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Analyse des effets horizontaux

Dans le document Décision 21-DCC-261 du 23 décembre 2021 (Page 8-12)

A pesquisa se desenvolveu sob o viés qualitativo documental que de acordo com Fonseca (2002) possui as mesmas etapas que a pesquisa bibliográfica, porém, a pesquisa bibliográfica recorre a fontes formais como livros e artigos, enquanto a pesquisa documental pode-se utilizar fontes diversificadas tais como jornais, revistas, documentos oficias, cartas, diários.

Tal metodologia, apresentou-se como a mais adequada pois as entrevistas aplicadas serão do tipo semiestruturada, estas trazem visão do entrevistado sobre o fenômeno investigado, evitando assim generalizações e levando em conta as particularidades de cada entrevistado, isto abre a possibilidade de se realizar uma análise aprofundada do discurso do sujeito.

3.1. Participantes da pesquisa

Os participantes foram os coordenadores do PIBID de Física das seguintes instituições: Pontifícia Universidade Católica, Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Universidade Federal do Paraná. Durante o levantamento das Instituições de Ensino Superior o Centro Universitário Campos de Andrade (UNIANDRADE), não foi elegível para a pesquisa pelo fato de não possuir os programas de incentivo à docência pesquisado, pois a instituição está em processo de restruturação dos seus cursos e no momento da pesquisa ela ainda não havia se habilitado nos referidos programas.

3.2. Meio da coleta de dados

A coleta de dados ocorreu por meio de entrevista semiestrutura que é definida por Morgan (1988) “como uma conversa intencional entre duas ou mais pessoas, dirigida por uma delas, com objetivo de obter informações sobre a outra. ”

É preciso dizer que nos estudos qualitativos, as entrevistas podem ser classificadas quanto ao seu grau de estruturação. E, segundo Merton e Kendall (1946), as entrevistas podem ser guiadas por questões mais abrangentes acerca do tema de pesquisa o que confere ao entrevistado um grau maior de liberdade e espontaneidade nas respostas, enquanto que para o entrevistador é possível a partir

das respostas levantar um conjunto de outras questões e aprofundar ainda mais a pesquisa.

Corroborando com esta ideia, Gil (1999) explica que nesse tipo de entrevista o entrevistador dá mais liberdade para o entrevistado responder às perguntas sem que este desvie o foco do assunto.

Bogdan e Biklen (1994) defendem a entrevista semiestruturada sob a ótica que é possível estabelecer comparações entre as respostas dos entrevistados.

3.3. Abordagem Fenomenológica para Análise Qualitativa

Visando a compreensão das vivências e experiências dos indivíduos, porém sem generalizá-las, e ainda procurando compreender as individualidades dos sujeitos, a abordagem fenomenológica na pesquisa qualitativa se torna a opção mais adequada para obter os melhores resultados. A abordagem fenomenológica objetiva interrogar o fenômeno, o qual nesta pesquisa se situa sobre a percepção dos coordenadores de curso de licenciatura em Física e coordenadores do PIBID sobre políticas públicas para a formação docente em que pese a condição existencial dessas políticas.

Martins e Bicudo (1994) caracterizam a fenomenologia como "o discurso esclarecedor a respeito daquilo que se mostra por si mesmo". Entretanto, para Giles (1979), a fenomenologia tenciona estudar “a aparição do ser na consciência ao invés de supor sua possibilidade dada antecipadamente”.

Contudo Alves (2005) diz que, parte-se da reprodução das narrações dos coordenadores as partes que abranjam ‘significações’ a respeito do fenômeno que está sendo observado e interpretado, intentando conceber tais significados contidos nas respostas bem como examinar de acordo com as suas percepções sempre se atendo rigorosamente à integridade da manifestação que o entrevistado demonstra durante as suas narrações. Isso é, analisar de forma imparcial o que o entrevistado está dizendo sobre o fenômeno bem como manter a essência da resposta, isso se refletirá nos resultados alcançados, tendo em vista que estes significados servirão de fonte única de pesquisa.

No presente estudo, as partes selecionadas para apreciação foram submetidas à abordagem fenomenológica através das análises ideográfica e nomotética. A primeira diz respeito a um tratamento quanto a visão individual de

cada sujeito; ao passo que a segunda é feita baseada na busca pelos significados atribuídos pelos diferentes sujeitos sobre o mesmo fenômeno e especialmente sobre pontos cruciais que compõe tal fenômeno, de forma que possa ocorrer um deslocamento dos resultados individuais para um cenário generalizado, com a construção de normatizações de onde se edificam as categorias que não são a priori, mas emergem a partir da indagação de consciência que os sujeitos são estimulados a realizar.

Sob a análise nomotética, dentro destas categorias as falas são correlacionadas a fim de se efetuar a comparação e assim verificar as confluências, bem como as particularidades presentes no detalhamento produzido por cada entrevistado. De acordo com Alves (2005, p. 117):

Cabe à análise ideográfica, destacar, a partir do discurso de cada pessoa entrevistada, os pontos que são reveladores de significação. Para que o pesquisador condense esses pontos, ele deve partir da leitura minuciosa e repetida de cada descrição ingênua, sob um olhar psicológico, com o propósito de encontrar o que há de mais revelador sobre o mesmo fenômeno, de modo a chegar às unidades de significado decorrentes do discurso do indivíduo (ALVES, 2005, p. 117).

Com as convergências e divergências devidamente identificadas é suscetível então compilar as entrevistas e também os categorizar, de acordo com as particularidades e individualidades identificadas para que se possam formar panoramas gerais que envolvem um mesmo mote. Graças (2000, p.32) destaca acerca da análise nomotética:

É possível vislumbrar com maior clareza não só as percepções individuais como as generalidades que formam a unidade essencial ou estrutura geral do fenômeno, calcadas nas experiências de quem o está vivendo, o que é suficiente para embasar a construção final dos resultados (GRAÇAS, 2000, p. 32).

Para análise de dados optou-se por uma abordagem de pesquisa qualitativa, visando compreender as experiências dos indivíduos sem que haja generalizações.

3.4. INSTRUMENTO PARA CONSTITUIÇÃO DOS DADOS

Afim de registrarmos as percepções dos coordenadores acerca dos programas de incentivo à docência, foi elaborada uma entrevista semiestruturada

(Quadro 3), para que sirva de ferramenta de coleta de dados, assim possibilitando uma análise aprofundada dos dados reunidos.

A entrevista do presente estudo foi desenvolvida com o intuito de compreender o funcionamento das instituições de ensino no tocante à sua estrutura e como ela se integra com a sociedade, visando quais os impactos (positivos e negativos) que as políticas públicas educacionais trazem para a instituição. Além disso, tal entrevista também explora o cotidiano de um coordenador de curso, o que nos dá a percepção do lado profissional e humano da área de ensino e por fim nos traz a visão do coordenador com relação ao programa de incentivo à licenciatura e como ele funciona dentro da instituição.

Os temas abordados na entrevista foram:

• Dados referentes à instituição: tempo de existência da instituição e do curso de licenciatura em Física, número de vagas, formas de ingresso, percentual de desistência.

• Dados referentes aos programas de incentivo à docência: qual programa a instituição oferece, forma de seleção e desistências.

Foram realizadas entrevistas pessoalmente pela autora deste TCC, dentro das próprias instituições de ensino, as entrevistas foram gravadas com a devida autorização dos sujeitos.

Na Pontifícia Universidade Católica, a entrevista foi realizada com o coordenador do PIBID e do curso de licenciatura em Física, o qual foi o responsável pela criação do curso dentro da universidade, e que coordena também o PIBID.

Na Universidade Federal Tecnológica do Paraná – Campus Curitiba foi realizada a entrevista com a coordenadora do PIBID.

Na Universidade Federal do Paraná a entrevista foi realizada com a coordenadora do PIBID.

Questão Enunciado

01 Há quantos anos existe a Universidade? E o curso de Licenciatura em Física?

02 Há quantos anos está na instituição? Em específico no cargo de Coordenador?

Educação? Qual é o conceito do curso?

04 Qual a composição socioeconômica da Universidade? 05 Qual o suporte econômico da Universidade?

06 Qual o perfil do aluno egresso no curso de Licenciatura em Física? 07 A Universidade participa do programa PIBID?

08 Qual a política da Universidade para selecionar alunos para PIBID? 09 Quantas vagas são ofertadas por ano ao curso de Licenciatura em

Física?

10 A Universidade participa de outros programas de incentivo à docência? Quais?

11 Qual a política da Universidade para selecionar alunos para os demais programas?

Quadro 3 – Pauta da Entrevista semiestruturada. Fonte: a autora (2018)

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