uma suficiente informação quanto ao grau de eficácia relativa, já que, fundamentalmente, nos propúnhamos experimentar no campo dois fungicidas (um mineral e outro orgânico) que, além de melhor com­ portamento em laboratório, possuíssem outras características compa­ tíveis com a utilização da forragem, pois que, de maneira alguma poderíamos desprezar os prováveis efeitos toxicológicos no gado.

Pelas razões apontadas, resolvemos estudar o comportamento laboratorial dos seguintes fungicidas:

Minerais:

Sulfato de cobre (como padrão).

Oxicloreto de cobre com 50 % de cobre metal. Óxido cuproso com 50 % de cobre metal.

Orgânicos:

«Captane» (83% de Triclorometil-tio-tetra-hidroftalimida). Zinebe (65% de Etileno-bis-ditiocarbamato de zinco).

120 ANAIS DO INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA Zirame (90% de Dimetilditiocarbamato de zinco). Tiocianato de Dinitrofenilo (com 45% de M. A.).

Dado que pretendíamos fazer uma apreciação sumária do poder fungicida destes produtos, decidimos seguir o método que Chancongne e Viel (1956) preconizam. Este consiste essencialmente em procurar saber a posição onde se coloca, para cada produto e em relação ao padrão ou padrões, o seu poder de inibição de germinação dos esporos de um fungo.

Ensaiámos para cada fungicida, seis concentrações numa série de seis repetições. Essas concentrações, iguais para todos os produtos e referidos à matéria activa, foram prèviamente estabelecidas de forma a poder-se localizar aproximadamente a LD 50 que lhe corres­ pondesse. Elas foram as seguintes:

5 X 10-4, 1 X 10-4, 5 X 10-5, 1 X 10-5, 5 X 10-°, e 1 X 10-6.

Na contagem da germinação dos esporos, considerámos como germinados, tal como Chancogne e Viel (1956), o esporo que apre sentasse uma hifa cujo comprimento fosse igual a, pelo menos, Mi do seu diâmetro menor.

As percentagens dos esporos não germinados, obtidas nas conta­ gens para cada concentração, foram corrigidas de acordo com a per­ centagem de esporos viáveis da testemunha, a fim de eliminar uma variável, que é a mortalidade natural dos esporos. Para isso, utili­ zámos, como o fizeram também Payen e Brebion (1952), a fórmula de Abbot:

Inibição corrigida é igual a:

onde:

100 - —---- — X 100 T - A

A — Número de esporos germinados antes da incubação, na teste­ munha ;

T = O número de esporos germinados depois da incubação, na testemunha;

C = O número de esporos germinados depois da incubação, em cada concentração.

UMA GRAVE MICOSE DO BERSIM 121 Em virtude de os esporos do A. caulivorum terem revelado, con­ forme atrás referimos, uma má germinação em suspensão aquosa, embora muito melhor com a adição do extracto de bersim, decidimos adoptar a técnica de germinação em placas com agar utilizada por Gattani (1954), com algumas alterações de Tomaz (1958). Por outro

lado, esta técnica apresenta mais vantagens sobre aquela e o único inconveniente que se lhe aponta •—a reacção do agar com os fungi­ cidas minerais — estava salvaguardado, uma vez que tencionávamos ensaiar no campo um fungicida orgânico e outro mineral, indepen­ dentemente da eficácia relativa revelada no estudo laboratorial, mas de acordo com o comportamento dentro de cada grupo e segundo determinantes de natureza prática e toxicológica.

Como tivéssemos já averiguado que o meio gelosado mais favorável para a germinação era o constituído por agar a 1 %, foi este o meio de cultura utilizado na técnica seguida.

Os resultados apurados para cada produto constam do Quadro 8.

QUADRO 8

Resultados da inibição da germinação dos esporos do A. caulivorum eom 7 fungicidas, em 6 repetições

«CAPTANE» (83 % de M. A.) TIOCIANATO DE DINITROFENILO (45% de M. A.) ZINEBE

(65% de M. A.) (90 % de M. A.)ZIRAME Concentrações Inibição média

% Inibição média% Inibição média % Inibição média%

Encon­

trada Corrigida Encon­trada Corrigida Encon­trada Corrigida Encon­trada Corri­gida

5 x ÍO-^ 100 100 100 100 100 100 100 100 1 x 10-4 100 100 100 100 90,5 88,4 100 100 5 x 10-5 100 100 100 100 51,0 40,6 99,5 99,3 1 x 10-5 100 100 99,6 99,4 38,5 25,4 90,5 88,1 5 x 10-e 80,3 75,4 97,1 96,1 28,5 13,3 85,1 81,4 1 x 10-e 38,3 23,2 53,5 38,7 23,8 7,6 53,0 41,3 Testemunha 19,6 24,1 17,5 19,8

Concentrações DE COBRESULFATO OXICLORETO DE COBRE (50 % de M. A.) ÓXIDO CUPROSO (50 % de M. A.) 5 x 10-4 95,0 93,9 94,6 93,8 58,3 49,4 1 x 10-4 51,5 40,9 42,6 34,5 54,3 44,6 5 x 10-5 43,5 31,2 28,5 18,4 43,8 31,8 1 x 10-5 35,0 20,9 23,0 12,2 38,6 25,5 5 x 10-6 31,2 16,3 19,0 7,6 37,2 23,8 1 x 10-6 24,5 8,1 17,2 5,5 31,3 16,7 Testemunha 17,8 12,3 17,5

ESTAMPA V

Figura 23 — Casos de septação e gemulação observados em gelose de malte, ao fim de 1,8 h. (Ampliada cerca de 1,00 X)■

Figura 24 — Hifas completamente escurecidas, como conse­ quência do esgotamento do meio de malte, após 60 h. Notam-se ainda dois órgãos em forma de basídio, cada um resultante do intumescimento duma célula da hifa, os quais ostentam vários conídios curvos. (Ampliada cerca de 750 X)-

Figura 25 — Formação de clamidósporos esverdeados, alguns ainda ligados por um septo, em gelose de ce­ noura, ao fim de 5 dias. (Ampliada cerca de 750 X).

Figura 26 — Esporos castanho-esverdeados do A. caulivorum, entre numerosos hialinos, em gelose de cenoura, ao fim de um mês. Alguns daqueles apresenta­ vam 1-2 septos. (Ampliada cerca de 750 X)-

ESTAMPA VI

Figura 27 — Vaso coberto com chapa de vidro; note-se o fundo inundado e o vaso mais pequeno inoculado.

Figura 28 — Plantas de Melilotus alba com necroses provo­ cadas pelo A. caulivorum, 3 semanas após a sua inoculação artificial.

UMA GRAVE MICOSE 1)0 BERSIM 123 De acordo com Chancogne e Viel (1956), daremos a localização aproximada da respectiva LD 50. Assim, em relação aos fungicidas minerais (cúpricos), para o sulfato de cobre e o oxicloreto de cobre, a posição da respectiva LD 50 será:

1 X 10-4 < LD 50 < 5 X 10-4

e em relação ao óxido cuproso:

5 X 10" < LD 50

isto é, o comportamento deste fungicida foi inferior aos dois primeiros. No que respeita aos fungicidas orgânicos, verifica-se para o «Captane», Zirame e Tiocianato de Dinitrofenilo uma acção muito semelhante, visto a respectiva LD 50 se localizar como se segue:

5 X 10" > LD 50 > 1 X 10-°

Em contrapartida, o zinebe mostrou nítida inferioridade, uma vez que a posição da sua LD 50 é:

1 X 10" > LD 50 > 5 X IO"

Em resumo, havíamos apurado que no grupo dos fungicidas minerais, tanto o sulfato de cobre, como o oxicloreto de cobre com 50 % de substância activa poderiam ser ensaiados no campo e o óxido cuproso não revelara suficiente eficácia para que pudesse ser admi­ tido num ensaio dessa natureza.

Quanto aos fungicidas orgânicos, de entre os quatro ensaiados, o «captane», o zirame e o tiocianato de dinitrofenilo manifestaram uma eficácia muito semelhante, pelo que qualquer deles poderia ser utilizado numa experiência de campo, enquanto que o zinebe já não merecia ser considerado, perante o fraco comportamento revelado.

Veremos no capítulo V as razões que nos levaram a eleger dentro de cada um dos grupos, os fungicidas utilizados nos ensaios de campo.

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INOCULAÇÕES EXPERIMENTAIS EM PLANTAS ENVASADAS

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