Chapitre 2. Etude bibliographique 17
2.1 Les polymères biodégradables 17
2.1.3 Les agro polymères: cas de l’amidon 26
2.1.3.3 Amidons modifiés 34
A degradação tem várias causas, dentre elas a erosão e o manejo inadequado do solo. Em se tratando deste último, pode-se destacar as atividades agropecuárias e suas práticas, como por exemplo, o desmatamento desmedido e irracional, a irrigação de forma errada, salinizando ou encharcando o solo, o sobrepastoreio que compacta o solo e o uso de defensivos agrícolas que provocam a contaminação do solo e eliminam os microorganismos ali presentes. Deduz-se, portanto, que isso é um reflexo derivado de uma estrutura fundiária extremamente rígida onde são desenvolvidas aquelas atividades com baixo nível tecnológico, levando a práticas agrícolas predatórias. (SALES, 2002, p.116).
Com as causas naturais e as provocadas pelo homem, quanto à degradação do solo expostas na tabela 2, a compreensão fica mais clara.
Tabela 2: Classificação dos fatores de degradação das terras.
FATORES AÇÕES ANTRÓPICAS CONDIÇÕES NATURAIS
Facilitadores
Desmatamento Permissão do superpastoreio
Uso excessivo da vegetação Taludes de corte
Remoção da cobertura vegetal para o cultivo
Topografia Textura do solo Composição do solo Cobertura vegetal Regimes hidrográficos Diretos Uso de máquinas Condução do gado Encurtamento do pousio
Entrada excessiva de água / drenagem insuficiente Excesso de fertilização ácida
Uso excessivo de produtos químicos / estrume Disposição de resíduos domésticos / industriais
Chuvas fortes Alagamentos Ventos fortes
Fonte: FAO (1980 apud Araújo et al., 2008, p. 33).
Entendem Araújo et al (2008, p. 29) que as consequências disto no meio rural são:
Um declínio na produtividade ou uma necessidade crescente do aporte de nutrientes para manter as mesmas produtividades, uma vez que os “subsolos geralmente contem menos nutrientes do que as camadas superiores”, sendo necessário mais fertilizante para manter a produtividade das culturas. Isso, por sua vez, aumenta os custos da produção.
Partindo dessas constatações, conclui-se que são sérias as consequências ambientais, sociais e econômicas a esse respeito, por isso são necessárias medidas mitigadoras que visem minimizar esses impactos, bem como meios de recuperar os danos já existentes.
A questão torna-se ainda mais preocupante quando o olhar recai sobre os processos de formação do solo que, segundo Kendall e Pimentel (1994 apud ARAÚJO et al.,
2008, p. 21), “são lentos e necessitam de duzentos a mil anos para formar 2,5cm de solos, e isso sob condições agrícolas normais.” Dessa forma, a degradação do solo é muito mais crítica, uma vez que é quase irreversível, quando se trata do lapso temporal para se regenerar. “A irreversibilidade também ocorre quando o clima e as atividades humanas se combinam tornando um solo anteriormente sadio em área devastada.” (ARAÚJO et al, 2008, p. 20/21).
2.2.1 Erosão
É o processo natural de decomposição e transporte de sedimentos que altera as formas de relevo. Causada por agentes como vento, chuvas, águas correntes, pode ser acelerada por intervenções humanas, como por exemplo, o desmatamento. (TRIGUEIRO, 2005 apud GUERRA, 2009, p. 129).
Araújo et al. (2008, p. 34) afirmam que “embora a erosão possa ocorrer sem a intervenção humana, na prática, ela geralmente é iniciada e/ou acelerada por atividades antrópicas que causam o desaparecimento da cobertura protetora da vegetação natural ou danificam a estrutura do solo.”
No PAN (BRASIL, 2004, p. 42), consta que “a resultante do antropismo é principalmente a erosão, particularmente a laminar”, que se inicia com a destruição da cobertura vegetal.
A erosão pode ser pela ação da água e/ou do vento. Em ambos os casos, a camada superficial do solo é retirada. Para Araújo et al. (2008, p. 24), “a erosão eólica é mais comum em climas árido e semiárido e é considerada uma forma de degradação, bem como a da água que pode até deformar o terreno, formando ravinas e voçorocas.” Uma consequência grave disto, segundo os mesmos autores, é a redução da fertilidade, pelos motivos a seguir: Menor penetração de raízes em decorrência de um solo menos denso e mais fino; Redução na capacidade de retenção de água; Varredura dos nutrientes utilizados pelas plantas.
Para a FAO, segundo Araújo et al. (2008, p. 30), “aproximadamente 25 bilhões de toneladas de solo são erodidos a cada ano, sendo 17 toneladas por hectare cultivado.”
2.2.2 Deterioração Química
Dentro do que já foi citado anteriormente, a (1) irrigação inadequada que saliniza ou encharca o solo e o (2) uso de defensivos agrícolas, contaminando e eliminando os
microorganismos são só algumas causas deste tipo de degradação. Além destas, tem-se a (3) acidificação e o (4) esgotamento do solo, causando a perda de nutrientes. Para Araújo et al (2008, p. 25), “a salinização pode ser resultado de manejo mal realizado da irrigação, da alta concentração de sais na água ou atenção indevida à drenagem. Esta acarreta a salinização dos solos, especialmente em regiões áridas, por que as altas taxas de evaporação estimulam o processo.” E ainda, por atividades humanas que elevam a evaporação em solos com material salino ou com lençol freático salino. (ISRIC/UNEP, 1991 apud ARAÚJO et al., 2008, p. 25).
Segundo o PAN (BRASIL, 2004, p. 64), “a irrigação produz impactos indesejáveis em qualquer área semiárida” se realizada de forma inadequada e sem o recurso da drenagem. Complementa ainda o documento ao dizer que:
Um solo submetido à irrigação está salinizado quando a concentração de sais nesse terreno se eleva a ponto de prejudicar o rendimento econômico das culturas. A salinização do solo afeta a germinação e a densidade das culturas, bem como seu desenvolvimento vegetativo, reduzindo a produtividade das lavouras. Nos casos limites, a salinização pode levar à morte generalizada das plantas, inviabilizando o cultivo das terras afetadas. (BRASIL, 2004, p. 64).
Além disso, o uso excessivo de agrotóxicos é tido como poluição e pode levar à redução do potencial agrícola da terra. Resíduos industriais e urbanos também podem poluir terras agricultáveis. O esgotamento do solo pelo plantio excessivo de culturas, sem promover um pousio mínimo do terreno, exaure os nutrientes daquela área. Isso é comum onde a agricultura é praticada em solos pobres ou moderadamente férteis, sem a aplicação suficiente de esterco ou fertilizante. (ISRIC/UNEP, 1991 apud ARAÚJO et al., 2008, p. 25). E, por fim, a acidez pode ser provocada quando se utiliza muitos fertilizantes ácidos ou em decorrência da má drenagem em alguns tipos de solo.
2.2.3 Deterioração Física
Conhecidos pela compactação do solo, elevação do lençol freático e pelo rebaixamento da superfície da terra (subsidência), a esses tipos de degradação não se pode deixar de somar uma causa precursora que é o desmatamento desmedido e irracional, deixando o solo nu e exposto às intempéries do tempo. Da mesma forma, entende Cruz (1994, p. 135-147 apud ARAÚJO et al., 2008, p. 35) ao afirmar que “a remoção da cobertura vegetal
inicia ou acelera a erosão do solo sob a ação da chuva e do vento, de igual modo a queimada visando o controle de ervas estimula a lixiviação e a perda do solo.”
A compactação do solo como o resultado do uso de máquinas pesadas em solos instáveis, bem como o pisoteio do gado que, via de regra, é agravado por um sobrepastoreio da área. O impacto das gotas de chuva provoca também o selamento e encrostamento do solo. A elevação do lençol freático é ocasionada pelo encharcamento da terra que por sua vez não tem, na mesma proporção, a capacidade de drenagem. (ARAÚJO et al., 2008, p. 25)