II. Description et analyse du bâillement chez le Chien
II.1. Analyse motrice et temporelle
Não foi consensual a opinião acerca do papel da Ciência e a Tecnologia no contributo da resolução de problemas como os da pobreza, crime, desemprego, doença, ameaça de guerra nuclear e excessos de população mas a maior incidência de respostas recaiu nos pontos seguintes (Figura VI – 10):
• Resolver graves problemas, através de ideias provenientes das Ciências e de novas soluções tecnológicas -32% dos alunos.
• A resolução de certo tipo de problemas prende-se com a utilização correcta das Ciências e Tecnologia por parte das pessoas -29% dos alunos.
• A resolução de certos problemas sociais, mas podem estar na origem social de outros - 23% dos alunos.
• Nenhuma das afirmações anteriores coincide com o meu ponto de vista. Outra? - 0% dos alunos.
Figura VI – 10. Importância da Ciência e da Tecnologia na resolução de problemas.
A- A Ciência e a Tecnologia podem, certamente, contribuir para resolver graves problemas, através de ideias provenientes da Ciência e de novas soluções tecnológicas.
B- A Ciência e a Tecnologia podem contribuir para resolver certos problemas sociais, mas não outros.
C- A Ciência e a Tecnologia podem contribuir para a resolução de certos problemas sociais, mas podem estar na origem de muitos outros.
D- A contribuição da Ciência e da Tecnologia para a resolução de certo tipo de problemas, prende-se com a utilização correcta da Ciência e da Tecnologia por parte das pessoas.
E- É difícil imaginar em que medida a Ciência e a Tecnologia podem contribuir para a solução de problemas sociais. Estes dizem respeito à natureza humana e têm pouco a ver com Ciência e Tecnologia.
F- A Ciência e a Tecnologia tendem a tornar os problemas sociais ainda mais complicados. É esse o preço a pagar pelos avanços científicos e tecnológicos.
G- Não compreendo a questão.
H- Não tenho conhecimentos para fazer uma escolha.
I- Nenhuma das afirmações anteriores coincide com o meu ponto de vista. Outra?
32% 8% 23% 29% 5% 1% 1% 1% A B C D E F G H
107
A Ciência/Tecnologia são aspectos centrais da nossa cultura que não podem ser pensados fora da sociedade. Estes aspectos não podem ser descurados no processo de ensino/aprendizagem.
Nesta linha de pensamento Pedrosa e Mateus (2001) afirmam que as “abordagens de ensino das ciências que privilegiem a integração de inter-relações C/T/S, concorrendo para aprendizagens significativas, veiculam a ideia de uma escola rejuvenescida, aberta ao Mundo, harmoniosamente integrada e inter-actuante com a comunidade a que pertence, onde dá "gozo" aprender. As diversas dimensões de literacia científica assim contempladas valorizam e alargam o conceito que vulgarmente se tem de Cultura, enriquecendo também de forma ímpar as práticas de Cidadania. Deste contexto emerge ainda com naturalidade o quadro complexo em que se inscreve a acção dos professores em geral e a dos de ciências, em particular.” (Pedrosa e Mateus, 2001, p.150).
Cachapuz et al. (2002) defendem que é relevante a abordagem de situações – problema do quotidiano dos alunos pois permitirão “reflectir sobre os processos da ciência e da tecnologia bem como as suas inter-relações com a sociedade e ambiente, facultando aos alunos uma aprendizagem científica e tecnológica, uma maior possibilidade de tomar decisões informadas, de agir responsavelmente, bem como de permitir o desenvolvimento de atitudes e valores.” (Cachapuz et al., 2002, p.174).
Assim, é pertinente solicitar aos alunos a recolha de notícias científicas de jornais e revistas para posterior debate em aulas, no desenvolvimento destas problemáticas.
6.2.1.11. Aprendizagem da Ciência mais motivadora e eficiente para a integração dos jovens no Mundo actual
Realização de mais trabalho laboratorial (77 alunos), mostrar o carácter útil e/ ou prático da aplicação dos conceitos científicos (73 alunos), ver filmes e documentários (73 alunos) são as estratégias que os alunos mais gostavam. Pelo contrário, aulas em que os alunos apresentam oralmente os trabalhos realizados são as menos preferidas (64 alunos discordam/ sem opinião). Ora, isto implica um maior esforço por parte dos professores de modo a que os alunos mobilizem a competência de apresentar oralmente os trabalhos realizados, processo fundamental na construção e divulgação da ciência. Os alunos de um modo geral gostavam de estratégias diversificadas, como se constatou pelos resultados obtidos (Figura VI – 11).
108
Figura VI – 11. Preferências metodológicas dos inquiridos.
A- Mostrar o carácter útil e/ ou prático da aplicação dos conceitos científicos.
B- Aulas em que os alunos apresentam oralmente os trabalhos realizados.
C- Ver filmes e documentários.
D- Aulas com utilização de recursos informáticos.
E- Realização de trabalho de grupo pelos alunos.
F- Aulas de debate.
G- Realização de mais trabalho laboratorial.
H- Abordar temas de ciências relacionados com o quotidiano.
I- Aulas em que os alunos, em grupo, planeiam e realizam experiências para dar resposta a problemas previamente formulados.
J- Outra (Visitas de estudo, pesquisa em livros e TPC).
Ao fazer o balanço da discussão relativa a esta parte do 1º questionário uma ideia tomou forma: os alunos gostam de trabalho laboratorial e de trabalhar em pequeno grupo. Por conseguinte, em temas menos apelativos para os alunos, esta é uma estratégia vantajosa a que se poderá recorrer, sustentando a pertinência de implementação de percursos investigativos, nas aulas. Ao admitir-se como fundamental esta componente, destaca-se a pertinência de o trabalho laboratorial ser concebido como uma actividade cooperativa de aprendizagem centrada no trabalho de grupo, em pequenos grupos e no grupo-turma. Nesta actividade cooperativa destaca- se entre outros aspectos, a relevância que pode assumir a discussão no seio de cada grupo e/ou do grupo-turma ao nível da realização do trabalho.
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 A B C D E F G H I J N º d e a lu n o s Concordo Discordo Sem opinião
109 6.2.2. 2º Questionário
Embora tenham sido administrados os guiões laboratoriais a 4 turmas do 10º ano do Curso de Ciências e Tecnologias da Escola Secundária de Henriques Nogueira, a autora considerou mais fidedigno aplicar o questionário apenas aos seus alunos, uma vez que os observou/acompanhou durante a realização dos percursos investigativos. Tal não foi possível nas outras duas turmas por incompatibilidades de horário. Assim, os questionários foram aplicados a 39 alunos, 19 raparigas e 20 rapazes com 15 anos (22 alunos) e 16 anos (17 alunos), no final do ano lectivo. Estes executaram todas as actividades laboratoriais apresentadas no presente trabalho (capítulo V) durante o 2º período e 3º período escolar.