1.3. Analyses en conditions de large excès de substrat
1.4.5. Analyse de la phase gaz
De seguida, foi a fase de articular as componentes do estudo com o plano de trabalho das professoras das turmas das duas escolas.
Calendarizámos os instrumentos de medida (teste de criatividade e as fichas de desempenho de Estudo do Meio, Português e Matemática) e a intervenção, que envolveu a lecionação dos conteúdos de Estudo do Meio, Português e Matemática para os dois grupos (GE/GC), a aula preparatória de dança (só para GE) e as aulas de dança (GE)/de metodologia tradicional (GC). Elaborámos assim um mapeamento temporal do plano que teve início na 3.ª semana de outubro de 2010 e terminou na 1.ª semana de abril de 2011, para os dois grupos12, tendo a intervenção decorrido no mês de novembro com o Estudo do Meio, em janeiro com o Português e a Matemática em fevereiro. Devido a natureza longitudinal do estudo e às componentes envolvidas, apresenta-se a estrutura final do plano de intervenção de uma forma esquemática, no Anexo II.18.
A estrutura deste plano de intervenção foi elaborada a partir da análise da prática pedagógica desenvolvida neste ciclo e do calendário escolar, de
11 Os manuais “Fio-de-Prumo” do GE foram adotados para o estudo. Assim, foi entregue ao GC fotocópias a cores das páginas selecionadas para o estudo, assegurando o mesmo tratamento entre grupos.
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Como já referimos, os alunos do GC tiveram as mesmas aulas de dança que o GE, após a conclusão do estudo. As aulas foram lecionadas entre a 4.ª semana de abril e a 2.ª semana de junho de 2011.
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forma a relacionar as componentes do estudo. Partimos do primeiro pressuposto definido do estudo exploratório: trabalhar durante um mês uma área disciplinar pela seguinte ordem temporal, Estudo do Meio, Português e Matemática. A partir das interrupções letivas estabelecidas no calendário escolar e o espaço de tempo que era necessário entre os três momentos de medida das fichas de desempenho, definimos os meses de novembro, janeiro e fevereiro para a intervenção. Durante a construção deste plano de intervenção tivemos sempre o critério de uniformizar o tempo de aprendizagem entre os grupos (GE e GC). Desta forma pretendíamos dar um tratamento semelhante a ambos os grupos, assegurando as mesmas condições e limitando, assim, as influências exteriores que, eventualmente poderiam afetar a aprendizagem.
Este ponto de partida com estes dois pressupostos e com o objetivo de articular as componentes ao plano de trabalho das professoras levou-nos a inúmeras possibilidades de análise, passando pelas seguintes fases: começámos por estudar como seria a lecionação dos conteúdos do Estudo do Meio, Português e Matemática, uma área em cada mês, pelas professoras da turma. Assim, definiu-se que na primeira semana do mês, as professoras lecionariam os conteúdos planeados, a partir do manual do GE. Na segunda semana, as professoras lecionariam os conteúdos previstos para essa semana e os conteúdos da semana anterior seriam consolidados através de uma aula de dança no GE e no GC pela metodologia tradicional com o professor da turma, utilizando o manual da sua escola ou fichas de consolidação. Este procedimento foi igual para as duas semanas seguintes e na última semana de intervenção decorreriam só as aulas de consolidação, como podemos observar no Anexo II.18, em cada área disciplinar.
A outra fase de trabalho, e ainda no âmbito da intervenção, foi a organização temporal das aulas de consolidação de conteúdos, pela dança criativa e pela metodologia tradicional, lecionadas no tempo letivo curricular. Relativamente às aulas de dança criativa, que foram lecionadas ao GE, constatámos que não seria possível lecionar as aulas de dança todas no
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mesmo dia devido ao tempo letivo por dia13 de 4h30 e ao número de turmas do GE (cinco turmas), que perfazia 5h de lecionação. O passo seguinte foi analisar se poderíamos ter uma turma em cada dia da semana mas devido ao calendário escolar, com um feriado numa 4.ª feira de dezembro e o magusto numa 5.ª feira em novembro, tivemos que colocar duas turmas às 2.ª e 6.ª feiras e uma à 3.ª feira. Assim, a dança foi lecionada na parte da manhã para conseguirmos lecionar a duas turmas, tendo cada aula de dança uma duração de 60 minutos (2.ª feira: turmas A (9h15-10h15) e B (11h-12h); 3.ª feira: turma C (11h-12h) e 6.ª feira: turmas D (9h15-10h15) e E (11h-12h)). Por conseguinte, no GC, as aulas de consolidação pela metodologia tradicional ocorreram nos mesmos dias da semana (2.ª, 3.ª e 6.ª feiras), da parte da manhã e com a mesma duração para cada aula (60 minutos).
Em relação às fichas de desempenho mantivemos esta regra do dia da semana e turma, para que todas as turmas fossem sujeitas ao mesmo intervalo de tempo entre a intervenção e os momentos de medida, i.e., entre as aulas de consolidação pela dança/pela metodologia tradicional e a ficha de desempenho do pós-teste e entre o pós-teste e o reteste. Assim, os pós-testes e retestes foram administrados nos dias da semana estabelecidos para cada turma, sendo os pós-testes a seguir às aulas de dança/de metodologia tradicional como a primeira tarefa da tarde e os retestes, passado 34 dias, aproximadamente, como a primeira tarefa da manhã. Já os pré-testes foram ministrados no mesmo dia, às oito turmas, na primeira semana do mês, sendo a primeira tarefa da manhã e da semana, antes das professoras titulares lecionarem os conteúdos definidos.
Contudo, tivemos alguns constrangimentos na articulação destas componentes por diferentes razões, tendo que reajustar quatro aspetos. Foram eles: 1) o reteste do Estudo do Meio, das turmas A/B do GE e turma A do GC, foram aplicados depois do intervalo da manhã, das 11h-11h45, por causa da sobreposição do pré-teste de Português; 2) o pré-teste de Matemática, das turmas A do GE e GC, foram aplicados, também, depois do intervalo da manhã
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por causa da sobreposição da aula de dança 8 e da aula pela metodologia tradicional 8; 3) o pós-teste de Matemática nas turmas D e E do GE e C do GC foi aplicado um dia antes do previsto porque na 6.ª feira comemorou-se o dia do agrupamento na escola do GE, não havendo aulas; e 4) o reteste de Português foi aplicado nove dias depois da data estabelecida, devido à interrupção letiva de três dias do Carnaval.
Em relação ao teste de criatividade, o outro instrumento de medida, foi o primeiro e o último a ser ministrado no estudo, nos dois grupos no mesmo dia, sendo a primeira tarefa da tarde.
As etapas de construção desta parte experimental do estudo foram partilhadas e analisadas pela equipa de professoras do estudo das duas escolas, envolvendo algumas reuniões no período de maio a setembro de 2010. Por fim, apresentamos, de uma forma esquemática, as fases realizadas na parte experimental durante a sua conceção até a aplicação.
Quadro II.15. Cronograma das fases realizadas durante a conceção até a aplicação da parte experimental
2010 2011
Fases J/F M/A M/J J/A S/O N/D J/F M/A
Levantamento/seleção das escolas Estudo exploratório
Formalização do protocolo do estudo com as escolas
Elaboração do plano de intervenção
Reuniões com equipa de professoras GE e GC Construção, validação e protocolo de aplicação do instrumento de medida – ficha de desempenho de cada área disciplinar
E M
P M
Elaboração e validação das aulas de dança Adaptação, validação e protocolo de aplicação do instrumento de medida – teste de criatividade
Pedido aos encarregados de educação/reuniões Elaboração e validação das fichas de consolidação
Plano de intervenção
Legenda: J/F - janeiro/fevereiro; M/A - março/abril; M/J - maio/junho; J/A - julho/agosto; S/O - setembro/outubro; N/D - novembro/dezembro; EM - Estudo do Meio; P - Português; M - Matemática
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De seguida, descrevemos a construção e validação das sessões de dança criativa, numa metodologia interdisciplinar, bem como a caracterização e lecionação das aulas, para depois apresentarmos as fichas de consolidação das aulas de metodologia tradicional.