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CHAPITRE III : CARACTERISATION DES POLYMERES PARENTS ET DE

III.2 Etude calorimétrique des polymères parents et de leurs mélanges

III.2.1. Analyse enthalpique différentielle des polymères parents

A educação de idosos pode ocorrer em diferentes espaços, possibilitando um diálogo e um compartilhamento de saberes entre pessoas de diversas faixas etárias.

A educação permanente, por exemplo, é um processo ininterrupto, que ocorre em qualquer circunstância e é desencadeada pelas transformações do sujeito, seja no aspecto social, político ou cultural, no decorrer de sua vida. Nesse contexto, o ser humano pode ter diferentes formas de acesso ao saber e à cultura nas mais diversas idades, sem limite de tempo ou de espaço. Continuar os estudos, na terceira idade, pode ser uma forma de ressignificar o sentido da vida, com novos planos, resgatando desejos pessoais interrompidos por condições desfavoráveis, como a necessidade de trabalhar ou a falta de acesso à escola durante a juventude. A educação, no trabalho com pessoas idosas, por exemplo, pode promover a recuperação da autoestima, pois proporciona acesso a instrumentos que garantem uma maior compreensão do mundo e que, consequentemente, resultam em uma participação social mais efetiva. No entanto, verifica-se que idosos com menor poder aquisitivo (renda de um salário mínimo), residentes nas periferias das cidades, geralmente, têm menos acesso às atividades educativas (GUEDES, 2006; TEODORO, 2006; BOTELHO, 2006; COURA, 2007; ALVES, 2007; BRANCO, 2007; PINHEIRO, 2009; LARA, 2010; DIAS, 2010; PEREIRA, 2010).

O acesso de idosos à educação também tem sido uma preocupação de universidades. No Brasil, há várias experiências como cursos e atividades para a terceira idade, viabilizadas por meio de projetos e de programas de extensão universitária. Dentre essas experiências, estão as universidades abertas à terceira idade (Unati).

As atividades desenvolvidas pelas Unatis possibilitam aos seus participantes uma convivência social e um compartilhar de experiências. Diferentes motivações fazem com que esse público retorne à escola, geralmente, atraídos pela possibilidade de integração social. Esse retorno pode estar atrelado à busca por: desenvolvimento pessoal, ocupação do tempo livre, convivência com pessoas diferentes e de outras idades, fuga da solidão, combate à depressão, melhora da convivência com familiares, dentre outros. Contudo, retomar os estudos também tem suas complicações, como possíveis dificuldades de aprendizagem. Diante disso, recomenda-se que o professor seja o mais claro e mais objetivo possível na organização e na transmissão de informações, que use um tom de voz mais alto, fale pausadamente, escreva no quadro com letra maior, repita e reforce, constantemente, uma informação e valorize as experiências dos alunos. Propõe-se, ainda, um ambiente que

promova a reflexão sobre o processo de aprender para o idoso, a fim de resgatar sua confiança na potencialidade do próprio aprendizado (VILLANI, 2007; OLIVEIRA, 2010).

Um trabalho educativo com idosos é diferenciado, na medida em que é direcionado a pessoas com larga vivência, em geral, buscando experiências prazerosas, integração social e melhoria na qualidade de vida. Pensando o envelhecimento como um processo natural do desenvolvimento, em que as pessoas são ativas, assim, considera-se que as bagagens acumuladas, ao longo dos anos, devam ser consideradas para a formulação de metodologias, visando ao trabalho educacional com pessoas na terceira idade.

Entende-se que atividades desse tipo podem favorecer e fortalecer tanto a formação quanto a manutenção de laços socioafetivos, contribuindo para o cultivo de outros hábitos intelectuais e para o aperfeiçoamento de habilidades e de convívio social. Dentro disso, uma ação educativa, envolvendo Matemática, igualmente, muito poderia auxiliar as pessoas idosas. Procurando-se refletir sobre a viabilização de ações educativas com idosos, envolvendo Matemática, na Universidade, busca-se por um conceito de Extensão Universitária, discutido no próximo capítulo.

3 – UM CONCEITO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PARA A AÇÃO CONVERSAS

Penso em ficar só, mas minha natureza pede diálogo e afeto. (Lya Luft, 2010)

A extensão universitária é uma ação prevista pela legislação. No artigo 207 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, se estabelece que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa, de gestão financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.”

Na Lei de Diretrizes e Bases n. 9.394/96, em seu capítulo 4, artigo 43, parágrafo 7 consta que “a Extensão Universitária visa a difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.”

O Plano Nacional de Educação Lei n. 10.172 de 09/01/2001 admite que a “Extensão Universitária deve destinar 10% do total de créditos exigidos para a graduação no ensino superior público à atuação dos alunos em ações extensionistas, para os cursos que assim o desejarem.”

Tendo contribuído para a menção da extensão universitária nessas leis e visando promover um consenso sobre tal atividade a fim de garantir seu desenvolvimento e financiamento no âmbito das instituições públicas de ensino superior, o Fórum de Pró- Reitores de Extensão Universitária das Universidades Públicas (FORPROEX) acrescenta que “sob o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”, esta última é entendida como “um processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre Universidade e outros setores da sociedade.” (FORPROEX, 2012, p. 15)

A questão da indissociabilidade das funções acadêmicas aparece tanto em lei quanto na conceituação elaborada pela FORPROEX geralmente apresentadas nessa ordem: ensino – pesquisa – extensão. Aparentemente, essa ordem vem se mantendo com pouco incentivo às ações de extensão no interior das universidades, o que pode resultar em menos propostas de ações extensionistas por professores universitários.

Rodrigues (2006) entende que embora as atividades extensionistas sejam consideradas um meio importante para um relacionamento mais próximo entre universidade e outros setores da sociedade, elas são, geralmente, menos prestigiadas do que a pesquisa ou o ensino. Por exemplo, na distribuição da carga horária, este pesquisador argumenta que em

universidades federais, a Lei n. 9.678, de 3 de julho de 1998 estabelece uma Gratificação de Estímulo à Docência no Magistério Superior (GED). O artigo 1º da referida lei determina “a pontuação dez pontos por hora-aula semanal até o máximo de cento e vinte pontos”. Segundo esse pesquisador, o mesmo incentivo não ocorre para a realização de ações extensionistas.

Para Rodrigues (2006), a pesquisa também pode ser atraente ao professor pela importância que lhe é atribuída na projeção da carreira em relação à universidade e perante as agências de fomento que financiam, por exemplo, a construção de laboratórios, compras de materiais e participações de docentes-pesquisadores em eventos científicos. Esse autor não ignora a possibilidade de se conseguir financiamentos para ações de extensão e questiona o que mais poderia explicar uma maior quantidade de tempo dispensado à pesquisa ou ao ensino além da questão financeira ou de um possível prestígio entre os pares. Em busca de uma compreensão, considera que o desequilíbrio na distribuição das tarefas desempenhadas por professores universitários, com pouca ou nenhuma prática considerada extensionista, pode ser causado pela indefinição, em muitas universidades, dos objetivos da extensão. Ele entende que há um consenso de que em pesquisa se produz conhecimento, que é transmitido pelo ensino, mas que

em relação à extensão, não há clareza sobre o seu significado, o seu papel no âmbito institucional e social e, em muitos casos, assume-se uma “prática cega de atendimento à comunidade”, prática centrada numa via de mão única, em que a universidade determina o que será desenvolvido para a comunidade externa (p. 87).

Tal situação parece evidenciar uma sensação de inferioridade para essa atividade universitária. A extensão, como uma ação acadêmica, além de estar em um constante processo de definição, e/ou de redefinição, também depende da interpretação dos indivíduos que pretendem desenvolvê-la. Isso pode ser considerado um problema, porque sua indefinição poderia justificar a falta de trabalhos nessa área. Por outro lado, pode-se haver uma vantagem por se abrir um espectro de possibilidades de atuação como é o caso, por exemplo, da ação Conversas sobre Matemática com pessoas na terceira idade.

Por motivos vários, a extensão vem sendo compreendida e desenvolvida de diferentes formas por instituições de ensino superior. Em seguida, faz-se um exercício para elaborar uma compreensão da construção desse conceito.