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An Analysis of Alabama's School Leadership Structure Initiatives

Round and Round They Go; Where They Will Land, No One Knows 1

3.6 An Analysis of Alabama's School Leadership Structure Initiatives

Esta Escola que funciona em prédio de propriedade da Cidade da Luz, no bairro de Pi- tuaçu, na cidade de Salvador, Estado da Bahia, representa a concretização de um sonho de José Medrado, presidente da Cidade da Luz, instituição espírita onde funciona o Cecluz, o Abrigo Lar Luz do Amanhã, um Centro de Adoção de menores e outras atividades de cunho sócio-cultural, na Rua Barreto Pedroso, n° 295, Pituaçu. Sonho este, abraçado por pessoas que oferecem a sua ajuda e o seu apoio, seja profissional, financeiro, ou pessoal, para que a Escola cumpra os objetivos para os quais foi criada. E principalmente, abraçado pelos educadores que nela atuam e acreditam na sua proposta.

Resultado de um convênio entre a Prefeitura Municipal de Salvador e o Cecluz, foi i- naugurada no dia 10 de fevereiro de 2004, às 19 horas, na presença do Prefeito Antônio Im- bassahy, da então Secretária Municipal de Educação e Cultura, Dirlene Mendonça, da Sra. Tércia Borges, de colaboradores da Cidade da Luz e do corpo docente da Escola.

Ao som do Hino Nacional entoado pela Banda da Aeronáutica, teve início a solenida- de que representou o começo de uma nova etapa na história da Cidade da Luz. O patrono es- piritual da instituição, Francisco de Assis, foi homenageado com a Canção para Francisco, por Marcelo Bacelar, colaborador da Instituição.

4.2.2.1 O Bairro de Pituaçu

O bairro se desenvolveu às margens da Lagoa de Pituaçu26 em terras da fazenda Pia- çaveira (onde era cultivada a piaçava, produto de origem vegetal utilizado para a confecção de

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Criado por decreto estadual em 1973, do então governador Roberto Santos, o parque de Pituaçu ocupa uma área de 450 hectares e é considerado um dos raros parques ecológicos brasileiros situados em área urbana. Possui um cinturão de mata Atlântica com diversidade de fauna e flora. No parque também existe uma lagoa, criada artificialmente em 1906, com a construção da barragem do rio Pituaçu, para o abastecimento de Salvador. As opções de lazer em Pituaçu variam desde o pier com pedalinhos dentro da lagoa, até a ciclovia com 18 quilôme- tros que contorna toda a reserva. Completam a infra-estrutura brinquedos infantis, lanchonetes, sorveterias e sanitários. No local também funciona o Espaço Cravo, um museu a céu aberto com o acervo de 800 obras de arte do artista plástico Mário Cravo que representam totens, figuras aladas e tridimensionais, desenhos e pinturas. É considerado um dos raros parques ecológicos brasileiros localizados em área urbana. Possui uma área de Mata Atlântica com diversidade de fauna e flora. O parque também conta com esculturas e o Museu de Arte Mario Cravo Jr (funciona de quarta a domingo a partir das 8h). Pista de skate, aluguel de bicicletas, brinquedos infantis

vassouras), denominada também, segundo reportagem do Jornal “Tribuna da Bahia” (1984) de “Três Amores”. Outra reportagem do mesmo jornal fala em fazenda “Três Árvores”. O bairro cresceu com a chegada de moradores principalmente da classe média, que buscavam um local tranquilo para morar ou veranear. A origem do nome se deve a um tipo de camarão que os primeiros moradores pescavam na lagoa, chamado Pituaçu (nome de origem indígena:

Pitu que significa camarão grande e Açu que significa água doce). Com o passar dos anos as

terras da fazenda foram vendidas a pescadores, surgindo assim, uma pequena comunidade que tirava do mar o seu sustento.

Um dos antigos moradores do bairro declarou ao “Jornal A tarde” na coluna “A Tarde nos Bairros”27, que eles não jogavam lixo no rio porque utilizavam a sua água que era a me- lhor da cidade. Por ocasião da reportagem, o bairro ainda não tinha escolas, mas a presença de muitos professores fez com que uma das ruas se chamasse “Rua dos Professores”. A reporta- gem fala ainda de uma suposta perseguição da Guarda Florestal da Superintendência de Á- guas e Esgotos do Recôncavo (SAER) aos moradores do bairro, que pode ter prejudicado o seu crescimento, impedindo que os moradores fizessem melhorias nas ruas e nas casas, ale- gando ser o terreno de propriedade da SAER. Esta Guarda Florestal foi extinta pela Lei nº 3.002 de 15 de dezembro de 197128.

Figura 2 – Parque de Pituaçu anos 1980. Fonte: Tribuna da Bahia.

e lanchonetes são outras opções. Fica na Av. Otávio Mangabeira, esquina com R. Netuno – Pituaçu. Informa- ções: (71) 3363 5859. Funciona diariamente das 8h às 18h (BAHIATURSA).

27 A reportagem, sem data no fragmento publicado na internet, deixa claro que o fato se passou depois do golpe de 1964, porque cita uma visita do prefeito Nelson Oliveira e do governador Lomanto Junior ao nascente bairro. 28

Extingue a Guarda Civil, a Polícia Rodoviária e a Guarda Florestal e regula o destino do seu pessoal tendo em vista ser da exclusiva competência da Polícia Militar a execução do policiamento fardado, dispõe sobre o Corpo Especial do Policiamento Feminino e dá outras providências.

Na região se concentrou, por muito tempo, uma intensa vida noturna, com a explora- ção de bares, restaurantes, quiosques e hotéis. Verificava-se um grande contraste entre a po- pulação das invasões, formada por trabalhadores de baixo poder aquisitivo e as pessoas que iam lá à procura de descanso, em suas casas de veraneio, ou de lazer na vida noturna. José Barreto Mathias, conhecido como “Mathias do Verso e Prosa”, um dos antigos comerciantes do bairro fez a seguinte declaração à Tribuna da Bahia (1984):

[...] durante o dia, Pituaçu movimenta-se através dos sub-empregados, indo e vindo ao trabalho, ou então, pela intensidade dos turistas que buscam o para- íso do cinturão verde. À noite, é o mundo encantado dos boêmios, intelectu- ais, pintores, inventores, em particular jornalistas, refugiando-se do cotidia- no, entre uma cerveja e outra. [...] a contradição social do próprio bairro faz com que ele se transforme beneficamente, saindo da rotina de toda cidade. Mathias comentou que Ana Coelho, possivelmente professora, porque a reportagem não esclarece, deu entrada no pedido de criação de uma escola. Lamentando as carências do bairro, disse Mathias: “é grande a falta de perspectivas para o bairro. É de tal forma, que se formos analisar, acabaremos ainda mais descrentes nos políticos que pensam apenas em utili- zar-se da área para esconderijos propícios às campanhas” (TRIBUNA DA BAHIA, 1984). O escultor, inventor, mecânico e boêmio Maneco Zabelê, antigo morador do bairro, falou à re- portagem: “toda Pituaçu representa o pulmão inatingível de Salvador, sendo por essa razão, alvo das atenções de tantos turistas”. E, falando das contradições do bairro, acrescentou: “a- quilo que a vida noturna possui para a classe media, a vida diurna faz desaparecer para os verdadeiros moradores, a comunidade de pescadores do bairro”.

Hoje a população do bairro é estimada em 15.000 habitantes. Entretanto, ainda é muito carente de serviços essenciais, principalmente nas áreas de saúde, educação, segurança e transporte. A população atual ainda tem características muito variadas, porque se vê favelas ao lado de boas construções residenciais. A intensa vida noturna de outrora hoje perdeu seu brilho, porque surgiu na cidade outras áreas de lazer que atraem tanto turistas quanto pessoas da classe média e alta. Lembro-me ainda da antiga Churrascaria Alex, onde fui muitas vezes com familiares, tanto depois do banho de mar em Itapoã, quanto à noite.

O Parque de Pituaçu é hoje uma das principais atrações turística da cidade e espaço de lazer para moradores do bairro e de toda a cidade de Salvador. É também local de recreação, de aulas e passeios ecológicos para estudantes tanto da rede pública como da rede privada de ensino de Salvador. Tem sido ainda palco de atividades de responsabilidade social desenvol- vidas por instituições educacionais e Organizações Não Governamentais (ONGs).

Figura 3 – Parque de Pituaçu atualmente. Fonte: Bahiatursa

Podemos dizer que o Parque de Pituaçu já é hoje um espaço histórico-cultural onde se desenvolvem atos de currículo escolar, contribuindo para o desenvolvimento da consciência para a preservação do meio ambiente entre os alunos. Entretanto, a Lagoa do Parque é hoje motivo de preocupação ecológica. O presidente do Grupo SOS Pituaçu, Dil Gramacho, que luta desde 2003 pela revitalização do Parque, fala da degradação que a lagoa vem sofrendo desde 1905 quando foi construída a barragem. Ele diz: “tem lugar em que a gente nadava até há pouco tempo e que agora só se vê terra rachada” (CORREIO DA BAHIA, 2006).

É, portanto, nesse cenário de múltiplos significados que se inserem na história da ci- dade, que está implantada a Escola Municipal Carlos Murion, contribuindo para a construção do espírito de cidadania; bem como para o processo de inclusão escolar e social; acolhendo e trabalhando com as contradições próprias da população local.

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