Se a média mínima para aprovação for 7, as avaliações deveriam conter 70% de questões sobre o mínimo necessário que o aluno precisa saber. Os 30% restantes poderiam ser compostos de questões gerais de menor importância.
Antes das avaliações (pelo menos uma semana) o professor poderia dar um resumo contendo o conteúdo essencial do qual comporia 70% da prova.
Após a avaliação, o professor devolveria as provas corrigidas e explicaria alguma questão que a turma tenha tido dificuldade, e, individualmente, alguma questão que algum aluno não tenha entendido perfeitamente.
Quando a avaliação for sobre um trabalho, este não deverá exigir nenhum grande sacrifício do aluno − como resumir dezenas de livros − nem altos custos com materiais − como entregar dezenas de folhas impressas − ou outro tipo de exigência que nada contribui para o aprendizado do aluno.
O ideal é que o aluno aprenda tudo que precisa no horário de aula e não fique condicionado a ter que sacrificar seus horários de folga com estudos e temas de casa.
Aqueles alunos que não conseguiram alcançar a nota mínima para aprovação (70% de acertos), deveriam ter uma atenção maior do professor para tirar suas dúvidas em tempo hábil, onde o professor daria a chance de recuperar a nota através de um trabalho voltado a esclarecer as dúvidas do aluno, para que este tenha a condição de, não só recuperar a nota como principalmente aprender aquilo que não ficou bem claro.
Quase nenhum aluno é reprovado porque quer. Se estão havendo reprovações, algo esta errado com o aluno, com o sistema de ensino ou com o sistema de avaliação. E se algo está errado, algo tem que ser feito para corrigir este erro.
É importante que o professor tenha em mente que os critérios de avaliação deverão ser voltados para que os alunos tenham todas as chances de aprender tudo aquilo que for realmente necessário, de acordo com o objetivo do curso.
Para motivar os professores, sugerimos que eles ganhem um prêmio em dinheiro pelas melhores notas conseguidas pelos seus alunos num provão que deverá ser realizado pela escola (ou pelo Estado).
Os professores também deverão passar por uma avaliação de desempenho feita pelos alunos, de maneira que esta avaliação sirva como crítica construtiva aos professores para que eles possam melhorar cada vez mais. Os melhores professores, escolhidos pelos alunos, também deverão receber um prêmio em dinheiro.
CURSO BÁSICO (Ensino Fundamental - 1º Grau)
Não vamos entrar em detalhes sobre currículo de disciplinas, até porque este não é o objetivo deste livro, apenas antecipamos que o conhecimento adquirido deverá dar condições do adolescente resolver seus problemas cotidianos e ter noções básicas sobre o universo que o cerca. A participação dos pais poderia ser interessante na discussão e elaboração do currículo.
Acreditamos, também, que seja imprescindível o ensino sobre ecologia e relações humanas de forma que proporcione ao adolescente capacidade de entender as características do ser humano, as relações sociais, noções de justiça e principalmente o problema das drogas e do relacionamento sexual.
Texto para reflexão:
AMOR x PROFISSIONALIZAÇÃO
É muito comum os jovens se envolverem em relacionamentos amorosos (na verdade sexuais) abandonando suas perspectivas de estudo e de buscar uma formação profissional que possa garantir seu futuro e da família que eles pretendem formar. Alguns só querem saber de namorar, transar, se juntar, enfim exercer sua sexualidade de maneira inconseqüente.
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Como a sociedade parece incentivar estes relacionamentos, também deveria criar meios de conscientizar os jovens de que um relacionamento imaturo, baseado apenas em atração física − embora eles jurem que é amor − pode acabar mal ou comprometer um futuro promissor.
Todo adolescente deveria ter conhecimento das mudanças que acontecem com seu corpo e sua cabeça em relação ao sexo, para que não venha a se envolver facilmente em relacionamentos ilusórios, imaturos e, algumas vezes, irresponsáveis.
Acredito que educação sexual e planejamento familiar devam fazer parte dos currículos das escolas, para que os jovens não venham a jogar suas vidas fora simplesmente por desconhecerem o comportamento sexual humano.
As escolas deverão proporcionar acompanhamento médico/odontológico profilático, detectando problemas de saúde e encaminhando a um tratamento − se for o caso.
Durante o curso, os professores deverão criar atividades que possam descobrir e desenvolver talentos (letras, artes, esportes, etc.). Sempre lembrando que as pessoas têm interesses diversos.
No final do curso básico o aluno deverá passar por testes vocacionais, de aptidão artística e esportiva, que deverão descobrir o potencial de cada indivíduo, dando-lhes maior capacidade de decidir quais carreiras profissionais eles poderão seguir com sucesso.
CURSO PROFISSIONALIZANTE (Ensino Médio - 2º Grau)
Esta etapa de estudo deverá direcionar o estudante para uma profissão, conforme sua capacitação comprovada na etapa anterior e também de acordo com a necessidade do mercado de trabalho, tendo em vista que ao final do curso ele já deverá estar com trabalho garantido ou capacitado para montar um negócio próprio. Este jovem poderá formar-se em um curso técnico (com estágio) ou preparar-se para um curso superior.
Nos dois primeiros anos, o aluno terá aula com as disciplinas que lhe servirão para sua futura profissão, agora com conteúdo mais abrangente, e também, aulas de: filosofia (onde deverão ser estudadas e debatidas as principais religiões do mundo); planejamento familiar; informática; legislação (criminal, ambiental, trânsito...); condução de automóveis (auto-escola); organização de empresas; economia; saúde (prevenção de doenças, acidentes, prevenção de incêndios e combate ao fogo, primeiros socorros, etc.) e nutrição.
No segundo ano deverão ser feitas visitas em empresas que estejam ligadas ao seu futuro trabalho, para que o aluno possa confirmar na prática seu interesse, ou fazer uma opção por outra área profissional.
No último ano, o aluno terá um curso profissionalizante com estágio ou fará um curso preparatório para prestar o vestibular (apenas com as disciplinas de interesse).
VESTIBULAR
Para que uma pessoa esteja apta a fazer um curso superior ela deverá ser avaliada pelo seu histórico escolar, sua orientação vocacional, suas aptidões para a futura profissão (psico-testes) e por um vestibular com questões práticas, que contenha apenas as principais disciplinas estudadas no curso escolhido.
O número de vagas oferecido deve estar de acordo com o mercado de trabalho, pois a partir da metade do curso o estudante já estará estagiando e ao final terá trabalho garantido.