d’or sur des surfaces planes
2. Fonctionnalisation des surfaces d’or
2.3.2. Analyse par PM-IRRAS
O PIBID foi implementando em 2011 na USP (SANTOS, 2015). O subprojeto PIBID/USP – Biologia iniciou suas atividades no ano seguinte, com ações de formação voltadas
para a utilização da história da ciência na educação científica (BOZZO; DEL-CORSO; PRESTES, 2015). Em 2014, houve uma mudança nas diretrizes de formação, que passaram a assumir outros referenciais, entre os quais os de EnCI (SANTOS, 2013).
Nessa nova proposta, 14 ações de formação foram planejadas. São explicitadas abaixo as ações que evidenciam que o contexto de formação promovido pelo PIBID/USP – Biologia tinha o potencial de oportunizar, aos licenciandos, a inserção em comunidades de professores; a vivência de práticas semelhantes às realizadas por docentes em serviço; e a experimentação de abordagens de ensino de ciências inovadoras, como o EnCI (SANTOS, 2013, p. 13 e 14):
Ação 4 - Leitura e discussão de referenciais teórico-metodológicos: para subsidiar observações e reflexões dos bolsistas do PIBID e supervisores, serão realizadas discussões de textos que coloquem a escola em foco e sobre os assuntos que emergirem das reflexões sobre os contextos escolares e sobre as práticas educativas, subsidiadas pelos pressupostos da pesquisa colaborativa e comunidades de prática; ensino de ciências e biologia; ensino por investigação; alfabetização científica; argumentação no ensino de ciências; relações CTSA; potencialidades das TIC; Ação 5 - Desenvolvimento de estratégias didáticas: coordenadores de área, supervisores e alunos bolsistas elaborarão estratégias didáticas com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do protagonismo do estudante da escola básica. Dentre as diferentes possíveis abordagens, buscaremos valorizar aquelas relacionadas à proposição de problemas autênticos aos estudantes, de maneira que ele tenha oportunidades de construir conhecimento, raciocinar, argumentar, se posicionar. Ação 6 - Desenvolvimento de materiais didáticos: Em conjunto com a ação 5, materiais didáticos poderão ser desenvolvidos como decorrência não apenas do trabalho de investigação constante na escola, como também a partir dos estudos teóricos e das discussões realizadas. Estes materiais podem ser, por exemplo: modelos tridimensionais, jogos, vídeos, atividades multimídia e virtuais, roteiros de atividades de campo, roteiros de visitação a ambientes não-formais de ensino, protocolos de experimentos/investigações científicas, entre outros.
Ação 8 - Regência dos alunos bolsistas com a aplicação das estratégias e materiais didáticos: em situações de regência, os alunos bolsistas terão oportunidade de testar e executar as estratégias e os materiais didáticos produzidos colaborativamente, experimentando situações reais de sala de aula, sempre com a presença e orientação do professor supervisor. Tais intervenções serão registradas em cadernos de campo e/ou equipamentos audiovisuais (com consentimento dos responsáveis pelos alunos) e organizados em portfólios.
Em 2015, ano da coleta de dados desta pesquisa, o PIBID/USP – Biologia contava com 28 alunos bolsistas, licenciandos do curso de Ciências Biológicas/USP; quatro supervisores, professores de ciências do ensino fundamental II e médio da rede pública de ensino; e duas coordenadoras de área, professoras do Instituto de Biociências/USP. Os licenciandos foram divididos em quatro grupos de trabalho, cada um orientado por um professor supervisor e pelas coordenadoras de área. Os trabalhos iniciaram-se no mês de março e foram finalizados no mês de dezembro.
As ações de formação supracitadas foram colocadas em prática de diferentes formas durante o ano de 2015. Os licenciandos puderam se envolver em atividades de leitura e
discussão de referenciais do EnCI6; de debates acerca do contexto de ensino no Brasil e adequação da abordagem investigativa a esse contexto, considerando as situações das escolas, condições do trabalho docente e o peso das avaliações que privilegiam o conteúdo conceitual, como o vestibular e exames governamentais; e de resgate e análise das experiências de construção e aplicação de sequências didáticas investigativas desenvolvidas pelos licenciandos participantes do PIBID/USP – Biologia no ano anterior. Essas atividades ocorriam principalmente durante reuniões semanais envolvendo todos os licenciados e as coordenadoras de área, reuniões estas identificadas como reuniões gerais. Cada reunião geral tinha duração de duas horas.
Além disso, os licenciandos, as coordenadoras de área e os professores supervisores participaram de oficinas de formação sobre estatística e neurociências para o ensino básico, em que noções desses temas foram trabalhados a partir de atividades interdisciplinares. As oficinas foram ministradas por uma professora aposentada do Instituto de Matemática e Estatística/USP e por um professor do Instituto de Biociências/USP. Elas ocorreram em dois dias, com duração total de 12 horas.
Paralelamente às reuniões gerais e às oficinas, os licenciandos também realizavam
6 Referenciais lidos e discutidos durante as reuniões gerais:
CARVALHO, A. M. P. de. O ensino por investigação e a proposição de sequências didáticas investigativas. In CARVALHO, A. M. P. de. (org). Ensino de ciências por investigação: condições para implementação em sala
de aula. São Paulo: Cengage Learning, 2013, cap. 1, p. 1-20.
SCARPA, D. L.; SILVA, M. B. e. (2013). O ensino de Ciências e a proposição de sequências de ensino investigativas. In CARVALHO, A. M. P. de. (org). Ensino de ciências por investigação: condições para
implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning, 2013, cap. 8, p. 110-129.
Outros referenciais disponibilizados aos licenciandos em formato eletrônico:
BANCHI, H.; BELL, R. The many levels of inquiry. Science and Children, v. 46, n. 2, p. 26-29, 2008.
BELL, R. L.; SMETANA, L.; BINNS, I. Simplifying Inquiry Instruction. The Science Teacher, v. 72, n. 7, p. 30- 33, 2005.
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Formação de Professores do Ensino Médio - Ciências da natureza/
Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio. Curitiba: UFPR/Setor de Educação, 2014, 48 p.
BSCS. Why Does Inquiry Matter? Because That’s What Science Is All About! Dubuque: Kendal/ Hunt Publishing, 2006, 35 p.
GOMES, A. D. T.; BORGES, A. T.; JUSTI, R. Processos e conhecimentos envolvidos na realização de atividades práticas: revisão da literatura e implicações para a pesquisa. Investigações em Ensino de Ciências, v. 13, n. 2, p. 187-207, 2008.
GRANDY, R.; DUSCHL, R. A. Reconsidering the Character and Role of Inquiry in School Science: Analysis of a Conference. Science & Education, v. 16, p.141–166, 2007.
INSTITUTO ABRAMUNDO. Indicador de Letramento Científico: relatório técnico da edição 2014. São Paulo: Ação Educativa, Ibope, 2014. Disponível em: . Acesso em: ago. 2015.
MUNFORD, D.; LIMA, M. E. C. D. C. E. Ensinar ciências por investigação: em quê estamos de acordo? Ensaio
Pesquisa em Educação em Ciências, v. 9, p. 72–89, 2007.
PUIG, B. TORIJA, B. B.; JÍMENEZ-ALEIXANDRE, M. P. Argumentación en el aula: dos unidades
didácticas. Santiago de Compostela: Danú, 2012, 58 p.
RODRIGUES, B. A.; BORGES, A. T. O ensino de ciências por investigação: reconstrução histórica. In: XI ENCONTRO DE PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA, 2008, Curitiba.
ZÔMPERO, A.; LABURÚ, C. Atividades investigativas no ensino de ciências: aspectos históricos e diferentes abordagens. Revista Ensaio, v. 13, p. 67–80, 2011.
atividades diretamente relacionadas ao ambiente escolar. Eles tinham que cumprir carga horária de seis horas por semana na escola, que era dividia em duas horas para reuniões de planejamento de ações na escola e de sequência didática e quatro para atividades em sala de aula, como observação de aulas e desenvolvimento de sequência didática. Essas atividades eram realizadas nas escolas em que os professores supervisores atuavam, sendo que eles eram os principais responsáveis por orientar os licenciados nesses momentos. As coordenadoras de área também auxiliavam no planejamento da sequência didática durante as reuniões gerais.
Como finalização das atividades desenvolvidas no PIBID/USP – Biologia em 2015, os licenciandos, coordenadoras de área e professores supervisores promoveram a I Feira de ciências PIBID/USP “Conectando escola pública e pesquisa científica”, em que os estudantes das escolas atendidas pelo programada puderam expor trabalhos de investigação desenvolvidos por eles mesmos, sob orientação dos licenciados e professores supervisores7.