MATÉRIEL ET MÉTHODES 1. Préparation des extraits aqueux
5. Analyse comparative de l’activité biocide des traitements testés
Os primórdios do futebol remetem a jogos de bola praticados por índios localizados na América Central e Amazonas. Alguns historiadores sinalizam que o início do jogo aconteceu na Grécia Antiga, e outros que sua origem se encontra na China. Na Europa, o jogo também estava presente em países como a Inglaterra, a França e a Itália. Essa forma primitiva do futebol era um passatempo das massas e, por isso, a aristocracia não apoiava sua prática, chegando ao extremo de proibição em países como a China e a própria Inglaterra (GIULIANOTTI, 2010, p.15-16).
No início do século XIX, as escolas públicas da Inglaterra tornaram-se um foco de desordem, e a prática de esportes, especialmente o futebol, foi um meio encontrado para disseminar a teoria de obtenção de disciplina por meio do esporte.
Contudo, cada escola, cidade, bairro praticava o futebol de acordo com suas regras, o que dificultava a realização de partidas e competições. A partir da necessidade de uma organização maior da modalidade, foi criada a Associação de Futebol (FA), para determinar as regras e organizar os campeonatos. No mesmo período, na cidade Rugby, um grupo de pessoas defendia que o esporte deveria ser praticado com as mãos, e não com os pés, criando assim uma separação que culminou com a criação de outro esporte que levou o nome dessa cidade e, hoje, é bastante característico do Reino Unido, o rugby.
As novas classes trabalhadoras eram controladas pela ordem moralizadora de uma burguesia municipal inclinada a erradicar toda a intemperança e a diversão não civilizada. Somente na década de 1860, com a legislação do futebol e de outros jogos antigos, o povo teve uma ampla cultura de esportes para nela mergulhar mais uma vez. (GIULIANOTTI, 2010, p.20)
A partir da Inglaterra o futebol começou a se espalhar por toda a Europa, por meio de estudantes e imigrantes que passaram a morar em países como a Suíça, Itália e Holanda. Nos países colonizados pela potência britânica, como a Austrália e a África do Sul, o futebol chegou junto com toda a carga cultural inglesa, auxiliando na construção de novas identidades sociais e culturais.
Evidentemente, a influência política e cultural inglesa foi vital para a difusão internacional do futebol. As diferenças de classe continuaram importantes. Esportes mais imperiais, como o rúgbi e o críquete, prevaleceram nos domínios, enquanto o novo jogo industrial foi facilmente introduzido por intermédio de redes comerciais e educacionais. A hegemonia cultural britânica em relação ao futebol permaneceu nesses campos estrangeiros. O inglês foi frequentemente a língua oficial das associações de futebol locais, e o termos ingleses (tais como corner, referre, free-kick,
penalty e, recentemente, hooligan) tornaram-se padrão entre os
jogadores e torcedores. (GIULIANOTTI, 2010, p.24)
No Brasil, o futebol chegou por meio de jovens de famílias ricas que foram estudar na Inglaterra, sendo Charles Miller, em 1894, o grande precursor. Ao contrário de seu país de origem, no Brasil, esse esporte teve seu início como uma prática esportiva de elite. Os times eram formados por sócios de clubes elitizados em que só eram associados os ricos e nobres, exclusivamente brancos. Contudo, a dificuldade em formar dois times de doze pessoas nobres e ricas para realizar as
partidas fez com que os introdutores e incentivadores do futebol no país começassem a abrir exceções, chamando pessoas de outras classes sociais para participarem das partidas.
Devido à forte segregação social (e ao machismo, que permitia a prática apenas para os homens), durante os jogos, alguns negros passavam pó de arroz ou talco no corpo para parecem brancos. Um exemplo bastante conhecido é o do jogador Carlos Alberto que, em 1914, ao sair do América Futebol Clube para jogar no Fluminense, passava pó de arroz no corpo para esconder a sua cor. O jogador passou a ser chamado pelas torcidas adversárias de “pó de arroz” e, ao contrário do que imaginavam os oponentes, esse se tornou um símbolo, e um apelido, da torcida do Fluminense até os dias de hoje.
Nessa época, nada era mais elitizado do que o futebol, já que era jogado e comentado por poucos, visto que todos os termos técnicos eram em inglês. Contudo, não demorou muito para o brasileiro pegar gosto por este esporte. Diferente do remo – o grande sucesso até cerca de 1920 no Rio de Janeiro e que exigia grande vigor físico e equipamentos sofisticados –, o futebol impôs-se pela simplicidade das regras e infraestrutura, além de não exigir maiores dotes por parte dos praticantes. (GURGEL, 2006, p.15)
Assim, o futebol começou a se popularizar e cada vez mais pessoas, de diferentes classes sociais, passaram a se interessar por esse novo esporte que encantava a sociedade. Alguns times, como o Bangu Atlético Clube, nasceram dentro de empresas, e boa parte dos jogadores eram trabalhadores que praticavam o esporte em suas horas de folga. Estudos indicam que existiu um movimento muito forte dos empresários para que os atletas não fossem considerados profissionais, o que contribuiu para o atraso no desenvolvimento da profissionalização do futebol no Brasil. “Mas uma coisa é clara, não resta dúvida: assim que o futebol chegou ao Brasil, o povo se apropriou dele, ele se espalhou como se tivesse preparado para ação, só esperando para jogar” (ZIRIN, 2014, p.120).
As partidas de futebol passaram a fazer parte da vida cotidiana. A população brasileira passou a acompanhar os jogos nos estádios, inclusive as mulheres, e, aos domingos, as partidas davam o tom da rotina, tornando-se um programa, motivo de conversas ou tema de comemorações.
A imprensa brasileira passou a incluir o futebol como assunto de suas publicações: primeiro nos veículos impressos, depois no rádio, na televisão e, hoje, na
internet. Além das chamadas e resultados dos jogos, o esporte apareceu também em crônicas e críticas sociais. Lima Barreto, Mário de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Nelson Rodrigues, Luís Fernando Veríssimo, Vinicius de Moraes e muitos outros, incluíram o tema futebol em seus conteúdos publicados dos jornais diários de São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais.
A ginga dos negros, vinda da capoeira, e todo um traquejo para dribles e jogadas artísticas parecem ter criado um novo jeito de se jogar futebol, mais imprevisível e “alegre” em relação à prática dos outros países. A identificação da população brasileira com o esporte foi crescente, sendo, atualmente, considerado como um dos elementos nacionais responsáveis pela caracterização da nação – junto do carnaval, das belezas naturais e da alegria e hospitalidade do povo.
A relação entre o futebol e o Brasil não tem tanto a ver com esportes como com identidade nacional: é o tecido conjuntivo de um país definido por diversas culturas colidindo juntas em violência e beleza. Essa nação é indígena, africana, alemã, italiana, japonesa, libanesa e do leste europeu. Quando as pessoas pensam no que as torna “brasileira”, o futebol representa em grande parte o que o baseball representou para os Estados Unidos décadas atrás: funciona como um portal para uma sensação de pertencimento e para uma identidade nacional diferente daquela de seus antepassados. (ZIRIN, 2014, p.117)
Em 1930, aconteceu a primeira participação da seleção brasileira em Copas do Mundo organizadas pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). Esse foi um primeiro passo para a solidificação da nação unida em prol de um objetivo único que perdura até hoje. Desde então, o Brasil é o único país do mundo a participar de todas as edições da competição e, também, é o único a ter vencido 5 vezes: 1958, 1962, 1970, 1994, 2002.
O envolvimento social do futebol no Brasil ultrapassou o âmbito das conversas cotidianas e da presença nos campos e estádios e chegou ao cenário político, sendo o esporte utilizado claramente como elemento de propaganda política. O exemplo mais conhecido foi durante o governo militar de Emílio Garrastazu Médici, que utilizou a participação e a vitória da seleção brasileira na Copa de 1970, no México, como uma forma de minimizar os impactos sociais negativos que a sua gestão, baseada na ditadura e na opressão, tinha na sociedade.
Esse uso político do futebol aconteceu por muitas décadas e, em 2014, quando a Copa do Mundo de Futebol foi realizada no Brasil, esse tema tomou força, pois este era também um ano de eleições. Aproximar o governo da seleção brasileira era uma aposta bastante arriscada, em que tudo poderia acontecer: em caso de vitória em campo, o governo poderia apropriar-se do feito; em caso de derrota, poderia ser considerado tão culpado quanto os atletas. A discrição foi a tônica do governo da presidente Dilma Rousseff, que não saiu tão impactado pela derrota vexatória da seleção brasileira por 7x1 contra os alemães na semifinal.
Em uma de suas crônicas, Nelson Rodrigues comentou a derrota do Brasil, em casa, na Copa de 1950. Essa crônica parece ter sido escrita para 2014 também e demonstra claramente a importância social que o brasileiro dá para o futebol e para os resultados em campo de sua seleção nacional.
É a fé que dói na gente como uma nevralgia. Acreditamos na seleção com uma dessas certezas fanáticas e totais. Ontem, um urubu de Edgar Allan Poe veio crocitar-me ao ouvido: - “E se o Brasil der com os burros n’água?’ A miserável hipótese soou como uma agressão física. Um insucesso viria desencadear neste país uma espécie de Hiroshima sentimental. Seria uma catástrofe hedionda. (RODRIGUES, apud MACHADO, 2014, p. 123)
O futebol é para o brasileiro uma espécie de elemento construtor da identidade nacional. Tanto interna quanto internacionalmente, o Brasil é sempre lembrado por suas belezas naturais, pela alegria de seu povo e por seu futebol. A maioria dos brasileiros possui “o seu time do coração”, e as competições regionais, nacionais e internacionais influenciam a rotina dos brasileiros, mesmo daqueles poucos que não gostam do esporte. Diz-se no Brasil que três assuntos não devem ser discutidos, caso não se queira perder a amizade de seu interlocutor: política, religião e futebol.
De fato, essa relação entre povo e futebol tem sido tão profunda e produtiva que muitos brasileiros se esquecem de que o futebol foi inventado na Inglaterra e pensam que ele é, como a mulata, o samba, a feijoada e a saudade, um produto brasileiro. Tal ousadia em mudar uma história recente e bem documentada apenas indica o quanto o “futebol” mobiliza e apaixona as massas. Provavelmente, conforme muitos têm acentuado, porque é uma atividade que indubitavelmente promove sentimentos básicos de identidade individual e coletiva entre nós. (DAMATA, 1994, p.12)
Essa importância social do futebol na sociedade brasileira não tem impacto apenas na vida cotidiana ou política, a economia também é um campo de atuação do esporte das bolas nos pés. As negociações no mundo do futebol movimentam grandes valores, tanto na compra e venda de atletas, quanto em patrocínios, prêmios e transmissões de partidas. A realização da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil demostrou claramente a força econômica que a modalidade tem.
De acordo com Patu, Amora e Coutinho (2014, on-line), os gastos governamentais com a Copa do Mundo foram de R$ 25,8 bilhões, sendo R$ 8,1 bi para mobilidade urbana, R$ 8 bi na construção e reforma dos estádios, R$ 6,3 bi na ampliação de aeroportos, R$ 1,9 bi em segurança, R$ 600 mi em ampliação de portos, R$ 400 mi em telecomunicações e R$ 400 mi em outros gastos. Já o portal da Revista Exame4 traz informações da agência de notícias Reuters afirmando que US$ 11 bilhões foram o total investido pelo Brasil para organizar o Mundial, sendo considerado o mais caro da história.
Dados da Riotur5 apontam que só o Rio de Janeiro recebeu 886 mil turistas, sendo 471 estrangeiros e 415 mil visitantes nacionais e que eles foram responsáveis por uma movimentação de R$ 4,4 bilhões na cidade.
Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)6, a previsão de movimentação de negócios das empresas brasileiras durante o mundial foi de US$ 3 bilhões. Vale destacar que, na Copa das Confederações, também realizada no Brasil no ano anterior, o volume de negócios das empresas foi de mais de US$ 1 bilhão.
Chade (2015, on-line) destaca que documentos divulgados pela FIFA afirmam que a entidade faturou US$ 5,7 bilhões com o mundial, incluindo valores de bilheteria dos estádios e outros eventos. Esse valor, segundo o autor, representa uma diferença de mais de US$ 800 milhões em relação aos lucros obtidos na edição do Mundial na África do Sul em 2010.
O impacto econômico do futebol é visível no mundo todo e, no Brasil, não seria diferente. As variadas formas de patrocínio, o profissionalismo do esporte (ou a
4 Disponível em Exame.com: <http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/os-grandes-numeros-da-copa-
no-brasil>. Acesso em: 15 ago. 2104.
5 Disponível em: <http://www.rio.rj.gov.br/web/riotur/exibeconteudo?id=5330603>. Acesso em: 15
ago. 2014.
6 Disponível no Portal da Copa: <http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/apex-brasil-preve-
movimentacao-de-us-3-bilhoes-em-negocios-de-empresas-brasileiras-durante-a>. Acesso em: 15 ago. 2014.
falta dele) e a influência das emissoras de televisão são alguns dos fatores que determinam fortemente como o setor atua.
As emissoras de televisão ditam regras nas competições quando compram os diretos de transmissões dos campeonatos. A alta audiência, que traz como consequência o aumento da base de público, e o pagamento aos clubes e atletas dos direitos de imagem fazem com que essas emissoras tenham grande poder na decisão de horários dos jogos, na escolha das partidas que serão televisionadas e até mesmo nos patrocinadores que aparecerão nos intervalos comerciais. Essa influência, que traz consequências negativas para o esporte, vem de décadas passadas, como comenta Gurgel (2006, p. 77-78):
De fato a Copa de 1986 é uma das mais expressivas, quando se pensa nas relações entre mídias e futebol. Toda a grade horária dos jogos foi feita pensando na melhor estratégia para o telespectador, principalmente o europeu. A consequência disso é que a maior parte das partidas aconteceu em pleno verão, sob um sol escaldante. Essa era a forma para que os jogos fossem veiculados em horário nobre do continente europeu. Especialistas esportivos e jornalistas criticaram a falta de preocupação com a qualidade do produto que estava sendo veiculada pela TV.
Essa lógica não foi modificada até os dias atuais e ficou evidente na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, quando o mesmo problema de horário de jogos foi constatado. Com partidas realizadas no período da tarde, com temperaturas elevadas, era notório o interesse em beneficiar o público televisivo europeu e não o esporte, os atletas e o público presente nas arenas brasileiras.
Nos campeonatos que ocorrem ao longo do ano, também é possível perceber a influência das emissoras que exigem horários de partidas que não prejudiquem sua grade de programação e a preferência por transmitirem jogos de grandes equipes capazes de atrair público telespectador aumentando sua audiência.
A falta de profissionalismo do futebol brasileiro é outro fator que interfere nos aspectos econômicos do futebol. Como mencionado anteriormente, é histórica a tentativa de manter os praticantes do esporte como amadores, já que o interesse era que continuassem atuando como funcionários das empresas e jogassem apenas nas horas vagas. Essa cultura perdurou durante muitos anos, o que contribuiu para que ainda hoje os clubes brasileiros tenham dificuldade em sua administração. Apesar de trabalharem com grandes volumes financeiros e obterem lucro nas negociações com
patrocinadores e com a venda de atletas, os clubes esportivos são considerados instituições sem fins lucrativos no Brasil, o que os beneficia, por exemplo, com redução no pagamento de impostos. Mesmo assim, muitos clubes encontram-se endividados, sem dinheiro para pagar a folha de pagamento e manter sua estrutura, o que prejudica o desempenho das equipes e o esporte de maneira geral.
Rocco (2015, p.153) avalia que a comunicação pode ser uma grande aliada no processo de gestão do esporte. Para ele, os administradores esportivos precisam profissionalizar a gestão e a comunicação a fim de estreitarem o relacionamento com seus públicos de interesse, fazendo dessa estratégia um diferencial competitivo.
Um dos aspectos, em geral, negligenciado pelas entidades esportiva, especialmente no Brasil, é a construção ou valorização de um processo de comunicação organizacional que possa identificar a agremiação com seus stakeholders, sejam eles jogadores, colaboradores, comunidade, profissionais de mídia e torcedores, criando uma identidade clara e definida. (ROCCO, 2015, p.153)
Ainda no caminho crítico sobre a administração do futebol e de seus representantes nacionais, Gurgel (2006, p.44) faz a seguinte análise sobre a Copa do Mundo de 1994, quando o Brasil foi campeão: “no discurso construído nas mídias brasileiras, a tônica era que, enquanto conquistava resultados expressivos no campo, o futebol nacional acumula resultados vergonhosos no mundo da gestão e das políticas esportivas”. Mesmo com avanços no legislativo, como a Lei Pelé7, que vislumbrava
uma melhora na gestão do esporte brasileiro, essa situação apontada pelo autor só pirou, visto que os resultados em campo, na última Copa do Mundo, estiveram longe do desejável, e os clubes se encontram cada vez mais endividados. Essa questão aborda não só decisões internas dos dirigentes dos clubes, mas também políticas públicas sobre o esporte que deveriam estar na pauta governamental. Mesmo com a realização de grandes eventos esportivos no país, porém, parece que esse tema não desperta o interesse dos governantes.
Outro fator que influencia diretamente na relação entre futebol e economia é o universo dos patrocínios e da comunicação. As empresas de diferentes segmentos que pagam grandes valores para ter suas marcas vinculadas ao mundo do futebol são as maiores responsáveis por fazer a bola não parar de rolar. Essa relação é evidente
7 A Lei na íntegra encontra-se disponível em: <http://www.cbc-
quando o País passa por alguma crise financeira, e as empresas recuam nos investimentos no setor, deixando os clubes em situações complicadas para honrarem seus compromissos.
Um movimento cada vez mais comum é o aumento no número de patrocinadores que um time tem. Antigamente, uma grande empresa, ou poucas, patrocinava um time durante toda a temporada, e um exemplo clássico foi a parceria entre o Palmeiras e a Parmalat na década de 1990. Hoje, os times jogam com diferentes patrocinadores estampados em suas camisas e nos painéis colocados nas salas de imprensa, demonstrando claramente que o volume de dinheiro investido por empresa individualmente está cada vez menor.
Como mencionado no início do capítulo, os investimentos das empresas em comunicação esportiva podem configura-se de diferentes formas: por meio de placas ao redor dos campos ou mensagens nos telões, por licenças para comercializar produtos dentro das arenas, pelo fornecimento de materiais esportivos, pela exposição das marcas nos uniformes, entre outras. Cada uma dessas formas acarreta um valor ou uma forma de pagamento que pode chegar até mesmo a influenciar o modelo de contrato de atletas específicos para atuarem nas equipes.
Os patrocínios também podem aparecer para os atletas em particular e não apenas para o clube ou time. Essa forma é cada vez mais crescente e envolve os superastros que passam a se comportar como garotos propaganda de diferentes produtos. No Brasil, o primeiro caso desse tipo de patrocínio foi a associação do chocolate Diamante Negro com o jogador de futebol do Flamengo, durante as décadas de 1930 e 1940, Leônidas da Silva. O apelido de Leônidas era Diamante Negro, e a empresa Lacta “rebatizou” o seu chocolate para associá-lo ao incrível jogador que tinha inventado a “bicicleta”. Leônidas procurou a empresa e ganhou a quantia de 2 contos de réis. Devido ao seu grande sucesso nos gramados, Leônidas tornou-se um exemplo desse tipo de associação entre atletas e marcas, mesmo que de forma bastante amadora, como explica Gurgel (2006, p.27):
Leônidas da Silva foi um dos primeiros no Brasil a virar superastro das propagandas. Como revela Mário Filho, o excepcional jogador vivia recebendo convites para fazer propagandas dos mais variados produtos. Faz muitas delas sem critério. Um caso célebre foi o da goiabada Peixe: o atleta assinou um declaração de que só comia aquela marca de doce de goiaba, e isso virou um anúncio de jornal.
No entanto, em contrapartida, a remuneração dele foi um caixote dessa goiabada.
Atualmente, é possível considerar Neymar como um dos nomes de maior destaque nesse segmento no país. O jogador é garoto propaganda, recebendo patrocínio de marcas de diferentes segmentos, variando entre refrigerante, roupa